Dragões ascendentes.

13 O destino de manãtheren


Notas iniciais
Manãtheren enfrenta o maior desafio que, consta em sua história. Será que Leon será capaz de evitar sua queda? E Takashi, qual será seu destino?

O mundo sempre estará em constante mudança. Fazendo com que todos, de fato, sejam moldados ante à sua tecitura. Takashi era uma criança, decerto, não entendia o que acontecia a sua volta. No entanto, manãtheren estava prestes a receber uma inesperada visita. Leon, na torre, pôde ver silhuetas formadas na escuridão. Havia cavalos de carga, bem como soldados com lanças. Os portões da cidade, fechados, abriram-se lentamente. À primeira impressão, não teria grande alarme, porém, ele sabia: algo estava prestes a acontecer. Seus olhos assumiram um tom carmesim, semelhante ao líquido escarlate, que permite à existência da vida. O guerreiro, sobressaltou-se, correndo na direção de Takashi. Parecia querer defendê-lo de algo ou, até, então evitar que o mesmo encontrasse o significado de desespero. Leon cruzou os corredores, no entanto, sempre esbarrando em pessoas. Na maioria das vezes, pedia desculpas, sem olhar para trás, seguindo seu trajeto. Devia chegar ao seu objetivo, tinha que impedir uma ''tragédia''. E, então, seguiu na direção da passagem em arco, passando pelo ''portal'', a porta fechando atrás de si. Evitava ter de pensar que, de fato, algo aconteceria. Mas, era inevitável, teria que alcançar Takashi o mais rápido possível.

– Finalmente, lhe encontrei. — Leon aproximou-se do garoto com extrema velocidade, envolvendo seu colarinho e puxando-o junto consigo. Não houve tempo para explicações, algo estava prestes a acontecer.

– O-oquê está acontecendo? — Uma criança não deveria possuir a noção do mundo ou, do que acontece à sua volta, mas isso lhe levaria a morte.

– Você precisa entender que, se acontecer um ataque, deverá se esconder. — E, subitamente, notou Drake em seu ombro, um pequeno dragão branco. — Sim, de fato, vocês poderão salvar a esse mundo um dia. — O soar dos sinos fez com que os olhos de Leon se arregalassem, era como se um pesadelo tivesse se tornado real. — Vá criança! Esconda-se e, salve sua vida, não saia de onde estiver. — O ''mestre'' de Takashi correu na direção oposta, saltando sobre um cavalo, cujo encontrava-se acompanhado de seu cavaleiro. E, neste ato, o animal deixou de possuir um ''condutor''. À criança presenciou àquela cena, o queixo ''caído'', seu mestre se movimentava com a graça de um gato-das-montanhas e, atacava, como um lobo. Seus olhos reluziram, na direção de Takashi, ao passo que com um meneio de cabeça, indicava ser a hora do jovem se esconder.

– Não morra. — Sussurrou, ao dar de ombros a Leon, seguindo na direção oposta do campo de batalha. À criança adentrou um pequeno vão entre às casas e, então, lá permaneceu.

Leon inclinou-se sobre o animal e, à rédea, estalou. Crina e rabo tremulavam ao vento. Madeixas suspensas no ar, acompanhando o movimento que realizava sobre à sela do cavalo. Ele girava a espada, derrubando os inimigos de cima de seus garanhões. Em sua visão periférica, notou, havia outros soldados em nome da rainha. Porém, estavam em baixa, naquele dia, o restante dos ''guerreiros'' teriam saído para uma escolta. Manãtheren nunca esteve tão desprotegida. O cavaleiro arqueou, sentindo suas costas queimar, um líquido escorrendo por sua pele, manchando seu casaco. O mundo pareceu girar e, automaticamente, virou o cavalo para o oponente que empunhava duas espadas, equilibrando-se em seu garanhão. Logo, notou, não era um humano. Mas um tuãnnathian, criaturas da noite. Lentamente, a cidade era subjugada por eles, não havia força o suficiente para combatê-los.

– Será o fim? — Sua voz soou fraca, ofegante, devido ao ferimento que lhe forçava a usar todas suas energias apenas para manter-se sobre o cavalo. Fios pendentes em seu rosto, ocultando parcialmente o olho esquerdo, deixando à mostra seus lábios avermelhados. O gesto de morder a parte inferior do mesmo, demonstrou que, estava impaciente. Seus olhos, eram frios, expressando o descontentamento daquela situação. Deveria agir e o faria. Leon avançou contra tuãnnathian investindo com à sua lâmina, ela reluziu, indo de encontro ao ser sombrio. Suas lâminas encontraram-se e aço contra aço, fora a música da localidade. Dançando ao ritmo imposto por Leon, à criatura tentava atingi-lo, desferindo seus golpes na intenção de matá-lo. Suas armas foram de encontro uma ultima vez e, então, os animais giravam entorno do próprio eixo, erguendo uma nuvem espessa de poeira. Nesta cortina impermeável, o aço reluziu mais uma vez. A silhueta de uma pessoa tornou-se clara, quando a ''nuvem'' cinzenta abaixou, revelando Leon, sustentando um semblante impassível.

– Por favor, se apressem!- E seguiu contra as criaturas restantes, no intuito de defender manãtheren, porém, se continuasse daquele modo. A cidade um dia considerada a mais poderosa de todas, viria abaixo.

No horizonte, cruzando à fronteira de manãtheren, mais soldados se aproximavam. À leste, um homem, acompanhado de uma criança... Uma menina. E, a oeste, outro grupo aproximava-se. Se eram amigos, ou inimigos, apenas o destino dirá.

Notas finais
Se querem saber o que acontecerá, continuem acompanhando. Até à próxima!