Dragon Fang
35 Acontecimento Inesperado
[Mason] — Ei ! Volta aqui, desgraçado !
Ele acorda em sua cama. Algumas faixas estão amarradas em seu peito.
[Mason] — Huff Huff Huff. Cara... Que sonho foi esse… ?
[???] — …Não foi sonho…
[Mason] — Hã ?
Yukino está debruçada nele, encarando Mason.
[Mason] — Y-Yukino !?
[Yukino] — …Fiquei preocupada, boss…
[Mason] — O que você tá fazendo na minha casa !? Eu não falei pra você arranjar um lugar pra morar ?
Yukino sorri.
[Yukino] — Eu achei. Moro debaixo de algumas caixas de papelão confortáveis que achei no lixo.
[Mason] — Sigh. Yukino... Isso não é lugar pra se morar.
[Yukino] — Uma vez, eu ouvi uma das pessoas que me torturava na fábrica dizendo que uma casa é onde você se sente confortável... E eu me sinto confortável nas caixas...
[Mason] — Mesmo assim ! Se ficar lá, vai acabar doente !
[Yukino] — ...Mas ninguém quis me dar moradia…
[Mason] — . . . Sigh. Tá bom !
[Yukino] — …O quê… ?
[Mason] — Você pode morar aqui.
[Yukino] — …Sério... ?
[Mason] — Por algum motivo, os caras que construíram essa casa colocaram mais quartos. Você pode ficar com o quarto lá em cima. Que tal ?
Yukino concorda com a cabeça.
[Yukino] — E… Eu realmente posso... ? Muito obrigada !
[Mason] — Nah, de boa. Eu ia usar esses quartos pra guardar lixo mesmo.
[Yukino] — Obrigada, boss ! Prometo que nós não vamos te desapontar !
[Mason] — Olha, só tem você aqui- Ah… Verdade... Ahem ! Beleza ! Não, uh, me desapontem !
[Yukino] — Ok-
[???] — Eeehhh ?!
Arcene entra no quarto.
[Mason] — Yo, psicopata ! Tá fazendo o que na minha casa ?
[Arcene] — Não me vem com esse papo !
[Mason] — Hã !?
[Arcene] — Por que ela pode morar aqui e eu não ?! Você me conhece a muito tempo ! Ela você só viu duas vezes na vida !
[Mason] — . . . Sério mesmo ? Tá bom. Se você quer morar aqui, pode vir.
[Arcene] — Valeu-
[Mason] — É claro que não !
[Arcene] — Hã ?! Me dá um bom motivo pra eu não morar aqui !
[Mason] — Ahem ! Você tenta me matar constantemente. Ela não. A Yukino não aparenta nenhum perigo pra mim, ou pra algum vizinho. Você sim. A Yukino não-
[Arcene] — TÁ !!! EU JÁ SAQUEI !!!
[Mason] — Legal.
[Arcene] — O que custa você me deixar morar aqui ? Tem quarto pra caramba nessa casa !
[Mason] — Exatamente. Eles são quartos, não salas pra testar bombas.
[Arcene] — Ei ! Eu não faço bagunça !
[Mason] — . . . Jura ?
[Arcene] — . . . Talvez um pouco… Mas isso não vem ao caso !
[Mason] — Não é não, psicopata. Só aceita logo de uma vez.
[Arcene] — Ah, qual é ! Por favor !
[Mason] — Sigh. Não-
[???] — Tsk Tsk Tsk.
[Mason] — . . . Eu conheço essa voz... Sigh. Não…
Uma mulher de cabelo longo loiro, olhos azuis, pele clara, vestindo um sweater preto, um jaleco, uma calça jeans, um par de sapatos marrons e usando um ar de óculos pretos entra no quarto, segurando uma garrafa.
[Mason] — …Eu tô ferrado…
[Mulher] — Ei, ei, ei ! Quem disse que você tá ferrado ? Vem cá, coisa lindinha~♥
Ela anda até a cama de Mason cambaleando e abraça ele com força.
[Mason] — Ugh ! Ai !
[Arcene] — Q-Quem é essa mulher !? Corpo voluptuoso e avantajado... Ela deve ser algum tipo de espiã contratada pra enganar o Mason ! Então ela é perigosa !
Ela pega sua pistola.
[Mason] — P-Perai, psicopata ! Não atira !
[Arcene] — Hã ?
[Mulher] — Hã ? Atirar aonde ?
[Mason] — Você é cega ?! Tem uma pistola apontada pra você !
[Mulher] — Legal… Mas e daí ?
[Mason] — Me solta !
A mulher larga ele.
[Mason] — Ugh ! Não literalmente !
[Arcene] — Ei, Mason ! O que tá rolando aqui ?
[Mason] — Só um segundo, psicopata. Você bebeu de novo ?
[Mulher] — Eu ? Pfftt ! Uma lata… ou duas… Talvez uma garrafa... ou será que foram duas… ? Não, não ! Foram duas garrafas ! Ficou tudo mais claro agora !
