Dragon Ball UD

4 O Tour de Pan. O treino de Goten e Caulifla!?





Anteriormente em Dragon Ball UD...


Na jornada rumo ao planeta Sadala, no Universo 6, nossos heróis atravessaram semanas de viagem… mas nem todos aproveitaram o tempo da mesma forma! Enquanto Uub treinava incansavelmente e Pan tentava acompanhar, Goten passava seus dias reclamando e Piccolo pilotava com precisão absoluta.


Mas a chegada a Sadala foi explosiva! Escoltados por naves de guerra, o grupo desembarcou em um campo militar cercado de saiyajins armados. Lá, reencontraram Kyabe — agora um guerreiro experiente — que os confundiu com aliados de Frost, o traidor do Universo 6!


As provocações de Goten resultaram em um duelo intenso contra Kyabe… e o filho de Goku acabou derrotado! Enquanto se recuperava, Goten conheceu Caulifla — ferida, mas ainda cheia de atitude. Ela propôs uma aliança para resgatar Kale, prisioneira de Frost, em troca de uma luta futura!


Enquanto isso, Uub e Piccolo se encontraram com o Rei Snacks, que revelou a situação crítica: Frost possui uma das Super Esferas do Dragão e conta com aliados poderosos, incluindo o temível namekuseijin Gast! Um acordo foi selado — juntos, o Universo 6 e o Universo 7 enfrentarão Frost… e a batalha pelo destino das esferas está apenas começando!


Pan caminhava pela cidade Saiyajin, a garota estava explorando. Eles ficariam pouco tempo no planeta, visto que a noite acabariam por invadir o castelo de Frost, em uma das luas próximas.


Ao menos era esse o plano que Piccolo havia passado para eles. A garota estava sendo escoltada por um saiyajin e uma saiyajin. Os nomes deles eram estranhos, para não dizer engraçados.


O saiyajin alto e de olhar feroz se chamava Brassic e a moça saiyajin se chamava Karela. Ambos usavam aquela armadura esquisita. Até ofereceram uma para Pan, mas a mesma recusou, não queria vestir algo assim nem morta.


— Este é o mercado central da capital. — Brassic falou, apontando para as dezenas de tendas vendo os mais variados tipo de itens e tecnologias.


— Pode não parecer, mas depois que o governo de Frost caiu, a gente se tornou a força policial do nosso universo. — Karela complementou. — Kyabe ensinou muitos de nós a se tornarem Super Saiyajins também, mas a grande maioria não conseguiu, poucos foram o que se tornaram.


— Segundo o cientista é porque conforme fomos evoluindo, acabamos perdendo as células S. — explicou Brassic.


— Células S? — Pan indagou.


— Sim, são as células que nos permitem ir além da forma base. Cada saiyajin nasce com um número pré-definido destas células. Mas claro, quanto mais forte você for ficando, mais células S são criadas ou coisa do tipo, não sou cientista, então não posso explicar tão bem assim, mas você me entendeu né?


Pan ouvia tudo atentamente. Ela também não conseguia se tornar uma Super Saiyajin ainda. Mas confiava que com o treino duro e com a persistência, ela chegaria lá. Mesmo que não tivesse muitas células S.


— O que podem me contar sobre a história desse mundo? A história dos Saiyajins deste universo? — Pan indagou a dupla que a seguia.


— Éramos um povo bastante primitivo e que vivíamos para a luta, mas conforme fomos evoluindo e entrando em contato com outras raças, mais avançadas, acabamos nos desenvolvendo e evoluindo no processo, tanto é que não temos mais as nossas caudas e nem o poder do Oozaru.


— Oozaru? Ah, a transformação do macaco gigante. Meu pai já me falou disso. — Pan se recordou da explicação de Gohan quanto aquela forma.


— Sim, os tsufurojins foram os que mais nos ajudaram nessa questão. Eles hoje em dia são grandes aliados nossos e parceiros comerciais. Tanto é que o nosso grande rei propôs a criação de um bloco entre nós Saiyajins e os Tsufurojins, um tratado de ajuda militar basicamente. — contou Brassic, animado. — E eu bem que queria conhecer uma garota Tsufuro. Elas são as mais bonitas dessa região da galáxia.


Karela logo o socou na barriga. O rosto fechado e de poucos amigos.


— Seu idiota. Eu sou uma garota e sou bela! — ela disse, cruzando os braços e seguindo o caminho.


