Doux Rêves, Amère Réalité

Jour 1: Pluie Doux

— Então, o que lhe traz a esse pensionnat?

A pergunta repentina do garoto a pegara de surpresa, fazendo com que parasse momentaneamente de desenhar em seu caderno. Os olhos castanhos movendo-se até se encontrarem com os verde do outro. E este, também parara com seu trabalho no cuidado das flores; um sorriso nos lábios carnudos.

Marley olhou por um instante Jade, até seus olhos desviarem para o tempo nublado lá fora da estufa. Havia acompanhado o outro quando o mesmo insistira — e muito — depois das aulas para ir a estufa consigo. E mesmo que relutante no começo, a ruiva aceitara o convite, pois se sentia curiosa para conhecer aquela parte do lugar.

E agora se encontrava sentada em um banquinho, apoiada em um canto de uma bancada longa e cheia de flores; enquanto desenhava, às vezes parava para observar o outro. Por um momento, deixara sua mente passear por entre suas memórias. Não estava ali por inteira vontade sua, mas sua avó achara melhor fazer a faculdade que queria ali; o mesmo lugar que um dia sua mãe também esteve.

— Minha avó pediu para eu vim para cá. — respondera por fim, hesitando um pouco no começo, e voltando ao seu desenho. — Não por me querer longe, mas aqui não é um dos melhores internatos do país, não é?

— É, eu acho que sim... — Jade murmurou. Por estar de costas para o garoto, não viu o mesmo lhe dar um olhar avaliativo, antes de suspirar e continuar a cuidar das flores.

— E você? — perguntou Sully depois de alguns minutos de silêncio entre eles. Já havia terminado seu desenho e agora apenas observava o seu entorno.

— Eu? — indagou, meio distraído.

— Sim, você. — Sully revirou os olhos, antes de olha-lo friamente. — Por que está aqui? — a ruiva guardava as coisas que usara, para então cruzar os braços e olhar diretamente para Jade.

— Bem, como você mesmo disse antes, aqui é um dos melhores para se estudar. — respondeu, mexendo involuntariamente com o seu avental marrom. Ação que não passara despercebido pela outra, que deduzira que o esverdeado não dizia totalmente a verdade; mas nada podia exigir explicação, quando ela mesma não falara tudo também.

— Ah, claro... — murmurou, levantando-se, andando entre o mar verde que a cercava.

A estufa tinha um tamanho considerável, abrigando um bom número de plantas, dos mais diversos tipos; alguns que ela mesma não conhecia. Atrás da mesma, ainda havia um pequeno pomar, e pelo que sabia, as flores dos jardins eram o clube de jardinagem que cuidava. Andava distraída pelo lugar, e por tal coisa não reparara em um vaso, tropeçando no mesmo.

Inevitavelmente, soltara um pequeno grito, pega de surpresa. Pensara, por um breve instante, que cairia em cima do vaso de orquídeas, quando sentira braços fortes rodearem sua cintura fina. Seus olhos caíram na figura robusta de um garoto de cabelos negros e repicados, os olhos eram de um lindo castanho dourado.

— Você está bem? — indagou o rapaz desconhecido, colocando a Sullivan sentada em um banquinho.

— A-ah, claro. — respondeu, depois de alguns segundos sem encontrar sua voz, e se repreendendo pela mesma sair mais aguda do que queria.

— Essa foi por pouco, ruiva. — outro garoto, loiro, se juntou a eles, e só agora que Sully reparara que havia mais pessoas a sua volta.

— Seria uma queda feia. — concordou outro, este com traços afro-descendente, sorrindo simpático para a artista.

— Você está bem mesmo, Marley? — Jade perguntou, entregando para ela um copo de água. O rosto mostrando preocupação, que a garota não gostou de ver no rosto bronzeado.

— Estou, não foi nada. Juro. — afirmou a ruiva tomando um gole da água, e depois olhando para o grupo de três rapazes que chegara. — Quem são vocês?

— Ah, desculpe, — o moreno falara, sorrindo. — Sou Viktor, esse é Dajan. — apontou para o garoto negro e quando iria dizer o nome do loiro, este se adiantou.

— Sou Dake. — ele pegara a mão de Marley, depositando um beijo suave na mesma, um sorrindo beirando a malícia brincando em seus lábios.

— Ah, prazer... Eu acho. — Marley rapidamente puxou a mão, fazendo uma careta desgostosa. E observando que Dake tinha, ao redor do olho direito, um hematoma roxo; o que atiçou a curiosidade da universitária, mas se controlou em perguntar.

— Desculpe por ele.- dissera o menino de cabelos castanhos, que se mantivera silencioso o tempo todo. Viktor puxara Dake pela gola de sua jaqueta, deixando-o longe dela. — A propósito, sou Charli, prazer.

— Ele é um idiota, às vezes. — comentou Dajan, dando de ombros, vendo o referido o olhar indignado.

— Hun... — Sullivan arqueou uma sobrancelha, mas nada disse. Um resmungo vindo de seu lado chamou a sua atenção, e olhando para o lado, via Jade dar um olhar um pouco irritado para Dake. Mas assim que notou o olhar de Marley, não tardou a sorrir para ela. A mesma revirou os olhos, deixando o assunto de lado, por enquanto.

