Dragões ascendentes.

7 O destino Taryon


Notas iniciais
Taryon corre grande perigo, um ataque de pandõrian ameaça sua existência, será que Sarah conseguirá auxiliar os elfos? Ou estes irão sucumbir perante forças malignas? Acompanhe, e saberá.

Eram sete horas da manhã, quando Sarah decidiu levantar-se para retomar seu treino. Seguiu sonolenta pelos corredores do palácio, tateando a parede para evitar esbarrar em algo enquanto percorria o trajeto, à estrutura local possuía o ar da realeza. À esquerda encontrava-se quadros, quais representavam batalhas anteriores, mais abaixo a assinatura do artista e o nome de quem estava sendo sugerido na imagem. À direita formava-se caminhos que levavam diretamente aos aposentos reais, sendo estritamente proibido a passagem de ''plebeus'', sem a autorização do rei Syl-nus, um homem elegante, mantinha no olhar um ar autoritário e desafiador, raramente um cidadão de Taryon conseguia encarar a majestade. Contudo, Nerrena era a quem todos temiam. Uma postura mortal, a pele clara como neve, seguido de grandes olhos dourados encantadores, uma terrível mulher, mãe da princesa, alguns diziam que Sarah havia puxado o temperamento da rainha. Então Lia-týf surgiu para guiar a pequena elfa a seus treinos, que haviam apresentado grandes resultados. Chegando na região isolada do reino, Sarah pôde retirar aljava das costas e deixa-la ao chão, recostada em sua perna, enquanto analisava a paisagem. O céu azul ostentando pássaros austeros à mergulhar nas nuvens e reaparecerem do mesmo modo que sumiram. A brisa a beijar o rosto delicado da mesma, dançando com suas madeixas cor de mel, tocando seus lábios rubros como pérolas reluzentes. O vestido de seda movendo-se igualmente, constituído de forma elegante, com flores harmonizando à cor do tecido azul-claro, Sarah não se acostumara a vestir-se como alguém da realeza, e sempre apresentava-se com roupas aleatórias que não indicavam sua real importância, também não temendo os moradores da localidade.

– O que você tanto observa? O treino precisa começar, ou já desistiu?- Comentou Lia-týf, esperando acordar Sarah.

O silêncio permaneceu, à princesa estava em completa transe. Lia-týf insistiu diversas vezes, mas a mesma permaneceu estática no local, e aos poucos o guardião demonstrava irritar-se, o sentimento oscilou em seu interior, subiu ao topo da cabeça e retornou à ponta dos pés do mesmo modo.

– Sarah!- Fora quebrado o silêncio profundo, sobrando apenas cacos estilhaçados no ar, ao qual seguia em forma de eco.

– Sim?- Devolveu a ele um olhar imperturbável, estava em outro plano, sua expressão indicava isso.

– Nós precisamos treina...- Sua fala fora interrompida quando as trombetas tocaram, um ruído agudo, a luz tremeluziu diante de seus olhos, e destroços ganharam altura, uma explosão. — Sarah! Esconda-se, agora! — Lia-týf desembainhou à espada rapidamente, à destra firme ao cabo, em seu corpo a marca dos elfos.

– Mas e o treinamento?- A princesa parecia não compreender à real situação, sustentava um semblante inocente.

– Não será necessário, você já sabe tudo, corra!- O guardião sumiu por entre à floresta, a escuridão engolindo-o.

À leste os portões eram derrubados, pandõrian's adentravam Taryon com sede de sangue em busca da espada sagrada de inãnthrie-lýf, soldados jogados contra a parede, corpos mutilados, um completo caos pairava sobre o reino.

– Não deixe-os avançar!- A cavalaria acabara de chegar no portão, mas em questão de segundos foram abatidos quando um enorme tranãngran invadiu à região. Medindo dez metros e oitenta e seis, galhadas projetadas ao centro de sua cabeça, um olhar sobrecarregado de ódio, ao qual deixava claro sua real intensão, matar.

– Não temam! Avancem!- O barulho de aço contra aço dava-se a entender o início de uma batalha, cavalos relinchando de forma desesperadora, gritos guturais a estremecer à estrutura de Taryon, a cidade dos elfos encontrava-se em perigo.

– O que devo fazer? — Fogo e sangue, corpos jogados ao solo como lixos descartáveis, Sarah não sabia como agir perante a situação, esta era seu primeiro contato com ataques. — Colocar meus treinos à prova? Deve ser o sensato a se fazer.- E então agachou-se, tomou a aljava em mãos e jogou sobre o ombro com a decisão formada em sua mente, iria lutar. — Vamos lá!- Contudo, sua idade demonstrava que seria perigoso adentrar o campo de batalha, e quando esta fez, todos os soldados direcionaram sua atenção à ela, inclusive os pandõrian's, Sarah corria perigo. — Eu vou ganhar!- Retirou uma flecha da aljava, retesou à corda do arco e mirou à seta, confiante. Esta voou na direção de um pandõrian cravando em sua cabeça, um golpe de sorte, mas fora o suficiente para deixar os outros irritados, o risco aumentara.

– Corra princesa! Se salve!- Os cavaleiros combatiam as criaturas, impedindo que as mesmas avançassem mais, foi quando o rei apareceu, à rainha logo atrás.

– Vá minha filha, você é nossa única esperança, leve isso com você.- A mãe de Sarah, a soberana rainha dos elfos, havia jogado uma preciosa espada, estava fraldada com ceda, esta possuía um tom azul-escuro. — Leve-nos em sua memória, lute por Taryon, e tome seu lugar de direito um dia.- Virou o cavalo para o lado oposto, na direção dos monstros, prontos para a ultima batalha. O rei então direcionou o olhar para sua filha, e um sorriso cruzou seus lábios pálidos, o brilho de um herói no olhar. — Por Taryon!- Gritou, e então avançaram com a tropa de elfos logo atrás, protegendo à herança da nova geração, Sarah.

– Mãe! Pai! Nã...- A visão tornou-se turva, e tudo o que pôde ver foi o rosto de seu guardião, Lia-týf. Sua voz rouca ''grasnando'' palavras indecifráveis. Era o fim de uma batalha, e de um reino.

Notas finais
Bom, meu trabalho por hoje está terminado, então aproveitem. Críticas construtivas sempre são bem vindas, continuo apelando para que se possível ajude-me, então é isso, até mais pessoal.