Dragões ascendentes.

2 Um caminho para se seguir.


Notas iniciais
Bom, como havia falado noutro capitulo sou novo neste ramo, apesar de amar escrever então espero que possa ser uma história legal para vocês.

Takashi havia retornado para o vilarejo com o que lhe foi pedido, em mãos, porém com algo a mais em sua bagagem e, Yoko notou aquela circunferência oval na posse de Takashi.

– O que é isso?- Yoko arqueou as sobrancelhas, aguardando uma resposta.

– Uma pedra- Alegou Takashi em quanto observava o objeto.

– Certeza de que isso é uma pedra?- A ruiva se aproximou lentamente, para poder estudar o item. — Não me parece uma pedra.- Concluiu ela.

O garoto analisou diversas vezes, movimentou de uma mão para a outra, mas ainda parecia uma pedra para ele. — Mas é uma pedra mãe!- Estava aparentemente convicto de que não se passava de uma rocha comum e bela.

– Tudo bem- Yoko assentiu, apenas para poder evitar o conflito de Takashi com ela. — Me dê a pedra, eu irei guarda-la. — A mulher estendeu a mão, e recebeu à aparente pedra com extrema delicadeza. — Agora vai tomar banho, já passou a hora.-

Takashi obedeceu sua mãe, e correu na direção do banheiro para que pudesse tomar banho, entretanto, Yoko analisava aquele objeto com um semblante sobrecarregado de preocupação.

– Espero que seja apenas uma rocha. — Alegou com um tom aparentando uma certa inquietação.

A noite já havia chegado, o uivo estridente do vento fazia com que Takashi tremesse de medo se cobrindo com sua coberta revestida por penas de ganso, já Yoko olhava a janela angustiada, aquela noite não parecia normal e talvez realmente não fosse, mas não havia como saber e então resolveu ir dormir.

O sol encontrava-se no centro do céu, emitindo uma luz tênue que atravessava o vidro da janela do quarto em que se encontrava Takashi, para acertar seu rosto com a claridade, já era de manhã.

– Mãe?- Olhou para um lado e para o outro, procurando sua mãe. O sono ainda dominava seu corpo, e a dificuldade para se movimentar durou alguns segundos até que se levantasse da cama.

– Estou aqui- A doce voz de Yoko ecoou pela casa e chegou aos ouvidos do garoto como uma agradável melodia.

– Quando a senhora irá me ensinar a lutar?- Takashi cresceu vendo Yoko praticar suas habilidades com lâminas, e acabou adquirindo gosto por esta arte.

– Vá comer primeiro e, depois iremos conversar sobre isso. — Estava impressionada, um garoto de apenas cinco anos desejando aprender técnicas de luta, Yoko tinha um certo receio de ensina-lo temendo que futuramente pudesse correr o risco de morrer em batalhas, mas também estava consciente de que precisaria se defender. — Você me impressiona.- Murmurejou para si.

Após um café da manhã reforçado de panquecas cobertas por cauda quente de chocolate que escorria pelo lado, deixando uma poça de cobertura ao fundo do prato, Takashi finalmente levantou. — Acabei, a senhora irá me treinar? -

Absorta em pensamentos Yoko mantinha o olhar fixo no céu.

– Mãe?!- Takashi puxou o vestido da mesma, para que ela pudesse nota-lo.

– Sim? Me desculpa, o quê dizia filho?- Algo realmente mexia com Yoko, chegando ao ponto de ignorar o garoto.

– Vai me treinar?- Parecia ansioso para seu primeiro dia de treino, e aguardava a resposta da mesma.

– Vou. — Ela não poderia adiar aquele dia, talvez fosse necessário futuramente para Takashi, saber manejar uma espada.

Yoko tomou a mão direita de Takashi e o puxou na direção do portal, direcionando-os a saída.

– Bom, você precisa ter um conhecimento básico sobre partes da espada.- A garota desabotoou o lacre que mantinha fechado a bainha de sua espada, e a puxou para superfície, mostrando para Takashi.- As partes são: Pomo, cabo, guarda mão, chape, vinco, fio, saliência central e por fim a ponta. — Com o dedo indicador ela mostrava para Takashi, o nome de cada parte presente na espada. — Você compreendeu?-

– Sim, compreendi- Ele realmente parecia ter entendido e olhava a espada com uma certa admiração.

– Então irei pedir que cite novamente a parte da espada, indicando o local a onde esta se encontra. — Yoko estendeu as mãos, deixando a espada próxima de Takashi.

O garoto não á decepcionou e, nomeou perfeitamente as partes a qual havia sido citado para ele, estava pronto para um próximo nível. — Bom, você não irá começar com uma espada de corte, mas irá ter uma.- Yoko desembrulhou uma espada de madeira, para o menino e o mesmo a recebeu com um sorriso formado nos lábios. — Vamos começar.- Afirmou a ruiva.

– Ajeite o ombro adequadamente.- Ela endireitou a parte da clavícula adequadamente, e prosseguiu. — Mantenha uma postura ideal, seu peito tem que ficar na direção de sua espada e sua mão tem de estar abaixo de sua barriga esticado para frente.- Ao passo que ela explicava, Takashi obedecia realizando uma postura perfeita. — Afaste mais seus pés, e mantenha o olhar centrado em mim. -

Os olhos do garoto mantinha-se focados em Yoko, a respiração calma e os músculos relaxados, era a primeira vez que treinaria mas já se sentia confiante e, finalmente o treino deu inicio.

Yoko avançou subitamente tentando assustar o garoto, que à respondeu seguidamente com um movimento ligeiro, tentando acertar o fêmur da mesma. — Garoto esperto.- Alegou a garota quando desviou do ataque do mesmo, tentando acertá-lo na nuca, entretanto ele desviou novamente acertando a perna dela seguidamente.

