Notas iniciais
Olá! É a minha primeira interativa, então vou me esforçar para faze-la a melhor possível! Então, boa leitura!

Doux Rêves, Amère Réalité

Prologue

O sol naquela tarde de sábado estava parcialmente escondido pelas densas camadas de nuvens cinzentas; o céu antes límpido escurecia aos poucos com cores fortes e quentes. As pessoas andavam naquele centro comercial, algumas apressadas, outras com mais calmaria, aproveitando o dia que aos poucos se ia.

No meio daquele movimento constante de pessoas, uma garota pequena corria o mais depressa que podia com o suor escorrendo pelo rosto de boneca e a respiração descompensada. Sem muito prestar a atenção por onde passava, suas pernas mais que acostumadas ao trajeto que percorria todos os dias, já a três anos.

Passando pelo parque da cidade, todo verde e cheio de pessoas e alguns animais, desviava e se esquivava dos obstáculos que apareciam; sempre centrada em seu objetivo. E saindo rapidamente do local, deu uma derrapada brusca, parou no sinaleiro, esperando ansiosa para poder atravessar. Estava aproveitando o pouco tempo para respirar com mais normalidade, mas sua ânsia de sair dali, tão nervosa e ansiosa para chegar no lugar que chamava de casa; não pensava em mais nada.

O sinal abriu para si e mais uma vez se pôs a correr, com seus longos cabelos voando aos ventos e batendo em sua face. Ao virar a esquina pode visualizar ao longe uma casa amarelo desbotado, com um portão enferrujado e um pequeno jardim mal cuidado na frente; essa casa era a sua casa.

Sem perder tempo observando o quanto o imóvel estava arruinado por causa daquela pessoa, voltou a andar em uma caminhada mais calma. Aos pouco sua respiração voltava ao normal e seu coração não parecia mais que ia sair a qualquer momento de sua caixa torácica. Passando as mãos pelo rosto, tirando os pingos de suor que escorriam, observando só agora como suas mãos estavam trêmulas.

Um suspiro cansado escapou dos lábios róseas, não só por causa da corrida anterior, mas também por outras coisas que no momento não eram importantes. Com um rangido, abriu o portão pesado de ferro, logo o fechando, andando até a porta de madeira escura e gasta. Dando uma respiração profunda, fechando os olhos e soltando o ar pela boca, abriu a porta com um ruído alto.

Ao entrar, a primeira coisa que notou foi o cheiro costumeiro de mofo e de algo estragado. A sala a sua frente era pequena, simples e com poucos móveis, apenas um sofá rasgado, uma poltrona marrom lama quebrada, a mesinha de centro com um vaso de flor murcha e uma lareira inutilizável. Sem foto, quadro, nada que poderia denunciar que ali poderia estar morando uma família, mas tinha, as poucas evidências eram o prato em cima da mesinha velha e a pouca movimentação que vinha da cozinha.

Fechando a porta, tirou o casaco preto e o pendurou no cabideiro torto, fazendo o mesmo processo com a mochila colorida que carregava nas costas. Hesitando um pouco, abriu a mochila e de lá tirou um envelope branco com adornos rosados, era grosso e estava um pouco amassado. Parando para olhar o objeto por uns segundos, antes de suspirar e largar a mochila e andar a passos pequenos até a cozinha.

Passando por um pequeno corredor, de paredes lisas e de cor cinzenta, desbotada e rachada. Ao chegar a soleira da porta do outro cômodo, parou por um instante para observar a cena a sua frente. A mulher magra e pálida, com um avental sujo, estava ao fogão fazendo a janta, na mesa velha duas outras pessoas. Um homem de porte forte e barba rala, com um cigarro na boca e jornal nas mãos grandes e calejadas. A sua frente um pequeno garotinho, de não mais que sete anos, com cabelos revoltos e face pálida, brincava com o gato gordo e preto em seu colo.

O gato então, ao notar sua presença, saiu do colo do menininho e foi se embrenhar por entre as pernas da recém-chegada, esperando um carinho da garota. Esta, abaixou-se minimamente e deu um rápido afago no gato, que ronronou feliz. Ao endireitar-se novamente se deparou com três pares de olhos a encarando, fazendo a mesma se sentir incomodada por alguns instantes. Para então sentir braços finos abraçando sua cintura e uma cabeça pousar em seu estômago. Sem resistir a doçura do garoto que lhe sorria, retribuiu o gesto, despenteando mais ainda os cabelos dele.

— Você demorou, irmã. — disse o menininho sentando novamente na cadeira com a garota ao seu lado, esta apenas sorriu.

— É, a senhora Morgan precisava mais de ajuda na livraria dessa vez. — respondeu, enchendo um copo de água, a bebendo e sentindo o líquido passar com dificuldade por sua garganta. Ela tinha que falar, contar logo a novidade, mas o nervosismo não deixava.

— Deveria ter avisado. — ouviu a mulher de avental dizer com o tom de voz repreendedor, mas não a olhava, estava concentrada demais na comida que preparava. Essa era sua mãe.

— Desculpe... — murmurou olhando o gato pular ao seu colo e ronronar.

— Já que está aqui, acho que já posso ir trabalhar. — o homem a sua frente, seu pai, disse, guardando o jornal e terminando de beber o café preto e frio.

Ela sabia que se seu pai saísse agora, mais tarde não teria a coragem de contar a notícia, que já estava adiando a dois dias. Era a hora de enfrentar seus medos, não poderia deixar uma oportunidade como aquela lhe escapar. Então, trêmula e respirando fundo, levantou-se, chamando a atenção de todos. Olhou para o envelope em suas mãos e estendeu para os seus pais, que a olhavam com o cenho franzido, em confusão.

— Eu, eu fui aceita... — informou, com uma voz que saia esquisita e aguda demais até para seus ouvidos.

Viu seus pais se entre olharem, e tomando uma atitude, foi sua mãe que pegou o embrulho de suas mãos, abrindo e lendo em voz alta o conteúdo para todos ouvirem:

Cara, senhorita Roux,

Nós, da Pensionnat Élitiste Amour Sucré, temos o prazer de lhe informar, que a senhorita fora aceita em nossa instituição.

Esperamos ansiosamente a confirmação de sua presença o mais breve possível. Você tem até o dia XX/XX/XXXX para nos mandar sua resposta.

Sua matrícula já está garantida, mas precisamos que envie, junto com a sua confirmação, alguns de seus dados que ainda precisam ser atualizados.

Meus parabéns pela entrada em Pensionnat Élitiste Amour Sucré, esperamos que desfrute bons anos com a gente.

Atenciosamente,

Diretora do Lyncée de Pensionnat Élitiste Amour Sucré,

M. Shermansky.

Notas finais
Hello, sweets cupcakes! Well, como acharam? Ficou bom, não? Sabe, não sou alguém que exige comentários, mas gosto de responde-los, então quem quer deixar suas opiniões, sintam-se livres! Alguns já até podem me conhecer pelo meu outro perfil, Kunimitsu, mas resolvi criar outro para poder postar interativas, acho mais organizado '3' Enfim, até logo,Mitsu D.T./Kunimitsu.