Notas iniciais
Sim, o mundo é uma completa incógnita. Destinos semelhantes, e vontades opostas. Qual o destino daqueles que, um dia, consideraram-se irmãos? Uma incógnita.

Ó, sim, um monumento... Este, alcançando os céus sem dificuldade, sendo formado por cadeia de escadas, ''giratórias'', que levavam diretamente ao topo. Denotava-se o seu estado, ''conversado'', assim, denunciando o quão velho deveria ser. Ah, tolas crianças, sempre mantendo-se, assim, impressionadas com algo tão pequeno. Bom, era desta maneira que Emily pensava, afinal, considerava-se a mais velha do grupo, subestimando cada um dos que estavam presentes.

– Alguém consegue entender o que está escrito na entrada? Deve ser uma bobagem, vamos embora daqui. — Dissera, em um tom debochado, ostentando a ignorância, e a hostilidade, de suas ações. No entanto, ninguém pareceu atendê-la, estavam vidrados, e prestes a fazer exatamente o oposto. — Vocês não me ouvi...- Eis que, então, fora interceptada por um único gesto, realizado por Takashi. Notara, também, que ele a observava de soslaio, com um brilho incessante, ao qual sustentava o fulgor, presente naqueles olhos oblíquos e azulados. Fora um momento incompreensível, fazendo-a suar, concedendo-a uma sensação inexplicável. Estava com medo? Sim, ele a fizera sentir-se assim.

– Embora não entenda como...- Começou, Takashi, com um tom sério demais, tendo em vista que era apenas uma criança. — Compreendo o que está escrito nestas runas, aqui, encrustadas. — Lentamente, com o dedo indicador, seguira a linha, adequadamente, ao passo que começava a traduzir. — ''Ó, guerreiro, se tiveres coragem, adentre sem temor. Isso é, caso não tema a morte... Apenas o escolhido conseguirá entender às letras gravadas, assim, sendo esse o único, capaz de prosseguir''. — E sua fala cessou, abruptamente, quando os outros três voltaram seus olhares para ele, cada um, com às sobrancelhas franzidas.

Sarah aproximou-se, subitamente, envolvendo seus ombros com ambas as mãos, os olhos focalizados no dele, e seus lábios levemente comprimidos. Os cachos, áureos e ondulados, concediam à pequena elfa um ar de elegância. Seus olhos, sublimes, fumegavam, semelhante às chamas incessantes. — O que isso significa, Takashi? Qual o significado de estar escrito, aí, que apenas o escolhido consegue compreender? Afinal, isso torna-se ainda mais assustador quando ao olhar para estas escrituras, só reconheço um monte de símbolos, ao passo que você consegue traduzi-las. — Sua voz, calma, mas apreensiva, denotava toda a insegurança. Temia que fosse algo que, talvez, pudesse prejudicar o garoto.

Kenji, por fim, manifestou-se. Suas madeixas, negras, recaídas sobre o rosto esbranquiçado. Um garoto que sempre idealizou um mundo repleto de paz, sim, demonstrando o interesse em ver aqueles que lhe são importantes, bem. Fora, uma vez, lhe perguntado, qual era o maior medo dele, e este respondeu que, perder sua família e todos que ama, de fato, era o seu temor. Consideravam-o ingênuo, e por isso era de poucas palavras, quase parecendo frio. Mas a verdade é que seu coração, sempre fora cheio de amor, para distribuir. Preocupado, então, aproximara-se de Takashi, seu amigo- assim o considerava-, para estudar aquelas palavras. E para a sua surpresa, ele também conseguia traduzir o que ali estava escrito, e assim o fez, deixando todos impressionados. — Isso significa que, então, não é apenas uma coincidência, ou que Takashi esteja mentindo. Eu irei com ele e juntos descobriremos o que há lá dentro. — A sugestão de um sorriso despontou nos lábios, avermelhados, de Kenji. E, assim, tomara a frente, adentrando o local, seguindo a passos curtos e decididos.

