Dragon Ball SHINKA

50 Capítulo 49 - Uub e Bibra! Destinos Entrelaçados!


Notas iniciais
Aqui se inicia o Quinto Ato de Dragon Ball SHINKA, chamado Laços Destruídos! A história finalmente entra em seu ápice! Confiram! .................................... No capítulo anterior, Marron utiliza as Cápsulas de Energia do Kit Médico de Bra para recuperar os feridos da recente batalha. Eles se reúnem e marcham rumo aos subterrâneos, onde Pan lutava. Marron insiste para que Kuririn fique com a última cápsula, mas ele recusa e pede para que ela siga em frente, pois ele queria vencer Tambourine por conta própria. A luta continua desenfreada, com Kuririn utilizando de sua Forma Brutal para fazer frente aos poderes do Escudo de Luz Zoroastra e do Machado de Othoghar. Sem alternativa e envolto por lembranças do passado, Kuririn desperta o Kaioken, se lembrando de uma promessa que fizera a Goku ao fim de seus intensos treinamentos. Kuririn é obrigado a elevar o Kaioken a Trigésima potência, se sacrificando para destruir o Escudo de Luz e atingir uma ataque fatal no peito de Tambourine. Kuririn cai ao chão e vê o corpo de Tambourine se defazer, quando as Armas Sagradas partem rumo ao Castelo de Naraku. Uma grande tempestade se inicia!

A Tempestade continuava no mundo externo, assim como na mente do Rei Macaco. Sun Wukong sentava em seu trono de vísceras, no interior de Uub, cabisbaixo. Ele tinha cabelos vermelhos e uma cauda enrolada na cintura. Majin Boo cai exausto aos seus pés, de olhos abertos, o que normalmente ele não fazia:


"Uub está precisando de ajuda, Wukong-San! Anda logo!"


Sun Wukong ouve, mas não se mexe. Ele estava envolto em lembranças de seu passado longínquo. Seu discípulo, o pequeno Saiyajin Raiten, corria ao seu lado:


"Ei, Wukong-Sensei! Quando é que você vai me deixar treinar com o Bastão Mágico mesmo?" — Raiten tinha cabelos negros espetados e usava uma pele de animal amarrada a cintura


"Quando o momento chegar!" — Sun Wukong diz, sorrindo — "Quando você estiver pronto para manuseá-lo! Até lá, aprenderemos modalidades de combate utilizando apenas o próprio corpo..."


"Ah, que pena... eu queria poder lutar empunhando uma das Armas Sagradas..." — Raiten fica triste


"E você irá, Raiten-Kun... você irá..." — Sun Wukong se tornara o mestre do Bastão Mágico após encontrá-lo em um templo no Planeta Yamoshi e seu pai o aconselhou a tomar cuidado com o objeto, pois eram armas originárias de Yin e Yang


Eis que um dia Sun Wukong e Raiten são perseguidos por Demônios do Submundo e Sun Wukong tem de usar todos os seus poderes para manipular o Bastão Mágico com maestria, porém, ao fazer isso, ele tem sua alma tragada para dentro do bastão:


"Wukong-Sensei! Cadê você?" — Raiten sente a energia de seu mestre no interior do bastão e vai até ele, o empunhando — "Não se preocupe mestre! Eu lutarei por você!" — Raiten parte contra os demônios alados e tem uma morte dolorosa em suas mãos — "Wukong... Sensei... eu não fui forte o bastante..." — Raiten morre e o bastão é levado pelos demônios


"Finalmente conseguimos! Seremos invencíveis agora que temos uma das Armas Sagradas!" — o demônio mais alto, de pele vermelha e chifres, diz


Wukong ficara perdido na Dimensão do Bastão Mágico até conseguir obter algum domínio sobre a mesma, remoendo a morte de seu discípulo dia após dia. Eis que ele consegue dominar o mundo interior da arma por completo e vinga a morte de Raiten matando a todos os demônios e guiando o Bastão Mágico para o planeta mais distante que podia chegar. O Bastão Mágico cai na Terra e é encontrado por Mestre Karin, que o passa para Mestre Kame, Son Gohan e que posteriormente o passa a Son Goku.


Sun Wukong adormecera no interior do Bastão Mágico e foi levado as Terra Sagradas por seu pai, Yamoshi, o criador do local. Lá ele descobre que só iria retornar a dimensão do bastão quando o verdadeiro herdeiro do bastão estivesse sob posse do mesmo. Wukong nunca se perdoou pelo que ocorreu com Raiten, até que Uub recebe o bastão como legado de Son Goku, trazendo Wukong de volta a dimensão do mesmo. Bibra o ajudou a acelerar esse processo, ao se dar conta da lenda do Bastão Mágico:


"Uub está em perigo, hein..." — Sun Wukong desperta de seu transe e salta por cima do corpo de Boo, encontrando Uub exausto no antro de escuridão — "Estou aqui, Uub-Kun! Está pronto?"


