Dr. And Dra.? Potter
1 Capítulo Único
Notas iniciais
Antes de lerem fiquem cientes que todo e qualquer termo médico foi baseado na vasta experiência dessa autora que vos fala na série Grey's anatomy (ou seja vai ter muitas referências a série:D)
Demorei para postar pois não lembrava que tinha colocado para postar no dia do Enem ?—-?—, então consegui a proeza de atrasar tudo por isso peço perdão, e desculpas tbm por o final bosta que ficou hahahaha
Amei MT escrever Hinny ( nunca havia escrito) foi muito divertido, espero que vocês gostem!
— Hora da morte: oito e vinte e sete – Dr. Potter declarou e saiu da sala de trauma três.
Para muitos (senão todos), aquela havia sido uma atitude fria. Mas ele não era conhecido por ser caloroso, a má fama do Dr. Potter corria por todo St. Mungus como "Dr. Robô", segundo os residentes, internos e até mesmo as enfermeiras, ele não tinha nem mesmo um nome.
— Dr. Potter, eu gostaria de acompanhar o Sr. No próximo caso! – o médico virou-se para o residente e lançou seu olhar gélido e capaz de perfurar a mais profunda placa de concreto.
— Se gostaria mesmo de fazer isso, deveria ter ficado calado, Dr. Smith.
Virando-se novamente de costas para o residente, saiu andando sem nem ao menos olhar para trás.
Andou até um de seus lugares favoritos no hospital: O corredor de macas inutilizadas. Lembrava-o de seu tempo como residente, sentou em uma maca e como não havia ninguém lá, suspirou. Céus era desgastante declarar morte a um paciente, obviamente todos pensavam que ele era insensível, cruel sem coração, mas a verdade é que aquilo era uma máscara para não se apegar a colegas de trabalho, pessoas morrem o suficiente todos os dias.
As únicas pessoas naquele hospital ao qual o conhecia de verdade era o Dr. Neville Longbottom chefe da orto, Dr. Ronald Weasley da cirurgia pediátrica e a Dra. Hermione Granger-Weasley, chefe da cardio. E só o conheciam por serem amigos de infância.
— Te achei! – a amiga, ao quão os longos cabelos cacheados estavam presos em um rabo de cavalo, falou e o assustou.
— Hermione não me diga que tem algum paciente para mim? Faz dezesseis horas que não descanso, chame outro médico.
Hermione revirou os olhos e sentou-se ao seu lado.
— Como eu ainda sou sua amiga? Você odeia a todos nesse hospital! – só depois de ela sentar-se ao seu lado, Dr. Potter notou que ela tinha um saco de batatinhas em sua mão, vendo que o que ele olhava ela ofereceu a ele.
— Você sabia que as batatinhas industrializadas fazem mal, certo?
— Sim, e mesmo assim você está comendo.
Foi a vez dele revirar os olhos.
— Onde está Rony?
— Não sei, ele deve está em cirurgia.
— Eu deveria ir almoçar, mas há muitos residentes juntos em um só lugar, minha cabeça explodiria.
— Harry, sabe qual o seu apelido no meio dos residentes? – aquele nome. Harry Potter só o ouvia nas horas vagas em lugares sem nenhum movimento, ou em casa quando todos faziam questão de o chamar de Harry. Ele negou com a cabeça e instigou ela a falar. — Eles te chamam de Nazista. Nazista, Harry!
— Grande coisa, te chamam de Medusa e não significa que você seja.
— Quem chama quem de Medusa? – uma voz diferente perguntou. Harry virou-se e se não estivesse tão acostumado a rotina do hospital se assustaria com um Neville todo ensanguentado. — Antes que perguntem, eu vou tomar banho, e o paciente que me deixou assim estava com sangue preso na perna o de sempre… a diferença é que não havia residente para sofrer o banho de sangue.
— A Hermione acha que meu apelido entre os residentes é o pior…
— Tenha dó! Te chamam de Nazista, Harry. N-A-Z-I-S-T-A.