[Mason] — Sigh. Você é uma causa perdida… Essa aqui, infelizmente, é minha prima, Merlin.
[Merlin] — Oi, oi~♥
[Arcene] — . . . Ahem ! É-É claro que eu sabia disso ! Pfftt ! Quem não sabia ? Olha só pra vocês ! Parecem até gêmeos ! Era óbvio demais pra não notar !
[Yukino] — …Kaijin disse que você está mentindo...
[Arcene] — Escuta aqui, criança ! Fala pra essa sua coisa aí ficar quieta, senão a gente vai bater um papinho !
Yukino pega um travesseiro e esconde seu rosto nele. Depois, ela se levanta e corre até a porta. Yukino acaba batendo em uma parede. Rapidamente ela se levanta, cobre o rosto novamente e vai embora.
[Mason] — Sigh. De novo não...
[Merlin] — Por que tem toda essa gente aqui ?
[Mason] — É por que, uh…
[Arcene] — É porque o Mason vai ser o mestre top 1 de todos os tempo !
[Merlin] — . . . Mestre top 1… ?
[Mason] — Ei, psicopata ! Tem como não falar essas coisas ?!
[Merlin] — . . . Pfftt ! Mestre top 1 !? Ahahaha ! Olha, garota, se tem uma coisa nesse mundo que eu tenho certeza, é de que esse carinha aqui é mais inofensivo que uma ovelhinha perdida !
[Arcene] — Ah, é ?! O Mason ficou bem mais forte ! Não é, Mason ?
[Mason] — Não !
[Merlin] — Perai ! Então você fez uma guilda ?
[Mason] — Não !
[Arcene] — Sim !
[Mason] — Não, eu não fiz ! Você é só uma idiota que me segue !
[Arcene] — O que disse ?!
Ela cobre um punho com Sparta.
[Mason] — Eeekkk ! F-Foi mal !
Merlin fica séria.
[Merlin] — . . . Ei, garota. Isso aí é Sparta ?
O Sparta no punho de Arcene desaparece.
[Arcene] — Gasp ! Droga, eu esqueci !
[Merlin] — Uma pessoa que pode usar Sparta, huh ? Não vou negar, isso é estranho.
[Mason] — E-Ela é só uma exceção ! Ehehehe ! Nada demais !
[Merlin] — Olha, primo. Pra ser sincera, eu não vim aqui só bater papo, não.
[Mason] — Hã ?
[Merlin] — Resumindo isso do jeito mais rápido... Eu estava no torneio.
[Mason] — . . . Ferrou...
[Merlin] — Boa performance, não vou mentir. Você realmente quebrou a cara de uns idiotas !
[Arcene] — O que você veio fazer aqui então ?
[Merlin] — Me juntar a guilda.
[Mason] — Nem pensar ! Não mesmo ! Nem ferrando !
[Arcene] — Qual o problema em ela fazer isso ?
[Mason] — Confia em mim, psicopata. Eu prefiro mais você do que ela !
[Merlin] — O quê ? Ainda tem um trauma de todas aquelas operações e testes que fiz com você ?
[Mason] — Claro que sim !
[Arcene] — Operações e testes !?
[Mason] — Ela é médica e cientista. Quando eu era menor, ela vivia testando remédios e fazia vários experimentos comigo.
[Merlin] — Ei ! Olha pelo lado bom ! Você tá inteiro, não tá ?
[Mason] — Vai se ferrar !
[Merlin] — Não seja assim com a sua priminha que veio de longe só pra te ver !
[Mason] — Eu não ligo !
[Arcene] — Eu acho ótimo !
[Mason] — Hã ?
[Arcene] — Ninguém aqui, fora o Bastiel, sabe usar magia de cura. E, eu duvido que aquele cara vai curar alguém.
[Mason] — E-Ei ! Desde quando você manda nas pessoas que são da guilda ou não ?!
[Arcene] — Desde sempre ! Algo contra ?!
[Mason] — …Não, senhora…
[Merlin] — Gostei dessa garota !
[Mason] — Você não tá em guilda nenhuma !
[Arcene] — Pfftt ! Não liga pro que ele fala ! Mason só tá brincando. É claro que ele quer você na guilda !
[Mason] — Não quero, não ! E, eu não tenho nenhuma guilda !
[Merlin] — Você fala as coisas da boca pra fora !
[Mason] — Sigh. Ninguém me escuta…
[Merlin] — Ei, primo. Eu tô afim de falar com você sobre uma coisinha.
[Mason] — Fala.
[Merlin] — É meio que à sós.
[Mason] — Psicopata, sai daqui.
[Arcene] — Ei ! Isso é jeito de se tratar uma dama ?!
[Mason] — Vai logo !
Arcene vai embora.
[Arcene] — Sigh. Cara chato !
[Mason] — Fala agora. O que foi ?
[Merlin] — Temos três problemas aqui. Primeiro, aquela garota.