— Então, o que vocês vieram fazer aqui? — perguntou Jade, movendo-se de volta as suas plantas, não sem antes remover o vaso de orquídeas, colocando em um lugar apropriado.

— Oh, minha culpa, cara. — Charli disse, mexendo em seus bolsos de sua calça preta, procurando algo, que logo fora encontrado. — Tome, obrigada por me emprestar. — ele entrou um pequeno pendrive, e Sully teve que conter uma risada ao ver o formato do mesmo. Lembrava muito de uma borboleta.

— De nada. — Jade pegou o seu pendrive, e a garota teve a impressão dele estar envergonhado quando o mesmo a olhou, desviando os olhos rapidamente.

— Acho que era só isso. — disse Viktor, vendo Charli apenas assentir. — Nós já vamos.

— Ora, pra que a pressa? — indagou Dake, olhando intensamente a ruiva, que encarava de volta friamente. — Bem quando chegamos em um ótimo momento.

— Discordo. — falou Dajan, balançando a cabeça, e impedindo o loiro de se aproximar da garota; a mesma se mostrando irritada com as investidas do amigo, não sendo a única. — Vamos logo, Dake, você ainda não tinha coisas a resolver, não?

— Pode esperar. — retorquiu, olhando um pouco irritado para os amigos.

— Vamos Dake, não quer entrar em outra confusão, quer? — indagou Viktor, franzindo o cenho. — Brigando no primeiro dia de aula nunca é bom.

— Como se a culpa fosse minha. É culpa daquele tomate ambulante que não aguenta umas verdades. — o loiro realmente mostrava-se irritado agora, com os braços cruzados em frente ao corpo e as sobrancelhas franzidas.

— Mas algumas coisas não precisam ser ditas. — retrucou Dajan, apoiando-se na bancada, cruzando os braços. Os olhos castanhos pousaram na figura de Charli, que se mantinha olhando para fora, parecendo concentrado em algo.

— E algumas precisam ser. — teimosamente, o bronzeado australiano respondera, dando de ombros no final.

Os amigos suspiraram com a atitude de Dake. Era algo bem conhecido por aqueles que sempre frequentaram o internato, que Dakota e Castiel não se davam bem. Era uma inimizade pior que havia entre Nathaniel e o ruivo mal-humorado. Viviam se provocando — às vezes rendendo brigas realmente sérias — desde que se conheceram. E ambos não faziam questão de tentar amenizar a animosidade entre si; mesmo que muitos já tivessem tentado este feito. Só houve uma única vez em que os dois teimosos e cabeças-ocas deram uma pequena — muito pequena— trégua. E o motivo de tal coisa acontecer, não era algo que muitos naquele campos estavam dispostos a se lembrar tão cedo.

Mas para Marley, que era alheia a muitos desses fatos, era um tanto confuso. Apesar de achar mais que normal essas desavenças, ainda sentia que havia muito mais nessa história. E tinha uma quase certeza que essas 'verdades' tinham muito haver ao hematoma roxo no rosto de Dake. Porém, não podia sair questionando sobre o assunto quando ela mesma não estava envolvida no mesmo. A ruiva suspirou, resolvendo deixar o assunto esquecido e se concentrar em coisas mais importantes.

Seus pensamentos foram cortados quando ouvira alguém exclamar, assustando Marley. Esta, olhando um pouco desnorteada para os meninos a sua frente. Jade parecia confuso e divertido ao mesmo tempo, assim como estava Viktor ao seu lado. Dajan parecia estar perdido em pensamentos, e por último Dake, que olhava para porta aberta, intrigado. A ruiva logo notou que Charli estava faltando, logo percebendo que o moreno deveria ter saído e também o culpado pela confusão dos outros.

— O que aconteceu? — perguntou ela, por fim, admitindo estar curiosa com o que havia acontecido.

— Sinceramente, eu não faço ideia. — quem respondera fora Dajan, que balançara a cabeça, parecendo descrente.

— Charli olhou algo lá fora, e simplesmente, saiu. — completara Viktor, indo até a janela aberta e espiar o movimento de fora.

— Algo ou alguém... — murmurara Jade, dando de ombros sem se importar muito, pois sabia que o amigo sabia se cuidar de si e era alguém responsável.

— Bem, isso não é importante. — Dakota falara, mexendo distraidamente com seu colar, já estando mais calmo. — Ei, Dajan, — chamou, olhando o moreno, que ergueu uma sobrancelha em questionamento mudo. — não tínhamos assuntos para resolver?

— Ah... — Dajan mostrara-se surpreso por um instante, antes de assentir, sorrindo com leveza. — Pensei que estava já esquecendo. Estava tão focado em outra coisa... — ele olhou de canto para Sully, a mesma já focando sua atenção em outra coisa, como em uma das anotações que fizera em suas aulas. Dakota também a olhou.

— Deixa pra lá, por enquanto. — sorriu o australiano, ouvindo Jade suspirar parecendo em alívio. — O que foi Jade? Algo errado?

