Dragon Ball UD
11 Um torneio musical? Pan se torna uma Idol!
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Nas sombras do Universo 7, o tirano Freeza tece um plano mortal!
Aliado ao sinistro Dr. Myuu, ele aposta tudo no renascimento da arma parasita… BABY!
Enquanto um anjo caído sussurra intrigas, Freeza sorri: ‘Que Goku e Baby se destruam… eu reinarei sobre todos os universos!’
No Universo 11, nossos heróis alcançam o templo do novo Hakaishin Toppo!
O teste começa: Pan ataca com coragem… e cai diante de um único golpe!
Goten rompe suas correntes, desperta o Super Saiyajin 2 e faz o deus se mover, mas a diferença ainda é colossal!
Então chega a vez de Uub: Kaioken x10… x15! Taiyōken! Kamehameha!
Toppo responde com o poder da Destruição… e Uub sobrevive ao impacto de raspão, provando seu valor!
A prova termina com um chamado que congela o sangue:
Jiren fala sobre o mistérioso planeta M-2… ‘Algo grande está para começar!’
Marcarita cura os feridos, Toppo reconhece o potencial do trio e entrega a terceira Super Esfera do Dragão a Whis!
Três reunidas! O próximo destino? Universo 2!
Mas o relógio do fim continua a contar…
Próxima parada Universo 2!
— Uub, vamos lá, eu preciso dominar o Super Saiyajin 2. — Goten tentava manter a forma, mas o corpo tremia e a respiração estava pesada.
— Você está se cansando muito rápido. Provavelmente precisa dominar completamente o Super Saiyajin antes.
— Ah, tipo o que meu irmão e pai fizeram antes de enfrentar o Cell, né? — Goten se sentou no chão, suado.
— É… exatamente isso, o Super Saiyajin full power. — respondeu Uub.
— Certo. — Goten manteve a transformação e começou a meditar, tentando controlar o ki e a forma.
Ele pensou no pai e nos conselhos que receberia. Pensou em Gohan e no caminho que o irmão seguiu. E, por último, pensou em Caulifla. Por mais que não gostasse de admitir, só de imaginar ela o desafiando, já sentia que precisava superar aquele limite.
Enquanto isso, Uub seguia treinando golpes rápidos e precisos, sem descanso. Pan aparecia de vez em quando para treinar leve com ele, mais para provocar do que para ajudar.
A viagem seguiu assim por semanas: Goten focado em estabilizar a forma, Uub fortalecendo o corpo e aprimorando técnicas, Pan atrapalhando, e Piccolo… bom, Piccolo sendo Piccolo, calado, sério, e pilotando a nave como se fosse um táxi intergaláctico.
— O que te motivou a ficar mais forte, Goten? — perguntou Uub durante uma pausa.
Goten, ainda transformado, respondeu meio sem graça:
— Várias coisas… Sempre fiquei para trás. Meu pai treina a vida toda e consegue enfrentar deuses. Meu irmão tem aquela forma bestial absurda… e eu… não quero mais ser o fraco. E… tem também uma garota que me fez perceber isso.
— Ahá! Então tem uma garota no meio! Quem é? Eu conheço? — Uub abriu um sorriso curioso.
— Conhece… mas não vou dar nomes. — Goten desviou o olhar. — Quero ficar forte para lutar com ela e vencer… mas também para sair da sombra do meu pai, do meu irmão… e até do Trunks. Quero achar o meu próprio caminho.
— Entendo… — Uub assentiu. — Se precisar de treino ou conselho, pode contar comigo. Para mim, você é quase como um irmão.
— “Quase”? — Goten riu. — Vai, somos todos uma família no fim das contas.
— E eu tenho orgulho disso. — disse Uub, já se preparando para continuar. — Agora chega de papo, vamos treinar.
Dias depois, a nave entrou no Universo 2. Piccolo pousou próximo a um planeta chamado Belmoda. A visão da Super Esfera do Dragão chamou a atenção de todos: ela estava presa ao planeta por uma corrente gigantesca de ki.
— Mas que diabos é isso? — Goten piscou várias vezes.
— Prenderam a esfera… mas como é possível? — Pan arregalou os olhos.
— Vamos pousar e descobrir. — disse Piccolo, descendo a nave até o planeta azulado.
Eles aterrissaram num deserto distante das cidades. Piccolo ficou para proteger a nave, e o trio partiu para investigar.
Depois de explorar boa parte do planeta, acabaram se reunindo na capital. Foi lá que ouviram falar de um torneio que aconteceria no dia seguinte e o vencedor levaria a super esfera para casa se conseguisse mover ela.
E assim eles entraram na longa fila para se inscrever para o tal torneio. O que mais chamou a atenção de Uub era que a maioria dos concorrentes eram todos fracos. Lutar com eles não teria graça. Eles perderiam rapidamente
— Beleza! — Uub sorriu. — Que esse torneio tenha lutas boas! Estou animado!
