Dragões ascendentes.
15 A esperança de um amanhecer
Notas iniciais
O ataque, Massivo, dos sem almas foram cessados abruptamente com à chegada de Aurora. Qualquer pessoa que a visse, quer pessoalmente ou através de outros meios, era logo levado à sentir que dela emanava uma serenidade e autoconfiança. O modo como à rainha se portava, comprovava toda sua imponência perante ao exército inimigo. Seus olhos verdes, oblíquos, transpassavam a austeridade de uma mulher cujo fora elevado ao cargo mais alto: o de majestade. Sua baixa estatura, não afetava o comprometimento com os seus soldados. Embora fosse aparentemente frágil, eles sabiam, era uma pessoa capaz de atos inimagináveis. Sua característica mais marcante era, o modo, como administrava situações como àquela. Manãtheren ou, Manãthrion, como costumavam à chamar, estava sob ataque e tudo o que a mulher fez foi ficar ali, parada, observando os soldados batalharem. Os cavaleiros estava impacientes, queriam uma ordem para agir, mas ela dizia que era cedo demais. Oh, sim, sempre muito cedo. Remexia seus cabelos, áureos, para lançar um olhar perscrutador contra qualquer um que ousasse duvidar de sua autoridade. Mas foi àquela voz, macia, suave como uma melodia a ecoar em um salão repleto de casais, que aliviou as tensões presentes no rosto de cada homem.
– Agora. -
Realizou apenas um único gesto, com o dedo indicador, à mão enluvada, e todos seguiram para o campo de batalha, destroçando os sem-alma. De longe, notou, Leon estava morto. O aperto que envolveu seu coração quase lhe retirou o ar, contudo, precisava ser forte. Uma rainha não deveria demonstrar fraqueza, todavia, era Leon. Oh, como fora acontecer, morrer desta maneira? Aquele era o preço de uma guerra, sempre haveria perdas inestimáveis. Mas perdê-lo fora, decerto, o pior que poderia ter acontecido.
– Precisa de ajuda? -
Sustentando um semblante impassível, alto, tinha a aparência de um jovem em seu auge, embora tivesse à confiança de alguém sábio. Seus olhos, negros, emitiam uma luz que, de alguma forma, demonstrasse toda experiência contida ali, naquelas pérolas magníficas. O nariz fino e, também, elegante, contrastava com sua pele macia e alva. Sua voz era doce e ao mesmo tempo dura. Falava e vestia-se como um rei: casaco de gola alta, preto, fazendo par à sua calça da mesma cor. Botões austeros, dourados, interligavam ambos os lados da vestimenta. Uma bota de couro, bem trabalhada, ostentando o desenho de um dragão na lateral. Das ombreiras, despontava uma enorme capa vermelha, esta drapejava ao vento. Madeixas, negras e compridas, recaídas elegantemente sobre suas costas. Seguindo à mesma ''linha'', a frente, grenhas esgruvinhadas davam formas a uma franja de tamanho consideravelmente grande. Era Kuro, o rei de Rysengard.
– Kuro, a quanto tempo. -
Não era o momento certo para matarem a saudade. Manãtheren estava sendo atacada e, bem, ela precisaria defendê-la. Seus soldados lutavam, bravamente, fazendo com que às tropas inimigas recuassem. No entanto, elas retornavam, atacando outra vez. Aurora comprimiu os lábios por entre os dentes, analisando àquela situação. A destra sobre os seios, tocando à joia que encontrava-se presa a um colar.
– Acho que precisarei da sua ajuda. -
Os lábios do rei repuxaram-se em um sorriso e, languidamente, ele desembainhou sua espada, o aço barulho do aço raspando no couro ecoou pela localidade.
– Por Manãtheren!-
O alazão arqueou, relinchando, cascos estrondeando no chão. Kuro seguiu, rapidamente, com sons de ferraduras marcando o ritmo daquela cavalgada. Aurora o observou entrar em batalha, derrubando uma gama considerável de inimigo. E, de repente, quase fora atingido. Viu um sorriso no rosto dele e, o golpe, pronto, mais um oponente no chão.
– Acho que precisará de mim. -
Uma voz calma, conhecida, ela sabia de quem era. No entanto, como podia? Havia desaparecido a tanto tempo e, então, retornar daquele jeito? A rainha virou-se, languidamente, para analisar o homem que estava a alguns passos atrás de si. Em seu cavalo, uma garota, ela a reconhecia: Sarah.
– Lia-týf, quanto tempo. -
Um homem esbelto, de cabelos dourados, corpo atlético e um semblante austero. Seu modo, calmo, sempre despertou curiosidade. E, agora, mais do que nunca. Seus olhos verdes, oblíquos, fitaram Aurora por alguns segundos. Então, colocou-se à falar.
– Cuide dela, irei batalhar, Rainha... Em nome dos velhos tempos. -
Desceu da sela, tranquilamente, pegando Sarah nos braços e entregando a majestade. Sarah estava cansada, fora uma viagem longa, precisaria dormir.
– Afaste-se daqui, leve-a para onde à rainha de Rysendragon está. -
O cavalo arquejou, erguendo as patas dianteira, o chicote estalando. Crina e rabo, tremulando ao vento. Lia-týf adentrou o campo de batalha, impondo o seu próprio ritmo: um, dois, três, seis, oito, dez. Vários sem-alma curvaram-se ante dele, mostrando-se ser inferior ao poder de sua espada.
❏O encontro ❏
Aurora havia seguido com Sarah, a onde Lia-týf tinha sugerido. Oh, lá estava ele, Takashi. O garoto parecia assustado, com medo, era evidente, apenas uma criança. Fuyuki estava sentada, em sua postura régia, com as pernas cruzadas. A abertura de seu vestido deixava à mostra suas belas pernas. Bustos avantajados, um semblante feminino, ideal para uma realeza. Cabelos castanhos, cacheados, recaídos sutilmente nos ombros. Lábios vermelhos, sedutores, contrastando com sua pele clara, como à neve fresca. Trajava um vestido escuro, com linhas brancas descrevendo o caule de uma flor, contornando os seios e parando nas costas, ao qual eram abertas. Salto alto, preto, sendo a frente aberta para deixar evidente seus delicados e unhas pintadas. Bonita, como sempre. Mas o que chamou a atenção de Aurora fora as crianças. Ao lado dela, estava o príncipe mais novo, Kenji- Raiden havia desaparecido a pouco tempo, logo quando chegaram. Takashi, na extremidade da sala, recostado a parede. E, Sarah, nos braços da rainha de Manãtheren.
– Três crianças. -
Sua voz soou baixa, ela sabia o que significava, cada um possuiria sua própria função naquele mundo. Era algo que tinha lido nas escrituras: eis que jovens habilidosos irão trazer salvação ou destruição, para o mundo, dependendo da linha de seus corações. O primeiro, terá ao seu lado um poderoso dragão, cujo realizará sua ascensão para a glória. O segundo, será levado a um caminho ainda desconhecido. O terceiro, a luz que dissipara a escuridão. E, o quarto...
Ainda não estavam todos lá, só três, será que era um engano? Não podia ser, ela sabia disso, então onde?
– Rainha, encontrei essa criança aqui, perdida. Ela estava na frente dos portões de Manãthrian. -
A silhueta de uma menina, sim, uma elegância sem igual. Quem seria ela?
– Seu nome é Emily Kin.-
Completou, placidamente, ao passo que já a levava para o quarto. Afinal, estava nua, precisava se trocar.
– É ela. -
Quem seria ela? De onde está surgiu, assim tão de repente? Muitos mistérios para se descobrir.
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