— Vocês são tão dramáticos – Neville fala, sentando-se em uma cadeira de rodas em frente a eles.
[...]
— Será que ele tem filhos? – Smith pergunta, para sua colega interna.
— Será que ele é casado?
— Deve ser, ele usa um colar e se eu não estiver vendo errado tinha uma aliança nele.
— Como ele conseguiu alguém?
— Ele é gato, não precisa de muito para ter mulheres aos seus pés – Sarah Sinclair, a colega de Smith fala se abanando enfaticamente.
Harry que estava passando, ouviu isso e foi difícil segurar o riso, entrou então na primeira salinha de equipamentos que viu pela frente e desabou em risadas. Era engraçado ouvir as pessoas fazerem suposições sobre a vida dele, tornava a vida privada muito mais interessante.
Se recompôs e saiu da salinha com seu rosto mais impassível possível, ninguém nunca saberia das boas gargalhadas que teve ali. Seu celular tocou no bolso do jaleco e então ao olhar viu Rony o chamar para a área pediátrica.
Respirou fundo, a área pediátrica era sempre algo que o deixava irritado, sua situação de imponência era a coisa que mais odiava quando era chamado para tratar crianças. Tão novas e com câncer, tão novas e suas vidas eram no hospital... o fazia lembrar de quando era criança e seus pais por serem cirurgiões viviam no hospital, consequentemente ele também vivia, fez amizade então com um garotinho chamado Doug, mas ele o chamava de Dobby.
Dobby estava doente, fraco, cansado, mas mesmo assim seus pais o deixaram fazer amizade com ele… só mais tarde descobriu que isso aconteceu porque Dobby estava morrendo, depois disso passou a odiar a área pediátrica, seu amigo havia morrido ali.
— Preciso de uma consulta – Rony fala, e seu olhar expressa seu maior pedido de desculpas, mas ele nunca falaria em voz alta, afinal ele estava em público e nunca falaria sobre sua vida em público.
Antes mesmo de ir até a criança que precisava de sua ajuda, o chão tremeu, as luzes piscaram e todos foram obrigados a deitar-se no chão. Só podia ser brincadeira! Um terremoto? Um sinal divino para sair daquela ala o mais rápido possível
Cinco minutos depois, a consulta que Ronald pediu teve que esperar — o que mais tarde ele soube que a criança nem ou menos havia chegado- e ambos foram bipados para a emergência, aparentemente árvores haviam caído em cima de carros (com pessoas dentro, diga-se de passagem), casas haviam desabado e hospitais ficaram inutilizados.
A última ambulância trazida, trouxe com ela um traumatismo craniano grave, e mais uma vez naquele dia Dr. Potter teria que declarar morte, o problema da vez era que a morte era cerebral e naquele momento seu paciente ainda era indigente.
Foi quando escutou gritos, e foi obrigado a sair da sala de trauma para ver o que acontecia, olhou uma ruiva vestida o mais casual possível porém cheia de sangue ao qual não sabia se era seu ou do paciente deitado, em cima da maca segurando um canudinho de plástico no peito de um homem.
Piscou algumas vezes até identificar o que estava acontecendo, estavam gritando para que ela saísse de cima do homem, e deixasse médicos fazer o trabalho, tentou tirar seus pés do chão e argumentar que ela era médica também, mas tudo que conseguia pensar era se ela estava bem.
— O pulso está baixo e ele teve pneumotórax e uma parada, chama pela mulher dele a todo momento… acho que ela teve traumatismo craniano –
"Ótimo, terei que declarar morte cerebral para a mulher de um homem na beira da morte." Pensou ele.
— Quem é você? – Dra. Lilá Brown residente da G.O. perguntou com a voz carregada de sarcasmo.
A ruiva saiu de cima do paciente e deixou os residentes e internos o levarem para sala de trauma livre. Ela olhou para a Dra. Brown sorriu.
— Dra. Potter, prazer.
Lilá parou e então olhou para trás, foi quando o viu e ficou boquiaberta. Procurou mais pessoas que tivessem visto aquilo, então ele viu os residentes cochicharem — mais uma vez — sobre ele.
