Dragon Ball UD

5 Morte ou Vitória! O Confronto Final no Castelo de Frost!


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Enquanto a noite se aproximava em Sadala, Pan explorava a capital saiyajin, acompanhada pelos guerreiros Brassic e Karela! Entre mercados cheios de iguarias, histórias sobre o passado dos Saiyajins e alianças com os tsufurujins, a jovem terráquea descobria mais sobre o sexto universo… e sobre o medo que o nome ‘Frost’ espalhava por todo o planeta!


Enquanto isso, Goten recebia um convite inesperado: Caulifla queria um treino particular! Em meio ao deserto, a troca de golpes e provocações elevou a tensão… e a química entre os dois! A batalha terminou empatada, mas a promessa de um combate real ficou no ar... e com ela, o plano para resgatar Kale da fortaleza do tirano!


Mas na fortaleza de Frost, o demônio do frio mostrava sua crueldade, executando um prisioneiro saiyajin sem piedade. Porém, seus momentos de satisfação foram interrompidos… Os alarmes soaram, e as naves de guerra de Sadala se aproximavam para o confronto final!


Uub e Pan se encontravam diante do maior desafio de suas vidas naquele momento. A figura diante deles havia finalmente alcançado o 100% do poder dele. A luta estava para recomeçar e dessa vez era tudo ou nada...


Algumas horas antes no planeta Sadala...


— Puxa vida, eu estou bem melhor! — exclamou Goten já se levantando e socando o ar.


E no mesmo instante Uub e Piccolo acompanhados por Kyabe surgiram na ala médica. Os três caminharam até eles.


Kyabe os ignorou, ele foi até Caulifla, observar o estado da moça, ela já estava quase que totalmente curada. Mais algumas horas e estaria pronta para a ação.


Goten apenas observou como o guerreiro saiyajin parecia um tanto quanto preocupado com a moça. Ele ignorou isso.


— Senhor Goten, iremos invadir a fortaleza de Frost. — anunciou Uub.


— Invadir? E ele não estava em uma nave? — Goten perguntou, perdido.


— Ele se encontra em um planeta próximo. São algumas horas de viagem. — Piccolo o respondeu. — As naves dos saiyajins irão iniciar o conflito nas estrelas, nós iremos invadir na surdina e derrotar o Frost.


— Então irei com vocês. — Caulifla que escutava tudo, pronunciou-se. — Tenho que resgatar a Kale, e ela deve estar nessa fortaleza.


— E eu também irei. Não posso permitir que o Frost saia impune depois de matar vários subordinados meus. Aqui não temos as esferas do dragão como no universo de vocês. Se morrer, já era. — Kyabe falou, sério.


— Iremos todos juntos. — Uub falou. — A força tarefa para a derrocada de Frost e seus seguidores.


— Só espero que meu tio não seja espancado novamente. — Pan provocou Goten.


— Eu não apanhei! — Goten exclamou.


— Iremos partir em algumas horas. Quanto mais rápido resolvermos isso, mais rápido iremos para a próxima parada. — Piccolo falou. — Então Goten se recupere logo.


No momento atual...


Os cinco avançavam como sombras, saltando por entre as muralhas da fortaleza de Frost. Explosões coloriam o céu acinzentado daquela lua distante — a verdadeira guerra acontecia acima, distraindo os guardas e permitindo que o grupo se infiltrasse sorrateiramente.


Ao pousarem no pátio interno, rapidamente se dividiram:


Goten e Caulifla desceriam até as masmorras para salvar Kale.


Kyabe e Piccolo partiriam em busca de Frost.


Uub e Pan ficaram encarregados de eliminar os guardas espalhados pelo complexo.


Missão clara, ação direta e com violência — do jeito que os saiyajins gostam.


Logo Goten e Caulifla começaram a descer corredores estreitos, derrotando todos que tentavam barrar o caminho.


O alarme não demorou a ecoar, luzes vermelhas piscando por toda a fortaleza.


Caulifla derrubou um guarda com um gancho certeiro e olhou para Goten, arqueando uma sobrancelha.


— Você manda bem, hein. — elogiou, ofegante mas com um sorrisinho de canto.


— Você também não fica atrás. — Goten rebateu, desviando de um golpe e nocauteando um inimigo com um chute preciso.


Caulifla estalou o pescoço, orgulhosa.


— Sou uma guerreira saiyajin. Se eu lutasse mal, seria uma vergonha pros meus ancestrais!