[Mason] — Arcene ? O que tem ela ?
[Merlin] — Pelo que eu sei, ela não é Tyrant. Então, por que ela usou o Mind Zero ?
[Mason] — . . . Sigh. Foi obra do meu velho.
[Merlin] — Ela usou aquilo mais vezes ?
[Mason] — Não. Eu fiz questão de proibir ela de fazer isso.
[Merlin] — Boa escolha. Seu pai não deve ter falado dos efeitos colaterais pra ela.
[Mason] — Provavelmente não. Tch. Ele sempre esquece das coisas importantes.
[Merlin] — Não vou mentir, eu fiquei bem impressionada pelo corpo dela não ter sido destruído depois de usar isso.
[Mason] — Até eu fiquei.
[Merlin] — Falando em corpos sendo destruídos... Aquele pivete voltou, né ?
[Mason] — Sigh. Sim. E, o pior de tudo, ele tá mais forte.
[Merlin] — Akaiba… Será que esse garoto não vai se contentar nunca ?
[Mason] — Duvido muito. Desde criança, ele não deixava ninguém ser mais forte que ele.
[Chronos] — Fora o fato de que ele possui a Haru no Kyū.
Nota: Haru no Kyū = Esfera da Diminuição.
[Mason] — Hã ?
[Merlin] — A Kyū que pode diminuir a força de seu oponente... Fora o fato de que sua chama branca, a Tasogare no Honō, é uma das Hakai no Honō mais fortes existente.
Nota: Tasogare no Honō = Chama do Crepúsculo.
Chronos sai de Mason.
[Chronos] — Você é bem informada para uma humana.
[Merlin] — Você deve ser a Chronos. Não vou mentir, nunca pensei que ia conversar com uma Hakai no Honō na minha vida.
[Mason] — Eu sabia… Você é uma Hakai no Honō...
[Chronos] — Explicações depois. Agora, onde conseguiu informações sobre a Tasogare no Honō ?
[Merlin] — Andei dando uma estudada. Sabia que a história interpreta vocês de vários jeitos diferentes ? Deuses, demônios, bênçãos, maldições, salvadores, destruidores... Mas a maior pergunta é, o que são vocês ? Por favor, me responda ! Quem os criou ? Por que foram criados ? Por que são as Kyūs mais fortes em meio às outras ?
[Chronos] — . . .
[Mason] — Hã ? O que foi, Chronos ?
[Chronos] — . . . Isso vai além da lógica de vocês, humanos. Não tentem compreender aquilo que não podem.
Ele entra em Mason.
[Merlin] — Hã !? E-Ei ! Volta aqui !
[Mason] — Espera aí... Eu já não ouvi isso antes ?
Ele se lembra de quando Bastiel começou a analisar Chronos.
[Bastiel] — Chronos, por favor, me conte ! Como você foi colocado aí dentro ?! Que tipo de feitiço usaram, e quem o praticou ?!
[Mason] — E-Ei ! Calma aí, cara ! Essa mão ainda é minha ! E você tá quase arrancando ela fora !
[Chronos] — . . .
[Bastiel] — Por favor, conte-me !
[Chronos] — . . . Esta conversa termina aqui.
[Mason] — Cara, faz um tempo que isso aconteceu... Pensando bem, o Chronos nunca foi muito de falar sobre como ele foi parar dentro da Hakai no Kyū, nem de quem colocou ele ali.
[Merlin] — Por favor, me conta !
[Chronos] — Esta conversa se encerra aqui.
[Merlin] — E-Eeehhh !? Não !
Sem resposta.
[Mason] — Sigh. Não insiste. Quando ele não quer, não tem conversa que convence esse cabeça dura.
[Chronos] — Cabeça dura ?! Ora, seu humano insolente ! Sorte sua eu estar acorrentado, senão-
[Merlin] — …Acorrentado… ?
[Mason] — É. Tem umas correntes dentro da Kyū que não me deixam usar todo o poder do Chronos.
[Merlin] — …Uma Kyū que age por conta própria, não deixando o usuário usar todo seu poder… ? Interessante... Muito interessante...
[Mason] — Uhhh... Tudo legal aí ?
[Merlin] — Hã ? Ah ! Eu só tô pensando alto. Não liga, não !
[Mason] — O… k... A propósito, qual é o terceiro problema que você queria me falar ?
[Merlin] — Presta bastante atenção, porque esse é o pior e mais terrível de todos os outros.
[Mason] — Gulp ! Q-Qual ?
[Merlin] — . . .
[Mason] — . . .
[Merlin] — . . . Minha bebida acabou, e eu não sei onde comprar mais. E, eu acho que tô ficando sóbria.
Mason cai da cama.
[Mason] — Ugh ! Só pode tá de brincadeira !
[Merlin] — E-Ei ! Bebida faz bem pro meu cérebro, ok !
[Mason] — Faz bem porque ele já tá todo derretido ! Sigh. Tanto faz...
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