DraMione - Uma nova chance para o amor
4 Estresse
Notas iniciais
POV Hermione
Assim que saí do Três Vassouras fui em direção ao banco Gringotes, que era o local marcado para nosso encontro. Percebi que eram quase 15h00min., então eles deveriam estar quase chegando.
Lembro-me muito bem do quanto eles ficaram surpresos quando os contatei para um reencontro, não havia contado a eles que estava grávida e tinha muito medo da reação deles, mas estava confiante que eles entenderiam e me apoiariam nesse momento, na verdade eu esperava que eles até ficassem felizes pela notícia.
Continuei andando pelas ruas e becos, observando as vitrines e admirando tudo ao redor, estava realmente feliz e confiante, acreditava que nada podia estragar meu dia.
Quando eu avistei o banco, fiquei mais tranqüila e diminuí o passo, quando estava bem em frente do local marcado, vi uma lojinha bem do lado que tinha uma vitrine cheia de bugigangas, me interessei e me aproximei para observar melhor, mas sem me preocupar com o encontro, afinal, era bem ali do lado.
Tinham de tudo na vitrine, brinquedos de criança, utensílios para auxiliar dentro de casa, poções, etc., achei aquilo realmente interessante, parecia uma loja feita para donas de casa bruxas, a tentação de entrar ali era muita, mas não o fiz porque se não estaria avacalhando com o Harry e o Rony, então pensei que talvez poderíamos ir ali juntos quando, de repente ouço uma voz me chamando:
_Heeeeey
_Mioneee
_Oi pessoal – respondi me virando para eles.
Percebi que seus olhares se dirigiram diretamente para a minha barriga, na verdade, aquilo me intimidou um pouco, dei um passo trás como instinto e sondei suas reações. O Harry ficou perplexo, depois confuso e quando finalmente parecia que ele tinha entendido a situação ele começou a sorrir, mas ficou receoso e então olhou para o Rony, dessa vez quem ficou confusa foi eu, então eu também para o Rony e percebi o que estava acontecendo, suas reações iniciais foram iguais as do Harry, só que em vez de começar a sorrir, ele estava ficando vermelho vermelho de raiva.
Dei mais um passo para trás quando, de repente, várias palavras raivosas saiam de sua boca e muitas delas eram para me ofender e deixar bem claro qual era o tamanho de sua raiva, mas eu ao fiquei quieta também, resolvi me defender, Harry tentava interferir às vezes para tentar nos acalmar e amenizar o clima e a situação, mas parecia impossível, estávamos atraindo cada vez mais atenção e ele cada vez mais gritava comigo, eu estava à beira dos nervos e precisava me acalmar por conta dos bebês. Eu já sentia que ia cair em prantos, mas antes disso aconteceu algo que eu não esperava nunca, aliás, apareceu alguém que eu não esperava e nem desejava encontrar.
_De quem é esse bebê?! — Perguntou o Rony com raiva e eu já estava com a resposta na ponta da língua, ia responder que não era da conta dele, já que ele não desejava a minha felicidade com os meus bebês.
E foi só aí que a pessoa que eu não esperava e nem desejava encontrar apareceu e disse:
_É Granger! Diz de quem é o bebê – meu coração apertou na hora, minha espinha gelou, a boca ficou seca e eu, paralisada.
Vi aquele sorrisinho de canto que eu tanto amo... Que dizer... Amava sua pose de sempre, mas ele parecia mais alto e mais forte e... E... Mais galinha também, tenho certeza que ele pegava a primeira que parecesse na frente sem nem se quer pestanejar, igual quando namorávamos.
Eu comecei a passar mal, era muito estresse para mim e meus bebês em um dia só, senti tudo girar e escurecer gradualmente, mas antes que tudo se tornasse preto, senti braços me segurarem antes que meu corpo impactasse com o chão.
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Acordei desnorteada, não me lembrava do que havia acontecido. Olhei ao redor e vi paredes brancas, estava deitada eu uma maca com lençóis brancos e percebi que estava em um hospital, me sentia meio grogue e com a cabeça doendo, olhei ao redor observando o quarto: bem ao lado da maca havia uma poltrona, em um canto mais afastado tinha um sofá de três lugares, do outro lado da maca tinha um criado mudo, e mais fora do meu alcance tinha uma bancada com alguns equipamentos médicos. Antes que eu pudesse terminar a minha inspeção visual, a porta se abriu uma enfermeira entrou por ela cuidadosamente, como se não quisesse fazer barulho. Quando ela percebeu que eu estava acordada, me olhou surpresa e disse:
_Minhas sinceras desculpas, senhora. Eu realmente não queria te acordar. – ela parecia uma enfermeira novata, dessas que tem medo de errar em tudo, mas eu a acalmei
_Não que nada – disse sorrindo – eu já estava acordada.
_Ufa! Ainda bem. – ela suspirou aliviada – Bom, eu vim aqui para conferir se estava dormindo, mas já que está acordada, devo lhe avisar que o seu namorado e mais dois amigos estão a sua espera e desejam entrar no quarto para lhe fazer uma visita... Devo permitir a entrada deles?
_Não! – falei por instinto e quase gritei – quer dizer... Não – falei novamente, só que mais calma – e diga eles que vão embora, só vou permitir a visita dos meus pais, por favor, faça isso.
_Okay, faço sim, com licença – ela disse já se retirando, mas antes disso eu a chamei:
_Hey, com licença?
_Sim?
_Você sabe quando recebo alta?
_Provavelmente amanhã, eu não tenho certeza. Deseja mais alguma coisa?
_Ah! Sim! Vocês têm algum meio de comunicação trouxa? Preciso ligar para os meus pais, mas eles estão no mundo trouxa...
_Eu não sei, mas posso perguntar alguém.
_Por favor, faça isso.
_Sim, pode deixar, volto o mais breve possível, com licença – assim que disse isso, ela se retirou do quarto e eu fiquei sozinha novamente.
Comecei a pensar de como seria a minha situação daqui pra frente, agora com o Draco novamente em minha vida tudo seria diferente, mas não sei se esse diferente vai ser bom ou ruim, isso só o tempo dirá. Agora eu preciso me preparar psicologicamente para o nosso próximo reencontro, que agora eu seu tenho certeza que vai ser inevitável.
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