Takashi, então, seguira rapidamente para que não ficasse para trás. O eco repercutiu pelo ''salão'', várias vezes, denunciando à sua chegada. Ambos teriam de enfrentar um ''lance'' de escadas, giratórias, prontas para consumir toda a energia dos garotos. Meras crianças, buscando um mistério incomum. Qual seria a probabilidade de concederem algo, assim, para meninos? Não sabiam dizer, e por isso estavam em busca desta resposta. Aos poucos, o folego de Kenji e Takashi fora expelidos, assim, dificultando o resto do processo, mas eles continuaram, para que pudessem atingir o topo. — Não acreditava que fosse tão cansativo. — A voz do rapaz ''sumiu'', devido ao cansaço, mas continuara sem cessar.

– Sim, é algo extremamente complicado. — Kenji manteve o ritmo, sem cessar, até conseguirem atingir o objetivo, e assim o fizeram. Já estando no ''limite'' do que buscavam, ficaram ainda mais impressionado. A vossa frente, um enorme ''pedestal'' representando um ''Deus''. Ele mantinha uma espada, em mãos, com à destra apoiado ao peito. Trajava um elmo, cujo deixava se visualizar apenas os olhos e parte das madeixas compridas. A armadura, pelo que notou, também era extremamente detalhada. Uma estátua bela, mas que deveria possuir algum significado. E no ''núcleo'' que servia como base, para os pés do ''deus'', continha mais escritas rúnicas. — Os dois ''escolhidos'' coloquem suas mãos sobre os pés do sábio, afim de convocar o seu grande poder. — Havia falado em voz alta, o que fizera Takashi seguir, no mesmo momento que Kenji, tocando à estátua.

Um brilho, intenso, estendeu-se pela localidade, forçando-os a proteger os olhos. Era algo belo, emanando um calor significativamente grande, fazendo-os suar. A fronte de Takashi, sendo ocupada por longas madeixas albinas, davam-lhe um ar ainda mais misterioso. Olhos, azuis, semelhantes ao céu da primavera, ostentando uma parcialidade única. Era um belo garoto, que ante a luz ''divina'' parecia brilhar. E, subitamente, daquela luminescência, projetou-se uma ''pessoa'', em forma holográfica. Que, no mesmo instante, colocou-se a falar.

– '' O destino do mundo é incerto... Haverá a ordem e o caos, cujo caminharão lado a lado dês do primórdio. Suas escolhas é que definirão o resultado final. Contudo, algo é certo, luz e trevas, se confrontarão no final. Escolhidos para liderar o destino do mundo, embora em lados diferentes. Seus nomes, uma incógnita, mas algo é certo, caso a luz sucumba, o mundo inteiro perecerá diante a escuridão. '' — E, assim, tudo cessou-se, tornando-se como era antes. Porém, antes da voz desaparecer por completo, o último ''aviso'' fora lançado. — Atrás do maior tesouro estarão, e protegê-lo é obrigação do guerreiro da luz. — Eis que, então, tudo retornara ao devido lugar, deixando um mistério lançado no ar.

– O que isso quer dizer? — Takashi voltara-se para Kenji, que encontrava-se ajoelhado e ofegante. Suas grenhas, negras, ocultando parcialmente o rosto. Olhos vidrados ao solo. Talvez, não tivesse aguentado a pressão exercida naquele momento. E em sua cabeça, o que deveria estar passando? O garoto não conseguia responder.

– N-não sei, mas é algo que deve ser mantido em segredo das meninas, deveremos falar a rainha. — Kenji levantou-se com o auxilio de Takashi, com dificuldade. Estava aturdido, completamente fora de si, não sabia como processar algumas informações. Escolhidos, luz e trevas, quem era a escuridão, e quem seria o salvador? Impossível dizer. — Vamos, devem estar nos esperando.- E, assim, deu de ombros, seguindo para fora do enorme monumento. O que aconteceria? Bom, isso é uma outra história.

Notas finais
Espero que tenham gostado, até o próximo capítulo.