Down on love parte 1

4 Capítulo 4- Thunderstruck


Sam: Se vocês são vocês, então elas são...

Algemados e indo para o departamento do FBI, Sam e Dean revelam suas sombrias e assustadoras histórias de vida. Valentina continuava cética em relação ao depoimento dos irmãos, “continuava” até Sam ver duas garotas idênticas a elas entrando em uma loja de conveniências, ali mesmo em Cambridge, Massachussets.

Valentina: o que elas são não importa – ela fala descendo do caro e escondendo a arma na lateral do cós da sua calça social preta – vamos ver nossas gêmeas, Cas?

Cassie fala ainda dentro do carro alternando o olhar entre Sam, Valentina e Dean.

Cassie: Mas... E eles? – ela aponta com o polegar para os irmãos.

Valentina se apoia na janela deixando metade do corpo dentro do carro.

Valentina: E você pretende levar as duas gatinhas aí – ela aponta para eles com o indicador – algemadas conosco?

Cassie: é! Não podemos deixa-los sozinhos aqui, eles são nossos.

Dean: Ei, vai com calma aí, princesa, não sou de ninguém.

Sam: Talvez devêssemos ir, entendemos melhor dessas coisas.

Valentina: De acordo com seu diariozinho de contos, o que é essa coisa?

Sam: Um metamorfo.

Cassie: Ahn... Traduz.

Dean: Metamorfo é uma criatura que troca de pele, vocês devem ter esbarrado com um deles e eles assumiram os seus rostinhos.

Cassie: Por quê? Por que nós?

Sam: Não sei, talvez porque vocês são agentes e tem acesso a qualquer lugar.

Cassie: É um bom palpite.

Valentina agita as mãos no ar chamando a atenção para si.

Valentina: Vamos supor que isso de metamorfo existe e é essa coisa – ela aponta com o polegar para a loja em suas costas – como fazemos para prendê-lo?

Dean sorri convencido.

Dean: Agora precisam de nós, deveriam ter sido mais simpáticas.

Valentina: Não precisamos de vocês, vamos Cas, sabemos nos virar.

Cassie sai do carro, pega sua arma e prende-a também na parte lateral do cós de sua calça jeans skinny preta, ela ajeita sua blusa de mangas branca com listras horizontais preta olhando seu reflexo no espelho do banco de trás onde estavam os irmãos. Valentina revira os olhos.

Valentina: Não vai passar um batonzinho não? Rímel?

Cassie passa de leve a mão em sua bota preta tirando um pouco de poeira e volta a olhar para Valentina.

Cassie: Estou bem, obrigada, vamos, e vocês – ela olha para Sam e Dean que babavam olhando-a da forma mais “discreta” possível – não... – ela ruboriza um pouco – não saiam daí.

Elas entram na loja, mas lá só estava o vendedor que recolocava algumas coisas no lugar, assim que ele as vê direciona-se para trás do balcão.

Vendedor: Pensei que não fossem dar falta das chaves – ele balança duas chaves penduradas no indicador.

Cassie: Chaves? – ela pega o chaveiro analisando-as.

Vendedor: Sim, do quarto da pousada que as recomendei.

Valentina: Claro, óbvio que é do quarto. Pode nos dar o endereço? Acabamos perdendo-o no caminho.

Vendedor: Claro – ele pega um pedaço de papel e anota – aqui está – entrega a Cassie – tenham uma boa estadia.

Cassie: Obrigada, senhor.

Elas saem da loja indo em direção ao mustang estacionado do outro lado da rua. Valentina entrega as chaves do quarto para Cassie que entrega o papel com o endereço, entram no carro guardando as armas no porta-luvas.

Dean: E aí, onde estão as outras de vocês?

Cassie: Elas estão na cidade, hospedaram-se em uma pousada.

Valentina liga o carro e toma a estrada de volta a Cambridge.

Sam: Vocês não podem simplesmente prender um metamorfo, tem que mata-lo.

Cassie: Matar? Por quê?

Dean: Porque é isso o que fazemos. Matamos essas aberrações.

Valentina: Não irão matar nada desta vez. Vamos prendê-las e levar para o FBI.

Dean: O.K., então prendam essas coisas, coloquem-nas em uma sela, e depois saiba que seus policiais estão presos. Ah, é mesmo, você prendeu um metamorfo que pode copiar a sua pele – ele fala de forma rude.

Cassie: Bom – ela olha para ele e volta a olhar para frente – ele tem razão.

Dean: Vocês vão precisar de nós.

Cassie: Daremos uma trégua se prometerem não fugir.

Valentina: Você é tão inocente a ponto de acreditar neles!

Cassie: Não temos outra opção – ela dá de ombros.

Sam: Prometemos não fugir.

Valentina: É bom mesmo, ou na próxima, eu mato vocês.

Cassie: Mas espera, elas estão nesse quarto? – ela fala mostrando as chaves.

