Dragon Ball UD
9 A batalha contra o demônio Hirudegarn explode! Força Uub!
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No planeta Konatsu, a tensão só aumentava!
Enquanto Goten entregava a segunda Super Esfera do Dragão a Whis e ouvia sobre a sombria ameaça do cientista Dr. Myuu, no QG da Tropa do Orgulho, Uub, Pan e Piccolo se preparavam para um dilema mortal: libertar ou selar Tapion?!
Kahseral revelou toda a história de Hirudegarn, o demônio do Makai selado pelo próprio Vermoud milênios atrás, e como Tapion e seu irmão Minotia sacrificaram suas vidas para manter a fera contida! Agora, com ambos os poderes unidos em um só corpo, Tapion é uma bomba-relógio prestes a explodir!
Piccolo propôs um plano ousado: libertar a criatura e usar o lendário Mafuba para aprisioná-la de vez! Mas… será que a força deles será suficiente diante de um poder capaz de devastar sistemas inteiros?
Enquanto Pan aprendia novas formas de usar o ki e Uub se identificava com o fardo de Tapion, lembranças de Goku vieram à tona… a jornada de sua vida, de inimigos que se tornaram amigos, de batalhas que abalaram o universo… e do legado que agora passava para a nova geração!
Mas o tempo estava acabando…
Tapion despertava, e com ele, a sombra de Hirudegarn começava a se erguer mais uma vez!
Universo sete — Terra
O expediente de Son Gohan finalmente tinha terminado.
Gohan suspirou aliviado, tirando os óculos e afrouxando a gravata, agradecia imensamente por trabalhar em casa.
Desde que Piccolo, seu mestre e amigo de infância e sua filha Pan partiram naquela missão Inter Universal, um certo vazio rondava seus dias. Até mesmo seu irmão, Goten, tinha ido junto deles.
Gohan entendia. Aquela jornada não era comum: os universos inteiros estavam em risco por causa do desejo feito às Super Esferas do Dragão.
Ainda assim… não podia evitar de se lembrar de quando ele mesmo, ainda um garotinho, viajou ao espaço ao lado de Kuririn e Bulma em busca das esferas em Namekusei para reviver os mortos por Nappa e Vegeta na época.
Ainda se lembrava das Forças Ginyu… do Tirano Freeza… eram memórias que jamais esqueceria.
“Espero que Pan não precise passar por nada assim… que a jornada dela seja mais tranquila”, pensou, suspirando, caminhando para fora do escritório particular.
Ao entrar na sala de estar, encontrou uma surpresa: Kuririn, N°18 e Marron estavam lá.
— Senhor Kuririn! N°18! Marron! — Gohan sorriu, feliz em vê-los. — Como estão?
— Estamos bem, meu amigo. — Kuririn se levantou do sofá para cumprimentá-lo. — Viemos visitar, mas parece que o Goku sumiu de novo.
— Hahaha! Meu pai sempre desaparece… deve estar treinando com o Broly. — disse Gohan.
— Broly? — Kuririn franziu a testa. — Mas ouvi dizer que ele estava na Corporação Cápsula com Vegeta…
— Bom, pelo menos esses dois estão por perto se algo acontecer. — N°18 comentou, sem desgrudar os olhos da TV, onde passava mais um filme estrelado por Mr. Satan.
Gohan se sentou na poltrona enquanto Kuririn voltava para o sofá.
— E como andam as coisas por aqui? — Kuririn perguntou.
— Ah, minha mãe continua preocupada com a Pan. Vive dizendo que a garota precisa estudar e não virar uma rebelde sem causa. — Gohan riu, lembrando-se de ouvir exatamente o mesmo sobre si, anos atrás.
— Sei bem como é… nós também pegamos no pé da Marron nos estudos. — N°18 acrescentou.
— Não quero que ela entre nesse mundo de artes marciais. — Kuririn completou, sério. — Já basta o que a gente que sempre tem de lutar.
— Mas o tio Lapis disse que eu devia aprender pelo menos o básico… — Marron comentou baixinho.
— Meu irmão não sabe o que fala. — N°18 rebateu de imediato. — Ele que cuide da própria família.
Marron fez bico, mas voltou a encarar a TV.
— E o N°17, como está? — Gohan perguntou.
— Continua como guarda florestal. — respondeu Kuririn. — Às vezes aparece pra visitar, passa um tempo com a família…
— Já falei pra ele se mudar pra Satan City. O Kuririn conseguiria um emprego de policial pra ele, mas ele é teimoso demais! — reclamou N°18.