— Não, nada. — respondeu simplesmente o esverdeado, sem se deixar cair na provocação do outro.

— Eu também já vou indo. — informou Viktor, ajeitando melhor a mochila que trazia.

Os três meninos se despediram da ruiva e de Jade, deixando-os sozinhos. Os dois universitários ficaram em silêncio, que aos poucos tornava-se meio constrangedor com o passar do tempo. Sully resolveu se concentrar em suas anotações, e Jade logo voltara a seus afazeres na estufa.

— Seus amigos são legais... — ela murmurara, olhando de esgueira para o outro, que parara para olha-la. — Meio esquisitos, mas divertidos.

— Os melhores, às vezes. — Jade sorrira, sendo retribuído por um singelo sorriso da parte de Sully.

—-*-*--

— Sério, Katty, você não se lembra onde o deixara? — indagou a arroxeada, com seus olhos pregados no chão. — Talvez esteja no dormitório.

— Não, tenho certeza. — respondeu a morena frustada, que assim como Sabrina, estava com os olhos no chão.

O pequeno grupo estava próximo aos prédios principais das aulas, todos com uma mesma função. Ajudar Katharina a procurar a sua perdida pulseira. A garota só notara que não estava mais a usando, quando as aulas já haviam acabado a algum tempo. Seus recentes amigos que estavam junto a ela, se prontificaram a ajudar na procura. Mas já fazia uns bons quinze minutos que eles estavam ali, no local suposto que Katty poderia ter perdido a joia. Mesmo lugar em que caíra mais cedo enquanto ia para a aula.

— Talvez alguém tenha a encontrado. — comentou o garoto que as acompanhava. — Sabe, podem ter ido na secretária e a deixado lá. — concluiu, finalmente se cansando e se sentando em um banco ali perto.

— Talvez Armin tenha razão. — concordou Bonnie, sentando-se ao lado do moreno, que lhe ofereceu um sorriso.

— Acho que não... — opinou Azusa, também sentando-se.

— Talvez... — murmurou a Santos, parando perto dos demais, com seus olhos ainda passando de vez em quando no chão, como se fosse encontrar a pulseira a qualquer momento. — Ah, Kat!

A exclamação de Katharina chamou a atenção dos outros, que olharam na mesma direção que Katty. Vendo que a jovem Williams estava correndo em sua direção. A mesma se ofereceu em ir de volta ao dormitório, para tentar procurar a pulseira. E só agora voltava, parando em frente aos amigos, curvando-se para normalizar a respiração descompensada.

— Então, achou algo, Kat? — a pergunta viera de Armin, depois de um momento, inclinando-se para frente e apoiando os cotovelos nos joelhos; a cabeça pousando entre as mãos.

— Não. — respondeu Katrina, se sentando no lugar que Azusa lhe oferecera. — Não está por lá. Desculpe, Katty.

— Está tudo bem. — a francesa suspirou, passando as mãos nos cabelos, para arruma-los. — Achei mesmo que não estivesse lá.

— Por que não seguimos a sugestão do Armin?- sugeriu Rina, se aproximando e colocando a mão no ombro de Katty. — Talvez esteja mesmo na secretária.

— Bem, não custa tentar, não é? — disse a animada Bonnie, levantando-se.

— É, talvez alguém realmente tenha achado a sua pulseira. — incentivou a Willians, sorrindo. — Só espero que não tenha sido nem um doido. — riu-se ela junto aos demais.

— Eu não sou nenhum doido.

A voz máscula e ao mesmo tempo divertida, assustou a todos, fazendo-os procurar pelo dono da mesma. Era um jovem rapaz de cabelos ondulados e castanho chocolate claros, que sorria abertamente para o pequeno grupo. Ele se aproximava calmamente, vasculhando algo na mochila que carregava em um dos ombros. As meninas olhavam confusas para o recém-chegado, quanto a Armin parecia um tanto divertido com a situação.

— Charli. — chamara Armin, acenando alegremente para o agora denominado. — O que faz aqui? Pensei que estivesse a procura de Jade.

— Estava, e já o achei. — respondera o moreno, tirando algo da mochila. — Mas vi certa pessoa que talvez tenha perdido isso daqui? — Charli mostrara a todos uma joia pequena e delicada.

— Minha pulseira! — exclamara Katty, em um misto de surpresa e descrença, indo pegar a pulseira das mãos do outro.

— Yay, você deixou cair essa manhã, quando você trombou comigo. — contou o rapaz, vendo as bochechas da morena se avermelharem, o olhando surpresa; o que só rendou um riso do adolescente.

— A-ah, era vo-você?! — perguntou, meio desconcertada.

— Sim. — Charli riu ao ver a expressão da outra.

— Ei, que história é essa, Katty? — a pergunta viera de Bonnie, que assim como os demais, observava os dois com curiosidade.