– Um ponto para mim!- Ele parecia feliz, e não havia notado que cada movimento feito, ultrapassou o dê Yoko cujo parecia impressionada com o mesmo. — Irá se tornar um guerreiro digno. — Murmurou para ela mesma.

– Por hoje chega, vá tomar um banho. — Ela estava realmente cansada, bem como o garoto que ao sair do banho, acabou deitando no sofá e dormindo rapidamente.

– Vou ver esta pedra.- A mulher tomou a rocha em mãos e observou detalhadamente, cada curva geométrica que estava presente no formato daquele item, e aos poucos conseguia decifrar o que realmente era. — Um ovo de dragão!- Exclamou a ruiva, não acreditando no que estava vendo. — Não pode ser revelado a ninguém, ou matariam o garoto. — E então decidiu tomar banho, e ir dormir.

A reunião do conselho havia terminado à pouco tempo, fazia poucos dias de que uma mensagem tinha chegado a eles avisando que a vila sofreria um ataque decorrente a estar ocupando uma área importante, á muito tempo já os consideravam nada mais do quê vermes insignificantes, mas até mesmo seres desprezíveis podiam incomodar de vez em quando.

– Se a vila sofrer um ataque, ninguém irá sobreviver!- O comandante parecia estar exaltado, o conselho tinha decidido que ficariam e lutariam até o fim.

– Se fugirmos eles irão nos caçar e nos matar, apenas para ter certeza de que não retornaremos para nossa vila, somos vermes para eles. Mas que agora parece estar causando algum incomodo.- O lider do conselho estava desesperado, queria evitar a morte de pessoas inocentes, mas a guerra era iminente.

– Não há outra alternativa se não for lutar, eles irão nos perseguir seja a onde for. — Demonstrava seu descontentamento o vice líder do conselho e, todos os outros concordavam em ficar e lutar.

– Que assim seja- Alegou o comandante.

Alguns homens mantinham a vigilância sobre a torre, outros espalhados pelos quatro cantos da vila, e uma massa enorme de guerreiros se formava no núcleo do local, um conjunto de espadas, escudos e armaduras.. era guerra.

– Precisaremos de alguém para comandar, e ninguém é tão competente.- Alegou um soldado qualquer, da segunda fileira sendo ele o primeiro.

– Concordamos com ele.- Os outros soldados se manifestaram e então o comandante respondeu aos mesmos. — Então quem?-

Um dos membros do conselho se aproximou do homem indicando a única mulher que poderia levá-los a vitória. — Yoko, chamem ela.- Dois homens a mando do comandante seguiram para a casa da ruiva, e bateram em sua porta. — Senhorita Yoko?!- Bateram uma, duas, e na terceira vez o barulho dos trincos se abrindo fez com que eles parassem. – O que desejam senhores?- Ela estava apenas em trajes íntimos e isso fez com que os homens ficassem absortos ao assunto. — Senhores?!-

Os guerreiros acordaram da transe, e finalmente puderam falar. — Estão lhe convocando para uma guerra, você irá comandar a tropa. -

– Irá ter uma guerra?!- Alegou a mesma desesperada.- Há crianças no vilarejo, e caso sejamos massacrados as crianças serão mortas, e as mulheres estupradas.- A sua preocupação real era Takashi, mas não teria escapatória, era guerra. — Tudo bem, diz ao comandante que irei. -

Dito isso os guerreiros tomaram o rumo de volta e avisaram o seu comandante, que agora apenas a esperava.

– Takashi, acorde.- A mulher ajeitava as coisas do garoto, que ainda não entendia o que acontecia.

– Onde vamos mãe?- Olhou para ela, apenas tentando compreender.

– Você vai viajar um pouco querido.- A mulher olhou para o ovo, e caminhou até o mesmo tomando-o em mãos. — E tome sua pedra, lhe será útil. — E então estendeu para Takashi, na intenção de que ele pegasse e assim o fez.

– A senhora está me assustando.- Afirmou em um tom melancólico.

– Me desculpa, apenas saiba que te amo.- Então ela o tomou pelos braços guiando-o a saída da vila, e sem explicações disse. — Não olhe para trás, siga rumo a floresta, você estará protegido.

– Mas mãe.- Antes que pudesse terminar sua frase, ela o cortou no meio. — Apenas vá, confie em mim e não perca sua pedra e, lembre de mim. -

Takashi obedeceu as ordens de sua mãe e seguiu pelo caminho da floresta como lhe foi falado, contudo não pôde deixar de olhar para trás e o que viu mudaria sua vida para sempre. A vila estava pegando fogo, gritos de dor e desespero, casas caindo uma atrás da outra, e a labareda dominando tudo.

– Mãe..- Ele sabia que ela estava no meio daquela destruição, mas teria que seguir, assim como ordenado.

Já era de manhã, Takashi havia dormido próximo a um rio de água corrente e ainda estava exausto. — É muito complicado caminhar na floresta, estou com fome, estou com sede.- O garoto mantinha a pedra em mãos, quando a mesma começou a aparentar rachaduras que cresciam lentamente. — A pedra está quebrando, não pode ser.- Porém para a surpresa do garoto, quando a rocha se partiu por inteiro, ele percebeu que não se tratava de uma pedra e sim de um ovo. — Um filhote de dragão.- Afirmou o menino.

Notas finais
Criticas que possam me ajudar são bem vindas, afinal não sou perfeito e agradeceria. Espero que vocês possam ter gostado da história, logo vem o terceiro capitulo.