Dragon Fang
3 O Verdadeiro Desafio De Mason
Mason acorda em sua cama, vestindo seu pijama azul.
[Mason] — Yawn ! Cara, que sono bom !
Ele se levanta e começa a caminhar até a porta.
[Mason] — Bom dia, kai. Dormiu bem ?
[Kaiteshi] — Eu me rendo !
[Mason] — Hã !? O que foi ?
[Kaiteshi] — Pare de me chamar deste nome estúpido ! Meu nome é Chronos !
[Mason] — Aaahhh ! Entendi agora ! Tá se abrindo comigo, né ? Finalmente somos amigos.
[Chronos] — Não somos amigos, humano infeliz ! Apenas pare de me chamar de tal nome estúpido !
[Mason] — Tá, tá. Tanto faz. Desde que nós sejamos amigos.
[Chronos] — Esta sua imaturidade em relação a uma amizade que jamais acontecerá é impressionante.
[Mason] — Não é uma amizade impossível !
[Chronos] — Eu lhe afirmo que é. Humano, sabe quantos parceiros tive ? Milhares ! Todos sucumbiram ao meu poder !
[Mason] — E… ?
[Chronos] — Logo logo você verá. Quando meu poder estiver consumindo seu corpo e sua alma, não venha querendo ser meu "amigo". Afinal, sou apenas uma arma, e armas não têm relações amigáveis com seres humanos.
Mason sai do quarto e começa a andar em um corredor.
[Mason] — Tá brincando, né ? Desde quando isso é verdade ?
[Chronos] — Desde o início das eras ! Vocês humanos nunca se importaram com nossa existência.
[Mason] — "Nossa existência" ? Tem mais de você ?
[Chronos] — Não. Todos de minha espécie morreram a milhares de anos.
[Mason] — E você tá sozinho desde então !? Cara…
[Chronos] — Poupe-me de sua piedade humana ! Vocês mortais não dão valor ao que têm !
[Mason] — Eu nem falei nada, esquentadinho ! Sigh. Cedo ou tarde, nós vamos virar amigos.
Ele entra em um banheiro.
[Chronos] — E você, mortal ? Já que estou preso a você, devo saber sobre sua vida.
Mason começa a escovar os dentes.
[Mason] — Heu nhão thenho mhuita coisha pua dizher nhão.
Ele cospe a pasta.
[Mason] — Minha mãe é uma dona de casa gentil e meiga. Eu sou o estereótipo de ariano. Sou popular com garotas porque elas me acham bonito. Essas coisas normais de humano.
[Chronos] — Não creio que seja tão normal.
[Mason] — Bom, eu tenho uma mão falante.
[Chronos] — Não é isto que quero dizer. Em um relacionamento não se deveriam ter sexos opostos para se gerar uma prole ?
[Mason] — Uhhh… Sim… ?
[Chronos] — Em sua relação há apenas o sexo feminino, sua "mãe".
[Mason] — Porque esse "mãe" ?
[Chronos] — Sinceramente, vocês humanos tem costumes estranhos. Como podem gostar de suas mães ?
[Mason] — V-Você não gosta da sua mãe !?
[Chronos] — Quando eu era apenas uma pequena fênix, ela tentou comer minha cabeça, e puxar meus órgãos junto.
[Mason] — . . . Ai...
[Chronos] — Ei ! Não me distraia ! Conte-me sobre seu familiar masculino !
[Mason] — Falar o que do meu pai ? Ele era o mestre da maior guilda de todos os tempos. Papai era um cara legal. Todo mundo gostava dele. Ele sempre me dizia: "Mason, força ou magia não são as coisas mais importantes desse mundo, mas sim seus amigos ! Ou força e magia são o mais importante. Sei lá. Eu sou um idiota quando o assunto é dar discursos motivacionais."
[Chronos] — Uhm… Este humano parecia não saber das coisas que fazia.
[Mason] — Deu de falar dele ! Agora, cara…
Ele dá um leve tapa na barriga.
[Mason] — Eu podia comer um cavalo agora ! Hahahaha !
[Chronos] — Ótima ideia. Eu não como um cavalo a eras ! Ainda devem ter o mesmo sabor.
Mason encara sua mão.
[Mason] — . . . Você não sabe o que é zoeira, né ?
[Chronos] — Não que me lembre.