Kuririn coçou a nuca, nervoso.
— Não é tão simples assim entrar pra polícia, querida… — N°18 o olhou com um olhar mortal de canto de olho. — Quer dizer… claro! Eu sou famoso lá, poderia dar um jeitinho, sim.
N°18 ergueu uma sobrancelha, satisfeita.
Marron então olhou para Gohan.
— E o senhor, tio? Como vão as coisas?
Gohan sorriu, animado:
— Estou escrevendo um livro nas horas vagas. Quero ensinar a humanidade a usar o ki. Se as pessoas comuns aprenderem, poderemos ter novos aliados no futuro.
— Hahaha, olha só! — Kuririn riu. — O Goku já pensou parecido quando começou a treinar o Uub a uns cinco anos atrás né. O Tenshinhan também, com aquele dojo e a aluna chamada… Yurin, acho. Talvez eu devesse treinar alguém também… — ele comentou de repente.
— Nem pensar! — N°18 puxou a orelha do marido, que quase caiu do sofá. — Você já vive atolado de trabalho! Se for treinar alguém, volta logo pra casa do Mestre Kame!
— Calma, meu amor! Era brincadeira! Eu jamais faria isso! — Kuririn se desesperou, abanando as mãos.
Nesse instante, Videl apareceu na sala.
— O jantar está pronto!
Todos se levantaram e seguiram para a cozinha. Gohan foi o último, desligando a TV, onde mais uma vez passava o filme de Mr. Satan derrotando o Cell.
Ele riu sozinho.
O mundo inteiro ainda acreditava naquela farsa… mal sabiam que, na verdade, quem derrotara o monstro naquela época fora um garoto de apenas 10 anos: Son Gohan.
Sorrindo com a lembrança, ele seguiu até a mesa de jantar, rezando em silêncio para que a jornada de Pan fosse segura.
De volta ao universo 11...
Os olhos de todos estavam mirados para Tapion, que parecia estar acordando, mas na verdade, o Konatsuseijin berrou alto, tomado por um ki maligno que envolveu o corpo dele.
E não demorou muito para a confusão se iniciar. Ele começou a levitar, a gritar, os olhos arregalados, um urro diabólico ecoou por todo o complexo da tropa do orgulho.
Pan acabou se assustado com os berros repentinos. Piccolo já se preparava para o pior.
— Para trás, o demônio que escapar! — Kahseral falou, empurrando Uub para trás de si.
O ki maligno se expandiu mais e mais. Foi tomando forma, um corpo foi surgindo em meio a expansão desenfreada de energia.
O QG acabou sendo destruído no processo. Em poucos segundos, Hirudergarn estava completo. A fera urrou ao notar que estava finalmente completo e livre de Tapion.
Ele bateu as asas, lançando todos para longe, todos exceto Tapion, que ele agarrou com sua mão direita.
— Ele vai esmagar ele! — Uub sem pensar duas vezes utilizou o Kaio-Ken 5x para se lançar na direção do inimigo.
— Dyspo, vamos lá! — Kahseral criou uma lâmina de ki e avançou rápido. O coelho que até a pouco momentos atrás dormia, avançou ainda mais rápido, alcançando a fera.
— Isso é por me acordar! — Dyspo acertou um chute poderoso no rosto da fera gigante. Mas tudo o que conseguiu foi que ele movesse um pouco o rosto.
Hirudegarn tentou golpear Dyspo, mas o coelho era veloz demais. Sua velocidade o ajudava a escapar dos golpes com facilidade, mas em compensação seus golpes não surtiam efeito algum.
— Pan, fique de fora deste combate. — Piccolo retirou sua capa e seu turbante. — Esse inimigo é realmente poderoso.
— Mas eu posso ajudar.... — ela retrucou.
— Ajude curando os feridos com a habilidade que Cocotte lhe ensinou, será útil treinar ela. — o namekuseijin voou em direção a Hirudegarn com um plano já em mente.
O caos consumia a cidade. Prédios desmoronavam como castelos de areia, ruas rachavam sob ondas de choque e o ar estava tomado pelo cheiro de fumaça e cinzas.
No meio da devastação, Tapion recobrou a consciência. Seus olhos se arregalaram. Hirudegarn estava completo outra vez. Não era apenas um pesadelo… era o inferno diante dele. E pior: ainda estava preso nas garras daquela criatura do Makai.
