Notas iniciais
Takashi encontra-se com uma decisão difícil, sim, mantendo-se incapaz de realizar a devida escolha. Porém, sua vida não será fácil, para obter as respostas que procura, deverá enfrentar uma ''vigia'' devidamente preparada e espalhada pela cidade. E Kenji, o que diria? Seria preciso encontrá-lo, para compreender qual o rumo escolhido. Todavia, algo ainda o preocupava, como ficaria as meninas? O que aconteceria? Todas essas respostas só serão obtidas, depois da muralha. Aurora preocupa-se com o garoto, sim, como se fosse um filho, jamais o deixaria partir. Entretanto, o mundo precisa de um ''herói''.

Lentamente, o destino traçava o caminho daquelas duas crianças. Sem notar, seguiam o padrão do tear, ao qual tecia todos os futuros acontecimentos. A incompreensão dos fatos fazia com que, Takashi, ficasse apreensivo. Havia deitado-se cedo, depois daquele dia em que ''invadiram'' o monumento e descobriram que, agora, deveriam adentrar em uma aventura.

A respiração, ofegante, devido a ansiedade. Seus pensamentos, desconexos, acabavam por sobrecarregá-lo de maneira inexplicável. Analisar as devidas conclusões é, de fato, impossível. Como conseguiria obter a resposta que tanto precisava, deitado ali? Mas, também, não poderia fazer tudo o que quisesse. Sequer poderia expor o ocorrido à Aurora. Sabia o modo como ela o trataria e as perguntas viriam, cedo ou tarde, como uma saraivada de flechas.

Movimentara-se para a esquerda, trazendo consigo o travesseiro. A tentativa de interceptar a luz, local, foi em vão. Não conseguia dormir, estava realmente perturbado com o que poderia, ou não, acontecer. Uma aventura? Salvar o mundo de uma possível guerra divina? Isso não fazia sentido e cada vez que forçava-se a acreditar no que ocorrera, mais estranho se tornava.

Logo, levantara-se, apoiando ambas as mãos sobre o joelho. Sua cabeça, levemente reclinada, fizera com que os fios alvos transcorresse sobre o cenho. Sustentava um semblante de indignação, o olhar completamente vidrado e a respiração lenta e pesada. Era a sua responsabilidade, mesmo que fugisse daquela ''tarefa'', alguém o faria, mas poderia ser realizado de forma errada e a culpa seria dele.

– Terei de assumir essa responsabilidade e ''zarpar'' rumo à essa aventura. Sim, é a minha escolha, não há outra alternativa. -

Sua voz soou, lentamente, pelo quarto. Dissera as determinadas palavras, voltadas a Dorion, que encontrava-se deitado sobre as patas dianteiras, olhando-o fixamente. Estava decidido... Iria resgatar o tesouro dos ''deuses''. Takashi sempre se perguntava, qual seria a escolha de Kenji. Conquanto, deveria preocupar-se com algo maior: como iria sair, sem que ninguém o notasse?

Os primeiros passos foram realizados, sim, Takashi fora na direção de seu guarda-roupa, pegando algumas vestes que seriam necessárias. Enchera uma sacola com às roupas mais elegantes, um dia já vistas e concedidas por Aurora e decidira que, o seu caminho, seria realizado pela janela. A princípio, concordara que seria uma boa ideia. No entanto, ao desatar as trancas e colocar seus pés sobre o telhado, notou que era a escolha mais estúpida que já fez.

Dorion, seu dragão, encontrava-se em seus ombros. A altura era realmente assustadora, sugerindo que um pequeno deslize o faria esborrachar-se no chão. A queda não seria muito agradável, tendo em vista que, o quarto de Takashi, ficava no andar mais alto da mansão.

Madeixas, albinas, remexendo-se ante à força eólica. Um movimento elegante, bem como irritante, atravessando-lhe o campo de visão. Seus lábios, vermelhos, encontravam-se comprimidos. Gestos que indicavam o quão apavorado estava. Seu casaco, de malha pesada, drapejava no ar. Era presenteado pelo turbilhão de uma rajada de vento, cujo tentava jogá-lo para baixo.