[Mason]— Sigh. Tem tanta coisa que eu tenho que te explicar. Mas, depois. Agora é hora de tomar café e ir pra escola.
Ele se olha no espelho.
[Mason] — É, ainda tô bonitão. Aí ! Como é que eu vou te alimen-
Uma sombra passa pelo corredor. Mason a vê pelo espelho.
[Mason] — Hã ?
[Chronos] — O que foi ?
[Mason] — Não estamos sozinhos.
[Chronos] — Sua mãe deve estar aqui, não ? Humanos moram juntos.
[Mason] — Não… Não é isso… É alguém que não deveria estar aqui.
[Chronos] — Um demônio, talvez ?
[Mason] — Eu não sei… Mas eu preciso ver se minha mãe está bem. Só que não quero que essa coisa saiba que eu sei que ela tá aqui…
[Chronos] — Ative o First Impact.
[Mason] — O que é isso ?
[Chronos] — Uma injeção do meu poder em seu corpo. O que, não achou que conseguiria controlar todo meu poder de uma só vez, não é ?
[Mason] — Achei ! É claro que achei !
[Chronos] — Isso não importa agora. Apenas o use.
[Mason] — Como eu faço isso ?
[Chronos] — Você é de longe o usuário mais inútil que eu já tive.
[Mason] — A culpa é minha ?!
[Chronos] — Apenas sinta. Respire fundo.
[Mason] — Tá bom, tá bom.
Ele fecha os olhos e começa a respirar fundo.
[Chronos] — Sinta o poder fluindo dentro do seu corpo, como o sangue fluindo nas suas veias.
[Mason] — Não ajudou muito.
[Chronos] — Então sinta a natureza em volta. Mesmo estando dentro de um local construído pelo homem, a natureza ainda régie. Sinta o ar passando pelo seu corpo.
[Mason] — Agora sim ! Bem melhor do que sentir meu sangue. Respira…
Ele puxa o ar.
[Mason] — Agora, solta…
[Chronos] — Você demora demais ! Se estivéssemos em uma batalha, já teria morrido antes mesmo de que soubesse o que lhe atingiu !
[Mason] — Dá pra calar a boca ?! Eu tô tentando me concentrar, mas com você, sua gralha idiota, falando na minha orelha, não dá nem pra ouvir meus pensamentos-
Ele põe a mão na frente do rosto e pega algo que ia o atingir. Quando Mason vê, é uma faca. Ele encara essa faca com espanto.
[Chronos] — O que exatamente foi isso ?
[Mason] — …Eu… Eu não sei… Eu só senti que essa coisa tava vindo e peguei…
[Chronos] — Mas é exatamente o que o First Impact causa em você ! Como foi que o ativou ?
[Mason] — Eu já disse que não sei… Eu só… fiz...
[Chronos] — Hmm... Deve haver alguma explicação para isso. Mas não temos tempo agora. Vá ver aquela criatura que disse não ser comum em sua casa.
[Mason] — É mesmo ! Cara, eu já tinha me esquecido dela !
Ele sai correndo do banheiro.
[Mason] — Hã !?
Mesmo com as luzes apagadas e janelas fechadas, o local está claro.
[Mason] — Essa eu não saquei !
[Chronos] — Seus sentidos estão mais aguçados. Você está mais forte. Consegue enxergar no escuro. Essas são algumas vantagens do First Impact.
[Mason] — Que maneiro ! Agora eu sou tipo um super soldado ! Então, tá na hora de caçar uma coisa que eu não sei o que é-
Ele dá um passo à frente e acaba se impulsionando para longe.
[Mason] — Huff Huff Huff. O que foi isso !?
[Chronos] — Agilidade mais aguçada também é um dos efeitos.
[Mason] — Podia ter falado antes !
[Chronos] — Não sou eu o herdeiro, mas sim você.
[Mason] — Ora, seu-
Ela se joga para o lado. Vários garfos se fincam em uma parede atrás dele.
[Mason] — Veio da cozinha !
[Chronos] — Então vá lá e resolva !
[Mason] — É o que eu pretendo !
Ele desce uma pequena escadaria com cautela, se esgueirando pelas paredes.
[Mason] — Chronos, seja lá o que for, essa coisa tem uma mira muito boa. Não podemos dar mole, ok ?