Goten soltou um pequeno riso enquanto disparava uma rajada de energia, abrindo passagem ao destruir uma parede — e neutralizando um grandalhão com porrete que surgira de surpresa.


— As mulheres saiyajin do seu universo são todas assim? Marrentas, valentes e um pouco briguentas?


Ela jogou o cabelo pra trás, encarando-o com o típico olhar desafiador:


— Marrenta e briguenta? Tá de caô, seu moleque? Se liga, posso te ensinar umas coisas sobre respeito! — disse, antes de nocautear outro guarda com um único soco.


— Aposto que pra me derrubar, você ia precisar de mais do que um soco. — Goten provocou, apontando para a escadaria adiante.


Eles desceram juntos, saltando sobre os degraus, lado a lado, enquanto mais inimigos apareciam e eram despachados sem piedade.


— Você tá subestimando a Caulifla aqui... — ela rosnou, mas um brilho divertido passou por seus olhos.


— Eu? Nunca. — Goten respondeu, sorrindo de canto. — Só estou dizendo que, depois de enfrentar o Majin Buu, o Cell Max e companhia, fica difícil alguém me surpreender. Mas você tá quase lá...


Ela sorriu largo, mordendo o lábio inferior, e respondeu:


— Então se acha capaz de me encarar mesmo?


Goten fez pose, peito estufado:


— Acho não, tenho certeza!


Por um instante, no meio da adrenalina, os dois trocaram um olhar intenso — o tipo de conexão que só guerreiros verdadeiros entendem.

Depois, sem perder o ritmo, seguiram rumo às masmorras.


As masmorras estavam praticamente sem guardas, Goten e Caulifla ficaram em silêncio ali. Passaram olhando cela por cela. Vários aliens presos, acorrentados com grilhões anti-ki, o que tornava impossível a fuga. Goten passou a libertar todos eles e pedia para que saíssem daquele lugar.


— Kale! — exclamou Caulifla ao achar sua protegida acorrentada e desacordada.


Caulifla prontamente arrombou a cela e correu para libertar sua colega. Goten que assistia tudo, sentiu o ki de Piccolo aumentando drasticamente e um outro também. Algo estava acontecendo.


Ao menos a parte deles estava concluída. Kale estava nos braços de Caulifla, salva. Agora tinham de sair daquela fortaleza o quanto antes.


Kyabe e Piccolo se moviam como sombras pelos corredores escuros da fortaleza, despachando guardas com a precisão e o silêncio de caçadores experientes. Mas, ao empurrarem uma porta ornamentada, sentiram o ar mudar — a atmosfera ficou densa, carregada de ki.


No centro da sala, envolto em uma aura verde-escura que pulsava como um coração vivo, um namekuseijin imponente meditava em silêncio. Ao notar os intrusos, o ki do ser oscilou e as portas se fecharam com estrondo.


Seus olhos se abriram, carregados de uma raiva ancestral.


— Um saiyajin e... um namekuseijin. — A voz de Gast ecoou profunda. Ele se ergueu lentamente, músculos ondulando sob a pele verde. — Vieram buscar o mestre Frost?


Kyabe avançou, cerrando os punhos.


— “Mestre” Frost? Você é Gast, não é? Por que está do lado dele? Ele destruiria seu planeta sem pensar duas vezes!


Gast sorriu, sombrio.


— Eu não tenho mais planeta, garoto. Após o Torneio do Poder, os namekuseijins deste universo entenderam que apenas fundindo nossas vidas, corpos e almas, teríamos poder suficiente para nunca mais sermos pisoteados por outro universo. Agora... somos Gast, o último dos nossos. — sua aura se expandiu, vibrando tão forte que rachaduras apareceram no chão. — E vocês dois... não vão atrapalhar meus planos de dominação universal!


Piccolo encarou o rival, retirou calmamente a capa e o turbante, jogando-os no chão com um baque surdo. Seu olhar ficou frio, decidido.


— Deixe ele comigo, Kyabe.


O jovem saiyajin recuou para a lateral, pronto para assistir uma batalha lendária.


Os dois namekuseijins avançaram ao mesmo tempo, os punhos colidindo no centro da sala como martelos de titãs. O chão se abriu em uma cratera, fragmentos de pedra voando por todos os lados.


Gast girou, tentando acertar Piccolo com uma cotovelada, mas Piccolo esquivou e disparou uma rajada de ki que explodiu nas costas do adversário. Sem hesitar, Gast convocou um campo de força esférico, repelindo a energia no último segundo e saltando à frente como um raio verde, golpeando Piccolo repetidamente com brutalidade.


