Downtown
1 Segredo Revelado
Notas iniciais
Se tiver alguém que esta lendo isso e lê a minha fic DA 3.2, acabei de postar o novo capitulo.
Falando um pouco sobre essa one, tive a ideia enquanto escrevia OGM. E mesmo ela não tendo muita coisa a ver com a música da qual essa fanfic tem o título Downtown de Lady Antebellum, sim sou bastante fã desse grupo eu acabei escrevendo a fic com essa música rolando, então...
Tenho uma informação final, sobre essa one nas notas finais.
Espero que gostem do capitulo, enjoy *-*
POV Sora
Apesar de sabermos que estávamos atrasadas, nós quatro – Kari, Yolei, Mimi e eu – andávamos calmamente indo em direção ao bar em que encontraríamos os meninos, que – como já deixaram bem claro pelas mensagens que nós bombardearam – estavam cansados de nós esperar e já havia feito seus pedidos.
Nosso atraso é culpa exclusivamente da Mimi. Ela havia chamado nós três para irmos à casa dela para ajudá-la a escolher a roupa que usaria para sair. E isso acabou levando mais tempo do que prevíamos do que já íamos nós atrasar.
Mas enfim... Sempre fazíamos essas “reuniões” de vez em quando para fugir da nossa rotina de estudiosos aplicados. Afinal todos estavam em importantes etapas de suas vidas.
Tai, Matt, Mimi, Izzy, Yolei e eu estávamos enfrentando a faculdade, sendo esse o primeiro ano de Yolei na faculdade. TK, Kari, Ken, Davis e Cody estavam nos últimos anos do ensino médio. E Joe estava fazendo residência no Hospital Central de Odaiba. Sem falar que todos tinham trabalho de meio período.
Fugir um pouco dessa nossa rotina era o melhor remédio para relaxarmos um pouco e como sempre escolhíamos bares diferentes, claro que com boas referências, acabávamos sempre conhecendo coisas novas e pessoas novas.
Tudo estava indo tranquilamente bem, mais um quarteirão e estaríamos no bar, até que um grupo de cinco meninos com sorrisos ostentando suas nada pura intenções se aproximaram de nós.
– Olá garotas. – disse um deles de forma bem educada. Ele era até bonitinho, o mais bonito entre os cinco em minha opinião. – Desculpe por chegarmos assim, mas...
Sem querer reparei que ele tinha uma fita com as cores azul, branca e vermelha paralelas em seu pulso direito, ela me parecia familiar, mas não conseguia me lembrar de onde a tinha visto.
– Mas não podíamos ignorar tão belas damas que estão desacompanhadas. – disse outro soando ainda mais cortes que o primeiro.
– Perdoado, mas nós quatro somos muito bem comprometidas. – Mimi foi logo se pronunciando evasiva, ela envolveu um braço com um meu e o outro com um de Yolei, envolvi meu outro braço em um da Kari, esta que olhava curiosa para o primeiro que havia falado conosco, e nós puxou intencionando sairmos dali. – E estamos atrasadas para encontrá-los.
– Ah, qual é, não precisa usar essa desculpa. – disse um terceiro. Ele parecia ser o mais jovem entre os cincos com seu rosto de criança. Ele olhou parecendo realmente magoado em nossa direção. – Nunca julgue um livro pela capa.
– Ele tem razão. – voltou a dizer o primeiro. – Aparência não é tudo. Vocês poderiam...
– Mas nesse caso, isso não é uma desculpa. – soou uma voz atrás dos meninos interrompendo-o, o que deixou os cinco confusos, mas nós quatro conhecíamos o dono daquela voz.
Olhei para Kari e vi quando um sorriso tomou conta de seus lábios somente por ouvir a voz dele. Acabei sorrindo também balançando a cabeça em negativa levemente. Eles precisavam se acertar logo.
Todos se voltaram para o dono da voz.
Com um sorriso emoldurando seus lábios lá estava TK caminhando em nossa direção sem parar. Estranhamente o primeiro garoto olhou abismado para TK e quando ele se aproximou dele, rapidamente ele abriu caminho para meu cunhado passar.
TK chegou perto de nós se postando ao lado de Kari. Passando uma mão em volta da cintura da irmã de Tai, que de bom grado se aconchegou mais perto dele.
Nas primeiras vezes que vi eles agirem assim, minha esperança de que eles se acertassem logo subiram além de qualquer expectativas – só para depois ser destroçada quando via eles agirem como se isso não fosse nada depois – agora eu estava achando isso natural, todos estavam achando e fazendo apostas de quando eles iriam ficar juntos, porque ficar mais óbvio do que sentiam um pelo outro era impossível, só eles não viam.
– E-e-ela é... é sua namorada? – gaguejou o primeiro que havia falado com a gente.
– E as outras três são comprometidas com amigos meus. – disse TK depois de assentir.
