Dragon Fang

5 O Tempo É Curto


[Bastiel] — Prepare-se.

[Mason] — Beleza !

O barulho de passos vindo da escadaria fica cada vez mais próximo. Mason e Bastiel se preparam para atacar o que estiver vindo. Segundos depois. Os passos param.

[Bastiel] — Agora !

[Mason] — Haaaa !!

Os dois vão correndo até o pé da escadaria. Quando chegam lá, param imediatamente. Arcene está com uma pistola apontada para a cabeça de cada um.

[Arcene] — Nem pensem nisso.

[Mason] — E-Ei ! A culpa não é minha ! Foi esse esquisitão aqui que disse que um monstro tinha invadido a biblioteca dele !

[Bastiel] — Não estou errado, ela É um monstro.

[Mason] — Em uma coisa concordamos. Hehehe !

[Arcene] — O que disseram ?

[Mason] — Eeekkk !! N-Nada não, senhora !

[Arcene] — …Sigh...

Ela abaixa as armas e as guarda.

[Arcene] — É melhor não ficar falando de mim pelas costas. Bom, a não ser que você esteja com vontade de levar azeitona na cabeça. Enfim…

[Bastiel] — Sim. Eu fiz o que pediu. Pode ir embora agora.

[Arcene] — E-Eeehhh !? E-Embora !? Mas, por quê ?!

[Bastiel] — Você é indesejada aqui. Todas as vezes em que entra na minha loja, algo de ruim acontece.

[Arcene] — Sigh. Você é um saco, hein. Vem, ariano, vamos embora.

[Mason] — P-Por quê ?!

[Arcene] — Eu te explico no meio do caminho. Anda, vai na frente.

Ela dá um tapa nas costas de Mason, o empurrando para a escadaria. Ele começa a subi-la.

[Mason] — Você dá sorte de eu ter medo de você ! Bom, a gente se vê, Bastiel !

[Bastiel] — Espero que sim.

Mason sobe.

[Arcene] — Ufa ! Obrigado…

[Bastiel] — Não há de que. Mesmo não gostando de você, isso não muda o fato de que somos amigos.

[Arcene] — Eu fico te devendo essa ! Agora… Como foi que ele se saiu… ?

[Bastiel] — Suponho que esteja esperando boas e más notícias. Creio que mais más do que boas.

[Arcene] — Não existe nada que possa ser feito ?

[Bastiel] — Não. O fim de ambos é inevitável. Agora, a má notícia é que aquele garoto não durará muito tempo. A Kyū dele… Em toda minha vida, nunca vi algo tão poderoso…

[Arcene] — Só que, ao mesmo tempo, incontrolável.

[Bastiel] — Se sabia que isso ia acontecer, por que deu a Kyū para ele ?

[Arcene] — …Bom, você sabe da história já…

[Bastiel] — Sim. Sinceramente, Arcene, você é uma garota complicada. Ele já sabe ?

[Arcene] — . . .

[Bastiel] — Sigh. O que pretende fazer, quando a hora chegar ?

[Arcene] — . . . Mantenha em segredo, por favor…

[Bastiel] — Eu não tenho muita escolha.

[Mason] — É verdade. Você não dá muitas escolhas para as pessoas.

Arcene se assusta e quase cai para trás.

[Arcene] — Aaahhh !!

[Mason] — Com medinho ?~ Hehehe-

Arcene dá um soco forte na cabeça dele.

[Mason] — AI !!!

[Arcene] — GRR !!! É ISSO, PRA MIM CHEGA !!!

Mason começa a subir a escadaria correndo. Arcene vai logo atrás.

[Arcene] — EU VOU TE MATAR, ARIANO DESGRAÇADO !!!

[Bastiel] — E lá se vão os dois. Arcene D'Rune… Mason Tyrant… Eu lhes desejo muita sorte.

Enquanto isso, fora da loja. Mason e Arcene estão andando na rua. Mason está com um galo em seu galo na cabeça.

[Mason] — Ai… Podia ter batido mais leve…

[Arcene] — Quieto ! Se reclamar, eu te dou outro soco !

[Mason] — Humpf ! É por isso que ninguém gosta de você !