— Você disse “lutas” mocinho? — Um homem com cabeça de pelicano repetiu a palavra e soltou uma risada estridente. — Quem seria idiota de fazer um torneio de luta? Isso aqui é um torneio de AMOR! Música e dança! O famoso torneio de artes musicais!
— O quê?! — Uub quase caiu para trás. — Música e dança?!
— Ferrou… — Goten suspirou. — Já era, perdemos, vamos voltar para a nave.
Pan cruzou os braços, com um sorriso travesso.
— Relaxem. Eu vou me inscrever… e vocês vão ser meus ajudantes.
— Nós?! — Goten e Uub gritaram juntos.
— Sim! Eu canto, vocês dançam! Já tenho a música perfeita em mente. — sem esperar resposta, Pan correu até o balcão de inscrições e garantiu a participação.
Goten ficou parado, encarando o nada.
— Uub… acho que a gente se deu mal nessa.
— Eu tenho é certeza, senhor Goten… — respondeu Uub, já imaginando a vergonha que vinha pela frente.
— Conte isso para ninguém.
— Eu não irei.
De volta à nave espacial, Pan apareceu carregando um rádio portátil e um CD. Sem pedir licença, correu até a sala de gravidade, ligou o aparelho e apertou o play.
Uma batida agitada e empolgante encheu o ambiente. Pan agarrou uma escova como se fosse um microfone e começou a cantar, se movendo pelo chão com energia de sobra.
Ao fundo, Goten e Uub, que estavam prontos para começar o treino, pararam no meio do caminho para assistir à cena.
— Ei! Vocês também têm que dançar! — Pan apontou para eles. — Preciso dos meus Saiyanboys para arrasar nesse torneio!
— Saiyan… — Goten olhou para Uub.
— Boys? — Uub olhou de volta para Goten, confuso.
— Isso mesmo! Vocês são os Saiyanboys… e eu sou a grande e iluminada Pan! — disse ela, girando no ar e pousando com pose dramática.
— Bom… já que a gente tá encrencado, bora logo, Goten! — Uub bateu no próprio rosto, tentando se animar.
— Pra passar vergonha? Eu passo... — Goten suspirou. — Chama o Piccolo… quem sabe o “gingado” dele convence algum jurado cego.
— Ah, para com isso, tio! Vai ser divertido. Mal posso esperar pra contar pra Bra que fui uma idol por um dia. — Pan continuou cantarolando.
— E que música é essa? Nunca ouvi na vida. — Goten franziu a testa.
— Como não?! É o hit do ano! — Pan levou a mão ao peito, chocada. — “Dan Dan Kokoro Hikareteku”!
— Nunca ouvi. — Goten deu de ombros.
— Por isso mesmo que você vai morrer sozinho, tio. — Pan deu um sorriso diabólico.
— Não vou nem responder… — Goten se virou para Uub. — Bora treinar uns passos que eu vi uns caras fazendo na escola uma vez.
— Que tipo de passos? Não é balé, né? — Uub engoliu seco.
— Balé? Nunca! Vamos no bom e velho hip-hop. Esse estilo vai garantir uns pontos extras para nós.
E assim, a madrugada foi embora entre risos, tropeços e alguns acertos. Pan ia afinando o tom da voz e corrigindo a postura dos dois. Já Goten e Uub, mesmo duros e enferrujados, conseguiram improvisar uma coreografia que parecia uma luta disfarçada de dança.
Enquanto isso, Piccolo, do lado de fora, permanecia de braços cruzados, meditando como se nada estivesse acontecendo.
O sol nasceu, e lá estavam eles diante do estádio. A multidão se espremia para entrar, muitos carregando cartazes e bandeiras. A maior parte era fã de um grupo específico: os lendários Irmãos Para.
E, como se fosse parte de um roteiro, o público foi à loucura quando os três irmãos surgiram no portão. Vestindo roupas absurdamente coloridas, acenavam e faziam passos de dança estranhíssimos, mas hipnotizantes.
— É sério que a gente vai competir contra… isso? — Goten sentiu uma gota de suor escorrer pela têmpora.
— Eles parecem mestres da dança… não podemos vacilar, Goten. — Uub estralou os punhos, como se fosse entrar numa luta.
— Vamos vencer. — Pan sorriu, confiante. — Vou dar minha vida nesse show!
Goten ajeitou a regata e a calça roxa. Ele e Uub estavam combinando no visual, enquanto Pan destoava completamente: um vestido branco, pulseiras coloridas e uma tiara brilhante.
O trio seguiu para a ala dos competidores: Goten resmungando, Uub de olho nos Irmãos Para, e Pan radiante como se já tivesse ganho.
Mas, à distância, uma mulher de pele azulada observava toda a movimentação. Com um comunicador na mão, falou num tom baixo:
— Senhor Bojack… a operação pode começar. Só precisamos localizar o homem que selou a Super Esfera do Dragão.