— O que? – Dra. Brown perguntou, como se não houvesse escutado.
— Sou traumatologista, Dra. Ginny Potter – falou como se Lilá fosse alguém que precisava ser ensinada.
— Você é irmã do Dr. Potter? – Colin, um interno se aproximou perguntando.
Harry sentiu sua espinha gelar, obviamente não estava com vergonha de Ginny. Mas manteve sua vida pessoal em tanto segredo que quando ela simplesmente veio à tona tão inesperadamente a ansiedade queria o tomar conta.
— Oh, você acha que eu sou irmã do Harry? – viu Colin, Lilá e mais uma dúzia de residentes e internos que estavam trabalhando ali perto abrirem a boca na menção do meu nome.
— Ginny! – e foi esse o momento em que Ronald resolve aparecer para cumprimentar a irmã, como se já não bastasse a enxurrada de informação sobre o Dr. Potter sendo lançado no St. Mungus, aquela iria terminar de completar o óbvio: Harry era casado com Ginny.
— E aí maninho – ela abraçou-o de lado e se fosse possível a boca de todos a sua volta estaria ultrapassando o chão. — Onde está o Harry?
Rony lança um olhar de soslaio para Harry, ainda no abraço da irmã, e vê o alto desconforto do cunhado.
— E então? O que a Dra. Potter é do Dr. Potter? – Colin interrompe, sem deixar Rony falar onde ele estava.
— Qual o seu nome? — Ginny pergunta.
— Colin Creevey.
— Dr. Creevey, Dr. Potter é meu marido!
[...]
Ginny estava levando James Sirius para o hospital quando o terremoto aconteceu.
James Sirius precisava de uma consulta com seu irmão e obviamente teria que ir até o St. Mungus, mas no meio do caminho um terremoto aconteceu e tudo que conseguiu ver a seguir foi árvores caindo, ciclistas sendo atropelados e pedestres fugindo dos postes.
Seu filho estava dormindo no banco de trás, mas quando tudo aconteceu ele desatou a chorar e Ginny estava ficando maluca.
Quando tudo finalmente amenizou e as ambulâncias começaram a chegar, ela desceu do carro, colocou seu filho no sling e correu até a ambulância mais próxima.
— Em que posso ajudar? — Ginny gritou por cima da sirene.
— Senhora, você não deveria está aqui! – o paramédico falou, empurrando Ginny de leve.
— Eu sou médica, Dra. Potter! — O paramédico ficou boquiaberto por uns segundos antes de entender que Ginny não sairia dali.
— O bebê é seu filho?
— Sim!
— Ok, pode ajudar, mas sem a criança.
— Não vou deixar meu filho à toa por aí, enquanto eu posso cuidar dele e de outras pessoas!
Dito isso, saiu correndo atravessando a rua, encontrou em frente a um restaurante um homem caído no chão com clara dificuldade de respirar. A Potter o analisou por um minuto de longe antes de decretar que ele estava com um pneumotórax, era óbvio que a estrutura daquela janela havia caído em cima dele e alguma costela havia perfurado seu pulmão.
Metade das ambulâncias já havia saído com pacientes e daqui que alguém chegasse para ajudar ele estaria morto.
As pessoas do restaurante amontoaram a seu redor, James Sirius a olhava encantado, e para um bebê ele estava sendo quieto. Ela abaixou-se para examinar o homem é ditar ordens para as pessoas ao seu redor, a vida daquele homem iria ser salva.
— Minha… esposa… atravessou… a rua…
Ginny olhou para de onde ela veio, e viu a mulher sendo levada por um paramédico, o estado da sua cabeça não era dos melhores, e aquele com toda certeza era um traumatismo craniano.
—Senhor, não fale– ela olhou para cima e viu um homem que com toda certeza era o chef do restaurante— Preciso de um canudo, e uma faca limpa, a mais limpa que vocês tiverem nessa cozinha!
