Notas iniciais
Espero que gostem de mais esse capítulo.

Valentina: Tarde demais, Winchester. Sua vida de caçadas acabou.

Depois de umalonga noite de bebidas, música e conversas jogadas fora, os Winchester foram dopados pelas agentes do FBI e levados ao quarto, amarrados nas cadeiras eles não tem outra escapatória a não ser seguir as policiais e convencê-las de que eles são inocentes.

Dean: Eu-sou-inocente – ele grita para Valentina enquanto ela revira a mala do Sam.

Cassie: Você pode pedir ao seu irmão para não fazer barulho?

Sam: Dean, fala baixo.

Dean: Você vai obedecer a essa vadia? – sua voz é descontrolada e raivosa – você vai mesmo fazer o que ela manda?

Sam: Dean – ele suspira e franze o cenho – não temos outra opção a não ser colaborar.

Valentina: É por isso que dizem que você é o mais esperto, Sam.

Dean: Ow, sua vadia, cala essa boca.

Cassie: Você vai mesmo continuar ofendendo agentes federais?

Dean joga a cabeça para trás cansado de toda essa discussão sem lugar algum.

Valentina: O que é isso? – ela tem em mãos um diário, leva ao ar balançando-o – diário de John Winchester. Parente de vocês? – ela agora senta na beirada da cama em frente a eles.

Dean: Larga, isso é nosso, você não tem direito.

Valentina: Tudo o que pertence a vocês agora serve como pista. Respondam minha pergunta.

Sam: É um diário... Do nosso pai.

Cassie: Pai? E o que faz com vocês?

Sam: Estamos procurando-o, aí diz os lugares onde ele já esteve.

Valentina: Quem é Bobby?

Sam: Ahn...

Dean: Avô. É o nosso avô.

Valentina: Formação de quadrilha. A ficha de vocês só faz aumentar. Agora me expliquem direito sobre esse diário.

Sam: Não tem muito que explicar.

Cassie: Por que estão procurando o Sr. Winchester?

Sam: Porque ele sumiu... E já faz um tempo...

Cassie toma o diário de Valentina e folheia algumas páginas

Cassie: O que é tudo isso? Esses símbolos e esses nomes nada comuns? Vocês são satanistas?

Dean: Não, gracinha. Não queira entender, é complexo demais pra essa sua cabecinha de vento.

Sam: Dean – ele olha para Dean de soslaio, suspira e volta a olhar para Cassie – não somos satanistas. Não podemos explicar esse tipo de coisa.

Valentina: Por quê?

Dean: Longa história.

Valentina levanta desamarrando Dean e já lhe colocando algemas.

Valentina: Sem problemas. Daqui até Washington é uma longa estrada, teremos tempo.

Cassie guarda o diário em sua bolsa, desamarra Sam e também o coloca algemas.

Dean: Washington? Não, não, não, temos coisas a resolver aqui.

Valentina: Tipo o que? – ela fala empurrando-o até a porta, com sua bolsa de lado em seu ombro – matar pessoas?

Sam: Olha só, é sério, não podemos ir, estamos... ahn... – ele hesita sem saber o que dizer – investigando algo.

Valentina: Se for a história do seu pai pode esquecer, quando chegarmos ao departamento do FBI localizaremos ele e pronto, a família toda unida novamente.

Sam: Não, não tem relação com nosso pai – ele olha para Dean que balança a cabeça negando a possível revelação do irmão – é com... – ele respira – esses assassinatos.

Valentina: E o que vocês têm a ver com isso? – ela para na porta do quarto esperando uma boa resposta.

Dean: Nada, só estamos investigando.

Valentina joga Dean na cama e solta a bolsa de lado no chão.

Dean: Aí gracinha, normalmente eu não faço na frente das pessoas.

Valentina: Cala a boca, idiota. Eu não vou transar com você.

Dean: Mas bem que queria – ele sorri de canto olhando-a da cabeça aos pés.

Valentina: Não mesmo. Quero que fale tudo o que sabe e o que investigou desses assassinatos.

Dean respira pesado.

Dean: Quer saber? Então lá vai: Somos caçadores, caçamos coisas, monstros demônios e coisas do tipo, estamos tentando impedir a vadia da Lilith de romper o penúltimo selo, porque assim, não estamos afim que role o apocalipse agora. Satisfeita?

Valentina ri como uma criança enquanto Cassie olha para os irmãos com uma expressão assustada e os braços cruzados na frente do corpo.

Dean: Tá rindo de que, vadia?

Valentina: De você e da sua estória ridícula para combater o apocalipse.

Sam olha para Cassie deixando a cabeça cair um pouco para o lado e entortando um bico.

Sam: Não precisa sentir medo – ele dá de ombros – apenas é a verdade.

Cassie: Não é medo, é só que... Isso não é meio sombrio? Sabe, vocês ficam brincando com Deus.

Dean: Não estamos brincando com ele, Castiel até está procurando-o, porque assim, o senhor grandão decidiu tirar umas férias.

Valentina: Não acredito em Deus, então para mim tanto faz.

Cassie: Acho que chega de historinha de terror neh. Vamos logo para Washington.

Valentina: Acho que alguém aqui está com medinho – Valentina fala com voz de criança olhando para Cassie e cutucando-a com o cotovelo.