Rapidamente, Katharina contou o que acontecera de manhã. De como apressada estava para chegar a aula, que acabara por esbarrar em alguém, neste caso seria Charli. Quando a Santos ignorara o chamado que Charli havia feito não imaginara que seria porque a sua pulseira havia caído; e o garoto queria devolve-la. Naquele momento, Katty apenas queria não chegar atrasada para a aula.

— Aah... Se eu fosse você no seu lugar, acho que ficava. — comentou Armin, depois de ter dado uma risada, assim como os outros. — Só pra não chegar na aula.

— Pra ter tempo de jogar, isso sim. — retrucou Charli, erguendo uma sobrancelha. Armin apenas riu, piscando um dos olhos, maroto. — E até vejo, Alexy atrás de você, te puxando pela orelha até a sala.

— Com certeza. — resmungou o moreno, fazendo uma careta engraçada enquanto esfregava uma de suas orelhas. Os demais não puderam conter a risada.

— Isso é sério? — quis saber Azusa, ostentando um pequeno sorriso no rosto pálido.

— Sim... — Armin corou ao responder, ouvindo mais os risos se espalhar pelo local, apenas Azusa — ele notara — se mantinha apenas com um sorriso pequeno.

Armin franziu levemente o cenho, observando a pequena italiana com atenção. Desde que a vira em sala de aula, tivera uma certa desconfiança da Nakano; não sabia se poderia ser algo de bom ou ruim, mas tinha a sensação que não fora o único a notar. Seu irmão gêmeo, Alexy, tão discreto quanto si mesmo, parecia também querer descobrir o por que de Azusa se manter distante dos demais. Mesmo agora, observava, estando — parecendo, pelo menos — estar se divertindo com os recentes amigos feitos, os olhos vinhos da garota ainda se mantinham obscurecido por algo. E o gamer tinha a leve impressão que já vira isso, em algum lugar de seu passado...

O moreno parou com a trilha de seus pensamentos, quando percebera que os demais estavam retomando uma conversa entre si. Balançando levemente a cabeça, dissipando os pensamentos, deixando para mais tarde, agora concentrando-se em tagarelar com os outros. Assim, Armin não notara que a menina que povoava os seus pensamentos recentemente, percebera que estava sendo observada. Azusa deixou uma pequena carranca aparecer em seu rosto pálido, tentando saber o que havia em si, que Armin tanto a encarava.

— Ei, será que podemos ir para a cafeteria? — a voz de Charli chamara a atenção da Nakano, observando o indagador olhar furtivamente para Katharina, aguardando ansioso a resposta da mesma.

— Claro, por que não? — quem respondera fora Bonnie, olhando os demais adolescentes, recebendo concordância de todos. Charli sorriu largo.

— Então vamos! — dissera, colocando um braço envolta dos ombros miúdos de Katharina, a mesma ruborizava de leve.

E sem mais qualquer inconveniente, os sete jovens se puseram a andar até o bloco da cafeteria, em uma conversa mais alegre; sem perceberem o tempo se fechar cada vez mais, as nuvens cinzentas ocupando os céus, outrora azuis. Logo choveria, trazendo algumas surpresas para selecionados alunos de Pensionnat.

—-*-*--

A chuva batia com intensidade no telhado de vidro que cobria a parte do ginásio destinado para a prática de natação. Havia algumas arquibancadas pequenas em cada lado da piscina de tamanha médio; que no momento estava vazia por não estar sendo usada. A garota, de cabelos curtos e castanho-mel, estava sentada em um dos bancos da arquibancada, um livro em mãos, enquanto escutava uma música baixa de seu celular.

Ritsu, depois de ir para a biblioteca e escolher um livro de poesias para si, não querendo ir para um lugar cheio e barulhento; optara pelas quadras esportivas. E agora, ao ler o poema Não sei quantas almas tenho, de Fernando Pessoa, não poderia deixar de divagar sobre sua própria vida.

Seus pensamentos automaticamente se voltaram para a senhora de meia idade, que tão amavelmente, praticamente a criara. Elizabeth sempre estava ao seu lado, em todos os seus piores e melhores momentos da vida. Por muito tempo, vira o rosto da mulher como uma figura materna, até. E agora, era a primeira vez que se via longe da senhora; admitia que estava um pouco receosa, mas não se acovardaria. Poderia mostrar para si, como também para seu querido pai que nada podia a impedir.

— Bem, vou ter certeza que ele irá se arrepender... — murmurou para si mesma, um sorriso malicioso formando nos lábios finos. A mente já planejando alguns planos que colocaria em prática na próxima semana.

— Quem irá se arrepender, ma chèrie? — a voz rouca, ainda que maliciosa, vinha do outro lado do ginásio.

Ritsu ficou paralisada por alguns instantes, pálida com o susto. Mas recobrou a compostura quando ouvira a risada do rapaz. Seus olhos castanhos claros se direcionaram a figura alta e relaxada, sentada na arquibancada. Os olhos da garota se estreitaram, com suas sobrancelhas franzidas em sua crescente irritação.

— Do que está rindo? — perguntou, irritada e fechando com força acessiva o livro em seu colo. O loiro sorriu mais largo, não parecendo se importar com o tom da outra.

