Dragon Pals

6 A Veterinária e o Monstro


Notas iniciais
Fluttershy acompanha, em primeira mão, os resultados das lições de Sleet para Spike.

“Até que enfim esse idiota calou a boca. – Retorquiu Hexa.

Que horrível! Para que alguém como você tivesse chegado ao ponto de chorar, grande deve ter sido a angústia dentro de seu coração! – Exclamou Orengi. – Você não faz ideia do quanto eu odiava você... mas você tinha o orgulho de um verdadeiro dragão estelar. Agora eu entendo: você não estava chorando por causa da forma como todos os seus irmãos morreram. Estava chorando por causa da forma como todos eles viveram: governados, humilhados e subjugados por alguém como essa miserável!”

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- Ah, aí está você!

Uma voz feminina familiar, aguda e levemente estridente, fez o pequeno Sleet interromper sua leitura e levantar o focinho acima de seu livro, com uma expressão mal-humorada. Na frente dele, estava Starry Night, com sua característica crina cuja cor oscilava entre o branco e o azul-claro, seus óculos e o aparelho nos dentes que, para ele, eram impossíveis de ignorar.

- A professora Wind Rose já disse que não quer os alunos lendo esse livro! Se você continuar, eu vou chamar ela!

Sleet fechou o livro, se colocou à frente de Starry Night, e a empurrou de forma rude.

- Meta-se com a sua vida, inseto atrevido!

Starry Night revidou batendo na cabeça dele com força usando os livros que carregava.

- Você é um idiota! Por isso não tem amigos!

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Fluttershy havia saído para colegar algumas flores e também algumas frutinhas, como ela fazia todos os dias. Ela gostava de usar as primeiras como decoração e a segunda como pequenos agrados para os animaizinhos dos quais ela cuidava. Chegando no local onde ela costumava fazer isso, carregando sua cestinha, ela começou a separar algumas belas flores, entre elas rosas, margaridas, orquídeas, amores-perfeitos, cada uma com sua beleza e seu aroma únicos.

A pequena coleta de Fluttershy seguiu de forma tranquila até ser interrompida por alguns sons assustadores: os rugidos de uma ursa, intercalado com os rugidos de dois dragões. Fluttershy, que era bem conhecida entre suas amigas por ter medo de dragões, prontamente correu para se esconder, e ficou escondida até que os rugidos cessassem.

Uma vez que eles cessaram, ela decidiu sair de seu esconderijo e ir embora dali, mas algo a deteve em seu trajeto: os grunhidos de dor de uma ursa, que estava cambaleando, ferida e exausta. A ursa parecia se dirigir à Fluttershy como se soubesse que ela podia ajuda-la, mas antes que pudesse alcança-la, acabou caindo no chão, totalmente esgotada.

— Pobrezinha! – O coração de Fluttershy se condoeu pela situação da pobre criatura. – O que aconteceu com você? Quem fez isso?

A ursa respondeu com alguns grunhidos baixos, que acabaram assustando Fluttershy.

— D-Dragões? N-Na Floresta Everfree? Isso é terrível! Por favor, senhora ursa, venha comigo, eu vou cuidar de você. Depois, vou investigar a fundo esta história dos dragões, eu prometo.

A ursa soltou alguns grunhidos, como se estivesse agradecendo a bondade de Fluttershy. O trajeto de volta foi difícil, porque carregar a ursa era um grande esforço para Fluttershy. Mesmo assim, a bondosa pégaso levou sua tarefa até o fim. Chegando de volta em sua casa, Fluttershy organizou um canto separado onde ela deixou a ursa repousando. Em seguida, ela decidiu reorganizar sua lista de tarefas para priorizar o cuidado da ursa.

As feridas que a ursa apresentava eram visualmente horrendas: havia vários pontos do corpo dela onde o pelo estava caindo, ora porque o pelo havia sido chamuscado por fogo, ora porque ele havia sido congelado. Não apenas isso, mas também havia vários pontos onde a ursa estava marcada com mordidas e golpes de garra de aparência assustadora. Fluttershy fez o seu melhor para cuidar dos ferimentos e aplicar os curativos.

— Senhora ursa, eu preciso sair agora para comprar mais remédios e curativos para você. Não se preocupe, eu volto já, está bem?