Valentina: Pela lógica, se elas não estão com as chaves, elas pegarão outro quarto.

Cassie: É. Essa é a lógica. Vamos chegar logo que eu quero ficar cara-a-cara com essas coisas.

Dean: Já está entrando no clima, princesa – ele ri deitando o corpo no assento.

Cassie: Ele sempre tenta ser tão engraçadinho assim?

Sam: Sim, ele sempre solta piadinhas sem graça.

Valentina: Chegamos. Pensei que ficasse mais distante – ela para o carro no estacionamento, pega a arma e a bolsa e sai do carro já puxando Dean ainda algemado pelo braço. Cassie faz o mesmo.

Cassie: Vamos leva-los assim mesmo? Algemados?

Sam: Eu acho melhor vocês criarem uma – ele levanta uma sobrancelha – identidade falsa. Já que outras Chevalier já estão hospedadas.

Dean: E chegar com dois caras algemados? Vão manda-las para um motel.

Valentina: Odeio concordar com vocês. Mas tem razão – ela tira uma chavezinha do tamanho de chaves de diário do bolso da calça e tira as algemas deles – qualquer gracinha, vocês morrem.

Dean: Estava aí o tempo todo? – ele olha para o bolso da calça dela e revira os olhos.

Valentina: É, estava. O.K., você vai com a Cassie e o Sam vem comigo. Somos – ela faz expressão de nojo – casais.

Dean: Agora você me dispensa.

Valentina: Não vou aguentar escutar sua voz por mais não-sei-quantas-horas.

Cassie suspira e puxa Dean pelo braço.

Cassie: Vem logo e se comporte, seja educado e nada de piadinhas.

Dean: Está certo, benzinho. Quando ganho beijo?

Cassie: Nem nos seus mais selvagens sonhos. Vamos – eles dão as mãos e seguem para a pousada.

Sam passa o braço pela cintura de Valentina.

Sam: Desculpa pelo meu irmão, ele é meio...

Valentina: Idiota. Cretino.

Sam dá de ombros e acompanham Cassie e Dean. Passando pela recepcionista Cassie balança as chaves e acena para a moça atrás do balcão como se fossem melhores amigas.

Dean: Como fez isso? Ela nem questionou.

Cassie: É o meu charme – ela pisca e sorri – não resistem. Tina – entrega uma chave – são quartos separados.

Valentina: Eu vou ter que ficar sozinha com ele no quarto?

Cassie: Olha pelo lado bom, você não ficou com o tarado da família.

Dean: Não sou tarado.

Cassie: Já o lado ruim – ela abre a porta e o empurra – é que ele ficou comigo – ela entra e fecha a porta.

Sam e Valentina se entreolham tentando entender o sentido da frase. Ela abre a porta e eles entram.

Dean: Eu não sou o tarado da família.

Cassie: Você ficou dando em cima da minha irmã desde que nos encontramos na casa daquele cara.

Dean: Não estava dando em cima dela.

Cassie: Claro que não – ela pega o celular que tocava freneticamente, olha para a tela e o joga com raiva na cama.

Dean: Não vai atender?

Cassie: Não. É o meu namorado. E eu não estou a fim de conversar com ele.

Dean: E por que não?

Cassie: Porque ele é um idiota e eu vou terminar com ele assim que voltarmos para Washington.

Dean: Um idiota? O que ele fez? Pegou a amiga gostosa?

Cassie: Não. Ele é muito estúpido. Trata-me mal.

Dean: Se você está com um homem que te trata mal. Ele com certeza não é o único idiota.

Cassie encara Dean pelo reflexo do espelho, ela cruza os braços na frente do corpo e vira para encara-lo.

Cassie: Eu vou terminar com ele. Mas e você? Não tem alguém?

Dean: Eu procuro não me apegar.

Cassie: E por quê?

Dean: Porque eu sempre acabo magoando quem me ama – ele levanta e entra no banheiro.

Valentina: Diga-me mais sobre essas aberrações que você e seu irmão enfrentam.

Sam: Então agora acredita em nós?

Valentina: Não acredito, só estou tentando entender.

Sam: Não sei por onde começar.

Valentina senta na beirada da cama.

Valentina: Que tal começar me explicando isso de salvar o mundo, impedir o apocalipse?

Sam: Descobrimos que eu sou a casca de Lúcifer. E que essa demonia, a Lilith quer romper os selos que levam ao apocalipse, mas eu sou o último, Lúcifer precisa que eu diga sim para que ele possa começar toda a guerra. Já o Dean é a casca de Miguel, alguns anjos também querem o apocalipse.

Valentina: Ow – ela levanta da cama estendendo as mãos no ar – calma aí, grandão. Informação demais. E Miguel? Não deveria ser Deus o tal do apocalipse?

Sam: Eu não sei, direito. Mas Deus – ele hesita passando a mão no cabelo – sumiu.

Valentina: Deus sumiu?