— Maldição... Essa doeu... — Brassic resmungou.


Pan apenas achou graça, ela facilmente conseguia imaginar esse tal de Brassic e seu tio Goten em uma roda falando de garotas. Ambos provavelmente seriam grandes amigos.


Conforme ia andando pelo longo mercado, ela conseguia ver a movimentação dos civis. Via também os jornais, mas não entendia o idioma, mas pelas imagens de um ser sorrido maleficamente, presumiu que fosse sobre o tal Frost.


A garota parou diante de uma tenda lá uma moça cortava carne com um cutelo, enquanto um homem com uma cicatriz na bochecha surgiu para atender ela.


— Pois não, a senhorita vai querer carne de qual espécie? Temos a de Avestruzes do deserto, a de Crocodilos explosivos e a nossa maior iguaria, o colchão da raposa aquática. — o vendedor apontou para as carnes amostra.


— Ela tá só conhecendo o planeta Barduck. — Karela falou, amigavelmente. — E como está a Gyne?


— Estou bem Karela, e como está se saindo na elite? Soube que Frost está dando muita dor de cabeça para vocês recentemente. — Gyne cortou um pedaço de carne e a jogou no moedor.


— Esses estrangeiros irão nos ajudar a acabar com o reinado desse tirano de uma vez por todas. — Karela passou o braço por Pan e a puxou para si. — Podem ficar em paz, a hora dele está chegando.


— Ah, então a mocinha irá acabar com o perigoso Frost? Ela é uma Saiyajin? Ou Tsufurujin? Não da para saber, as nossas aparências são iguais.


— Como assim iguais, tá ficando senil, Barduck? — Gyne deu um cascudo na cabeça do homem. — Os Tsufurujins tem cabelos arroxeados por natureza e a gente preto. Ela tem cabelos pretos, então é uma saiyajin.


— Puxa, é verdade, tinha esquecido desse detalhe. — o homem gargalhou.


— Podem deixar senhores, eu irei acabar sim com esse tal Frost. Podem confiar em mim. — Pan tentou soar corajosa, mesmo estando longe disso. — E eu não sou nem Tsufuro e nem Saiyajin, sou uma Terráquea.


— Nós que agradecemos, mostre a essa lagartixa espacial do que você é capaz. — o casal falou ao mesmo tempo.


O scouter de Karela apitou. Kyabe pediu para que eles voltassem para o castelo, ele iria preparar todos para o começo da missão muito em breve.



Goten estava encostado no batente da janela, olhando o céu rosado daquele mundo. O vento quente batia em seu rosto, mas a cabeça dele estava longe dali. Fazia poucas horas que havia sido liberado da ala médica, mas estava perdido na própria mente.


Na sala ao lado, Piccolo junto de Uub e Kyabe e Snacks repassavam novamente o plano mirabolante que iriam usar para a infiltração na fortaleza de Frost. Goten não quis participar.


Pensava na Terra… em Parz… e em como tinha deixado as coisas escaparem por entre os dedos.


No fundo, a sensação de estar ficando para trás o incomodava. Trunks tinha carreira, namorada, vida organizada… e ele? Só missões interplanetárias e promessas quebradas.


Antes que pudesse afundar mais nos próprios pensamentos, sentiu um tapa forte nas costas.


Virou-se e viu Caulifla, sorridente, com aquele brilho desafiador nos olhos. Ela parecia completamente recuperada e livre da ala médica.


— Tô pronta pra missão… e pra treinar. — disse, chegando bem perto.


— Treinar? — Goten arqueou a sobrancelha.


— Isso aí. — Ela não esperou resposta. Agarrou a mão dele e o puxou. — Vem comigo, Goten, vamos treinar.


Eles voaram juntos até um deserto amplo e silencioso. Assim que pousaram, Caulifla tirou a blusa folgada, ficando só de top esportivo rosa e com a calça folga cor de vinho.


Goten desviou o olhar rapidamente, mas o rubor no rosto o entregava.


— Vamos na forma base, como acabei de me recuperar, não quero gastar muita energia como Super Saiyajin. — disse ela, girando o pescoço para aquecer. — Quero ver o que faz a família Son ser tão poderosa.


— Poderosa? — ele sorriu de canto. — Só meu pai e meu irmão. Eu não chego perto do nível deles.


