Dragões ascendentes.
6 Lendas de uma época.
Notas iniciais
Manãthrion estava calmo aquele dia, sem carroções ocupando parte da rua ladrilhada, e forçando os cidadãos a comprimirem-se para não serem atropelados. Sempre havia um ou outro impropério por parte das pessoas, tendo algo relacionado a mãe do carroceiro. Takashi havia levantado cedo devido a ordem dos cavaleiros, fazia pouco tempo que fora consagrado pajem, já nessa primeira fase tinham lhe passado exercícios com espada, mas era complicado para um garoto de cinco anos conduzir uma lâmina. Dorion cujo sempre estava ao ombro do mesmo, era obrigado a caçar algo para seu entretenimento, e sempre agia como os outros animais da região, brincando com gatos ou cachorros deixando as pessoas em um dúvida cruel, se era mesmo um animal selvagem ou apenas um filhote inofensivo. Logo quando o treino acabou, Takashi tomou seu parceiro nos braços e seguiu para sala de banho, onde lavou o corpo com rapidez para que não houvesse o risco de trombar com alguém enquanto estivesse nu.
– É muito esforço que deve se realizar apenas para manejar uma espada.- Escondeu o rosto sobre a toalha para que pudesse enxuga-lo, e então fora a vez de secar o longo cabelo encharcado. — Mas sei que é necessário.- Disse ao olhar para a criatura alada, seguindo com ela para fora do recipiente.
– Se apresse, a cavalaria está seguindo para uma missão. Quero que vá com eles apenas para quê aprenda como é uma jornada, vá.- Trõkinir, era um homem robusto, trajando uma pesada armadura ao passo que mantinha outras em mãos. Contudo, essa era destinada a Takashi.
– Mas só tenho cinco anos.- Teve de inclinar a cabeça para trás, apenas para que pudesse enxergar o semblante do homem, porém ainda era insuficiente.
– É de pequeno que se aprende.- Levou a mão sobre a cabeça do menino, bagunçando suas madeixas em um gesto de carinho.
– Tudo bem, irei.- Já estava com o traje completo nos braços, seguindo para o aposentos ligeiro.
Após colocar sua armadura, Takashi observou-se no espelho para que pudesse obter à plena certeza de quê estava adequado para seu corpo, e estava satisfeito com o quê viu. — Lá vamos nós Dorion.- E então, tomou o dragão nos braços, seguindo para o portão de Manãthrion.
Ao chegar deparou-se com um mar de armas e armaduras, um conjunto de espadas, lanças e estandartes desafiando o céu azul ausente de nuvens. Logo quando se aproximou, o comandante da tropa o avistou e o chamou para que se aproximasse.
–Muito bem garoto, estou feliz que esteja aqui. Quando estivermos em um combate, será preciso que segure meu escudo e o entregue nas minhas mãos assim que lhe for ordenado, caso cumpra minhas ordens com excelência receberá um treino direto de mim, e em menos de um ano irá tornar-se um escudeiro. — Lénodãrièn, o homem que possuía mais respeito entre a ordem de cavaleiros. — Vamos lá filho, você poderá crescer como ninguém.- O esboço de um sorriso era presente nos lábios do homem.
– Tudo bem, serei eficiente.- Soltou um suspiro como se precisasse adquirir coragem para tal façanha a ser realizada, nunca estivera em uma guerra e essa seria a sua primeira vez. Logo, seu corpo fora levantado subitamente e então já estava sentado na sela de um cavalo sendo conduzido pelo capitão.
– Vamos lá!- Brandou e seguiu com seu alazão rumo a Luñatariàn um campo devastado e abandonado por milhares de anos, agora em domínio dos guardiões sombrios, cujo serviam Tñanmon o rei das trevas.
Dezenas de milhares seguiram o cavalo do comandante. Mñuquen, um corcel negro cujo fora criado para aguentar uma batalha como aquela, seguindo com um ar de certeza em seus olhos amarelados, rumo ao início de uma guerra. Porém aquela era apenas a primeira batalha.
– Por manãthrion!- E Lénodãrièn rugiu como um urso, percorrendo todo o caminho rumo ao objetivo principal, e todos que estavam atrás realizaram o mesmo ato.
Era possível notar a presença de criaturas monstruosas do lado oposto deles, possuindo consigo, Ýñtacén, uma enorme criatura alada ocupando quase todo o céu daquele local, e abaixo seguido por um exercito de Pãndõrion cujo era uma mistura de Dragões e Trolls, uma completa aberração brandindo espadas e machados, montados em Trãncren ao qual era mais uma criação aterrorizante.
–Continuem! Atacar!- E não pararam um só segundo, pois haviam montado sua estratégia no começo, tendo arqueiros estáticos logo atrás e lanceiros sendo os únicos a avançar. Os que possuíam espadas estavam logo atrás dos atiradores, que mantinham ereta suas setas.
– Garoto, logo iremos começar o ataque, desça e me dê o escudo. — Deixou Takashi no chão e então tomou seus pertences e com um sorriso nos lábios disse. — Viva, e aprenda como um guerreiro deve lutar, também não se esqueça... Me chamo Lénodãrièn, Takashi. Fora um prazer lhe conhecer lord.- E então flechas foram retesadas, anunciando a aproximação do inimigo e em poucos segundos o fecho por entre os arqueiros se abriu, dando espaço aos cavaleiros com espada para que pudessem passar.
A luta permaneceu por um longo período até que o ultimo Trãncren tivesse caído, bem como todos os Pãndõrion que foram derrubados com setas flamejantes. Miríades de flechas cravadas ao chão, homens e monstros mortos.. O único sobrevivente era Takashi, ao qual representava Manãthrion.
– Eu não entendi o quê ele quis dizer com ''lord'' mas fora um homem bondoso, cujo me protegeu da morte certa. A ele devo a vida, bem como a todos os que lutaram aqui.- Olhou para Dorion, seus olhos estavam vermelhos devido a chorar bastante quando presenciou a morte do capitão, cujo tivera três lanças transpassadas no corpo, sendo uma delas diretamente na cabeça fazendo jorras sangue, o garoto teve a impressão de ver parte do cérebro ''voar'' e tocar o solo espatifando-se. — Por manãthrion!- Desembainhou sua espada com à marca da garça, e mirou ao céu desafiando-o, a vitória era de seu reino. Seu pequenino braço quase não aguentara segurar a arma, mas a manteve ereta com honra. E então os reforços chegaram, notando que apenas um sobrevivente permanecia ali sendo ele o próprio garoto, e este fora levado novamente ao reino do mesmo modo que Dorion.
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