[Chronos] — Por que fala comigo como se eu tivesse que lutar ?! Você é o único inútil em combate aqui !
[Mason] — Cara, você tá sempre rabugento assim ?! Não dá pra ser amigável pelo menos uma vez na vida ?
[???] — AAAAHHHH !!!
[Mason] — Gasp ! É a minha mãe ! Aquela coisa deve ter pegado ela !
Ele começa a correr.
[Mason] — Droga ! Se alguma coisa aconteceu com a minha mãe, qualquer que seja essa coisa tá morta !
[Chronos] — Hmm… Você parece super protetor quando se trata de sua mãe.
[Mason] — Não enche, Chronos ! Agora não é hora de responder perguntas !
Ele chega na cozinha e se prepara para abrir a porta. Mason, então, engole seco e respira fundo. Ele abre a porta com força, entrando na cozinha correndo.
[Mason] — Aí, demônio ! É melhor sair da minha casa, senão eu acabo com a sua- . . . Hã ?
A mãe dele está no fogão, preparando café. Na mesa, Arcene está sentada. Ela está vestindo um uniforme escolar de marinheiro.
[Arcene] — Yo !
[Mason] — Mãe ?
[Mãe] — Bom dia, filho. Desculpe se eu te acordei com o grito. Hehehe. É que havia uma aranha aqui, mas a Arcene já matou.
[Mason] — Eu não tô nem aí pra isso ! O que ELA tá fazendo aqui ?!
[Mãe] — Hã ? Como assim ? Ela é sua kouhai, não ?
[Mason] — O quê !? Mas nem-
[Arcene] — É, eu sou sua kouhai, senpai. Não se lembra ?
[Mason] — Não, eu não lem-
Ele vê algo brilhando debaixo da mesa. Quando Mason percebe, Arcene está com uma pistola apontada para ele.
[Arcene] — Tenho certeza de que agora você lembra, não é ?
[Mason] — . . . Lembro…
Ele se senta na mesa, ao lado de Arcene.
[Mãe] — É tão bom ver que você ainda é social, mazinho~
[Mason] — Mãe ! Mazinho não !
[Mãe] — Oh, desculpe ! Isso te envergonha, né ? Vou parar.
[Arcene] — Mazinho ? Que apelidinho fofo~
[Mason] — Nem pensar !
[Mãe] — Bom, é melhor eu voltar a fazer o café.
Ela se vira para o fogão. Mason e Arcene começam a cochichar.
[Mason] — Que droga você tá fazendo na minha casa, sua psicopata ?!
[Arcene] — Psicopata não ! Caçador de recompensas tem sentimentos, sabia, mazinho ?
[Mason] — Isso não respondeu minha pergunta !
[Arcene] — É o seguinte, mazinho, você acabou com minha chances de ficar rica. Então, agora você vai trabalhar pra mim pelo resto da sua vida. Entendeu ?
[Mason] — Até parece ! Eu não tenho culpa de nada ! Foi o Chronos que quebrou a esfera, não eu !
[Chronos] — Não me ponha neste assunto !
[Mãe] — Hã ? Que estranho… Eu juro que escutei uma voz estranha agora pouco…
[Mason] — V-Você tá cozinhando demais, mãe. Por que não vai dormir ? Eu faço questão de fazer o café. E, de preferência, colocar veneno nele !
[Mãe] — Oh, não, não. Tudo bem, filho.
[Mason] — Não, nada bem.
Ele começa a empurrar sua mãe. Ela vai embora.
[Mason] — Ufa ! Agora, onde é que você tava com a cabeça ?!
[Arcene] — Em muita coisa. Uma delas era meu dinheiro de volta.
[Mason] — Eu não vou fazer isso !
Ele vai para o fogão e começa a cozinhar.
[Arcene] — Tarde demais. Já fiz nossa inscrição.
[Mason] — Inscrição ?
[Arcene] — É ! Meus parabéns, Mason Tyrant ! Você é o-- quase --mais novo mestre da guilda Dragon Fang !
[Mason] — . . . Hã ?
[Arcene] — É !
Ela entrega um papel para ele.
[Mason] — "Meus parabéns em formar sua guilda, Mason Tyrant ! Agora, tudo que precisa é completar algumas missões para provar que são realmente uma guilda e pronto. Com toda atenção, Conselho de Magia."