Sam: Basicamente isso. Ahn – ele anda pelo quarto – é melhor parar o assunto, sabe, não é legal ficar falando tudo isso... Lembrando-se de tudo o que passamos... Tudo o que perdemos – ele senta na beirada da outra cama.

Valentina: É por conta de seu pai?

Sam: Não... Quer dizer, quase isso. O Dean que tem essa fé cega no pai. Eu não – ele deita na cama com os braços atrás da cabeça.

Valentina: Meu pai morreu quando eu tinha cinco anos, a Cas tinha dois, ela não lembra muito dele e eu também não, preferi bloquear algumas lembranças.

Sam: Sinto muito... – ele olha para ela – por que preferiu bloquea-las?

Valentina: Porque não importa se você guarda lembranças boas ou ruins, sempre vai doer. Então é melhor não ter nenhuma. E as lembranças que nos fazem chorar sempre são as boas – ela dá de ombros.

Sam: Sei como é. A mãe morreu quando eu ainda era um bebê, o Dean que me salvou, e o pai... – ele suspira.

Valentina: O que aconteceu com seu pai?

Sam: Ele fez um pacto trocando a vida dele pela do Dean...

Valentina: O que havia com o Dean?

Sam: Estava morto. O ceifeiro já estava para levar sua alma. Então o pai... Trocou.

Valentina: E depois?

Sam: O Dean voltou a ter reações e o pai morreu.

Valentina: Nossa – ela olha para ele – eu – uma longa pausa – eu sinto muito, de verdade.

Sam: Tudo bem, o pai teve uma escolha e escolheu salvar o Dean.

Valentina: Você não faria o mesmo?

Sam: Eu já fiz... Uma vez.

Valentina: Mas... Mas você está aqui, vivo.

Sam: O Dean descobriu que eu fiz o pacto e ele fez outro.

Valentina: O Dean vai morrer?

Sam: Na verdade ele j – o telefone de Sam toca interrompendo-o – desculpa – ele pega o celular – eu tenho que atender – ele vai para um canto do quarto e atende.

Cassie: Tem algo errado nessa escola – ela está com o notebook na cama deitada de bruços, Dean sai do banheiro sem camisa, só de calça jeans, ela o olha da cabeça aos pés e levanta uma sobrancelha, volta a olhar para o notebook.

Dean: Algo errado? Tipo o que? – ele se joga na cama ao lado dela fazendo-a dar-lhe mais espaço.

Cassie: Você não poderia ficar na outra cama?

Dean: Não e afinal você está fazendo pesquisas e – ele agora se posiciona melhor do seu lado também ficando de bruços – eu quero dar uma olhada nisso.

Cassie: Você não tem cara de quem faz pesquisas.

Dean: Claro que faço, eu sou o esperto.

Cassie: Qual o último livro que você leu?

Dean: Isso não importa – ele vira o notebook um pouco para o seu lado – me deixa ver isso aqui.

Cassie: E aí, o que achou?

Dean: Essa diretora poderia ser suspeita, mas olha, já mudou umas três vezes de diretor.

Cassie: Eles têm o mesmo péssimo gosto para moda.

Dean: Do que você está falando?

Cassie: Desses sapatos estilo militar, não se usa desse modelo desde a estação passada.

Dean: E isso é importante?

Cassie: Óbvio que é. Por favor, neh, se vai ser um diretor de escola, pelo menos saiba se vestir.

Ele revira os olhos

Dean: Isso não é relevante.

Cassie: Eles são da mesma família?

Dean: Que eu saiba não, por quê?

Cassie: Eles têm o mesmo jeito de segurar o microfone, com o mesmo sorriso sombrio e o olhar vazio.

Dean: E isso significa que são da mesma família?

Cassie: Provavelmente. De acordo com um livro antigo de códigos e definições que li ano retrasado, alguns aspectos fazem de você culpado ou inocente. Da mesma família ou não. E esses daí definitivamente são da mesma família.

Dean: O.K., senhora espertinha. Já temos uma pista. Certo?

Cassie: Certo. Eu acho que eles são culpados.

Dean: Eu vou na sua. Mas por que eles iriam fazer isso com alunos?

Cassie: Sei lá, talvez eles participem de alguma seita.

Dean: Podem ser algum demônio. Eu só ainda não sei qual.

Cassie: Você já pode vestir uma camisa.

Dean: Estou bem assim – ele sorri.

Cassie: Vá vestir a camisa.

Dean: O.K., eu vou, senhora estressadinha – ele levanta e vai até o banheiro onde deixou a camisa.

Cassie: DEAN!

Ele corre do banheiro vestindo a camisa.

Dean: Estou aqui Cas, o que hou – ele levanta as mãos – calma – ele olha para Cassie amarrada e amordaçada na cadeira– vai ficar tudo bem

"Sound of the drums beating in my heart, the thunder of guns tore me apart, you've been thunderstruck"

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.