Dentro do estádio, Pan, Goten e Uub observaram os outros competidores. Todos peculiares ao seu modo. Um surgia como um brilhante mago, tirando morcegos da cartola e os fazendo dançar em pleno ar. Outro contorcia o corpo como se fosse um talento fora do comum e requebrava até o chão.
Eles só pararam de fazer coisas estranhas quando o torneio começou de fato. O apresentador, um homem de pele laranja, trajando um terno e com um cabelo que lembrava um couve-flor, pegou o microfone e começou a anunciar os jurados.
— Nesta edição temos uma apresentadora muito especial. Por favor pessoal, deem as boas-vindas para a guerreira do amor, Sanka Kuu!
O trio que assistia pela tv o anunciou observou a guerreira Sanka Kuu, uma moça de pele branca, cabelos castanhos claros e um sorriso meigo. Ela vestia um vestido azul e umas luvas da mesma cor, meias longas e uma sapatilha azul.
— Ela é uma lutadora? — Uub estranhou. — Eu não consigo imaginar ela lutando.
— Você só pensa em luta? — Goten se impressionando com o jeito do amigo. — Cara... você tá pior que o meu pai.
— Eu peguei a mania dele. — Uub gargalhou, coçando a cabeça.
— Senhores, antes de iniciarmos, a Lady Sanka Kuu fará um discurso, por favor, diga suas amáveis palavras para nossos amados telespectadores!
A moça pegou o microfone e falou delicadamente:
— Senhores e senhoras, agradeço a todos primeiramente. Quero agradecer a organização por me deixarem falar. E eu quero dizer que por mais que nossa amada deusa Heles se foi... mas eu garanto que isso não é o fim. Nossa amada Ribrianne está trabalhando para arrumar tudo isso. E prova disso é esta super esfera do dragão. Ela veio a nós como um símbolo e iremos entregar ela a quem vencer, mas quando a hora chegar, contamos com o amor de vocês para nos entregarem para salvarmos o universo 2 da possível destruição que se avizinha como nos tempos do Torneio do Poder.
A plateia foi ao delírio. Todos concordando com ela, berrando amor e paz.
— Bom, não irei ficar segurando vocês. Que o show comece e que todos os participantes deem seus corações e amor! — Sanka Kuu berrou, sendo seguida pela plateia.
Goten na mesma hora sentiu vontade de sair daquele lugar. Aquilo seria uma das maiores vergonhas que ele passaria.
E assim o show começou. Primeiro foram uma girl band composta por cinco garotas. Elas cantaram, dançaram e fizeram acrobacias. E finalizaram com o estouro de fogos de artifícios.
O segundo grupo foi um homem esverdeado que segurava uma flauta. Ele começou uma canção que mexeu com toda a plateia. Todos começaram a chorar, a gritar de emoção e a clamar pelo flautista.
Um após o outro inovavam nas apresentações. Goten e Uub passaram a discutir uma estratégia caso tudo desse errado.
Por fim os irmãos Para foram convocados para o palco. Pan prestou atenção naquele trio. Eles eram os preferidos a ganhar aquela competição. Eles eram seus inimigos de verdade. Ela precisava derrotar eles.
— Bom Para! Don Para! Son Para! Somos... Os... Irmãos... Para! — os irmãos se apresentaram fazendo cada um na sua pose. — Vamos dançar, povo de Belmoda!
Bom Para apontou para a plateia e começou fazer alguns passos lentos, apontando para si, para o irmão e para a plateia.
Don Para, no meio, começou a saltar e a rodopiar de cabeça para baixa, enquanto apontava para os irmãos.
Son Para seguia o mesmo passo de Bom Para. Apontando para Don e para a plateia.
Logo os passos se misturaram com a batida de pop que ecoava, fumaça começou a subir no palco, as luzes começaram a piscar sem parar.
Pan logo notou que a plateia começava a imitar os movimentos dos irmãos, fazendo a mesma dança e gestos. Era como se estivessem hipnotizados por aqueles três. Até mesmo os jurados estavam hipnotizados pela técnica deles.
No fim da apresentação, os irmãos Para dançavam no ar, e finalizaram com um grande coração explodindo atrás deles. A plateia foi ao delírio, até mesmo Sanka Kuu os aplaudiu, chorando de emoção.
Pan sentiu que a situação tinha se tornado mais difícil agora. Mas ainda confiava que conseguiria bater de frente com aqueles irmãos atrapalhados.
Assim que eles saíram do palco, o apresentador anunciou:
— E agora uma concorrente de um outro universo! Sim, hoje temos até pessoas de outro universo aqui! Deem as bem-vindas a iluminada Pan e os Saiyanboys do sétimo universo!
— Vamos lá pessoal! — Pan berrou puxando Goten e Uub pela mão.
— E lá vamos nós passar vergonha. — resmungou Goten, engolindo a seco.
— Não podemos perder para os irmãos, vamos ir além deles e vencer essa luta de danças! — exclamou Uub pronto para o show.
E assim o trio se encaminhou para o palco. E o show iria começar, Pan conseguiria bater de frente com os irmãos Para? E Goten e Uub?
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