[Arcene] — Agora você vai trabalhar e começar a me pagar.
[Mason] — HÃ !?!!
Uma frigideira no fogão começa a pegar fogo.
[Mason] — D-Droga !
Ele começa a apagar o fogo desesperadamente. Segundos depois. O fogo se apaga.
[Mason] — Huff Huff Huff. Ufa !
[Arcene] — Tudo bem aí, cara ?
Mason volta a cozinhar.
[Mason] — Ah, cara…
[Arcene] — O que foi ?
[Mason] — Sinceramente, eu tô confuso.
[Arcene] — Então você quer fazer uma guilda ?!
[Mason] — Bom, eu não vou dizer que não quero. É só que... Sigh. Meu sonho era entrar na Rising Doom.
[Arcene] — Sigh. Você é complicado... Bom, se criarmos uma guilda, podemos até ter a chance de desafiar essa Rising Doom.
[Mason] — D-Desafiar a Rising Doom !? Ficou maluca ?! Não se desafia a maior guilda de Vahlik !
[Arcene] — Qual o problema ? O que nós temos a perder ? Nem guilda somos direito. Além disso, nós temos você e esse seu braço falante !
[Mason] — É Chronos.
[Arcene] — Braço falante, Chronos, isso não importa ! Agora, precisamos sair na rua e alugar um local pra fazermos de base da guilda.
[Mason] — Tem isso também…
[Arcene] — Você não parece muito animado com a ideia de servir como meu escravo quase que eternamente. O que foi ?
[Mason] — E eu ainda preciso falar ? Enfim… Sigh. Acho que não vai dar não. Eu sou ruim em batalha.
[Arcene] — Na verdade, não é não.
[Mason] — Sou sim ! Você me viu contra aqueles demônios, não foi ?
[Arcene] — Calma, calma. Você tá aqui agora, não tá ? Isso já significa que você tem o mínimo de reflexos pra lutar.
[Mason] — Como assim ?
[Arcene] — Quem você acha que jogou aqueles garfos ?
[Mason] — Então foi você, sua idiota ! Quase me matou !
[Arcene] — Aí ! Eu QUASE te matei antes e…
Ela mira a pistola para a cabeça de Mason, que rapidamente pega uma faca e aponta para o rosto dela.
[Mason] — Huff Huff Huff. O quê !?
Ele deixa a faca cair.
[Arcene] — Viu ?! Por algum ótimo motivo, seus reflexos são bons !
[Mason] — …Eu quase te matei…
[Arcene] — Legal, né ?
[Mason] — Como foi que… eu fiz isso… ?
[Chronos] — First Impact.
[Mason] — Woah… Cara, eu fui muito rápido...
Arcene guarda a arma.
[Arcene] — Ai, ai... Sabe o que isso significa, não é ?
[Mason] — Hã ?
[Arcene] — Eu vou poder treinar você agora. Mazinho, não espere que eu pegue leve. Sabe que eu vou tentar te matar a cada três segundos, né ?
[Mason] — Uhhh… É melhor conversamos depois do café…
Ele leva algumas panquecas e põe em um prato, em frente à Arcene. Ela começa a olhar para o prato com desconfiança, mas dá uma garfada mesmo assim.
[Arcene] — Woah… Isso aqui tá gostoso pra cacete !
[Mason] — Valeu.
[Arcene] — Não, é sério ! Tá realmente muito bom !
[Mason] — Tá bom, tá bom, eu já entendi. Agora, come quieta.
[Arcene] — …Nossa…
[Mason] — Se vamos mesmo fazer essa loucura de criar uma guilda do nada, então você vai ter que procurar um local agora, de manhã. Eu tenho que ir pra escola.
[Arcene] — …Então, sobre isso…
[Mason] — O quê ?
[Arcene] — Nada não… Você vai descobrir uma hora ou outra.
Ela enche a boca com panquecas.
[Mason] — Você é esquisita...
[Arcene] — Eu que o diga, Mason Tyrant.
[Mason] — Parando pra pensar, você sabe meu nome e quem eu sou, mas eu não faço a mínima ideia de quem você é.
[Arcene] — Escuta, senpai. Tem coisas sobre pessoas que você não quer-- e NÃO PRECISA --saber. Vamos ficar só pelo nome, por enquanto.
[Mason] — Essa garota é estranha...