"Vamos lá, Wukong-San!" — Uub toca seu punho no de Wukong e ambos se tornam um só — "O que são essas memórias?"


"Eu decidi que era a hora de lhe contar o restante da história, Uub-Kun..." — Uub é inundado por flashes da jornada de Wukong — "Espero que tenha compreendido..."


"Quer dizer que... eu sou o verdadeiro herdeiro do Bastão Mágico?" — Uub pergunta


"Sim! Meu desejo era entregar o Bastão Mágico ao meu discípulo quando ele estivesse pronto, mas coisas inesperadas ocorreram e eu nunca o pude fazer... só consegui me livrar do peso de meu desejo, quando um descendente direto da linhagem de meu pai, Yamoshi, entregasse o bastão ao seu próprio discípulo!" — Wukong sorri — "Kakarotto, aquele a quem chamam de Goku é esse Saiyajin... e você é o seu discípulo!"


Uub desperta em um novo corpo em meio a tempestade. Ele tinha um rabo de macaco brotando das nádegas e seu cabelo estava maior, com seu rosto aderindo a feições símias e de olhos vermelhos:


—-- Waaaaaaa!! — Uub brada como um macaco em fúria e transpassando as gotas de chuva, choca seus braços com os de Bibra, que o olha no fundo dos olhos


—-- Parece que finalmente compreendeu, Uub... — Bibra desfere um chute no tórax de Uub, o jogando longe e depois empunhando o Punhal do Sacrifício, sua Arma Sagrada — Desde a primeira vez que te vi percebi o seu potencial! E como podia acabar de uma vez por todas com o ritual de Naraku! — Bibra corta o ar com o punhal e uma rajada de energia colossal parte contra Uub, que a atravessa sem nem ao menos se ferir


—-- Waaaaaa!! — Uub atinge Bibra no queixo e depois o envolve num combo de socos contínuos, que o joga de um lado para o outro, em meio a tempestade — Waaaa!! — Uub ergue o braço e um trovão cai das nuvens e manipulando-o ele atinge Bibra, que é lançado em direção ao chão — Se quer me ajudar... — a voz de Uub era monstruosa — Por que ainda continua lutando comigo?


Bibra da um mortal no ar e consegue cair de pé, porém, cede e fica de joelhos devido aos ferimentos:


—-- Eu precisava levar o Bastão Mágico com ao menos uma porcentagem da energia original, para que ninguém notasse de cara minhas intenções! — Bibra revela — Estou aqui para forçá-lo a reivindicar o restante da energia contida no bastão que está sob posse de Daimaoh! — Uub aparece em frente a Bibra e desfere um soco envolto em chamas nele, o jogando contra uma rocha, que se espatifa — Você tem de me ouvir, Uub! É para o bem de toda a humanidade... — Bibra desvia do golpe e crava o Punhal do Sacrifício no peito de Uub — É para o seu próprio bem! — ele gira o punhal e Uub explode em energia


Naquele instante, no Castelo de Naraku, Daimaoh sente a energia contida em seu bastão se esvair, entrando em desespero. A energia viajara pelos céus e fora descarregada no corpo de Uub, que agora forjara um novo Bastão Mágico por meio dela:


—-- Whaaaaa!! — Uub corta o ar com o novo Bastão Mágico, idêntico ao original — Parece que você disse a verdade... — o rosto de Uub ia mudando e ele ia voltando a ser o Uub normal — Mas como, Bibra-San?


—-- O Punhal do Sacrifício tem como uma de suas habilidades poder atingir a alma de seu oponente e manipulá-la... — Bibra sorri, ao ver que Uub voltara ao normal — Eu atingi o espírito de Wukong em seu interior, assim concedendo minha energia para que ele pudesse tragar toda a energia do bastão sob posse de Daimaoh para o seu interior! Somente assim você poderia forjar o Bastão Mágico e inutilizar o bastão de Daimaoh, assim, inutilizando o ritual de Naraku para se tornar o Deus Namekuseijin...


—-- Uau! Mas que plano de gênio... — Uub gira o bastão em torno de si — Sinto que Wukong está muito feliz por tudo ter se resolvido... mas, o que impede Naraku de vir e tomar esse bastão para realizar o ritual?


—-- Esse bastão foi remodelado com o auxílio dos poderes de alguém que não é um Namekuseijin, ou seja, não poderá ser utiliza no ritual profano! — Bibra então se levanta, retirando o Cajado do Dragão Dourado de seu interior e o tocando em seu peito, se regenerando, demonstrando habilidades que Naraku desconhecia — Naraku não poderá se tornar o Deus Namekuseijin Original e realizar seu objetivo! Infelizmente, chegou a minha hora, Uub-Kun... — Bibra ia fazer menção de ir embora, quando Uub estende seu punho para ele — Eh...