Com um salto que sacudiu toda a metrópole, a fera explodiu em velocidade, deixando atrás de si um clarão de destruição. Ao cair, liberou uma explosão colossal no centro da cidade. O chão se partiu, crateras se abriram, e o céu foi tingido por chamas.
— Todos em movimento! — gritou Kahseral, já acionando reforços pelo comunicador. — Tropa do Orgulho agir!
Dyspo sumiu em um borrão roxo, carregando civis nos braços, resgatando dezenas em segundos.
Enquanto isso, Uub investia contra as costas da fera, desferindo socos e chutes tão rápidos que o ar explodia em estampidos. Mas… nada. Hirudegarn não reagia. Era como tentar derrubar uma montanha a socos.
O rugido veio. Um som tão grave que o planeta inteiro pareceu estremecer. A boca monstruosa se abriu e um inferno de chamas negras caiu sobre a cidade. A cauda se moveu como um chicote vivo, varrendo prédios e atingindo Uub em cheio, lançando-o contra um bloco de concreto que se despedaçou no impacto.
De longe, Pan assistia, incrédula. Aquele ki… era pesado, sufocante e corrompido.
— Talvez só o papai, o senhor Vegeta… ou o vovô possam derrotar essa coisa… — murmurou, caindo de joelhos.
No alto de um arranha-céu em ruínas, Piccolo observava o cenário com olhos estreitos. E então sorriu, um sorriso raro, de quem já havia decidido o que fazer.
— Vou acabar com isso de uma vez.
Sua aura explodiu. O topo do prédio rachou, o ar tremeu. Seus músculos se expandiram, a pele mudou de cor… Piccolo Orange surgiu, aumentando seu tamanho até alcançar o porte do monstro.
— Venha, desgraçado! — rugiu, avançando.
O primeiro soco no rosto de Hirudegarn ecoou como um trovão. O impacto fez a fera soltar Tapion, que foi imediatamente resgatado por Uub.
Os dois titãs trocaram golpes brutais, cada soco abrindo crateras e lançando ondas de choque que varriam quarteirões inteiros. Mas a criatura usou seu truque: dissolveu-se em fumaça, ressurgindo acima de Piccolo e esmagando-o contra o solo com um ataque que destruiu três blocos inteiros da cidade.
Kahseral e Dyspo aproveitaram para atacar as costas do monstro com rajadas e cortes de ki, mas Hirudegarn desviava ou resistia a tudo, quase sem se importar.
No chão, Tapion se levantou, a expressão tomada pela urgência.
— Temos que selá-lo… ou matá-lo agora!
Ele desembainhou a espada sagrada. O metal antigo brilhou com um tom quase vivo.
— Essa lâmina… tem a essência dele. Pode feri-lo de verdade. Mas eu não sou forte como vocês. Jovem… leve-a.
O jovem Uub pegou a arma, sentindo o peso não só físico, mas histórico daquele artefato. Fora o poder obscuro que parecia ressoar com ele próprio.
— Entendi… vou acabar com isso.
— Quando a hora chegar, mire no coração. — Tapion conjurou uma espada de ki. — E eu estarei ao seu lado, vamos acabar com ele juntos.
No campo de batalha, Piccolo tentava se soltar da cauda que agora o enforcava, a pressão esmagando sua traqueia. Kahseral e Dyspo atacaram as pernas da fera, mas sem efeito. Tapion surgiu diante do rosto monstruoso e fincou sua lâmina na testa dele, arrancando um rugido que fez o ar vibrar.
Era a brecha.
Uub ativou o Kaio-Ken x10, sua aura vermelha queimando como fogo vivo. Seus olhos focaram um único ponto: o coração da besta.
Enquanto avançava, flashes de memória surgiram em sua mente. Majin Buu, destruição, caos. Ele não seria o mesmo monstro outra vez. Agora ele seria o herói!
Sua energia mudou por um instante. A aura vermelha cedeu lugar a uma energia rosada, e o rosto de Kid Buu brilhou na sua aura por um milésimo de segundo.
Hirudegarn percebeu. Tentou usar as mãos para bloquear, mas Dyspo derrubou uma com um poderoso chute, e Kahseral e Tapion seguraram a outra com seus próprios corpos como escudos.
— Avance jovem! Derrote a fera malgina! — Kahseral ordenou.