Sam: É normal ter medo. Quando eu disse ao pai que eu estava com medo e tinha alguma coisa no armário, ele me deu uma 45 mm.

Dean: E o que ele deveria fazer? – Dean olha para Sam encarando-o com as sobrancelhas erguidas.

Sam: Eu tinha nove anos de idade! Ele deveria dizer “não tenha medo do escuro.” – ele dá de ombros trocando o olhar entre Dean e as agentes.

Dean: Não tenha medo do escuro? Você está brincando comigo? É claro que você deve ter medo do escuro, você sabe o que tem lá!

Cassie: E o que tem lá?

Dean: Coisas que te arrepiariam a espinha, gracinha.

Cassie: Conte-me – ela dá de ombros, curiosa.

Dean: Monstros, demônios, coisas do tipo.

Cassie franze o cenho e passa a mão no braço tentando não parecer assustada com a história dos irmãos.

Cassie: Ahn, vamos voltar para Washington, já perdemos tempo demais.

Valentina: É, vamos – ela puxa Dean pelo braço pegando sua bolsa no chão.

Sam: Vocês não estão investigando os assassinatos?

Valentina: Não, só estávamos dando uma olhada, o nosso caso é vocês – Dean começa a se mexer tentando se desvencilhar de Valentina – quer parar de se mexer? Você não vai se soltar. Vamos – elas saem do quarto e seguem em direção ao carro.

Dean e Sam entram no mustang de Valentina resmungando entre si. Ela da à partida e eles seguem para Washington DC.

Dean: Ei – ele olha para o estacionamento do motel onde está o seu impala – baby vai ficar lá mesmo?

Cassie: Quem é baby?

Sam: O carro dele.

Valentina: Que gay.

Dean: Mais respeito.

Cassie: Depois mandamos alguém vir busca-lo.

Valentina liga o rádio do carro e começa a cantarolar baixinho.

Cassie: Ainda escuto você cantar.

Sam: Você canta bem.

Valentina: Valeu Sam – ela olha para Cassie com as sobrancelhas levantadas e um sorriso orgulhoso. Troca de rádio e aumenta mais o volume, cantando mais alto – Risin’ up, back on the street, did my time, took my chances, went the distance, now I'm back on my feet, just a man and his will to survive.

Dean: EI! Essa música é minha!

Valentina: Foi você que escreveu? É você que está cantando? Então cala a boca aí. Don't lose your grip on the dreams of the past, you must fight just to keep them alive.

Dean: It's the eye of the tiger, it's the thrill of the fight, risin' up to the challenge of our rival and the last known survivor stalks his prey in the night and he's watchin' us all with the eye of the Tiger

Sam: Dean fica quieto.

Valentina: É, escuta o teu irmão, fica quieto.

Dean: É minha música.

Valentina: Não é sua você parece uma criança.

Dean: E você não sabe nem cantar, parece o Sam exorcizando um demônio.

Valentina: E você? Parece que estão te apertando até a morte e você buscando algum oxigênio.

Cassie desliga o rádio controlando a situação.

Cassie: Agora calem a boca. Os dois. Não aguento mais escutar a voz de vocês – ela respira pesado deitando mais o encosto do banco do carro tirando o diário da bolsa e folheando-o – então o pai de vocês, o Sr. John Winchester, também é caçador?

Valentina: Eu não acredito que você acreditou nesse conto de fadas desses caras.

Cassie dá de ombros.

Valentina: Você decepciona os Chevalier – ela balança a cabeça negativamente.

Cassie: Não escuto o que você fala.

Sam: Sim, ele também é caçador. Na verdade foi ele que começou isso tudo. Eu estava na faculdade quando esse aqui – ele aponta para Dean com as mãos algemadas – invadiu minha casa para procurarmos o pai.

Dean: Não apenas procurar o pai, mas procurar a coisa que matou a mamãe e a Jessica.

Cassie: Quem é Jessica?

Dean: A namorada morta dele.

Sam: Enfim – ele suspira fundo indo um pouco mais para frente olhando para Cassie – ele nos ensinou tudo o que sabemos. E estamos até hoje atrás dessas coisas.

Cassie: Por que não largam essa vida e vivem como pessoas normais?

Sam dá de ombros.

Sam: Sei lá, acho que gostamos disso – ele ri – e não podemos “largar” isso, sabe, agora estamos em uma missão para salvar o mundo.

Cassie: Salvar o mundo? Não é um peso muito grande?

Sam: É, mas é o que fazemos.

Cassie: Continuam o trabalho de seu pai.

Dean: Ele quer que a gente continue de onde ele parou: caçar coisas, salvar pessoas, o negócio da família.

Valentina: Negócio da família? Vocês são muito pirados.

Dean: E você uma vadia que acredita que fizemos tudo isso.

Sam: Esperem o que é aquilo? São – ele hesita olhando pela janela do carro semicerrando os olhos – vocês?

Cassie: Ahn? – ela levanta de supetão olhando as garotas idênticas a elas entrando em uma loja de conveniência.

Dean: Espera aí. Vocês são...?

Valentina: Ow, calma aí, não somos nada, quer dizer, somos, somos nós, agentes federais nascidas em São Francisco.

Cassie: Mas – Valentina para o carro – aquelas garotas eram super parecidas conosco.

Sam: Se vocês são vocês, então elas são...