[Arcene] — Hã ?!

[Mason] — É isso mesmo ! Se você fosse menos arrogante, convencida e bruta, as pessoas iam gostar mais de você ! Deve ser por isso que você não arranja um namorado !

[Arcene] — O quê ?! Fecha essa sua matraca, ariano, antes que eu feche ela com balas !

[Mason] — Tá vendo ! Que garoto vai gostar disso ?!

[Arcene] — Eu mandei ficar quieto !

[Mason] — Fora o fato de que você é controladora, idiota e o pior é péssima em cozinha !

[Arcene] — Grr !!

[Mason] — Nem adianta ficar brava ! Você sabe que é verdade !

[Arcene] — SE EU SOU TÃO RUIM ASSIM, POR QUE VOCÊ NÃO ME AJUDA A SER UMA PESSOA MELHOR, HEIN SENPAI ?!!!-

Ela tampa a boca com ambas as mãos. Mason fica espantado e confuso com o que escutou. As pessoas começam a olhar para os dois.

[Mason] — Uhhh…

Arcene começa a encarar as pessoas com rancor.

[Arcene] — O quê ?! Perderam alguma coisa na minha cara ?!

As pessoas começam a andar. Arcene olha para Mason, um pouco vermelha.

[Arcene] — Ariano, uma palavra sobre isso e eu transformo seu crânio em um mosaico que não tem solução !

[Mason] — Eu… não sei se me espanto por você dizer aquilo, ou por saber o que é um mosaico.

Os dois voltam a andar.

[Arcene] — Como não saber ?! Igrejas têm mosaicos.

[Mason] — Pfftt ! Ahahahahaha !

[Arcene] — O que é dessa vez ?!

[Mason] — Eu não creio que você seja religiosa.

[Arcene] — E eu não sou. É que…

[Mason] — É que ?

[Arcene] — Espera aí ! Quase que eu esqueço da coisa que ia fazer !

[Mason] — …Mudando de assunto…

[Arcene] — Droga ! Eu sou uma idiota !

[Mason] — Foi perceber isso só ago-

Arcene pega a mão dele e começa a puxar Mason.

[Mason] — E-Ei ! O que foi ?!

[Arcene] — Ariano, não temos muito tempo ! Pra ser mais exata, você não tem muito tempo !

[Mason] — H-Hein !?

Algum tempo depois. Os dois estão em uma floresta.

[Mason] — Qual é a sua ?! Conta logo o que foi !

[Arcene] — Eu posso, uh, ter cometido um… pequeno erro.

[Mason] — . . . Hã ?

[Arcene] — Lembra daquele tornei que eu disse que ia acontecer daqui a um tempo ?

[Mason] — O que tem ?

[Arcene] — Bom… Eu posso ter confundido um pouquinho a data.

[Mason] — Sigh. Quando é que ele vai rolar ?

[Arcene] — ...Depois de amanhã…

[Mason] — . . . Tá brincando, né ?

[Arcene] — É melhor você nem pensar em sair dele ! A inscrição não foi de graça !

[Mason] — E-Eu nem concordei em entrar nesse negócio aí !

[Arcene] — Sua opinião não importa, lembra ? Você VAI me pagar o que deve, e vai entrar nesse torneio ! Até porque o prêmio é muito bom.

[Mason] — Qual é o prêmio ?

[Arcene] — Um desejo.

[Mason] — . . . Hã ?

[Arcene] — É, isso mesmo. Você pode pedir o que quiser.

[Mason] — HÃ ?!!!

[Arcene] — O ganhador da competição pode pedir o que quiser-- qualquer coisa mesmo --caso ganhe. E adivinha só ! Nós vamos ganhar e você vai pedir todo o dinheiro que me deve. Agora, vamos começar a treinar, porque o tempo é curto e você é horrível em brigas.

[Mason] — EU sou horrível em brigas ?! Até parece !

[Arcene] — Eu preciso falar alguma coisa ? Ei, Chronos.

[Chronos] — Você é horrível em lutas, humano deplorável.

[Mason] — Fica quieto aí, cara !

[Chronos] — Humana com problemas psiquiátricos, você tem razão. Este humano não sabe lutar.