— Oh, nada. Só a sua linda cara de surpresa que era engraçada, ma chèrie. — respondera o bronzeado, levantando-se e caminhando casualmente até a morena.

— Pois não vi graça nenhuma, idiota. — falara, também levantando-se, guardando o livro em sua mochila e colocando a mesma em seu ombro. — Você por acaso, gosta de dar susto em garotas? — perguntara, desdenhosa ao vê-lo a sua frente.

— Apenas as mais belas das damas. — Dake dissera cortês, dando uma revência em deboche, ainda que mantendo um ar galanteador.

— Só mostra o quanto é um loiro oxigenado idiota. — sua voz saíra sarcástica, enquanto revirava os olhos, descendo a arquibancada.

Passara por Dakota sem lhe poupar sequer outro olhar, já sentindo que desgostava do outro em primeira instância. Realmente, pelo breve olhada que dera anteriormente, vira que o loiro tinha um belo corpo mesmo por debaixo do casaco listrado em preto; o sorriso charmoso contribuía com a bela aparência, e o hematoma na face não o prejudicava na boa aparência. Mas só fora o outro abrir a boca, que Ritsu poderia dizer que era um mulherengo de primeira, o tipo de pessoa que detestava.

— Oh, ma chèrie, não seja tão difícil. — a voz de Dake fizera a inglesa sair de seus pensamentos, os olhos se encontrando com os verde do australiano. Quando ele se movera?, perguntou-se, não notando a proximidade em que estavam.

— Não sou sua querida, então pare de me chamar assim, babaca. — respondera ríspida, fazendo uma expressão irritada. Já estava sem a miníma paciência para aturar o outro.

Dando um empurrão no outro, Ritsu desviou de Dakota indo direto para a saída. Suas mãos procurando dentro de sua mochila o guarda-chuva que pegara anteriormente no dormitório. Já na porta, poderia ver a chuva aumentar aos poucos. Ao abrir o objeto de proteção, a voz de Dake, carregada em divertimento, chegou aos seus ouvidos, fazendo-a trincar os dentes:

— À bientôt, ma chèrie!

—-*-*--

Os dois morenos, debaixo de um guarda-chuva escuro, andavam com pressa indo em direção a estrutura que abrigava a cafeteria; local agora, que estava se apinhando de gente graças a torrente de água que caia naquela tarde. A maioria, pega desprevenida, corria para se abrigar o mais rápido possível. Alguns até se aventuravam ir para o seu dormitório, mesmo correndo o risco iminente de ficar ensopado.

— Urg, por que tinha que chover justo agora? — resmungou, um pouco indignado, o moreno de olhos dourados; as sobrancelhas franzidas ao receber respingos de água quando as pessoas passavam correndo ao seu lado.

— Não sei como não notara. — dissera o amigo ao lado, a voz serena e os lábios puxados em um pequeno sorriso ao ver a carranca se formar no rosto amorenado do outro.

Ambos, Viktor e Leigh, haviam se encontrado por acaso quando saiam do prédio principal das aulas universitárias. Leigh, que estava falando com um professor anteriormente, e Viktor, que depois de se despedir dos amigos, havia ido tentar localizar Charli, mas não obtivera nenhum resultado, ainda. E por sorte, quando estava preste a se aventurar naquela chuva que aumentava com o tempo, Leigh aparecera com um guarda-chuva. Os dois morenos, sem nada mais para fazer naquele resto de tarde chuvosa, decidiram seguir para a cafeteria e tomar uma boa bebida quente.

O local já estava apinhado de estudantes, alguns bem molhados, outros tomando algo para aquecer-se naquele dia frio; mas o falatório corria solto entre todos. Os recém-chegados, trocando breves palavras, optaram por ir comprar primeiro uma bebida antes de tentarem encontrar algum lugar restante. A fila que pegaram estava longa, mas logo foram atendidos, Leigh preferindo um bom chocolate quente, enquanto Viktor pedira um café forte para si.

— Então, aonde? — perguntara Viktor tomando um gole calmo de seu fumegante café, soltando um zumbido de apreciação ao sentir a bebida descer em sua garganta.

— Vamos andar, quem sabe não encontramos alguém? — sugeriu o francês, os olhos escuros vagando pelo local.

Assentindo, Viktor começou a liderar o caminho no meio daquele mar de pessoas, eufóricas demais para um dia de chuva; ou até mesmo para o primeiro dia de aula e semana, ainda. Os olhos dourados percorrendo a todo canto, fazendo algumas manobras para desviar das pessoas. Até que seu olhar clínico notara, ao canto do refeitório, uma mesa já ocupada com conhecidos seus, e para seu apreço, ainda havia lugares sobrando.

Dando uma cutucada em Leigh e mostrando o lugar que encontrara, ambos começaram a se dirigir até lá. Na mesa, já com sete ocupantes, entre eles, Viktor percebera, estava o tão procurado Charli. E Leigh, seguindo o outro, ainda pode reconhecer alguns rostos que apenas conhecera naquele mesmo dia, mais cedo.