A sala tremia. Cada golpe era um trovão, cada defesa um alívio momentâneo.


Piccolo lutava com inteligência, esquivando-se mais do que atacando, estudando os padrões de Gast — enquanto o oponente lutava com ódio, jogando todo seu poder bruto no combate.


— Eu me lembro de você namekuseijin, você foi quem participou do Torneio do Poder, lutando contra Saonel e Pilina. — ele agarrou Piccolo e o jogou para o alto.


— Não tenho que falar nada para você. — Piccolo girou em pleno ar, descendo com uma voadora que acertou o rosto do inimigo.


Kyabe, do canto, mal conseguia respirar de tão intensa que era a pressão de ambos os guerreiros.


Piccolo encontrou uma abertura: agachou-se, acertou um soco seco no abdômen de Gast e, com um movimento rápido, o martelou com força para baixo. Gast atravessou o chão, despencando pelos andares até colidir com o solo da lua em uma explosão de poeira e rochas.


Kyabe correu até a borda, os olhos arregalados.


No campo de batalha lunar, Gast se levantou, sangue roxo escorrendo do canto da boca.


— Isso não é o bastante... EU AINDA TENHO MAIS PODER! — Gast explodiu em fúria. Seu ki cresceu tão violentamente que rachaduras se abriram por toda a superfície lunar, revelando uma superfície alaranjada abaixo do solo. — VOCÊS NÃO VÃO ME VENCER DE NOVO!


Piccolo desceu do castelo, pousando a poucos metros do rival, a expressão firme.


— Você alcançou um poder incrível, Gast. Mas lhe falta controle, experiência de combate. Vou mostrar até onde um namekuseijin do clã guerreiro pode chegar com esforço e técnica!


O ki de Piccolo explodiu em volta dele, brilhando como o sol ao entardecer. Os músculos aumentaram, as antenas se ergueram, a pele mudou de verde para um laranja incandescente — Piccolo Orange estava ali, irrefreável.


Kyabe ficou sem palavras diante da transformação, o poder dele superava e muito de todos os presentes, até mesmo do Frost...


Gast rangeu os dentes e reuniu toda a energia nas mãos, formando uma esfera tão intensa que parecia sugar a luz ao redor.


— MORRA! VOCÊ E ESSE SISTEMA SOLAR! — gritou, lançando o ataque colossal contra Piccolo.


— Desvie, Piccolo! — berrou Kyabe do alto do castelo.


Mas Piccolo não se mexeu. Apenas ergueu a mão, bloqueando a energia com a palma aberta.


— Você perdeu.


Uma onda dourada saiu da mão de Piccolo, engolindo a energia de Gast como uma maré de poder absoluto. Gast tentou resistir, formando um novo campo de força, mas era inútil — a aura dourada rompia suas defesas, arrastando-o para fora do satélite, para o vazio do espaço.


Gast gritou, o orgulho desmoronando junto com seu corpo.


— Eu... perdi...


A energia de Piccolo intensificou-se por um segundo final, desintegrando Gast por completo, libertando finalmente o universo daquele peso.


— Não me orgulho disso, mas descanse em paz irmão namekuseijin. — murmurou Piccolo, voltando à forma base.


Ele mal teve tempo de respirar quando sentiu um novo poder explodindo do topo do castelo. Pan e Uub tinham encontrado Frost — e a batalha final havia começado.


Uub e Pan avançavam pelo castelo como uma tempestade, derrubando cada guarda que surgia. Centenas caíam diante deles, mas nada parecia suficiente para aliviar o peso do desafio que os esperava no topo.


Quando finalmente chegaram à sala de comando, foram recebidos por uma presença gélida — Frost estava ali, fitando um mapa holográfico, o semblante mais sombrio e ameaçador do que nunca.


— Vocês realmente me irritaram. — rosnou Frost, virando-se, os olhos vermelhos como brasas. — Vieram atrás da esfera, não é? Pois vieram direto para a morte.


Uub deu um passo à frente, protegendo Pan.


— Fala logo: onde está a esfera?


Frost abriu os braços, um sorriso cruel estampando o rosto.


— A esfera... é esta lua! Ela me foi entregue, e agora faz parte do meu plano para dominar tudo. Nenhum de vocês vai me impedir!


Pan cruzou os braços, desafiadora.


— Sinto muito, lagartixa, mas é a gente quem vai reunir todas as esferas, quer você queira ou não!


