Drácula- A lenda continua
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Notas iniciais
POV ALEXANDER GRAYSON(Drácula)
Passeava observando os diversos vidros com conteúdos escuros, também havia muitos instrumentos para cirurgias, Van Helsing era um homem brilhante.
Pena que escolhera se virar contra mim. Sentei-me em uma cadeira nada confortável, mas não estava me importando, tudo que eu queria era que ele chegasse logo, tínhamos uma longa conversa pela frente, o soro ainda poderia durar por mais algumas horas.
Depois de algumas horas escutei a maçaneta sendo virada. Assim que me viu notei o espanto em seus olhos, digamos que eu causava isso nas pessoas, ainda mais quando elas sabiam o que eu realmente era.
—Você aqui? Não te esperava—Entrou fechando a porta.
—Não me esperava aqui de dia não é? Além do mais eu viria atrás de você, não entendo a surpresa.
—Poderia ter me avisado, assim não teria esperado tanto.
—Não se preocupe, eu poderia ter esperado o tempo que fosse, sou bem paciente quando preciso ser.
—Imagino que veio falar sobre seu amigoRenfield, acertei?
—Vim falar sobre seu súbito ataque em destruir todo meu laboratório, claro que também gostaria de saber por que raios atacou meu amigo, está perdendo o juízo Van Helsing? Ou melhor, acho que já o perdeu.
—Sinto muito pelo Renfield, mas tive meus motivos para fazer aquilo.
—A minha paciência está se esgotando meu caro, sei que está contra mim agora, já conseguiu o que queria, vingou a morte de sua esposa e filho, então não precisa mais dos meus serviços, estou certo?
—Se você está falando—Tirou a capa preta e a colocou sobre uma cadeira—Você é muito ambicioso Alexander, enquanto eu queria justiça você só queria poder.
—Eu disse que ajudaria com sua vingança.
—Eu decidi antecipá-la, fiz o trabalho muito bem, o chefe da Ordo Draco virou churrasquinho, não vejo porque seu mau humor, pelo que fiquei sabendo você acabou com a caçadora também, alegre-se meu caro.
—Meu ressonador foi destruído.
—Cai entre nós, àquilo era apenas mais um dos seus caprichos, assim como querer andar a luz do dia, sabe que isso nunca vai dar certo, já fiz vários testes com você, o máximo que conseguiu foi passar algumas horas.
—Creio que não tenha se esforçado tanto, quanto ao ressonador eu concordo, o criei apenas para alfinetar a Ordo Draco.
—Alexander, você já conseguiu o que queria, porque não me deixa em paz agora?
—Deixá-lo em paz?—Soltei uma risada forçada—Acha mesmo que depois de tudo que fez eu o deixarei em paz? Eu sempre serei seu maior pesadelo Helsing, enquanto não consegui o que eu tanto almejo.
—Pensei que o que tanto almejava fosse a senhorita Mina, ou estou enganado?
—Não a coloque nesta conversa, Mina sempre me pertenceu, só levou um tempo para perceber isso, não mude de assunto.
—Esqueça esta ideia maluca de andar de dia, eu não devo mais nada a você, não preciso mais de sua ajuda, ou seja, estou livre.
—Pobre Van Helsing—Balancei a cabeça decepcionado, sem pensar duas vezes avancei sobre seu corpo o lançando contra a parede, apertei minha mão sobre seu pescoço fazendo seus pés levantarem do chão—Sabe qual o seu problema? É achar que pode dizer o que devo ou não fazer, isso me irrita, me deixa furioso.
—V-vai M-me M-matar?—Ele falava com dificuldade.
—Posso ser bonzinho e poupar sua vida seu infeliz—Joguei seu corpo com toda força sobre o teto, o mesmo caiu feito um saco de batatas no chão, tossiu um pouco e tentou se levantar, porém quando ele percebeu eu já estava novamente espremendo seu pescoço—Isso foi por ter agredido Renfiled—Lancei seu corpo sobre uma prateleira carregada de vidros, os mesmos caíram todos no chão, assim como o corpo de Hensing.
—Já terminou?—Ele cuspiu um pouco de sangue.
—Ainda não—Voltei a erguer seu corpo no ar—Eu poderia decepá-lo todo agora, vontade não me falta—Coloquei as presas para fora—Mas ainda preciso daquele seu favor, então não banque o espertinho, faça o que deve fazer, ou não medirei esforços para acabar com sua vidinha miserável.
—Está certo—Falava com dificuldade.
—Larguei seu pescoço, seu corpo caiu em frente aos meus pés—Ainda bem que é um homem inteligente, escolheu certo, faça o que eu te peço e nunca mais terei que fazê-lo passar por isso—Caminhei em direção a porta, antes de parti olhei para Van Helsing que ainda se encontrava no chão—Mais se por acaso bancar o espertinho, eu terei que voltar para terminar o que comecei nessa sala, não brinque comigo, sabe muito bem do que sou capaz.
