Dragon Ball SHINKA
50 Capítulo 49 - Uub e Bibra! Destinos Entrelaçados!
Notas iniciais

A Tempestade continuava no mundo externo, assim como na mente do Rei Macaco. Sun Wukong sentava em seu trono de vísceras, no interior de Uub, cabisbaixo. Ele tinha cabelos vermelhos e uma cauda enrolada na cintura. Majin Boo cai exausto aos seus pés, de olhos abertos, o que normalmente ele não fazia:
"Uub está precisando de ajuda, Wukong-San! Anda logo!"
Sun Wukong ouve, mas não se mexe. Ele estava envolto em lembranças de seu passado longínquo. Seu discípulo, o pequeno Saiyajin Raiten, corria ao seu lado:
"Ei, Wukong-Sensei! Quando é que você vai me deixar treinar com o Bastão Mágico mesmo?" — Raiten tinha cabelos negros espetados e usava uma pele de animal amarrada a cintura
"Quando o momento chegar!" — Sun Wukong diz, sorrindo — "Quando você estiver pronto para manuseá-lo! Até lá, aprenderemos modalidades de combate utilizando apenas o próprio corpo..."
"Ah, que pena... eu queria poder lutar empunhando uma das Armas Sagradas..." — Raiten fica triste
"E você irá, Raiten-Kun... você irá..." — Sun Wukong se tornara o mestre do Bastão Mágico após encontrá-lo em um templo no Planeta Yamoshi e seu pai o aconselhou a tomar cuidado com o objeto, pois eram armas originárias de Yin e Yang
Eis que um dia Sun Wukong e Raiten são perseguidos por Demônios do Submundo e Sun Wukong tem de usar todos os seus poderes para manipular o Bastão Mágico com maestria, porém, ao fazer isso, ele tem sua alma tragada para dentro do bastão:
"Wukong-Sensei! Cadê você?" — Raiten sente a energia de seu mestre no interior do bastão e vai até ele, o empunhando — "Não se preocupe mestre! Eu lutarei por você!" — Raiten parte contra os demônios alados e tem uma morte dolorosa em suas mãos — "Wukong... Sensei... eu não fui forte o bastante..." — Raiten morre e o bastão é levado pelos demônios
"Finalmente conseguimos! Seremos invencíveis agora que temos uma das Armas Sagradas!" — o demônio mais alto, de pele vermelha e chifres, diz
Wukong ficara perdido na Dimensão do Bastão Mágico até conseguir obter algum domínio sobre a mesma, remoendo a morte de seu discípulo dia após dia. Eis que ele consegue dominar o mundo interior da arma por completo e vinga a morte de Raiten matando a todos os demônios e guiando o Bastão Mágico para o planeta mais distante que podia chegar. O Bastão Mágico cai na Terra e é encontrado por Mestre Karin, que o passa para Mestre Kame, Son Gohan e que posteriormente o passa a Son Goku.
Sun Wukong adormecera no interior do Bastão Mágico e foi levado as Terra Sagradas por seu pai, Yamoshi, o criador do local. Lá ele descobre que só iria retornar a dimensão do bastão quando o verdadeiro herdeiro do bastão estivesse sob posse do mesmo. Wukong nunca se perdoou pelo que ocorreu com Raiten, até que Uub recebe o bastão como legado de Son Goku, trazendo Wukong de volta a dimensão do mesmo. Bibra o ajudou a acelerar esse processo, ao se dar conta da lenda do Bastão Mágico:
"Uub está em perigo, hein..." — Sun Wukong desperta de seu transe e salta por cima do corpo de Boo, encontrando Uub exausto no antro de escuridão — "Estou aqui, Uub-Kun! Está pronto?"
"Vamos lá, Wukong-San!" — Uub toca seu punho no de Wukong e ambos se tornam um só — "O que são essas memórias?"
"Eu decidi que era a hora de lhe contar o restante da história, Uub-Kun..." — Uub é inundado por flashes da jornada de Wukong — "Espero que tenha compreendido..."
"Quer dizer que... eu sou o verdadeiro herdeiro do Bastão Mágico?" — Uub pergunta
"Sim! Meu desejo era entregar o Bastão Mágico ao meu discípulo quando ele estivesse pronto, mas coisas inesperadas ocorreram e eu nunca o pude fazer... só consegui me livrar do peso de meu desejo, quando um descendente direto da linhagem de meu pai, Yamoshi, entregasse o bastão ao seu próprio discípulo!" — Wukong sorri — "Kakarotto, aquele a quem chamam de Goku é esse Saiyajin... e você é o seu discípulo!"