Após dizer aquilo, Fluttershy pegou seu alforje, que tinha o mesmo desenho de sua Cutie Mark, e foi até Ponyville para fazer as compras das quais ela precisava para continuar cuidando da ursa ferida e dos outros animais de seu abrigo. Em dado momento, Fluttershy se preparou para entrar na fila de uma banca que vendia ervas medicinais, mas ela viu Spike andando pela rua, conversando com Sleet, e decidiu dar um oi para ele antes de entrar na fila. Antes que ela conseguisse fazer isso, no entanto, ela ouviu ambos conversando algo.

— Você mandou muito bem com aquela fera, garoto! Ela veio botar banca pra cima de você, e aí o que você fez? Pau nela! – Sleet riu, imitando um rugido cômico! Vou te falar, eu mesmo não teria feito melhor!

Fluttershy soltou um suspiro de espanto ao ouvir aquilo, ao passo que Spike não respondeu nada.

— Ei, Spike, está tudo bem com você, parça?

— Desculpe, eu só estava pensando na luta que nós tivemos com aquela ursa. Não consigo parar de pensar nisso.

— Isso é normal, parça, é normal. – Sleet respondeu, dando uns tapinhas amigáveis nas costas do amigo. – Você acabou de sair do seu primeiro combate de verdade, é normal essa agitação. Sabe, meu primeiro combate foi com um lobo de madeira.

— Não brinca! Com um lobo de madeira? – Spike ficou espantado.

— Isso mesmo, mas assim como você fez, eu defendi meu terreno e mostrei para ele quem manda! Isso fez de mim quem eu sou hoje!

— Caramba, eu queria ter visto aquilo ao vivo!

— Continue treinando e se aprimorando, Spike, e um dia, você vai fazer a mesma coisa!

— Uau! – Spike exclamou.

— Mas chega de falar de treino por hoje! Você já provou seu valor! Vamos lá comer uma rodada de guloseimas por minha conta.

— Oba!

Enquanto os dois saíam, Fluttershy decidiu que entraria logo na fila da banca de ervas medicinais. Enquanto isso, Spike, sem perceber a presença da amiga, decidiu perguntar algo a Sleet.

— Sabe, Sleet, quando nós estávamos conversando com a ursa, eu lembro de ter ouvido você gritar que era filho de um tal de Hailstorm não sei o quê. Quem era ele?

— Hailstorm Frostbite, “O Gigante de Gelo”. – Sleet respondeu, sorrindo. – O maior e mais forte dragão que já existiu. Tenho muito orgulho de ser filho dele.

— Me conta mais sobre ele?

— Conto sim, Spike... mas eu outro momento.

Os dois comeram bastante na lanchonete para onde Sleet levou Spike, depois os dois se despediram um do outro e se separaram. Spike, então, decidiu fazer seu trajeto de volta para a Biblioteca Carvalho Dourado. Foi nesse caminho de volta que ele finalmente encontrou Fluttershy que, coincidentemente, estava indo para lá também.

— Ah, olá Fluttershy! – Spike cumprimentou. – Como você está?

— Estou bem, Spike, obrigada. – Fluttershy respondeu. – Eu estava indo para a casa da Twilight conversar com ela porque estava preocupada com uma coisa envolvendo você.

— Que coisa?

— Spike, eu preciso que você venha comigo ver uma coisa.

Spike seguiu Fluttershy até a casa dela e, chegando lá, Fluttershy mostrou para ele o estado em que se encontrava a ursa da qual ele e Sleet estavam conversando. Aquilo deixou o filhote de dragão completamente chocado e sem palavras.

— Spike... eu ouvi você e o Sleet conversando hoje de manhã sobre terem lidado com uma fera. Foram vocês que fizeram isso com ela?

— S-Sim...

— ... por que vocês fizeram isso, Spike?

Não havia raiva ou repreensão na voz de Fluttershy, apenas a preocupação legítima de querer entender como algo tão grave como aquilo havia acontecido. Aquilo quebrou algo dentro de Spike, e ele começou a vomitar as palavras de tal forma que Fluttershy precisou servir de compasso para que Spike não atropelasse aquilo que ele mesmo estava falando.

— Nós fomos passear, digo, desbravar a Floresta Everfree quando...