— Hey, será que podemos sentar aqui? — Viktor perguntou, chamando a atenção de todos na mesa. Os sete se entre olharam-se, antes de Armin tomar a dianteira e oferecer os lugares disponíveis aos recém-chegados.

— Obrigado. — Leigh dissera, sentando-se ao lado de uma garota de cabelos arroxeados, que parecia muito concentrada em alguma coisa em seu caderno para notar o seu entorno.

A conversa se reiniciara novamente, junto aos sons de risadas e brincadeirinhas a parte. Leigh pouco participava, preferindo dar alguma folheada em seu livro didático de seu curso. Realmente, estava ansioso para aquele ano, verdadeiramente amava a moda e criar suas próprias coleções. Ainda no ensino médio, tinha a ideia de parar seus estudos, e quase chegara a fazer tal coisa, apenas para abrir sua própria loja no centro da cidade. Mas essa ideia, por enquanto, estava deixado de lado, quando seu irmão e Rosalya o convenceram a continuar a estudar. E agora via o quão bom tinha sido sua decisão de ficar.

— Hey, Rina, o que tanto você olha nesse caderno? — perguntou Katrina de repente, os olhos alaranjados tentando dar alguma espiada no caderno da amiga; a mesma estava com uma expressão espantada, até seus lábios abrirem em um sorriso animado.

— Não é nada de mais. — respondera a Vendal, dando de ombros e tentando guardar seu caderno em sua mochila, porém sem nenhuma discrição.

— Ah! — exclamou a Willians, batendo as mãos juntas como se lembrando de algo, os lábios formando um sorriso malicioso. — Você estava desenhando, não?

— Uhn... Ahn, mais ou menos, haha. — Sabrina tirou as mechas do cabelo de frente do rosto, o que acabou por deixar cair o seu caderno. Antes que pudesse o pegar, Leigh o fizera. E o moreno não pode deixar de ver os desenhos ali contidos, roupas tão bem trabalhadas.

— São muito bons; bonitos. — comentara Leigh ao entregar o caderno a Rina, vendo a surpresa brilhar nos olhos róseas. — Você pretende seguir carreira?

— Merci. — agradecera, ainda surpresa. Não esperava alguém como Leigh, que já cursava a universidade poderia ter algum interesse em si. — Não sei ainda, mas acho que sim.

— Seria um desperdício se não tentasse. És muito boa.

— Ouça o que ele diz, Rina, querida. — falara Armin, sorrindo enquanto olhava, junto ao demais naquela mesa, os desenhos da jovem Vendal. — Leigh cursa moda, sabe o que diz.

— Sério?! E como é o curso? — perguntou animada Sabrina, depositando sua total atenção no moreno ao lado, que lhe dera um pequeno sorriso de canto ao ver a animação da menor.

Não demorara muito para tanto Leigh e Sabrina engatarem em uma conversa regada a tipos de tecidos, cortes, entre outras coisas. Os demais, contribuíam com seus próprios comentários ocasionalmente, fazendo seus particulares grupinhos.

—-*-*--

A albina andava por entre os corredores já desertos, os olhos azuis vagando por entre as janelas do segundo andar. A chuva cristalina, para Pollyanna, era a coisa mais bela daquele dia que já estava chegando ao fim. Gostava da frieza daquelas gotas, que sempre a acalmavam quando inquieta e sozinha. Além do cheiro que o vento trazia, misturado com os da natureza, para si, era o mais belo perfume.

Polly, que agora via-se querendo ir para o seu dormitório, depois de ter uma boa conversa junto a Thales e Viollet. Ambos haviam lhe mostrado o clube de artes, que tanto estava ansiosa em conhecer. Seus olhos já brilhavam com a lembrança das telas, tintas de diversas cores, pinceis, esculturas... O cômodo exalava vida com suas cores vibrantes. Mal posso esperar para poder participar de tudo isso!, pensava animada enquanto descia as escadarias.

Já no primeiro patamar e querendo seguir para o térreo, seus ouvidos capitaram o mais belo som que já ouvira. Era calmo, ainda que uma pontada de grave no meio, ressoava com melancolia por todo o corredor. Sem resistir a curiosidade atiçada em si, apurou os ouvidos, tentando descobrir de onde a música saia. Seu interior estremecia em apenas ouvi-la.

Depois de andar por alguns corredores, parara bem enfrente a uma porta entre aberta, ouvindo a música sair da mesma. Os olhos visualizaram, involuntariamente, a plaquinha metálica na porta de madeira, com os seguintes letreiros:

'Sala de Música e Teatro'

Suas mãos moveram-se para a maçaneta prateada antes mesmo de pensar com alguma razão; hipnotizada demais com o som da melodia. Abrira apenas um tanto, mas o suficiente para poder olhar, pelo menos, a metade da sala. A mesma estava com diversos instrumentos guardados com cuidado, além de alguns figurinos pendurados nas paredes junto a diversos cartazes abstratos.

Mas o que realmente lhe chamara a atenção fora o piano negro; de onde logo pode concluir que a melodia saia de tal belo instrumento. A albina, fascinada via o músico de longos cabelos escuros tocar aquelas teclas brancas com uma maestria sem igual; como se fosse uma extensão de seu próprio corpo. A concentração que mostrava na tez pálida, de olhos fechados, deixava Polly se perguntando se estava em frente ao mais belo e talentoso pianista.