O ar ao redor deles tremeu quando Frost explodiu seu ki, o topo do castelo desmoronando em ondas de energia. Em um instante, assumiu sua forma final — ainda mais ameaçadora, músculos pulsando de poder.


— Chega de conversa. Agora, morram!


Frost se lançou para frente com velocidade monstruosa, acertando um soco brutal no rosto de Uub, que atravessou a sala e se chocou contra uma parede. Pan avançou, desferindo uma sequência de golpes rápidos, mas Frost bloqueava tudo com a cauda, brincando com ela como um predador com sua presa.


Furiosa, Pan saltou para trás, carregou uma esfera de energia e lançou com força total, mas Frost sorriu — rebateu o ataque com a cauda, devolvendo a energia direto contra Pan, que não teve tempo de reagir e foi atingida em cheio.


Uub ergueu-se, limpando o sangue do canto da boca. Não havia tempo para hesitar — partiu para cima, aumentando sua velocidade ao limite. Frost recuava, bloqueando socos e chutes, mas agora estava sendo pressionado.


Num salto, Frost disparou uma rajada de lasers, mirando em Pan que ainda se recuperava. Uub se interpôs, redirecionando os ataques com as mãos, fazendo os lasers ricochetearem e explodirem nos pilares.


— O seu inimigo sou eu! — gritou Uub, elevando seu ki ainda mais.


— Vocês dois não são nada diante de mim! — berrou Frost. — Vocês não passam de obstáculos no meu caminho!


Num piscar de olhos, Frost apareceu entre os dois, golpeando Uub com uma cotovelada no rosto, jogando-o para longe. Pan se lançou contra Frost, furiosa, mas o vilão desviou e a atingiu com um chute, arremessando-a do castelo. Ela sumiu no horizonte, gritando o nome de Uub.


Frost então desferiu uma sequência selvagem de golpes em Uub, cada um mais rápido e brutal que o anterior. Uub lutava para bloquear, mas a força era avassaladora.


— Não ouse me desafiar! — Frost rugiu, levantando Uub pelo pescoço.


Com dificuldade, Uub reuniu seu ki, ativando o Kaio-Ken x5. Sua aura vermelha explodiu e, com um grito, conseguiu se soltar, acertando Frost no rosto. Pan voltou ao topo, aterrissando ao lado do amigo.


— Boa, Uub! — incentivou Pan, suando.


— Vamos acabar com ele juntos! — disse Uub, sem tirar os olhos de Frost.


Os dois avançaram, atacando em perfeita sincronia. Uub desviava a atenção de Frost, Pan encontrava aberturas — juntos, acertaram uma sequência de socos e chutes, finalizando com um chute duplo que lançou Frost contra o chão.


Por um instante, a vitória parecia possível. Mas Frost se ergueu, limpando o sangue do rosto, os olhos agora maníacos.


— Vocês me subestimaram! — berrou ele. — Eu treinei... evoluí! Agora verão meu verdadeiro poder!


A aura de Frost se expandiu, seu corpo musculoso inchando ainda mais — ele atingia o seu 100%. O castelo tremia, o céu escurecia, a lua parecia desmoronar sob o peso do seu ki.


Antes que pudessem reagir, Frost se moveu como um relâmpago. Pan mal teve tempo de se virar, foi acertada pela cauda e arremessada para fora do castelo. Uub recebeu um soco devastador no estômago, cuspindo sangue e caindo de joelhos.


Frost levantou Uub pelo colarinho, olhos injetados de ódio.


— Aqui começa o massacre. — O dedo de Frost brilhou, apontado para a testa de Uub.


Mas, no último segundo, uma presença surgiu atrás dele.


Goten, em Super Saiyajin, desferindo um chute poderoso na nuca de Frost, jogando-o longe.


— Deixe meu amigo em paz, seu verme! — rosnou Goten, desembainhando seu poder dourado. — Agora é entre nós.


Caulifla apareceu logo atrás, pronta para lutar ao lado deles. O verdadeiro confronto estava só começando.


— Goten, você não tem chance... — Uub murmurou, antes de desabar, exausto e inconsciente.


— Eu vou ajudar! — Caulifla elevou seu ki, transformando-se em Super Saiyajin 2. — Vamos acabar com ele, Goten!


Goten respirou fundo. Ele era o menos poderoso ali, nem sequer havia dominado o Super Saiyajin 2, mas recuar não era uma opção. Ele se preparou, determinado a lutar até o fim.