[Arcene] — Primeira vez que concordamos em alguma coisa, mão falante.

[Chronos] — Já disse que não sou uma-
[Arcene] — Enfim. Vamos começar logo isso.

[Mason] — Eu quero uma prova.

[Arcene] — Hã ?

[Mason] — Nós dois vamos lutar. Se eu conseguir derrotar você, eu não entro mais nesse negócio de lutas e a guilda é dissolvida.

[Arcene] — Fechado.

[Mason] — Ótimo-
[Arcene] — Mas, vamos mudar um pouco a aposta.

[Mason] — Para… ?

[Arcene] — Se você conseguir encostar em mim, a guilda é dissolvida, não precisa mais participar do torneio e eu me mato bem aqui, na sua frente. Assim você não precisa se preocupar em eu tentar te arrastar pra isso de novo. Feito ?

[Mason] — E-Ei ! Calma aí ! Também não é pra tanto, né ! Se matar é exagero !

[Arcene] — Qual o problema ? Não é como se você ligasse.

[Mason] — Fechado ! Mas sem a parte de se matar.

[Arcene] — Ah, qual é ! Por quê ?! Aí que tá a diversão !

[Chronos] — Concordo.

[Mason] — Quieto ! E, pra que se matar ?! Seus pais têm que te internar !

Arcene olha para o chão, um pouco triste.

[Arcene] — …Meus pais... não se preocupam mais…

[Mason] — Hã ? O que foi ? E-Eu falei alguma coisa que não devia ?! F-Foi mal-

Arcene aparece na frente dele e dá uma joelhada no estômago de Mason. Ele cospe bastante sangue.

[Arcene] — Mas vamos lembrar de uma pequena coisa primeiro, ariano, eu não tenho dó de ninguém.

Mason abraça seu estômago e cambaleia para trás.

[Mason] — Ugh- Gah !!

[Arcene] — Agora você entendeu o motivo de precisar treinar, não é ? Não… Acho que você precisa cair mais na real.

[Chronos] — E-Ei, humana psicopata ! Por mais que eu odeie este humano, não acha que está exagerando ?!

[Arcene] — Qual é, mão falante ! Você mais do que ninguém devia saber que esse moleque tem que acordar pra real. Fora o fato de que você nem liga pra ele.

[Chronos] — Isso não é mentira. Mas nem mesmo eu sei o que acontece caso ele morra. Então, é melhor deixá-lo vivo.

[Mason] — Guh ! Ar… cene… !

[Arcene] — Tá, tá. Pode me odiar o quanto quiser. Depois que ganharmos o torneio, você vai estar me agradecendo mesmo ! Agora, você perdeu, o que significa que vai ter que treinar e entrar no torneio.

Mason tenta chegar perto dela, mas está muito machucado para tal.

[Arcene] — Desiste, ô ariano. Eu bati em um dos pontos fracos da sua barriga.

[Mason] — Guh ! Hã… ?

[Arcene] — O quê ?

[Mason] — Você… Como você… sabia do ponto fraco… na minha barriga… ?

[Arcene] — . . . Tá na hora de treinar, ariano ! Não me vem com essas desculpinhas aí, não !

Ela pega uma pistola e aponta para Mason.

[Arcene] — Primeiro, vamos treinar sua esquiva e noção de perigo. Eu vou atirar na sua cabeça, mas não vou falar quando. Assim, você vai aprender a observar seu inimigo primeiro, antes de agir. Genial, eu sei.

[Mason] — …Você… é louca… !

[Arcene] — Se bem que você tá um pouquinho ruim. Hmm… Na verdade, isso é bom. Em nenhuma luta você sai 100%.

[Mason] — Chega… desse treinamento… idiota… !

[Arcene] — A arma tá apontada~ Eu reclamaria menos e prestaria mais atenção, se fosse você.

Mason começa a tremer.

[Mason] — Huff Huff. Ugh ! Minha barriga tá doendo pra caramba... ! Nas condições que eu tô... não tem como desviar de uma bala...

Ele nota o dedo de Arcene, que está no gatilho, se movendo um pouco.