Tão entretida que estava com a música, que se assustara ao ouvir a mesma parar, pois gostaria que a mesma continuasse. Os olhos da francesa se abriram, nem notara quando que os fechara, apenas aproveitando aquilo que a deixava calma e pacífica, ainda que notando o tom triste de cada nota tocada. E o músico, que ainda se mantinha com os olhos bem fechados, tinha a face inclinada, com os cabelos tampando parcialmente seu rosto. Por tal coisa, Polly se assustara ao ouvir a voz suave do mesmo.

— Essa música me lembra a chuva. — os olhos do moreno, de uma cor tão incomum, se encontraram com os da Roux, fazendo-a paralisar. — E para você, ma belle?

Pollyanna, que sentia as bochechas ruborizarem, olhou para os seus próprios tênis vermelhos, mordendo os lábios com força; constrangida demais. Sentia o seu corpo ficar dormente, os segundos de silêncio entre os dois apenas aumentava, fazendo o coração da outra bater freneticamente. Balançando a cabeça, recuperou o controle de seu corpo. E sem mais delongas, saíra correndo dali, nunca olhando para trás; muito envergonhada para tal. Fui pega!, sua mente gritava, repreendendo-se por ser tão curiosa e não poder conter-se.

Seus passos apressados apenas tomaram algum freio quando seu corpo pequeno colidiu com um maior. Fora de encontro ao chão, desajeitada e meio desnorteada, piscando os olhos algumas vezes até ter foco novamente. Seus lábios deixaram escapar um pequeno gemido ao sentir a dor nas suas ancas. Os olhos azuis se encontraram com a figura feminina de Lilian, também caída no chão, esfregando a lateral da cabeça, possivelmente dolorida.

— Você está bem, Lily? — perguntou Pollyanna, preocupada enquanto levantava-se. — Eu não te vi, me desculpe. — a albina estendeu a mão para a amiga, que aceitou agradecida.

— Estou bem, foi nada. — assegurara a inglesa, sorrindo ao desamarrotar a roupa. Os olhos de Lilian observaram atentamente a amiga, notando como a mesma estava ofegante devido a corrida; mas Lily tinha a sensação de ter algo mais, pois qual seria o motivo dessa correria, afinal?

— Polly, — chamou, tendo a atenção da Roux novamente, que parecia mais distraída que o normal. — está tudo bem? Por que a correria? — não poderia negar estar curiosa com esses eventos vindo da mais nova.

— Oh, oui. Está tudo bem. — garantiu Pollyanna, sorrindo tentando mostrar firmeza. Não queria preocupar a Smith. Suas sobrancelhas franziram um pouco, ao indagar-se o que ela estaria fazendo no prédio aquela hora. — O que está fazendo aqui? Pensei que estivesse no dormitório...

— Ah, vi Viollet voltar e estranhei você não ter aparecido ainda. — respondeu, ambas voltando a caminhar indo para a saída do prédio. — Procurei no refeitório, mas não a encontrei. Iris disse que você estava por aqui ainda. — contou, mostrando leve preocupação, o que fez Polly corar.

— Bem, bem, eu meio que me... distrai? — a resposta soara mais uma indagação do que uma confirmação de fato, soando confusa até para seus próprios ouvidos.

— Deu pra perceber. — Lily soltara uma risada leve, ao ver a menor com uma cara confusa, mexendo distraidamente em seus longos cabelos esbranquiçados. Corara um pouco a mais nova, rindo baixinho.

As duas desciam as escadas em um silêncio confortável. Polly já perdida em seus pensamentos novamente, retomando ao tema do músico misterioso de anteriormente. Podia dizer agora, mais calma, que concordava com o rapaz, aquela música melódica ainda transmitia para si tudo que a chuva lhe simbolizava. Com exceção da tristeza em que era tocada.

Lily e Polly pararam de andar ao chegar a entrada do prédio, a chuva já era consideravelmente forte agora; o céu totalmente cinzento e tempestuoso. As garotas se entre olharam, notando agora que nenhuma delas havia trazido algum guarda-chuva. Polly por nem notar como o tempo estava fechando, enquanto Lily viera ainda quando o céu estava seco. E logo, o edifício teria que ser fechado, assim que o último professor saísse do lugar.

— Então... — começara a dizer a morena, meio hesitante, enquanto mordia os lábios, pensando em alguma solução, as sobrancelhas franzidas. — Acho que teremos que ir nessa chuva e correr o risco de ficar doente. — concluiu a contra gosto.

— Hun, sim... — concordou, em um sussurro, olhando os pingos caírem com rapidez. Com certeza ficariam encharcadas antes mesmo de chegarem aos dormitórios, sem contar que Pollyanna já estava pensando em comer algo no jantar, ou algum lanche da tarde. — Que azar da gente...

— Eu acho que não, senhoritas. — a voz suave e quase monótona fizera as meninas se assustarem, virando rapidamente para trás, deparando-se com dois rapazes; Ambas logo os reconheceram.