Uub desperta em um novo corpo em meio a tempestade. Ele tinha um rabo de macaco brotando das nádegas e seu cabelo estava maior, com seu rosto aderindo a feições símias e de olhos vermelhos:
—-- Waaaaaaa!! — Uub brada como um macaco em fúria e transpassando as gotas de chuva, choca seus braços com os de Bibra, que o olha no fundo dos olhos
—-- Parece que finalmente compreendeu, Uub... — Bibra desfere um chute no tórax de Uub, o jogando longe e depois empunhando o Punhal do Sacrifício, sua Arma Sagrada — Desde a primeira vez que te vi percebi o seu potencial! E como podia acabar de uma vez por todas com o ritual de Naraku! — Bibra corta o ar com o punhal e uma rajada de energia colossal parte contra Uub, que a atravessa sem nem ao menos se ferir
—-- Waaaaaa!! — Uub atinge Bibra no queixo e depois o envolve num combo de socos contínuos, que o joga de um lado para o outro, em meio a tempestade — Waaaa!! — Uub ergue o braço e um trovão cai das nuvens e manipulando-o ele atinge Bibra, que é lançado em direção ao chão — Se quer me ajudar... — a voz de Uub era monstruosa — Por que ainda continua lutando comigo?
Bibra da um mortal no ar e consegue cair de pé, porém, cede e fica de joelhos devido aos ferimentos:
—-- Eu precisava levar o Bastão Mágico com ao menos uma porcentagem da energia original, para que ninguém notasse de cara minhas intenções! — Bibra revela — Estou aqui para forçá-lo a reivindicar o restante da energia contida no bastão que está sob posse de Daimaoh! — Uub aparece em frente a Bibra e desfere um soco envolto em chamas nele, o jogando contra uma rocha, que se espatifa — Você tem de me ouvir, Uub! É para o bem de toda a humanidade... — Bibra desvia do golpe e crava o Punhal do Sacrifício no peito de Uub — É para o seu próprio bem! — ele gira o punhal e Uub explode em energia
Naquele instante, no Castelo de Naraku, Daimaoh sente a energia contida em seu bastão se esvair, entrando em desespero. A energia viajara pelos céus e fora descarregada no corpo de Uub, que agora forjara um novo Bastão Mágico por meio dela:
—-- Whaaaaa!! — Uub corta o ar com o novo Bastão Mágico, idêntico ao original — Parece que você disse a verdade... — o rosto de Uub ia mudando e ele ia voltando a ser o Uub normal — Mas como, Bibra-San?
—-- O Punhal do Sacrifício tem como uma de suas habilidades poder atingir a alma de seu oponente e manipulá-la... — Bibra sorri, ao ver que Uub voltara ao normal — Eu atingi o espírito de Wukong em seu interior, assim concedendo minha energia para que ele pudesse tragar toda a energia do bastão sob posse de Daimaoh para o seu interior! Somente assim você poderia forjar o Bastão Mágico e inutilizar o bastão de Daimaoh, assim, inutilizando o ritual de Naraku para se tornar o Deus Namekuseijin...
—-- Uau! Mas que plano de gênio... — Uub gira o bastão em torno de si — Sinto que Wukong está muito feliz por tudo ter se resolvido... mas, o que impede Naraku de vir e tomar esse bastão para realizar o ritual?
—-- Esse bastão foi remodelado com o auxílio dos poderes de alguém que não é um Namekuseijin, ou seja, não poderá ser utiliza no ritual profano! — Bibra então se levanta, retirando o Cajado do Dragão Dourado de seu interior e o tocando em seu peito, se regenerando, demonstrando habilidades que Naraku desconhecia — Naraku não poderá se tornar o Deus Namekuseijin Original e realizar seu objetivo! Infelizmente, chegou a minha hora, Uub-Kun... — Bibra ia fazer menção de ir embora, quando Uub estende seu punho para ele — Eh...
—-- Isso é um símbolo de amizade, Bibra-San! Toque o meu punho... — Uub sorri — Você é um grande guerreiro...