[...]
POV JONATHAN HAKER
—Ele te ameaçou?
—Exatamente, está me pressionando para que eu crie um soro que o faça andar sobre a luz do sol, só que agora permanentemente.
—E você acha que consegue criar esse tal soro?
—Já tentei algumas vezes, talvez eu até consiga, só não queria dar esse presente para aquele desgraçado, se eu fizer isso estará tudo acabado, ainda temos o dia como nosso maior aliado contra Drácula.
—Mais ele veio aqui hoje de manhã, estava usando algum soro?
—Provavelmente o que eu fiz, deixei algumas doses a mais, ele deve ter usado.
—Precisamos dar um jeito de acabar logo com Alexander, a Ordo Draco me procurou ontem à noite.
—E daí?—Van Helsing estava passando um tufo de algodão com álcool em um machucado próximo a boca.
—Eles querem que eu assuma, viram minha lealdade quando ajudei a sabotar o ressonador de Alexander, e como o líder deles foi morto eles querem um sucessor.
—E porque logo você? Não ficou desconfiado?
—Eu não sei, talvez eles viram meu potencial, sinceramente não sei direito.
—O que disse para eles?
—Pedi um tempo Van Helsing, não conseguia nem raciocinar direito, muitas coisas acontecendo em tão pouco tempo, sinto que minha cabeça vai estourar a qualquer momento.
—Precisa pensar direito, talvez isso seja uma armadilha.
—Acredito que não, sabemos que a Ordo Draco é uma organização séria demais para brincadeiras, se eles me chamaram é porque confiam em mim, também já sabem que sei sobre a verdadeira identidade de Alexander, querem destruir ele, por isso contam com a minha ajuda.
—Seja o que for, Drácula tem que morrer o quanto antes, ele já é perigoso demais, e andando de dia se tornará nosso maior pesadelo.
—Deixe comigo, marquei de me encontrar com a organização da Ordo Draco hoje a meia noite, até lá eu pensarei muito bem a respeito desse convite.
—Acho bom—Van Helsing terminou de limpar o ferimento, caminhou até uma estante tirando uma garrafa escura de dentro dela—O que nos resta é beber—Jogou um copo redondo em minha direção, o outro ele trazia nas mãos, assim como a garrafa.
[...]
POV ALEXANDER GRAYSON(Drácula)
—Ele disse para se afastar de mim?—Revirei os olhos fingindo está realmente ofendido—Jonathan está diferente Alexander, senti que não é mais aquele homem bom de antes, havia muito ódio dentro de seus olhos, a forma como ele falava, juro que por um momento senti medo dele.
—Não precisa ficar assustada minha querida, não deixarei que ele te faça nenhum mal, comigo você estará segura—A envolvi em meus braços frios, encostando meu queixo no topo de sua cabeça.
—Alexander?—Ela chamou.
—Sim Mina.
—Posso realmente me senti segura ao seu lado?
—Não só pode como deve, irei te proteger de tudo e de todos, por isso não deve se afastar de mim, promete que não irá se afastar—Separei nossos corpos, assim pude olhar em seus lindos olhos.
—Sinto-me segura ao seu lado, então prometo que não vou me afastar.
—Que ótimo!Ninguém irá te proteger melhor que eu—Voltamos a nos abraçar, enquanto eu sussurrava para mim mesmo que Mina estaria mais segura ao meu lado.
[...]
—Como se sente Renfiled?
—Meu peito ainda dói, mas acho que já posso levantar dessa cama—Eu estava encostado na porta, nas mãos carregava um copo de whisck.
—Pode ter certeza que Van helsing também ficou dolorido—Renfiled me olhou abrindo um sorriso amarelo.
—Lavou minha alma senhor. Pena que não me ofereceu um drink.
—Ainda não, melhore logo, então poderá me acompanhar da próxima vez.
—Está certo, e a senhorita Mina?
—Tudo certo com ela, a convidei para ficar em minha mansão, agora nada nos atrapalhará.
—E o noivo dela senhor? O que disse disso?
—Noivo? Isso é uma piada não é? Terminaram, Mina descobriu que ele ajudou a sabotar meu ressonador, bastou isso para que ela o dispensasse.
—E corresse para seus braços.
—Exatamente— Beberiquei a bebida—Tudo está perfeito, só preciso que Van Helsing consiga o soro.
—Acha que ele fará isso?
—Por livre e espontânea vontade não, mas já o deixei avisado, posso até não andar a luz do sol, mas aquele patife não viverá um segundo a mais.
—É assim que se fala senhor—Ergui o corpo no ar, em seguida finalizei a bebida tomando-a de uma só vez.
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