[Mason] — É agora ! Essa é a minha chance !

Ele se joga para o lado rapidamente.

[Arcene] — Tch. É brincadeira, né ?

[Mason] — Hã ?-

Arcene atira na perna dele.

[Mason] — AAAAARRRRGGGGG !!! M-MAS QUE DROGA !!!

Ele cai no chão e começa a se contorcer de dor.

[Arcene] — Sigh. Ariano, ariano… Tem certeza de que você tá tentando ?

[Mason] — V-Você atirou na minha perna, sua sádica !!

[Arcene] — É, eu sei. Dá pra ver.

[Mason] — Qual é o seu problema ?!!

[Arcene] — Meu problema é você, ariano ! Você !! Cara, como pode existir uma pessoa nesse mundo que não saiba o que é um alarme falso ?! Acha mesmo que eu ia atirar assim, avisando o que eu ia fazer ?! É lógico que não, né ! Pô, ariano ! Achei que você fosse mais esperto !

[Mason] — Vai se fuder, sua psicopata !!

[Arcene] — Sigh. Vamos lá. O que eu preciso fazer pra você treinar e deixar de ser um idiota ? O prêmio de pedir qualquer coisa já não é suficiente ?

[Mason] — Eu te odeio !!

[Arcene] — Odeia nada. Você gosta de mim, só não quer admitir. Vem cá, vamos voltar ao treino.

Ela estende a mão para Mason, que dá um tapa nela e se levanta com dificuldade.

[Arcene] — Esse é o espírito ! Viu só ? Você levantou ! Agora, vamos voltar ao treino e-

Mason dá um soco forte no rosto dela, derrubando Arcene no chão.

[Mason] — EU NÃO SEI NEM PORQUÊ AINDA FICO PERTO DE VOCÊ !!! EU NÃO QUERO OLHAR NA SUA CARA NUNCA MAIS, PSICOPATA DESGRAÇADA !!!

Ele começa a ir embora.

[Arcene] — . . . Ha… Ha...

Mason para de andar.

[Mason] — Hã ?!

[Arcene] — …Ha… Ha… AHAHAHAHAHAHAHAHA !!!

[Mason] — Qual a graça ?!

[Arcene] — Mason Tyrant ! Você eu posso garantir que não é uma pessoa normal...

[Mason] — Hã ?

[Arcene] — …porque pessoas normais não me tiram do sério e me fazem querer esquartejar elas sem as matar.

[Mason] — H-Hã !?

Arcene se levanta e rapidamente corre até ele.

[Mason] — Quer me matar ?! Então vem-

Arcene empurra ele. Um raio a acerta.

[Arcene] — AAAAAHHHH !!!

Ela cai no chão.

[Mason] — O-O QUÊ !?!!

[???] — Tch.

Algo sai rapidamente de uma moita e vai embora.

[Mason] — O-O quê foi isso !? Ei, Arcene !

Ele começa a balançar Arcene.

[Arcene] — …Eu tô legal…

Ela se levanta, pondo a mão na cabeça.

[Mason] — Que droga foi essa ?! Não tem uma nuvem sequer no céu !

[Arcene] — De tantos lugares no mundo, por que acha que eu quis vir pra uma floresta ?

[Mason] — Sei lá ! Porque você é perturbada ?!

[Arcene] — Quase isso. Tinha uma pessoa perseguindo a gente.

[Mason] — H-Hã !?

[Arcene] — Eu percebi isso na cidade. Daí eu gritei pra chamar atenção de todo mundo e ver quem não estava lá. Foi quando eu decidi vir pra uma floresta. Se alguém viesse pra cá, isso significaria que eu não tô 100% louca.

[Mason] — M-Mas por que tem alguém seguindo a gente ?!

[Arcene] — Bom, querendo ou não, você é um usuário de Kyū agora. Alguns outros usuários também vão querer te eliminar da face da Terra. O problema é que esse foi muito rápido. Ou eu deixava você tomar o ataque, ou via quem foi.

[Mason] — Você escolheu… me proteger… ?

[Arcene] — Hã ?- N-Nem vem com essas ideias idiotas, ariano ! Era uma questão de dívida, sabe ? Você não pode morrer até pagar o que me deve.