— A Floresta Everfree? – Fluttershy ficou assustada. – Spike, você sabe o quão perigoso é aquele lugar!

— O Sleet estava me ensinando a ser um dragão de verdade! Ele ia me levar para explorar a floresta! Estávamos tomando cuidado quando, de repente, essa ursa apareceu para nos atacar!

— Ai, nossa, você se machucou?

— Não, o Sleet me protegeu! Na verdade, nós protegemos um ao outro! – O tom de voz de Spike começou a mudar, quase como se ele estivesse tentando convencer não à Fluttershy sobre o que havia acontecido, mas a ele mesmo. – Fluttershy, foi incrível: a ursa veio rosnando para cima de nós, ameaçando nos atacar, então o Sleet bolou um plano de batalha épico, e nós fomos para cima da ursa. Primeiro, eu usei meu sopro de fogo e voei rumo ao céu do jeito que a Rainbow Dash faz com o Sonic Rainboom, então o Sleet veio com o sopro de gelo dele e...

— Espera, essas queimaduras de gelo foram causadas pelo Sleet?

— Sim, para imobilizar a ursa para que tivéssemos uma chance de lutar!

— Vocês lutaram com a ursa? Então aqueles rugidos de dragão que ouvi eram do Sleet?

— Bom... n-não eram só dele... eram meus também.

A mente de Fluttershy demorou algum tempo para processar aquilo, mas seu corpo processou a informação na hora, fazendo ela recuar alguns passos, como forma de demonstrar seu espanto. Spike percebeu aquilo e não reagiu bem.

— Eu não acredito... você está com medo de mim!

— Spike, espera.

— O Sleet tinha razão: ele disse que, no momento que eu começasse a me tornar um dragão de verdade, você teria medo de mim! Você só gostava de mim enquanto eu era pequeno, fraco e fofo!

— Spike, isso não é verdade!

Spike virou as costas para Fluttershy e saiu da casa dela, batendo a porta com força. Fluttershy tentou ir atrás dele, mas assim que ele a ouviu chamando, decidiu correr mais rápido. Spike correu até se afastar bastante de Fluttershy, e então se sentou num canto isolado, perto de onde costumava ficar o ponto de encontro dele com Sleet.

Sleet demorou a aparecer ali, mas ele apareceu e encontrou Spike sentado, abraçando as próprias pernas, com uma expressão de raiva, mas também com os olhos vermelhos.

— Yo, Spike! Estava te procurando! Você quer...? Nossa, cara, o que aconteceu com você?

— Estou com raiva, não está vendo? – Spike resmungou.

— É, eu estou vendo. Quer falar sobre isso?

Spike não respondeu.

— Bom, se precisar de alguma coisa...

Sleet se preparou para sair, mas Spike decidiu responder antes que ele fosse embora.

— A Fluttershy me mostrou o estado em que ficou a ursa.

— Como é que é?

— A Fluttershy ouviu nossa conversa sobre a ursa, então ela quis...

— ... ela quis fazer você se sentir mal por ter se defendido, não é mesmo? – Sleet respondeu, grunhindo.

— Você tinha razão.

— Sobre o quê?

— Você disse que ela teria medo de mim quando ela começasse a me enxergar como um dragão de verdade! Ela ficou!

— Eu sabia! Primeiro, ela ouviu nossa conversa escondida, depois esperou eu me afastar para ir até você. Terceiro, ela decidiu fazer você se sentir culpado sem ter feito nada de errado! – Agora era bem visível quão irritado Sleet estava. – Típico, ela não tem coragem de me confrontar cara a cara, então decide usar o papel de pégaso meiga e sentimental para fazer a cabeça dos outros.... Ah, mas isso não fica assim.

— O que você vai fazer?

— Lição 12, Spike: você é meu parceiro, e quem mexe com o parceiro de um dragão, mexe com o próprio dragão.

— Sleet, você não está pensando em...?

— Eu só vou ter uma conversinha com ela, Spike. De Dragão para pônei, nada demais. Fique aqui e deixe que eu resolvo isso.

Aquilo era Sleet tentando deixar Spike tranquilo, mas ele fracassou miseravelmente naquilo. Depois do que havia acontecido na Floresta Everfree, havia algo dentro de Spike gritando que era uma PÉSSIMA ideia deixar Sleet sozinho com Fluttershy. Assim que Sleet se dirigiu à casa de Fluttershy, Spike foi praticamente correndo para a casa de Twilight.