[Arcene] — Vai logo se trocar e ir pra escola.
[Mason] — A-Ah ! É mesmo !
Ele começa a correr.
[Arcene] — E, se demorar mais do que 3 minutos, eu mato você e sua mãe, entendeu ?
[Mason] — H-Hã !?
[Arcene] — O relógio já começou, senpai. É melhor ir logo.
[Mason] — D-Droga ! Eu não sei nada de você, mas…
Ele vai embora correndo.
[Mason] — …EU TE ODEIO !!!
Arcene apóia sua cabeça em sua mão e começa a olhar para as panquecas em seu prato e revira-las com o garfo.
[Arcene] — Sigh. Não é questão de me odiar ou não, Mason... Cedo ou tarde, nós dois teremos o mesmo fim…
Mason volta.
[Mason] — Disse alguma coisa ?
Arcene pega a arma.
[Arcene] — É isso ! Você acabou de perder dois minutos pra trocar de roupa ! É melhor ir logo !
[Mason] — T-Tá bom !!
Ele vai embora correndo novamente.
[Arcene] — Ai, ai… O que eu vou fazer com você ?
Algum tempo depois, na escola. Mason está sentado em seu lugar, na sala de aula. Vários alunos estão em pé, conversando.
[Mason] — Geral tá tão animado pra começar nas guildas. Humpf ! Mal sabem que a melhor guilda vai começar hoje !
A professora chega na sala. Todos os alunos se sentam.
[Professora] — Muito bem, alunos. Hoje nós teremos um novo integrante a nossa sala.
Os alunos começam a cochichar.
[Mason] — Hã ? Que estranho... A rata não veio hoje... Ela vem todo dia.
Nezumi chega. Ela parece exausta.
[Mason] — Achei que ia ter um dia de paz hoje...
[Nezumi] — Não… enche… Mason… Huff Huff Huff.
[Mason] — Tava fazendo o quê ?
[Nezumi] — Eu… tava… arrumando as coisas da… guilda
[Mason] — Hã ?
[Nezumi] — Eu sou… uma faxineira lá…
[Mason] — Hahahaha ! Eu sabia ! É claro que eles precisam de alguém melhor do que você lá pra ser um membro verdadeiro da guilda !
[Nezumi] — Pelo menos…
Ela recupera o fôlego e se senta em seu lugar.
[Nezumi] — Pelo menos, eu tenho uma guilda.
[Mason] — Nem ligo ! Eu tô interessado em outra guilda agora ! Uma guilda que vai desafiar a Rising Doom !
[Chronos] — Mas seu sonho era entrar nesta guilda, não ? Humanos não desistem tão fácil assim das coisas.
[Nezumi] — Hã ? Que estranho… Também escutou isso ?
Mason cobre sua mão direita com sua outra mão e as põe nas costas.
[Mason] — H-Hã ? Pfftt ! Te deram tantos trabalhos inúteis que seu cérebro parou de funcionar ? Hahahahahaha !
[Nezumi] — Ei ! Pelo menos, eu tô na Rising Doom !
[Mason] — Tá, tá. Pode se gabar o quanto quiser aí.
Ele se vira e começa a cochichar.
[Mason] — Ficou maluco, cara ?!
[Chronos] — Como ?
[Mason] — As pessoas não sabem que você existe, ok ! Se começar a falar assim, do nada, eu vou ter problemas !
[Chronos] — Humanos são seres completamente idiotas mesmo. É, você não manda em mim !
[Mason] — Hã !?
[Chronos] — Eu falarei quando bem entender, e no tom que bem entender !
[Professora] — Alunos, prestem bastante atenção ! Temos conosco hoje um novo integrante.
[Nezumi] — Legal ! É sempre bom conhecer pessoas novas !
[Professora] — Quero que recebam com carinho…
[Nezumi] — Eu com certeza vou ser amiga dessa pesso…
Arcene vagarosamente entra na sala. Ela para em frente ao quadro.
[Professora] — Arcene D'Rune.
Arcene encara todos.
[Arcene] — . . .
Ela se curva.
[Arcene] — É um prazer conhecer todos vocês ! Espero que sejamos amigos, e que eu não cause problemas !
Mason e Nezumi se encaram por segundos.
[Mason] — O QUÊ !?!!
[Nezumi] — O QUÊ !?
Fale com o autor