Desesperado, o monstro cuspiu chamas na direção de Uub.
E foi nesse momento que Goten, em Super Saiyajin, surgiu em um clarão dourado.
— Pare com essa destruição! — gritou, acertando um chute devastador na nuca de Hirudegarn, fazendo-o cambalear por ser pego desprevinido.
— Uub, agora! — berrou Goten.
— HAAAAA! — Uub avançou como um míssil, atravessando a distância e cravando a espada direto no peito da criatura.
O planeta tremeu. Hirudegarn soltou um rugido agudo, e Uub, ainda com a lâmina cravada, carregou um Kamehameha na outra mão.
— KA… ME… HA… ME… HAAAA!
A onda azul explodiu no corpo do monstro. Uma coluna de luz engoliu a cidade inteira. O som do impacto ecoou por segundos intermináveis.
Quando a luz cedeu… Hirudegarn não estava mais lá.
Piccolo voltou ao tamanho normal. Goten correu para ajudar os feridos. Uub, exausto, caiu lentamente em direção ao chão. Antes de perder os sentidos, vislumbrou algo: o espírito de Hirudegarn, sereno… quase pacífico.
— Você… Makai… Ir... Marba… Achar... — murmurou, antes de desaparecer no ar.
Uub desabou, e Pan correu até ele, canalizando seu ki para curar o máximo possível.
Tapion, olhando para a cidade arruinada, caiu de joelhos. Lágrimas escorreram. Ele viu, em sua mente, o rosto de seu povo, seu irmão… todos perdidos para aquele mesmo demônio.
Kahseral colocou a mão em seu ombro.
E então, um clarão dourado desceu do céu. Era Toppo, acompanhado de Marcarita. O deus da destruição observou o campo de ruínas e suspirou pesadamente.
— Marcarita… cure todos.
Com todos curados pela anjo, Toppo os reuniu em meio aos escombros que já começavam a ser reconstruídos por equipes locais. A voz dele, grave e controlada, ecoou como se fosse a única coisa sólida naquele cenário ainda fumegante.
— Estou a par de toda a situação. — começou, cruzando os braços. — O Universo 7 está reunindo as Super Esferas do Dragão. Pelo que Marcarita me contou, vocês já conseguiram duas… bom trabalho.
— Obrigada. — respondeu Pan, com um leve sorriso cansado.
— Também agradeço pela ajuda na contenção de Hirudegarn. Eu já estava a caminho para pacificar essa região a pedido de Kahseral… — continuou Toppo, o olhar se endurecendo. — Desde que o grande Vermoud foi apagado, o Universo 11 está sendo tomado por vilões em todas as áreas. Ainda assim, estamos resistindo. Eu mesmo tomei o posto dele e liguei minha vida a um aprendiz de Kaioshin que sobrou em nosso universo, por isso Marcarita está conosco.
Ele fez uma breve pausa, e sua expressão se suavizou.
— Mas nem tudo é má notícia. Quando soube que vocês buscavam as Esferas, fiquei satisfeito. E fiquei ainda mais ao saber que… — um leve sorriso surgiu no canto da boca escondido pelo grosso bigode. — Existem duas delas no nosso universo. Uma é a que está aqui, e a outra em meu planeta sagrado, que eu recolhi.
— Sério?! Que demais! — exclamou Goten, erguendo o punho no ar.
— Eu mesmo irei levar vocês até lá. Mas… antes de entregá-la… quero testar o poder de vocês. Dos quatro. — Toppo olhou para cada um dos guerreiros do universo sete.
— Testar? — Piccolo ergueu uma sobrancelha. — Quer dizer que teremos que lutar contra você?
— Exatamente. — respondeu Toppo, com um brilho firme no olhar. — A jornada até aqui não deve ter sido fácil… mas inimigos muito piores ainda estão por vir. Quero ver com meus próprios olhos se estão prontos para tal jornada.
— E Jiren? — Goten perguntou, quase de forma instintiva. — Ele não vai lutar com a gente?
Toppo respirou fundo antes de responder, olhando diretamente para o jovem meio saiyajin.
— Não. Jiren não está aqui. — fez uma breve pausa, como se pesasse cada palavra. — Na verdade… ele não está nem neste universo.
O silêncio caiu entre eles.
— Então… onde ele está? — Goten insistiu.
Toppo manteve o olhar sério.
— Ele está no Universo 7. No seu universo.
O peso da revelação caiu sobre todos.
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