– Serio. – senti Mimi apertar o meu braço levemente. Olhei para ela e vi ela olhar seria e determinada para TK e Kari abraçados. – No dia que esses dois ficarem juntos esperam que estejam preparados para o que vou fazer com eles. – sussurrou ela e eu senti pena dos dois.
– Sentimos muito. – começou o primeiro menino. Os outros quatro olhavam para ele confusos, como se essa atitude dele fosse além do seu normal, o que eu também estava achando estranho. – Bem, Takeru... A gente só...
Franzi o cenho ao ouvir o nome do TK ser pronunciado pelo garoto desconhecido. Como ele sabia o nome do meu cunhado?
Um entendimento passou pelos olhos dos outros quatro que tentaram esconder cobrindo suas bocas com as mãos, mas dava para ver que eles estavam rindo.
– Relaxa. – TK o interrompeu levantando uma mão. – Não precisa ficar assim Takeda.
O garoto arregalou tanto os olhos que achei que iam sair de sua órbita ocular. Os outros meninos não aguentaram e começaram a gargalhar vendo a atitude do amigo e dando empurrões amigáveis nele.
Olhei para TK confusa, assim como as outras meninas. Percebendo nossos olhares o irmão de Matt sorriu e apontou para o menino que ele chamou de Takeda, especificamente para a pulseira que ele tinha no braço, a que eu achei familiar.
– No começo do campeonato estudantil de basquetebol nosso time foi para uma partida amistosa em Saku, na província de Nagano. – TK começou a explicar. – Takeda faz parte do time escolar que tem como treinador o irmão mais velho do nosso atual treinador, que foram os responsáveis por fazer a gente viajar até lá. A gente ganhou a partida e como um sinal de amizade entre os times eu dei a minha pulseira para o capitão do outro time, que é o Takeda.
Não era à toa que a pulseira me era familiar, era do TK, agora eu lembrava dela. Era a que ele havia comprado quando foi passar as férias em Paris com seus avos alguns anos atrás.
Com as coisas resolvidas e depois de ouvirmos de Takeda como ele estava feliz em reencontrar TK – que havia conquistado a admiração de Takeda com sua habilidade, liderança e simplicidade, palavras do próprio Takeda – deixamos Takeda e seus amigos para trás enquanto íamos em direção ao bar que estavam os outros meninos.
Claro que o fato de TK e Kari estarem a nossa frente andando lado a lado, ele com um braço envolvendo os ombros dela e ela com suas mãos envolta de sua cintura, não passou despercebido por nós três, mas não comentamos nada. Afinal, eles estavam fazendo o que sempre fazem.
– Ei, TK. –assim que ouviu seu nome ser chamado por Mimi ele se virou para encara-la. – Você não deveria estar no bar junto com os outros?
– Estava cansado de esperar e senti um mal estar então resolvi tomar um ar fresco. – disse ele simplesmente dando de ombros e voltou sua atenção a Kari, esta que tinha em seu rosto uma expressão de preocupada. – E não precisa se preocupar, já estou melhor.
– Ai, porque não casão logo e nós poupam dessa tortura. – resmungou Yolei ao meu lado, ao qual Mimi e eu assentimos. – Não podem ficar brincando com o coração das pessoas assim.
Caminhamos um pouco em silencio olhando para os dois, a gente já tinha perdido os meninos que nós abordaram de vista e já estávamos em frente ao bar em que marcamos o ponto de encontro com nossos amigos e os dois continuaram juntos do mesmo jeitinho.
Obviamente, ninguém iria perder essa oportunidade de tirar uma com eles por muito tempo.
– Ei, dois? Estão confortáveis? – perguntou Mimi sorrindo maliciosamente para eles.
Normalmente, quando brincávamos assim com eles, os dois se afastariam rapidamente um do outro com os rostos completamente vermelhos, tentando dizer coisas incoerentes gaguejadas, mas dessa vez foi diferente.
Os dois pararam e se viraram olhando para nós e Kari assentiu enquanto se aconchegava mais em TK que envolveu seu outro braço nela a abraçando enquanto depositava um beijo carinhoso em sua testa com um sorriso emoldurando seus lábios.
Estaquei no lugar olhando incrédula para os dois enquanto minha mente recapitulava o que tinha acabado de acontecer tentando entender essa situação.
Os dois estavam abraçado, bem juntinhos. Nada de se afastarem abruptamente, nada de rostos vermelhos que davam inveja a qualquer coisa bem vermelha. Nem um comentário desconexo sobre a brincadeira de Mimi ou sobre o sorriso malicioso que outrora estava sempre estampado no rosto da namorada de Joe quando ela fazia isso com eles.
Eu podia ver o sorriso feliz estampado no rosto dos dois que agora olhavam divertidos para nós três – Yolei e Mimi não deviam estar muito diferentes de mim no momento.
– Nossa, que cara são essas meninas? – perguntou TK divertido. – Nunca viram um casal de namorados se abraçarem assim por acaso? Acho que devo ter uma conversinha com seus namorados sobre isso.