— Ah, para… — ela avançou com um soco rápido, que ele bloqueou no último instante. — Eu vi o que seu pai fez com aquele tal Instinto Superior… e seu irmão com aquele poder absurdo. Eu tava no Torneio do Poder, lembra? Sei que você também deve ter algo de especial.


Goten recuou, tentou um soco, mas Caulifla esquivou com um salto para trás e devolveu com um chute giratório. Ele se moveu de lado, evitando o golpe por pouco.


— E quantos anos você tinha naquela época? — ele perguntou, contra-atacando com uma sequência de jabs.


— Curioso, hein? — ela sorriu, desviando e girando para disparar uma rajada de ki.


Goten pulou por cima dela, girando no ar antes de lançar um contra-ataque. Os dois começaram a se mover mais rápido, punhos colidindo, joelhos travando, cada impacto levantando poeira.


— Eu tinha 17. Agora tô com 26. — disse Caulifla, recuando alguns metros e assumindo a clássica pose de Vegeta. A energia roxa começou a brilhar em suas mãos. — E você?


— Só 13 na época. — respondeu Goten, abaixando-se e formando a concha das mãos para o Kamehameha. — Me barraram de ir. Ainda bem… ou mal, dependendo do ponto de vista. Acho que só atrapalharia se fosse no final.


— Até que pra um moleque de 22, você não é tão ruim, estou até animada com esse treino. — provocou ela, reunindo energia no Galick Ho.


— Não pretendo perder, querida. — retrucou Goten, seu tom mais ousado do que de costume.


Os dois dispararam ao mesmo tempo. O Galick Ho e o Kamehameha colidiram no centro, criando uma esfera de energia instável. O chão rachou sob os pés deles, o ar vibrava com o choque das auras.


— Já vai desistir, Son Goten? — ela gritou, um sorriso largo no rosto, enquanto aumentava o poder.


— Nem ferrando… — ele apertou ainda mais a energia, o suor descendo pelo rosto, mas os olhos fixos nela. — Eu ainda vou te vencer… e te fazer pagar por cada provocação.


— Quero ver tentar! — Caulifla riu, elevando o ki mais uma vez.


A colisão de energias explodiu num clarão que iluminou quilômetros do deserto. Uma onda de choque varreu a areia, formando crateras ao redor. Ambos foram jogados para trás, mas pousaram de pé, ainda ofegantes… e sorrindo.


— Nada mal, garotão. — disse Caulifla, erguendo uma sobrancelha. — Começo a achar que você pode realmente me dar trabalho.


— Pode apostar. — Goten limpou um filete de suor da testa. — Mas quando eu ganhar, vou querer mais que só um “nada mal” de você.


Ela arqueou um sorriso malicioso, já se preparando para a próxima investida.


— Podemos combinar isso. — Caulifla respondeu, avançando contra Goten mais uma vez. Os punhos se chocaram, faíscas de ki saltando no impacto. Ambos sorriram, olhando-se nos olhos com a confiança de quem já estava se divertindo demais para parar.


Num movimento rápido, Goten agarrou o braço dela e a girou, jogando-a no chão. Mas Caulifla, ágil, disparou uma rajada de ki certeira na perna dele. Goten perdeu o equilíbrio e caiu… direto sobre ela.


— Isso foi trapaça. — resmungou ele, apoiando as mãos no chão, quase colado ao rosto dela.


— Eu sei… e foi de propósito. — respondeu ela, com aquele sorriso provocador que só aumentava a tensão entre eles.


— Então vou considerar vitória minha. — disse ele baixinho, os olhos presos nos dela, sem pressa de se afastar.


— Tá… mas quando lutarmos de verdade, eu vou ganhar. E aí você vai ter que fazer algo que eu quiser. — retrucou Caulifla, empurrando-o para o lado. — Até lá, trate de ficar mais forte, Son Goten. Eu não gosto de fracotes.


— Eu sou bem forte. — disse ele, levantando-se e estendendo a mão para ajudá-la.


— Forte? Sei não… acho que vou pedir pra Kale te testar. — ela aceitou a mão dele e se ergueu, mantendo o olhar firme. — Minha protegida é a Lendária Super Saiyajin. Acha que aguenta?


— Já enfrentei o lendário do meu universo… Broly. Se sobrevivi a ele, consigo sobreviver à sua Kale também. — mentiu sem peso na voz, omitindo que o “enfrentar” tinha sido um treino controlado e com ajuda de Trunks e os outros no planeta do senhor Bills.