— Twilight, eu preciso de sua ajuda!

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Fluttershy estava na casa dela, cuidando da ursa machucada, quando ouviu alguém tocando a campainha. Prontamente ela foi atender a porta, e ao abri-la, encontrou Sleet, com uma expressão facial de poucos amigos. Sleet não pediu permissão para entrar. Ao invés, disso, ele deu apenas alguns passos a frente, com uma postura tão intimidadora que obrigou Fluttershy a recuar para abrir passagem para ele. Ao ver uma cadeira ao lado, ele a pegou, virou-a com o encosto para a frente e se sentou, apoiando os braços e a cabeça no encosto e encarando Fluttershy com um olhar arrepiante.

— Olá... Fluttershy, certo?

Fluttershy não respondeu.

— Ouvi dizer que você andou falando algumas coisas para o meu parceiro, Spike. – Nesse momento, o sorriso sarcástico que Sleet tinha deu lugar a uma expressão facial séria. – Quer dizer que você estava espionando a gente, não estava?

— Eu não estava espionando ninguém. – Fluttershy respondeu. – Eu fui comprar coisas para cuidar da ursa que eu encontrei saindo machucada da Floresta Everfree e, por acaso, encontrei você e o Spike conversando sobre o que fizeram.

— E como toda boa pônei, você imediatamente presumiu que a culpa era nossa, e não da besta-fera que nos atacou.

— E-Eu não presumi nada! Spike me contou que vocês foram atacados pela ursa, e que agiram como agiram para se defenderem.

— “Mas...”?

Fluttershy não entendeu o que Sleet havia querido dizer com aquilo, o que o fez se exasperar e responder de forma agressiva.

— Anda, desembucha! Eu sei que você ainda acha que a gente fez algo de errado! Do contrário, não teria agido como agiu!

— Por que vocês bateram tanto nela? – Fluttershy perguntou, se encolhendo levemente. – Vocês poderiam apenas terem fugido quando tiveram chance.

— Porque dragões não fogem de ninguém! Os outros é que fogem dos dragões! Eu fui claro?

Sleet se levantou de novo da cadeira, e começou a andar lentamente na direção de Fluttershy.

— O Spike estava superanimado com o que aconteceu lá na Floresta Everfree! Ele finalmente viu quão forte ele podia ser, quão capaz ele podia ser! Pela primeira vez, ele pôde ser algo mais que o chaveirinho de pelúcia de você e de suas amigas! Mas você tinha mesmo que estragar tudo, não é verdade? Você é tão covarde que nem sequer teve o brio de vir tirar satisfações comigo! Foi direto até ele!

Fluttershy não conseguiu responder nada. Sleet havia começado a ficar ameaçador para ela, e ele também percebeu isso.

— O quê, você está com medinho de mim? Ou você está se tremendo assim de frio, hein? Me diz, você também ficou com medinho do Spike também quando percebeu que ele era capaz de se manter firme perante o perigo, ao invés de se derreter igual a manteiga na frigideira que nem você? Me diz, você chorou de medo quando ouviu ele rugindo também? Sim, ele aprendeu a rugir comigo!

Quando ouviu aquilo, Fluttershy começou a se levantar e a se recompor.

— S-Sim... eu fiquei com medo, porque achei que era um dragão selvagem que estava por perto. Eu não sabia que era você e o Spike... e o Spike me contou tudo.

— O Spike te contou o quê?

— Que ele ficou com medo, que você instigou ele a atacar primeiro; que você congelou a ursa e se aproveitou para ficar batendo nela, só para provar que era durão e corajoso! Pois deixa eu lhe falar uma coisa: não tem nada de errado em sair de perto de uma situação perigosa, e bater num animal assustado, que só queria se defender de um intruso, não faz de você corajoso!

Sleet nunca admitiria, mas a forma como Fluttershy se recompôs e respondeu a ele o surpreendeu. Mesmo com medo dele, ela ainda criou coragem o suficiente para apontar o que Sleet fez de errado. Aquilo, no entanto, apenas serviu para deixa-lo mais irritado. Sleet tinha um histórico longo e desagradável de pôneis dizendo a ele o que fazer e o que não fazer, e ser lembrado daquilo o fez decidir dobrar a aposta.