O desespero, então, assomou-se ao seu modo de ser quando, subitamente, houvera um pequeno deslize. Entretanto, conseguira se segurar nas grades de uma janela, evitando a queda. Gotículas, transparentes, escorriam sobre sua testa, indicando o modo desconfortável que era estar em constante adrenalina.

Seu caminho era extenso, composto por telhas escorregadias e grades compostas de ouro. Cada detalhe era de chamar-se atenção, com algumas jóias encrustadas na parede, devidamente separadas. Para que pudesse chegar até o solo, em segurança, deveria percorrer toda aquela extensão e descer pela escada de emergência, mais adiante. Mas, o grande problema é que, os guardas de Aurora, mantinham-se em prontidão.

Eis que, então, seguira sem se preocupar. Os caminhos eram percorridos com muito cuidado e em pouco tempo, encontrava-se logo acima dos homens, trajando uma armadura reluzente com espadas elegantes, cravejadas de pérolas e moldadas a ouro, em seu ''guarda-mão'' e polmo. Seu desafio havia sido concluído, afinal, encontrava-se próximo a escada de emergência, cujo seguia em ''círculo'' até o solo.

Takashi, desesperadamente, saltara do telhado a escada e por um ato de sorte, conseguira dependurar-se nas barras da estrutura. Fora necessário agir rapidamente, pois o barulho despertara os guardas, que ao olharem em direção a manifestação sonora, não acharam nada. Ele levantara-se, então, dos degraus e correu na direção oposta.

Agora, era hora de achar Kenji, ele seria necessário nesta aventura. Todavia, antes de concluir o desvio, trombara com algo. E, naquele mesmo instante, fora para o chão, usando suas mãos — agora raladas-, como apoio. Sua surpresa, então, mostrou-se nítida quando, de repente, Kenji surgira na sua frente. Ambos tiveram a mesma ideia, quase ao mesmo tempo. Se já haviam se decidido, era hora de seguir para uma longa aventura.

Levantaram-se, rapidamente, e partiram em direção ao portão da cidade. Cada qual carregando uma quantidade significativa de roupas. Tiveram de esgueirar-se, placidamente, sem pronunciar uma única palavra no decorrer do trajeto. Afinal, o mínimo ruído, poderia colocar tudo a perder. Já estavam de ''cara'' para o portão, esperando o momento certo para que os guardas fossem vasculhar outras áreas.

Kenji olhara para Takashi, realizando um único meneio de cabeça, dando-lhe a ordem para seguir. Sem delongas, zarparam, correndo desesperadamente, afim de atravessar a grande muralha. Sim, ela recobria grande parte do ''império'', atingindo uma altura excessivamente grande, apenas para evitar criaturas potencialmente perigosas, bem como para dificultar a invasão inimiga. Lá estavam eles, a meio passo da liberdade, já fora dos portões do reino, quando depararam-se com algo inesperado: Sarah e Emily, esperando-os. E o mais assustador- estavam com sacos de roupas, completamente cheios.

O que aconteceria, então, a partir daquele momento? Tudo havia mudado, de uma hora para a outra. A aparição das garotas mudaria todo o percurso. Qual seria o destino de todos? Seriam repreendidos por Aurora, quando retornassem? E retornariam? Não se sabe dizer.

Notas finais
O atraso fora devido alguns problemas técnicos de internet. Com isso, não pude postar ontem. No entanto, consegui postar hoje sem muitas complicações. No caso, o horário irá manter-se, como havia dito outrora. Estarei postando todos os sábados, independente da hora. Pode ser de noite, ou de manhã, mas não ficarão sem novos capítulos. Gostaria de ressaltar que, para mim, é gratificante escrever. Independente de haver muitas pessoas lendo, ou não. Mas é claro que isso também influência bastante, pois, às vezes, é incômodo estar escrevendo para as paredes, sendo que apenas eu irei ler. Dito isso, peço que comentem, recomendem ou favoritem, pois não irão se arrepender. Isso é uma tremenda força para nós, autores, incentivando-nos a continuar sempre. Enfim, é isso, obrigado... E até a próxima, abraços.