— Nossa… fazia tempo que eu não curtia um treino assim. — ela fechou o punho, sentindo o leve tremor de esforço. — O pouco que lutei com você já me levou ao limite da forma base.


— Os outros saiyajins daqui não são tão fortes? — Goten perguntou, olhando a cidade distante.


— Bando de fracotes. Alguns viram Super Saiyajin, mas tão fracos que não valem o esforço. Só sobra o Kyabe… mas detesto o jeito dele. E tem a Kale… mas ela é muito retraída. No fim, treino sozinha quase sempre.


— Bom saber que fui útil pra você, então. — Goten sorriu, meio orgulhoso.


— Na próxima a gente treina transformados. — disse ela, já animada. — Quero ficar tão poderosa quanto seu pai ou seu irmão. Então, sim… vou te usar pra isso.


Goten prendeu o riso, mas não conseguiu evitar que a mente fosse direto para o lado errado daquele “usar”. Resolveu ficar em silêncio.


O sol já se punha, tingindo o céu de laranja. Era hora de voltar — no castelo, provavelmente, o plano contra Frost já estava sendo posto em prática.


— Vamos voltar, Caulifla. — disse ele. — Aposto que já estão iniciando o plano de ataque.


— Certo… vamos salvar a Kale e chutar a bunda daquele merda do Frost. — respondeu ela, já voando à frente dele, com o mesmo sorriso desafiador.



Na fortaleza de Frost


O demônio do frio estava em sua cadeira ouvindo as súplicas de um saiyajin que havia sido capturado.


— Por favor, tenha piedade... eu tenho família. — o homem suplicava, ajoelhado.


Frost não se comoveu com aquele drama meia boca. Quando ele foi desmascarado todos deram as costas para ele. Até mandaram o assassino Hit atrás dele para o matar.


E agora ele tinha de ter piedade? E de um saiyajin? Aquela raça maldita só havia lhe causado problemas. Agiam como os guardiões da justiça e da moral ao lado dos Tsufurojins inúteis. Ele odiava ambos.


Frost se levantou da cadeira em que estava e caminhou até o saiyajin ajoelhado.


— Você viveu muito não é? Teve até filhos. Me diga qual o nome dele? Ou dela?


— Turles... — o homem respondeu. — Ele é meu menino...


— Ah sim, Turles, certo, pode deixar, eu mesmo irei enviar seu filho para o inferno, para ele te encontrar lá, seu saiyajin maldito. — Frost encostou a ponto do dedo na testa dele. — Que você e sua raça queimem lá para todo o sempre.


E com um disparo a queima roupa, ele assassinou aquele homem a sangue frio enquanto gargalhava.


Mas a felicidade dele durou pouco, pois assim que o matou, os alarmes soaram por toda a fortaleza. Os saiyajins estavam atacando novamente com suas naves de guerra.


Frost se sentou na cadeira e observou o céu noturno. Mais uma batalha estava para começar. E ele não perderia.

Notas finais
Curiosidade n°1 essa imagem dos saiyajins Brassic e Karela foram geradas por inteligência artificial do Chat GPT, achei melhor para apresentar como seriam eles, afinal são criação original minha para a história. Curiosidade n°2 - O nome Brassic vem do gênero Brassica que é o nome de uma "família" de plantas como couve, repolho e etc... Já Karela vem de Bitter Melon ou só Melão-de-são-Caetano, muito usado na culinária da Asia. Sobre as Células S, o próprio Akira Toriyama falou sobre elas em uma entrevista, então achei condizente cita-las aqui na história, por mais que tenha dado uma enfeitada. Obs: Os personagens Barduck e Gyne são realmente inspirados no Bardock e na Gine do universo 7, mas totalmente diferente dado ao contexto do universo 6 dos saiyajins. Mas fisicamente são parecidos. E sim o Turles citado é o mesmo do filme da árvore do Poder. Achei melhor citar ele como sendo um saiyajin do sexto universo, tendo em vista que no universo sete só sobraram Goku, Vegeta e Brolly. Dito isso, espero que tenham curtido o capítulo, pois eu no planejamento original nem iria escrever essas cenas, mas conforme a história foi progredindo, eu notei que precisaria escrever mais algumas cenas para o desenvolvimento dos personagens como também para não deixar a história corrida, dando tempo para ela caminhar e se desenvolver também. Bom, por hoje é só, espero rever vocês no próximo capítulo que será a infiltração na fortaleza de Frost, então aguardem fortes emoções e lutas...