Frost irrompeu pelo céu como uma tempestade de ódio. Sua velocidade era brutal. Ele caiu sobre Goten, socando o rapaz repetidamente, sem dar espaço para reação. Caulifla interveio, e o combate explodiu em pleno ar: dois guerreiros saiyajins contra o tirano.


Enquanto isso, Pan retornava ao topo do castelo, amparando Uub com ajuda de Piccolo, levando-o para longe da zona de batalha.


No campo de luta, Caulifla foi arremessada contra uma montanha. Goten foi capturado por Frost, que o ergueu pelo pescoço, preparando-se para perfurar seu peito com a mão.


— Acabou para você! — rosnou Frost, o olhar insano.


No mesmo instante, um raio de energia o atingiu nas costas. Kyabe apareceu, determinado, salvando Goten a tempo.


Goten se desvencilhou das garras de Frost, recuando. Agora, Kyabe, Goten e Caulifla estavam lado a lado, todos em suas transformações, encarando o tirano.


Frost olhou os três com desprezo, o ki explodindo em volta de seu corpo.


— Vocês são apenas formigas diante de mim! Freeza pode ter a forma dourada... mas eu, Frost, criei algo superior: meu poder 150%! — Sua aura enlouqueceu, o corpo crescendo, músculos latejando, veias saltando. O castelo tremia sob a pressão.


— Você enlouqueceu! Se for além do seu limite desta forma, vai morrer! — alertou Kyabe.


— Eu não recebo ordens de ninguém! — Frost agarrou Kyabe pela cabeça e o lançou com violência contra Goten. Ambos bateram contra a montanha com força, mas logo se ergueram, feridos, porém resolutos.


Caulifla voltou à luta, mas foi brutalmente espancada. Frost não economizava: socos, chutes, golpes de cauda — tudo para esmagar a saiyajin.


Ainda assim, nenhum deles desistiu.


Kyabe, sangrando, fez a clássica pose de Vegeta, reunindo todo o seu poder para disparar o Galick Ho.


— Eu não posso ser tão fraco assim! — Goten juntou as mãos, carregando o lendário Kamehameha.


Frost, agora insano, criou uma gigantesca Death Ball acima da cabeça.


— Vocês não podem me deter! Morraaaam! — rugiu, lançando a esfera negra e colossal sobre o grupo.


Kyabe e Goten se entreolharam e, juntos, lançaram seus ataques. As energias roxas e azuis se uniram, formando um raio avassalador que colidiu contra a Death Ball.


O céu se tornou uma tempestade de energia. A superfície da lua se rachava sob a pressão, revelando que realmente aquela lua era a Super Esfera do Dragão. Goten sentia o corpo desmoronar, mas continuava, puxando força de onde não existia, indo além do limite.


— Mais força, ou seremos exterminados! — gritou Kyabe, já quase ao limite.


Foi então que Caulifla, cambaleante, surgiu entre eles. Ela estendeu o braço, rajada de energia dourada se somando ao ataque dos rapazes.


— Nós, saiyajins, não temos limites! — bradou Caulifla, sua aura brilhando como uma estrela.


A Death Ball de Frost vacilou. O poder do tirano começava a ceder... O uso insano do 150% já estava cobrando o preço. Frost sentiu o corpo fraquejar, o rosto tomado pelo desespero. Tentou fugir, mas viu Piccolo bloqueando a única saída. Ele estava cercado.


— Se for para morrer, vou levar vocês comigo! — rugiu Frost, liberando o último resquício de energia.


Mas Kyabe, Caulifla e Goten deram tudo de si. O ataque triplo explodiu de poder, engolindo a Death Ball. Frost, no centro do turbilhão, foi tragado pela energia.


— Eu não quero morrer! Maldição! Eu fui enganado... essa esfera era uma maldição! — Frost gritava enquanto era vaporizado, completamente destruído.


Kyabe, ofegante, fechou os olhos e murmurou:


— Vá para o quinto dos infernos, Frost.


Quando a luz se dissipou, restava apenas o vazio. O demônio do frio do sexto universo havia sido derrotado — pelo poder da união, coragem e orgulho saiyajin.


— Vencemos! — exclamou Caulifla saltando de alegria.


Goten desabou no chão, em sua forma base, exausto, mas com um sorriso no rosto.


— É... Vencemos...


A equipe havia vencido. O universo seis, mais uma vez, estava salvo do tirano Frost e dessa vez para todo o sempre.