Menos de um minuto depois voltam com o que ela pediu, ela então fez todos a sua volta ficarem impressionados. Fez um corte certeiro no paciente, mesmo em meio a gritos e dores profundas do mesmo, ela conseguiu salvar sua vida. Tudo isso com James Sirius em seu colo.
Outra ambulância chegou para levar o homem enquanto ela ainda entregava a faça ao dono do restaurante.
— Senhora, não poderá vir conosco!
— Você só pode está de brincadeira. – ela olhou para o novo paramédico e o sentiu encolher-se diante do olhar— Eu salvei a vida desse homem, você não pode me obrigar a ficar aqui.
— Mas senhora-
—Doutora! Doutora Potter, sou cirurgiã traumatologista, será que é tão difícil assim vocês paramédicos me enxergarem como médica?
—Dout-
Antes que o paramédico pudesse terminar, o paciente sofreu uma parada e Ginny correu até ele para fazer massagem cardíaca sem comprometer o corte que havia feito.
Ginny então tirou JaySix do sling e entregou o bebê nos braços do paramédico.
— Segure meu filho e não tire ele do meu campo de visão nem por um segundo.
O paramédico ainda sem palavras, segurou o bebê como Ginny havia dito.
Ela então subiu em cima do paciente e continuou a massagem cardíaca sem se preocupar com o sangue jorrando em si mesma.
[...]
Enquanto vestia um pijama cirúrgico azul marinho e olhava seu filho na cama da sala de descanso, pensou no que havia feito naquele dia caótico.
Fazia dois meses que não via Harry.
Ela e seu marido se conheceram no Alaska, Harry estava fugindo de tudo e todos quando resolveu aceitar a vaga de emprego no maior hospital do Alaska. Já Ginny serve ao exército britânico como médica e naquela época foi mandada para o Alaska, ela e Harry descobriram que na verdade já haviam se conhecido já que ele sempre fora melhor amigo do seu irmão e cunhada, então namoravam por um tempo e se casaram há dois anos.
Porém por Ginny ainda servir ao exército britânico, quando JaySix nasceu ela e Harry tiraram alguns meses de licença e então Harry teve que assumir a presidência da diretoria do St. Mungus e teve que voltar a Inglaterra, já ela havia sido mandada a França, e por amamentar ela levou o filho junto a si.
A vida (mesmo que por dois meses) era horrível sem Harry Potter, e então ela pediu finalmente afastamento do exército britânico. Mas ela não havia dito a Harry que iria fazer isso, tudo aquilo tinha que ser uma surpresa.
Estava tudo planejado, ela precisava fazer um exame de rotina no Jaysix já que na França estava tendo um surto de resfriado, então passou dois dias no hotel planejando isso. Ela iria até Rony e ele iria chamar o Harry para fazer um exame em alguma criança, quando chegasse a sala ele veria que na realidade a criança era o filho dele perfeitamente saudável.
Até que o terremoto aconteceu e ela foi obrigada a ir ao St. Mungus sem avisar ao Harry que estava na cidade.
Ela pode ver ele atordoado do outro lado da emergência, enquanto todos à sua volta ficaram admirados de que Dr. Potter era casado, típico de Harry querer manter a vida em privado.
Fingiu então que não o viu, e foi correndo até uma enfermeira, se fosse abraçar ele, ela queria está limpinha.
Sentiu o paramédico que estava com seu filho chegar e tocar nas suas costas.
— Acho que eu preciso devolvê-la à doutora. A senhora fez um ótimo trabalho.
—Obrigada, e grata por cuidar do JaySix.
[...]
"Ginny estava mesmo em Londres?" Era tudo que Harry conseguia pensar, as pessoas na emergência corriam de um lado para o outro, havia gritos e mais gritos e tudo que Harry escutava era um zumbido em seu ouvido.
Antes que pudesse ir até sua esposa tirar satisfações com ela, afinal "Porque ela não avisou que estava de volta? Qual era o problema dela?" Foi chamado por um interno para prestar mais uma consulta em um garotinho que havia batido a cabeça em casa durante o terremoto e desmaiado.