— Ah, Lysandre e Castiel. — cumprimentou Pollyanna, uma mão no coração por causa do susto. — O que fazem aqui? — perguntou, curiosa ao ver os dois se aproximarem.

— Castiel tinha alguns assuntos pendentes com a diretora. — respondera Lysandre, olhando brevemente o melhor amigo que estava carrancudo.

— Sei... — murmurara, olhando também o de cabelos vermelhos, mas desviou o olhar logo depois que os olhos cinzentos irritados encontraram com os seus. Uhu, ele parece bem irritado, pensou a colegial.

— Eu vi que vocês não trouxeram algum guarda-chuva, certo? — indagou Lysandre, fazendo Polly sair de seus devaneios. Lily se limitara a assentir, vendo o interlocutor sorrir-lhe. — Podem levar o meu, se quiserem. — ofereceu, estendendo o objeto preto com verde para elas, que olharam-no surpresa pela generosidade.

— Ahn, mas e você? — perguntou Lilian, ainda meio desnorteada; olhava entre os dois rapazes. Lysandre abrira a boca para responder, mas fora cortada pela voz irritadiça do ruivo ao lado.

— Será que dá pra pegar logo isso? — Castiel, sem qualquer cuidado, lançou o próprio guarda-chuva para as meninas. Lily, com os reflexos mais rápidos, pegou-o com delicadeza, surpresa em seu rosto. — Que saco... Oi, Lysandre vamos logo, ou não?

— Castiel, não seja rude. — repreendeu o albino de íris bi-colores, suspirando com as atitudes do outro. — Me desculpe por ele, Pollyanna e Lilian. — dissera, agora olhando as garotas ainda meio atônicas.

— T-tudo bem. — Lily conseguira pronunciar, se recompondo.

Seu olhar pousou em Castiel e depois para o objeto em mãos, levantando uma sobrancelha em curiosidade pela atitude do colega de classe. A Smith pouco se lembrava do ruivo em sala, já que o mesmo ficava no fundo nas aulas, e na hora do almoço, lembrava-se dele provocando alguns de seus colegas; mas que permanecera a maior parte calado até ir-se com os amigos. Não tinha uma opinião formado do mesmo, mas tinha a impressão que essa não era uma típica atitude do outro.

— Então, até logo. — a voz baixa de Pollyanna fez a morena sair de seus pensamentos e se concentrar na conversa que acontecia a sua volta. — Castiel, devolvemos amanhã, okay?

— Tsc, tanto faz. — respondeu Castiel fazendo pouco caso, já puxando Lysandre para fora. O mesmo dera uma breve despedida as garotas, antes de seguir Castiel em uma conversa.

— Parece que não vamos ficar resfriadas, nee? — Polly dissera, sorrindo de canto.

— Uhun. — concordara a morena mais velha, já armando a sombrinha vermelha. — Então, vamos?

— Oui.

Andando debaixo da sombrinha, Pollyanna não pode deixar de olhar para trás, como se sentisse sendo observada. Seus olhos fitaram uma janela do primeiro andar, vendo as cortinas movimentar-se e o relance de um rosto aparecera brevemente. O cenho da adolescente franziu brevemente, antes de deixar os pensamentos de lado e entrar em uma conversa com a colega de quarto. Mas não pode deixar de indagar: Quem seria?

Notas finais
Hello sweets cupcakes!! Como vão?? Faz tempo que não dou as caras por aqui, nee? Mas, pra tranquilizar as mentes de vocês, eu voltei com um capítulo novinho, então, sim, eu não desisti!! shsush Espero que todos tenham tido um bom natal e ano novo!!! E que esse começo de ano esteja melhor para vocês!! ^^ Bem, os motivos de minha ausência são, em resumo, depressão após ver minhas notas escolares, risco de reprovação (mas passei, devendo u.ú), oh, e é claro, o tão famoso bloqueio criativo!! Basicamente, foram isso, sem contar que não tive muito tempo, tava num momento de piração total.. Enfim, devo ter algum problema de só conseguir voltar a escrever quando volta às aulas, bem problemático, visto que agora eu tenho enem e vestibulares para me preocupar esse ano... Anyways... Como está este capítulo? É meio que o meu retorno, então eu ficaria feliz em ver seus rostinhos nos cometários, não se sintam tímidos, podem me repreender, sei que meio que desapareci... Bem, não totalmente, pois, pra quem sabe, eu tenho uma nova interativa, só que desta vez, no fandon da A Seleção... Bem, só pra terminar, tô muito feliz de estar de volta!! Ainda tenho que me readaptar aos personagens novamente, mas consigo! shsishishi Oh, só mais uma coisa, o que acharam dos episódios 23&24 de amor doce? Eu gamei, gente!! *o* shishishihi De qualquer jeito, espero que vocês tiveram uma boa leitura!! ANÚNCIO!!!! —- Novo blog da fic! Não tá totalmente pronta, mas está aqui o link: http://drar-interativa.tumblr.com/ Enfim, até logo, Mitsu D.T.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.