– Casal de namorados? – questionei confusa, minha mente ainda meio anuviada com essa situação. Apesar disso ser tudo que nós queríamos para eles, já que dava para ver a quilômetros de distância que eles se amavam, era impossível que eles estivessem juntos, ontem mesmo eles estavam agindo super normal.
Os dois assentiram juntos, os sorrisos não saiam de seus rostos. Estreitei os olhos, tinham algo estranho com esses dois, não vai me dizer que...?
– Ok, podem parar. – disse Mimi seria, olhando brava para os dois. – Agora vocês resolveram devolver a brincadeira, não é? – TK e Kari deram um sorriso cúmplice indicando que Mimi estava certa, o que me desapontou um pouco, mesmo achando improvável, ainda tinha esperanças.
– HA! – gritou Yolei. – Sabia que tinha algo estranho. Vocês dois estão... – com a cena que se seguiu à nossa frente a voz de Yolei foi morrendo aos poucos. – Vocês dois estão... estão...
TK e Kari ignoraram Yolei depois do grito dela e encararam um ao outro. Com delicadeza TK tomou o rosto de Kari em suas mãos e aproximou seu rosto do dela devagar.
Levei minhas mãos a boca ao ver os lábios dos dois se encontrarem em um beijo calmo e apaixonado. Meu coração começou a bater rápido enquanto minha mente não parava de gritar alegremente “Não acredito, não acredito, não acredito...”
Senti Mimi apertar meu braço com força.
– Me belisca, acho que estou sonhando. – murmurou ela e automaticamente eu fiz o que ela me pediu. – Ai, era só força de expressão, mas...
Eu olhei para Mimi e ela olhou para mim. O entendimento passando por nossos olhos antes de nós voltarmos para o casal que finalizava seu beijo apaixonado com pequenos selinhos.
– Ah meu Deus. – falamos Mimi e eu juntos sorrindo olhando para os dois que agora riam enquanto olhavam para a gente assentindo.
– Sora, Mimi e Yolei. Muito obrigada, meninas. – agradeceu-nos Kari sorrindo olhando para nós três. Ela piscou marotamente em minha direção.
A conversa que tivemos um tempo atrás sobre o admirador secreto de Kari na escola me veio à mente. Ela tinha se lembrado do que eu havia falado. Me senti um pouco mais emocionada.
– Espero uma boa explicação sobre isso, Takaishi. – voz de Tai soando rouca e mais grossa do que o normal nós fez voltarmos nossa atenção para a porta de entrada do bar a onde ele e Matt estavam.
Tai estava com o rosto serio encarando TK enquanto que Matt tinha um sorriso de canto olhando orgulhoso para seu irmão mais novo.
– Hikari Kamiya explique-se imediatamente. – exigiu Yolei, seu rosto estava em um tom avermelhado, acredito que ela estava com raiva por Kari estar namorando e não ter contado.
Eu também estou um pouco chateada com isso, mas o fato de TK e Kari estarem finalmente juntos sobreporia minha irritação pela omissão dos dois, contudo, eu também queria boas explicações vinda deles. O que não precisaria ser gora.
– Não tenho nada para explicar, TK e eu estamos namorando, o que tem para explicar nisso? – retrucou a irmão de Tai com um sorriso singelo nos lábios. Ela sabia porque Yolei estava exigindo uma explicação, mas parece que a irmã de Tai resolveu brincar com fogo.
– E eu não faço a mínima ideia do que está falando Tai. – disse TK olhando para Tai confuso.
– Não seria você beijando a irmã dele bem na frente dele? – ironizou Mimi.
– Não é isso. – negou Tai. – Ele pode beijar a minha irmã quando quiser e se ela consentir. – informou olhando para nós três. – Contanto que fiquem só nos beijos. – essa última frase foi direcionada ao casal a nossa frente.
Pisquei os olhos repetidas vezes, eu estava em algum tipo de sonho maluco?
– O que eu quero saber é porque você me inscreveu para o concurso de karaokê. Eu nem sei cantar. – disse Tai fazendo com que eu voltasse a prestar a atenção no que estava acontecendo a minha volta.
– Takaishi Takeru. – Mimi proferiu o nome do irmão de Matt lentamente.
– Yagami Hikari. – Yolei usou o mesmo tom de voz de Mimi ao se direcionar a amiga.
Os olhos das duas brilhavam perigosamente em direção ao casal a nossa frente. É, acho que duas pessoas, por mais felizes que estejam, terão problemas hoje à noite.
Fim...?
Notas finais
Eu escrevei essa fic no POV da Sora porque quis fazer algo diferente e também porque quando eu estava escrevendo ela eu estava com uma ideia para uma one de Sorato. E eu sou bastante fã da Sora.
Muito obrigada a todos que leram, espero que tenham gostado dessa pequena one fic. Beijos ^-^
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