— Faça uma TC nele, e venha me mostrar. Me bipe caso ele tenha alguma convulsão ou qualquer coisa anormal— ele falou para o interno e saiu da sala.
Antes de pensar em alguma coisa com a cabeça mais clara, parou em uma máquina de lanches e pegou sua barra de cereal favorita.
Todos que passavam pelo corredor encaravam ele, não que fosse algo que ele ligava, afinal ele era peixe novo no hospital, que já chegou sendo presidente da diretoria. Mas agora o olhavam porque o boato de que sua esposa está no hospital era o maior que tinha.
Ele tinha que achar Ginny, ele ainda não conseguia entender o motivo de ela está ali sendo que ele iria vê-la daqui a uma semana, estava contando os dias para ver seu filho e ela… esse também era o motivo de está tão cansado, havia feito plantões é mais plantões para que na próxima semana ele estivesse completamente livre.
— Te achei.
Uma voz feminina fala por trás dele, e ele se vira rapidamente.
— Hermione, você não deveria dar susto assim nas pessoas!
Ela ri, e passa o braço ao redor do braço dele.
Ele revira os olhos, Harry nunca foi dado a contato físico, ainda mais dentro do hospital, mas ele sabia que discutir com Hermione era a mesma coisa de discutir com uma porta.
Eles saem andando pelo hospital, vez ou outra parando para Hermione cumprimentar alguma enfermeira, foi em um corredor vazio que ela fala abruptamente:
— Você sabe que Ginny está te procurando, não é?
Ele concorda com a cabeça.
— Ela já fez amizade com todo mundo, e provavelmente deve está ensinando aos internos como fazer para ser um raio de sol ambulante mesmo lidando com muitas mortes— ele engole em seco, aquilo ali era típico de Ginny.
— Provavelmente.
— Porque está evitando sua mulher, Harry?
Então ela havia percebido? Quantas pessoas mais perceberam isso?
Evitando era uma palavra forte, mas ele com certeza após sair da emergência pegou caminhos que não pegaria usualmente… é talvez, só talvez, tenha sido porque Ginny não conhecia o hospital bem o suficiente para sair a procura dele.
— Eu não estou evitando — Hermione arqueou a sobrancelha percebendo a clara mentira.
— Harry…
— Ok, talvez eu esteja.
— Por que?
Ele olhou para ela e abaixou a cabeça derrotado.
— Eu estou com raiva– Hermione entendia, portanto não comentou nada, apenas esperou ele terminar de falar— Com raiva por ela não ter avisado que viria, poxa eu sou o marido dela! E eu estou nervoso… fazem dois meses que não a vejo e nem o meu filho, e se ele não se lembrar de mim?
Harry agradece aos céus por estar em uma parte vazia do hospital, e ninguém iria ouvir o que ele estava dizendo, afinal ele tinha uma reputação a zelar, coisa que já não havia sido muito zelada naquele dia.
— Ela estava preparando uma surpresa pra você, só calhou de um terremoto acontecer em Londres. – ele revirou os olhos, qual a probabilidade de em muitos anos sem nenhum desastre natural exorbitante ter acontecido em Londres, acontecer agora, logo quando sua mulher estava na cidade pronta para fazer uma surpresa para ele…
No meio de seu monólogo, o celular tocou, a pediatria estava chamando o seu neurocirurgião.
[...]
Ginny conseguiu fazer o jogo virar a seu favor, após vestir seu pijama cirúrgico e pegar Jay no colo, saiu no hospital a procura de Harry, o problema é que aquele hospital era imenso e Harry Potter estava fugindo dela.
Como ela sabia? Bem, são anos conhecendo a pessoa ao qual é casada e se tinha algo que Harry com toda certeza era: anti social, introvertido e reservado totalmente o oposto de quem ela era, e se não precisavam dele, ele estaria com certeza fugindo das pessoas, e ela seria a principal ao qual ele estaria fugindo.
Foi então que Rony surge e a puxa pelo braço para uma sala provavelmente usada para lanchar.