[Mason] — Mas você já me matou uma vez...

[Arcene] — Uhhh… Aquilo não contou, você renasceu depois. Agora, se você morrer, não vai renascer. Então é melhor começar a treinar, senão eu te mato !

[Mason] — Sigh. Fazer o quê…

Ele se levanta.

[Arcene] — Ah ! E, que fique bem claro que eu não fiz aquilo porpena, nem nada do tipo !

[Mason] — Tá, tá. Vou fingir que não.

[Arcene] — É melhor mesmo ! Enfim. Agora é hora de dar duro ! Isso significa que é melhor eu não ouvir uma reclamação sequer vindo de você, entendeu ?!

[Mason] — S-Sim, madame !

Mason começa a encarar Arcene com um leve sorriso.

[Mason] — Ela não é tão ruim, afinal de contas...

[Arcene] — Qual é a desse sorrisinho aí ?!

[Mason] — N-Nada, madame !

[Arcene] — Humpf ! Bom mesmo. Agora, ao treino !

[Mason] — Sigh...

Dois dias depois. Na casa de Mason.

[Mason] — Yawn !

Ele levanta da cama.

[Mason] — Bom dia, Chronos.

[Chronos] — Eu não durmo. E nenhum dia em que eu estou dentro de você é bom.

[Mason] — Nossa ! Acordou com o pé esquerdo hoje, hein !

[Chronos] — Como ?

[Mason] — Acordou com o pé esquerdo, sabe ? Acordar mau humorado- Ah ! Você me entendeu !

[Chronos] — Creio que não.

[Mason] — Sigh. Você é um pé no saco… Bom, vamos.

Ele abre o guarda roupa. Minutos depois. Mason está com uma jaqueta preta, uma camiseta branca, uma calça jeans, um par de sapatos marrons e uma bolsa e depois Mason põe a bolsa nas costas e desce algumas escadas correndo.

[Mason] — Tchau, mãe ! Só lembrando: eu vou passar uma semana na casa de um amigo !

[Mãe] — Tudo bem, filho ! Se cuide !

[Mason] — Te vejo depois !

Ele vai embora correndo.

[Mason] — Preparado, Chronos ?

[Chronos] — Nunca.

[Mason] — Ótimo. Quanto menos preparado, melhor é a surpresa !

[Chronos] — Você é, de longe, o usuário mais idiota que já tive.

[Mason] — Vindo de você, isso chega a ser um elogio.

[Chronos] — Por que está tão animado assim ? Não é como se você estivesse interessado em participar deste torneio.

[Mason] — É, você tem razão. Eu realmente tô pouco me fudendo pro torneio ! Agora, o prêmio dele... Ah ! Isso sim eu quero !

[Chronos] — Pedir qualquer coisa… Heh, eu poderia sair de dentro de você com esse pedido.

[Mason] — A questão é, você não vai fazer o pedido. Afinal, sou eu quem vai fazer todo trabalho.

[Chronos] — Humano insolente ! Fique sabendo que com ou sem pedido eu posso sair daqui !

[Mason] — Ah, é ? Então tenta aí.

[Chronos] — Ora, seu ! Eu só não estou… com vontade.

[Mason] — Sei.

Algum tempo depois, na frente de um galpão.

[Mason] — É, se eu não me engano, o endereço é aqui. Mas pra uma competição que vale um desejo, não creio que aqui seja o lugar, não.

[Chronos] — Hmm… Não, este é o lugar certo.

[Mason] — Hã ? Como é que você sabe ?

[Chronos] — Sinto uma grande energia emanando deste local.

Mason engole seco.

[Mason] — Gulp ! S-Sério !?

[Chronos] — Está com medo agora, não é ?

[Mason] — É-É… Talvez, um pouquinho…

[Chronos] — Humano insolente. Sabia que não iria entrar no local.

Mason abre as portas do galpão e entra.

[Chronos] — O-O quê !?

[Mason] — Não é questão de medo ou sei lá, é questão de ganhar o prêmio ! Que comece o torne…

Quando ele olha, está em um ringue com muitas pessoas à volta.

[Mason] — …io…