—-- Isso é um símbolo de amizade, Bibra-San! Toque o meu punho... — Uub sorri — Você é um grande guerreiro...


—-- Entendo... — Bibra toca o punho de Uub e dá um leve sorriso — Adeus, Uub-kun... até o dia em que nossos caminhos se cruzarem novamente... — ele acena com a cabeça e parte aos céus, em meio a tempestade, criando um portal com seu Cajado — Espero que Banjo-San esteja bem... — ele atravessa o portal e aterrissa no parapeito da primeira torre do castelo, onde Banjo estava a sua espera — Tudo ocorreu como o esperado? — ele pergunta, calmamente


—-- Sem problemas... Naraku não saberá de nada do que ocorreu dentro de quilômetros de onde estou... — Banjo então se apoia no parapeito — Admito que foi cansativo... manipular os sentidos de alguém como ele não é para qualquer um, ainda mais sem que ele perceba... só há uma falha em nosso planos... — Banjo olha para Bibra — Daimaoh...


No Arsenal de Armas, o corpo de Cocotte jazia caído ao chão, ensanguentado. Naraku erguia o corpo de Gerogyo pelo pescoço, o esmagando:


—-- Achou que iriam chegar aqui e simplesmente destruir as Armas Sagradas que lutei tanto para recuperar, não é mesmo? — Naraku da uma gargalhada — Você é uma desonra para nossa raça!


—-- Faça das suas palavras as minhas, Senhor do Escuro! — Gerogyo cuspia sangue ao falar, quase sem voz — Você encontrará o seu fim... pelas mãos de meu povo... — a cabeça de Gerogyo, o Namekuseijin rebelde, é feita em pedaços, banhando o local de sangue — Muito bem, Tanta-San... — Naraku vê que Tanta estava sentado em cima do corpo inanimado de Cocotte, empunhando a Espada Z — Será uma refém muito valiosa... — Naraku joga o que restara do corpo de Gerogyo ao chão


—-- Segundo o que Piano me disse, dentro de poucos minutos, todos os Namekuseijins Controlados irão ceder ao poder dos invasores, Naraku-San... — Tanta sibila — Temos que mandar um guerreiro de elite para lá agora mesmo!


—-- Mande Piccolo ir até eles... — Naraku ergue o corpo de Cocotte no ar por meio de magia — Diga para ele mantê-los ocupados, enquanto preparo a atração final... — Naraku ia sair pela porta, quando Daimaoh a atravessa de supetão, com o Bastão Mágico em mãos


—-- Naraku-Sama! O poder do Bastão Mágico desapareceu... — Piccolo Daimaoh, o Rei Demônio, não sabia o que dizer


—-- E espera que eu acredite que o poder dele simplesmente sumiu? — Naraku o questiona — Você tem ideia do que possa ter ocorrido?


—-- Tudo o que sei é que vi a silhueta de Bibra em minha mente quando tentei conter o poder, para que não fosse tomado... — Daimaoh confessa — Creio que os murmúrios de Tanta a respeito dele estavam corretos...


—-- Eu disse, não disse? — Tanta sibila, saindo da sala — Mas agora já é tarde demais... — ele sobe as escadas, indo em direção aos aposentos de Piccolo, enquanto Naraku continuava imóvel em frente a Daimaoh, até que ele quebra o silêncio


—-- Obrigado, Daimaoh-San! Em breve terei uma conversa com Bibra para averiguar o caso... — Naraku passa por Piccolo Daimaoh e anda pelo corredor a passos lentos, levitando o corpo de Cocotte, sem dizer nada


Bibra e Banjo iam se dirigir aos seus aposentos, como se nada fosse, quando dão de topa com Naraku no corredor:


—-- Naraku-Sama... parece que capturou uma das invasoras com êxito... — Banjo diz — Devo admitir que será uma ótima refém...


—-- Não precisa me bajular, Banjo-San! Ainda mais após os recentes acontecimentos... — Naraku o olha no fundo dos olhos e Banjo sente seu interior congelar, porém, não esboça reação alguma — Bibra-San... por que está fora de seus aposentos? Pensei que era seu horário de descanso...


—-- Na verdade só fui ver o tempo, Vossa Majestade... — Bibra começa a andar — Sabe como gosto da chuva...


—-- Você poderia vê-la da janela de seus aposentos, mas creio que queria ter uma vista mais ampla, não é mesmo? — Naraku sorri, como se nada fosse — Fique a vontade! Celebre o presente, pois nunca se sabe o dia de amanhã... se me permitem... tenho mais o que fazer... — Bibra fica paralisado e Naraku continua a andar, passando por eles calmamente e partindo pelo corredor escuro


Bibra e Banjo continuam o caminho para seus dormitórios em total silêncio... as chamas da rebelião estão prestes a serem acesas!


Continua no Próximo Capítulo, que será: Traição Revelada! O Início da Rebelião!

Notas finais
Até a Próxima!