— Qualquer plano que esteja na sua cabeça, está totalmente desfeito– James olhou para o tio e agitou os bracinhos, seu irmão então pegou seu filho no braço— Hermione foi encontrar meu cunhado, e você vai encontrá-lo aqui mesmo.
— Ah é?
— Sim.
[...]
Hermione conseguiu parar Harry antes que ele entrasse na área pediátrica.
— O que aconteceu, Hermione eu preciso ir-
— Por aqui— Ela puxou ele e abriu a porta da sala de estar dos médicos.
A primeira coisa que Harry viu foi Rony, que estava segurando seu filho.
— O que está acontecendo? — perguntou claramente não entendendo o que estava rolando.
James agitou as mãos para o pai, como havia feito com Rony, só que dessa vez com mais afinco. Um Dr. Potter nunca antes visto naquele hospital se aproximou do filho com os olhos marejados e o pegou no colo enchendo-o de beijos, Ginny estava atrás de Rony, ela não queria atrapalhar o momento, portanto saiu do campo de visão do seu marido.
— Onde está Ginevra?— Harry olhou para Rony enxugando as lágrimas e abraçando seu filho.
— Não me chame de Ginevra!
Por mais raiva que estivesse da sua esposa, Harry não deixou de sorrir ao ouvir sua voz. Mandona e radiante como sempre esteve.
Rony saiu da frente de Ginny e Hermione o puxou para saírem da sala a fim de deixar a família junta.
— Então?
— Então o quê?
Harry revirou o olho e colocou JaySix no carrinho que Neville havia emprestado tempos antes, já que era do seu filho Frank II que estava no berçário. Era engraçado, ele e Neville colocaram o nome de seus filhos em homenagem aos seus pais.
— Você vem até Londres depois de meses e acha legal não avisar isso a pessoa ao qual você é casada?
Ginny se aproximou devagar do Potter, olhando em seus olhos quando falou com seu maior cinismo possível.
— São dois meses separados Potter, não exagere…– ela se aproximou mais um pouco, e como Harry não recuou ela percebeu que na verdade ele estava apenas tentando segurar sua postura de bravo, quando na verdade estava feliz por ter Ginny de volta.
— Por quanto tempo vai ficar? – aí estava! Ela, a pergunta que sempre pairava sobre eles desde que eram amigos, e perdurou no namoro, e continua no casamento, mas que agora pararia. Aquela era a última vez que Ginny escutaria essa pergunta. — Pra onde o exército britânico mandará você e nosso filho?
— Essa era a surpresa Harry– Ginny deu mais um passo e segurou as mãos de Harry, agora ela só conseguia olhar nos olhos dele se inclinasse a cabeça para cima— Pedi afastamento do exército por tempo indeterminado, eu vim para ficar.
Harry arregalou os olhos.
— Eu ia fazer uma surpresa pra você, pedi pra Rony me ajudar pedindo uma consulta… sei que você odeia a ala pediátrica, mas valeria a pena quando me visse. Mas aí o terremoto aconteceu e eu não poderia deixar de ajudar aquele homem.
— Calma, são muitas informações – Harry diz e solta as mãos de Ginny, levando as suas próprias ao rosto dela. — Você vai morar aqui na Inglaterra?
— Sim!
— E não vai morar longe de mim?
— Sim.
— Céus!
Ginny riu e Harry poderia morar naquele som.
Se aproximou então dela e a beijou, imprimindo toda a saudade naquele beijo. Por um momento esqueceram de tudo, até James Sirius lembrar gargalhando de algo.
Harry parou o beijo e virou -se para o filho.
— Ele aprendeu algumas coisas nesses dois meses — disse Ginny.
— Gargalhar dos pais foi uma delas, acho que ele honra bastante os nomes que carrega – Harry fala.
— Sabe eu também tenho outra surpresa…
— Mais?
Ginny olha nervosa para Harry que pega o seu filho novamente no braço.
— Sim?
— Ok.
— Estou grávida!
— O QUE?
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