Dragon blood
3 Capítulo 3
Notas iniciais
Eu olhei em direção ao corpo que não mais estava no chão, mas sim, começando a se levantar. Debaixo dele, uma aura negra tomava conta do cômodo. Quando ele começou a se ajoelhar para se levantar, as sombras começaram a subir pelas suas costas, fazendo um tipo de sobretudo e assumindo uma cor roxa nas bordas.
Juntamente com as sombras, um brilho apareceu em sua mão e começou a escurecer e receber o mesmo tom arroxeado, além de tomar a forma de uma lâmina completamente enferrujada e acabada, sobrando somente um pouco de fio na ponta da lâmina.
Parecia que estávamos dentro de um abismo de escuridão mas, por algum motivo, conseguimos nos ver sem problemas e, novamente, debaixo do elfo ,surge uma nova aura, mas essa não se espalha tanto e permanece perto dele. A aura dessa vez era roxa.
Enquanto ele se levantava usando a espada de apoio, ele olha para mim e seus olhos agora não estavam mais negros. Agora se encontravam púrpura! Ele possuía um sorriso assustador no rosto, seus dentes estavam pontudos e afiados, quase ferais e era possível notar o buraco em sua garganta se fechando enquanto levantava.
A atmosfera foi coberta por desespero. Todos tínhamos visto o elfo morrer e, agora, ele estava se levantando, com suas feridas se regenerando. O guarda chefe perfura o homem novamente, desta vez no peito, acertando o coração.
O sorriso do de cabelos longos aumentou ainda mais. Ainda com a espada no peito, ele perfura o guarda na barriga. Enquanto o guarda começava a perder suas forças e cair, o elfo se levantava, com um sorriso de satisfação em seu rosto. Logo em seguida, ele embainha a espada e anda em minha direção. Suas unhas estavam crescendo enquanto ele caminha, começando a aparentar serem garras.
O guarda a minha esquerda saca sua espada e faz menção em avançar, mas sua mão é separada do corpo por um feixe negro e púrpura. A espada do elfo, agora desembainhada, está envolvida pela mesma energia do feixe. Para minha infelicidade, a lâmina dele cai em mim, abrindo um grande corte logo no fim do tórax e prendendo a lâmina no meu corpo.
O pouco que vi antes de desmaiar só pode ser descrito como uma chacina! A aura púrpura se expandiu, o elfo não exibia mais nenhum sorriso, mas expressava uma raiva ardente. Seus olhos agora estavam com algo semelhante a chamas púrpura saindo de suas pupilas, que pareciam fissuras igual um réptil. Uma cabeça e um corpo separados em dois verticalmente indo ao chão.
ALEXANDER POV
Quando vi a lâmina do guarda acertando a Gwen, quase perdi o controle e me transformei, mas o brilho de espada fincada no peito dela me pôs de volta. Após ter matado os guardas, suprimi minha mana e fui em direção a garota já inconsciente por perda de sangue, mas ainda tinha como salvá-la.
O fato dela ter o cheiro de humana mais forte que o de vampira me intrigava um pouco, mas deixarei essa questão para quando ela acordar. Retiro a espada da garota e a enfiei no meu pulso, de uma maneira que meu sangue escorresse para sua boca.
Quando a meia vampira deu o primeiro gole, seu cabelos começaram a incendiar, gerando uma pequena chama, o contornando e assumindo uma coloração mais avermelhada para o cabelo. Segundos depois ela acorda avançando em direção ao meu pulso. Seus olhos não estavam mais em um vermelho escurecido, agora, estavam em um vermelho carmesim vivo como o sangue.
Quando ela terminou de sugar meu sangue e entrou em um sono pesado a carreguei para o celeiro, longe de toda a bagunça que aconteceu. Abri minha mochila dimensional e peguei uma roupa limpa, um sobretudo negro e uma cartola. Troquei de roupa, coloquei o sobretudo e deixei a cartola apoiada em um gancho na parede. Peguei uma cadeira e esperei a jovem acordar.
GWEN POV
Ao acordar, sinto em minha boca um gosto maravilhoso, poderia dizer até divino. Mas, ao mesmo tempo selvagem, quando toco percebo que é sangue! Eu congelo na hora, não é possível que eu tenha atacado alguém. É estranho, porque esse não é o gosto de nenhuma raça que eu conheça.
— Por que você me salvou ontem na floresta?- sou tirada de meus pensamentos pela voz do elfo que está sentado e me encarando. Ele possuía um aspecto cansado, mas eu notava a seriedade em sua voz, então me apressei pra responder.
— Você parecia precisar de ajuda.- Digo encarando para aqueles olho novamente negros, percebendo seu semblante ficando mais calmo. Vendo isso tento me arriscar e pergunto a ele- E-Esse sangue é de quem?
— Meu, te dei para você se recuperar da ferida. Entenda como um agradecimento por ter me dado comida- Ele diz enquanto levanta o pulso que estava encharcado de sangue, mas sem nenhuma ferida. Quando ele termina eu procuro e encontro um rasgado na minha blusa, mas só então eu percebo que isso não faz sentido! Somente alguns vampiros tinham a habilidade de se curar ao tomar sangue e eu não era uma deles.
— É isso que acontece quando um filho da escuridão ingere o sangue de alguém que possui a benção do deus da morte.- Isso explica por que seu cheiro me atrai tanto e o gosto divino no sangue. Mas mesmo alguém com a benção não consegue voltar à vida e o gosto selvagem não faz sentido também.
Eu abro um grande sorriso e agradeço a ele, que abre um pequeno sorriso e me manda ir tomar um banho e trocar de roupa, que eu vou fazer sem ele ter que dizer duas vezes. Chegando no banheiro, é impossível não notar a coloração carmesim nos meu olhos, mas o que mais me chamou atenção foi a coloração avermelhada que adquiriram as pontas do meu cabelo.
Depois de estar limpa e com uma roupa melhor, ele me manda escolher o que eu queria levar, pois iríamos partir o mais rápido possível.
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