— E o que você sabe sobre coragem, hein? Aposto que se estivesse lá no nosso lugar, teria se encolhido de medo e virado comida de ursa! O Spike, mesmo com medo, foi capaz de enfrentar o medo e agir, coisa que eu SEI que alguém como VOCÊ não faria! Então, que tal se fizermos um acordo? Você não vem ensinar nem o Spike e nem eu como sermos dragões, e em troca, nenhum de nós vai ensinar você a como ser uma pégaso covarde e chorona. Que tal assim?

Aquilo foi demais para Fluttershy. Diante das palavras cruéis de Sleet, ela acabou se encolhendo no canto onde estava e começou a chorar.

— É, foi o que eu pensei. – Sleet disse, com um sarcasmo e um sorriso cruéis. – Sinta-se livre para falar disso com suas amiguinhas. Gosto de resolver minhas diferenças com quem tem tutano para se firmar sobre as próprias patas.

Após dizer aquilo, Sleet saiu da casa de Fluttershy batendo a porta com força.

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Spike conseguiu avisar Twilight sobre Sleet. Twilight reuniu todas as suas amigas, e quando chegaram na casa de Fluttershy e viram o estado no qual a amiga se encontrava, aquilo se tornou pessoal para elas.

— Ah, mas agora aquela lagartixa de gelo passô dos limites! – Applejack vociferou – Quando eu treminá com ele, ele num vai servir nem pra fazê raspadinha!

— Espera, pessoal! – Spike tentou apaziguar. – Eu sei que o Sleet é meio esquentado, mas talvez se a gente...

— “Talvez” nada, Spike! – Twilight resmungou. – Já foi ruim ele ter levado você para a floresta Everfree, agora ter feito o que ele fez com a Fluttershy? Não, alguém tem que ir lá e falar para ele umas poucas e boas!

— E eu já sei exatamente quem vai ter essa conversa. – Rainbow Dash resmungou, batendo os cascos dianteiros juntos.

Todas as garotas estavam reunidas e todas estavam com expressões pouco amigáveis, exceto Fluttershy, que ainda estava abalada pelo que havia acontecido, e Pinkie Pie, já que, ao ouvir as amigas falando o tempo todo em “lição” e “surpresinha”, imaginou que elas precisariam dela para preparar alguns pratos, fosse para uma festa-surpresa, fosse para um coffee break após alguma aula particular de magia que Twilight pretendesse ensinar. O trajeto delas, no entanto, foi interrompido quando elas viram uma sombra voando pelo céu, cobrindo as nuvens. Twilight reconheceu na hora de quem se tratava.

— Princesa Celestia!

A carruagem real de Celestia pousou suavemente em frente às pôneis, e a Princesa do Sol desceu da carruagem e se posicionou diante delas.

— Princesa Celestia, nós não esperávamos a sua visita!

— Vim assim que recebi sua carta, Twilight.

— Então você conseguiu receber minha carta? – Twilight ficou surpresa. – Ai, graças aos céus! Princesa, nós temos que dar um jeito nesse valentão escamoso! Desde que ele apareceu aqui em Ponyville, ele e o Spike...

— Tudo ao seu tempo, minha aprendiz. – Celestia respondeu, com uma voz suave. – Primeiro, eu gostaria de saber: onde está o senhor Sleet Frostbite?

Sleet estava num canto afastado de Ponyville, com suas asas abertas sobre o rosto, em um cochilo relaxante. Em dado momento, uma nuvem passageira se afastou, revelando o sol, que o banhou com um calor súbito que o deixou incomodado.

— Ungh, por que os pégasos sempre tiram as nuvens do lugar quando elas estão numa posição perfeita? – Sleet resmungou.

— Se quiser, eu posso mudar a posição do sol para você.

Sleet se assustou e acordou do cochilo sobressaltado. Ele não reconhecia aquela voz, ele nunca havia visto aquela alicórnio na frente dele... mas ele conhecia as histórias que ouvira no Internato Starswirl o suficiente para saber quem era ela e o que ela representava.

— Sleet Frostbite? Eu gostaria de ter uma conversa com você. Venha comigo.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.