—-- Entendo... — Bibra toca o punho de Uub e dá um leve sorriso — Adeus, Uub-kun... até o dia em que nossos caminhos se cruzarem novamente... — ele acena com a cabeça e parte aos céus, em meio a tempestade, criando um portal com seu Cajado — Espero que Banjo-San esteja bem... — ele atravessa o portal e aterrissa no parapeito da primeira torre do castelo, onde Banjo estava a sua espera — Tudo ocorreu como o esperado? — ele pergunta, calmamente
—-- Sem problemas... Naraku não saberá de nada do que ocorreu dentro de quilômetros de onde estou... — Banjo então se apoia no parapeito — Admito que foi cansativo... manipular os sentidos de alguém como ele não é para qualquer um, ainda mais sem que ele perceba... só há uma falha em nosso planos... — Banjo olha para Bibra — Daimaoh...
No Arsenal de Armas, o corpo de Cocotte jazia caído ao chão, ensanguentado. Naraku erguia o corpo de Gerogyo pelo pescoço, o esmagando:
—-- Achou que iriam chegar aqui e simplesmente destruir as Armas Sagradas que lutei tanto para recuperar, não é mesmo? — Naraku da uma gargalhada — Você é uma desonra para nossa raça!
—-- Faça das suas palavras as minhas, Senhor do Escuro! — Gerogyo cuspia sangue ao falar, quase sem voz — Você encontrará o seu fim... pelas mãos de meu povo... — a cabeça de Gerogyo, o Namekuseijin rebelde, é feita em pedaços, banhando o local de sangue — Muito bem, Tanta-San... — Naraku vê que Tanta estava sentado em cima do corpo inanimado de Cocotte, empunhando a Espada Z — Será uma refém muito valiosa... — Naraku joga o que restara do corpo de Gerogyo ao chão
—-- Segundo o que Piano me disse, dentro de poucos minutos, todos os Namekuseijins Controlados irão ceder ao poder dos invasores, Naraku-San... — Tanta sibila — Temos que mandar um guerreiro de elite para lá agora mesmo!
—-- Mande Piccolo ir até eles... — Naraku ergue o corpo de Cocotte no ar por meio de magia — Diga para ele mantê-los ocupados, enquanto preparo a atração final... — Naraku ia sair pela porta, quando Daimaoh a atravessa de supetão, com o Bastão Mágico em mãos
—-- Naraku-Sama! O poder do Bastão Mágico desapareceu... — Piccolo Daimaoh, o Rei Demônio, não sabia o que dizer
—-- E espera que eu acredite que o poder dele simplesmente sumiu? — Naraku o questiona — Você tem ideia do que possa ter ocorrido?
—-- Tudo o que sei é que vi a silhueta de Bibra em minha mente quando tentei conter o poder, para que não fosse tomado... — Daimaoh confessa — Creio que os murmúrios de Tanta a respeito dele estavam corretos...
—-- Eu disse, não disse? — Tanta sibila, saindo da sala — Mas agora já é tarde demais... — ele sobe as escadas, indo em direção aos aposentos de Piccolo, enquanto Naraku continuava imóvel em frente a Daimaoh, até que ele quebra o silêncio
—-- Obrigado, Daimaoh-San! Em breve terei uma conversa com Bibra para averiguar o caso... — Naraku passa por Piccolo Daimaoh e anda pelo corredor a passos lentos, levitando o corpo de Cocotte, sem dizer nada
Bibra e Banjo iam se dirigir aos seus aposentos, como se nada fosse, quando dão de topa com Naraku no corredor:
—-- Naraku-Sama... parece que capturou uma das invasoras com êxito... — Banjo diz — Devo admitir que será uma ótima refém...
—-- Não precisa me bajular, Banjo-San! Ainda mais após os recentes acontecimentos... — Naraku o olha no fundo dos olhos e Banjo sente seu interior congelar, porém, não esboça reação alguma — Bibra-San... por que está fora de seus aposentos? Pensei que era seu horário de descanso...
—-- Na verdade só fui ver o tempo, Vossa Majestade... — Bibra começa a andar — Sabe como gosto da chuva...
—-- Você poderia vê-la da janela de seus aposentos, mas creio que queria ter uma vista mais ampla, não é mesmo? — Naraku sorri, como se nada fosse — Fique a vontade! Celebre o presente, pois nunca se sabe o dia de amanhã... se me permitem... tenho mais o que fazer... — Bibra fica paralisado e Naraku continua a andar, passando por eles calmamente e partindo pelo corredor escuro
Bibra e Banjo continuam o caminho para seus dormitórios em total silêncio... as chamas da rebelião estão prestes a serem acesas!
Continua no Próximo Capítulo, que será: Traição Revelada! O Início da Rebelião!
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