Doux Rêves, Amère Réalité - Interativa
6 Arrivée II
Notas iniciais

Doux Rêves, Amère Réalité
Arrivée II
"Ijou na shikou kairo noizu wo
Hito ha sou sore wo 'ai' to mada yondeiru
Sono 'ai' wo uminagara aishiau sekai de há
'ai ga ataerarenai mono ha inai' to"
A música soava vibrante em seus ouvidos, as vozes ecoavam insistentes, em um ritmo rápido e eletrizante. Ao fundo a repercussão dos instrumentos eram harmoniosos e envolventes. A letra, um pouco simbólica, fazia o corpo da jovem moça balançar em quase sintonia. Os lábios, vez ou outra, mexiam-se conforme a letra, entre garfadas de um bolo cremoso.
Os olhos fechados, Nicole Martin, estava alheia ao seu redor, esquecendo-se de tudo e a todos. Sua atenção focada no som que seu fone de ouvido a proporcionava. Assim, não notou os olhares estranhos que recebia de alguns, e que o refeitório onde se encontrava, estava aos poucos se esvaziando; sobrando uma minoria.
E quando a música enfim se encerrara, os olhos de Nicole se abriram, revelando vibrantes íris castanho mel, com um toque sutil de laranja. E tendo-os observando o seu entorno, como se estivesse acabo de sair de algum transe. Logo notando em como o tempo passara e não percebera. O bolo de creme e morango que havia comprado estava quase no fim, e seu livro intitulado "Sherlock Holmes: Um estudo em vermelho", descansava a sua frente, em uma página qualquer.
Seus olhos novamente vagaram, agora, em direção ao mundo atrás do vidro da janela. O céu estava azul, de nuvens fofas, com o sol forte de setembro; o vento levava as poucas sobras de folhas verdes do verão. O internato estava pouco movimentado após o almoço, a maioria se encontrando dentro dos dormitórios, ou reencontrando alguns amigos. Mas a garota, nova e sabendo pouco conhecimento da escola, limitava-se a passear nos jardins de entrada ou ficar em seu quarto.
Não que ela não tenha conhecido alguém nos dois dias que já estivera ali. Havia conhecido sim alguém, que também se tornara uma amiga, ou era isso que pensava da outra. Sua companheira de quarto, Aya Kizame. E a princípio as duas se estranharam um pouco, principalmente a Martin, por estar sem saber o que fazer naquele tipo de situação. Claro, tinha plena consciência de quando aceitou entrar no internato, teria que dividir um quarto com alguma desconhecida. Sentia-se preparada no início, mas ao chegar a hora, estava mesmo perdida, completamente acanhada. Queria ter uma boa relação com sua companheira de quarto, já que iriam dividir o cômodo nos próximos anos. Estava preocupada, mas quando a japonesa deu a iniciativa de ter uma conversa, Nicole pode jogar a preocupação de lado e interagir com a outra. Assim, descobriu que ambas tinham algumas coisas em comum, passando a maior parte do tempo, uma com a outra, divertindo-se em 'explorar o internato', como dizia Aya.
E pensando nela, Nicole percebera que a mesma estava atrasada, olhando para a hora no visor de seu celular. As duas tinham marcado de se encontrar no refeitório após o almoço, e então irem para a biblioteca que estava sendo aberta na parte da tarde, antes do inicio das aulas; apesar de não estarem, ainda, os livros disponíveis para empréstimo.
Suspirando, a garota pegou sua bolsa transversal, onde guardou um dos seus livros preferidos, guardou os fones, terminando de comer o bolo. Levantou-se, saindo do refeitório, agora completamente vazio, indo para o exterior e sendo recebida por uma brisa quente. Os cabelos voando em frente ao seu rosto, tampando temporariamente sua visão, mas fora o suficiente para poder esbarrar em algo. Ou mais precisamente, em alguém, sentindo-se cair sentada no chão duro do pátio.
— Ah, me desculpe senhorita! — a garota ouviu uma voz suave e calma, quase monótona, mas com uma pintada de preocupação em seu timbre.
Olhando para cima, seus olhos se depararam com um belo, muito belo rapaz, curvado a sua frente. Os cabelos brancos — com pontas negras, reparara mais tarde — caiam em sua face alva, e seus bicolores olhos a olhavam com um misto de culpa e preocupação. Eram intensos e misteriosos. Nicole sentiu suas bochechas esquentarem enquanto o estranho se ajoelhava, seus dedos tocando levemente seu rosto.
— Você está bem? Está machucada? — indagou o garoto, emitindo mais preocupação quando a morena não respondeu, continuando encarando-o. — Senhorita?
— H-hãn? O q-que? — sua voz saíra fraca e em um sussurro, quase sem compreensão. E Nicole se sentiu um pouco estúpida logo depois de terminar de falar.
— Perguntei-lhe se está tudo bem. Machucou-se? — retornou a perguntar, agora ostentando um pequeno sorriso nos lábios finos.
— S-sim, sim, não foi nada. — corando, respondeu, escutando sua voz um pouco mais aguda.
— Tem certeza? — ela apenas assentiu, de repente não tendo mais coragem de olha-lo nos olhos. Viu por reflexo o garoto se levantar, e estender sua mão para ela. — Que tal levantar?
— Cl-claro.
Hesitando um pouco, acabou aceitando a mão estendida, puxada e erguida para cima, reparando pela primeira vez o que o outro estava vestindo. Roupas que muita a lembravam de uma época passada, apesar de ver algum toque modernidade. Achava que parecia cair muito bem com o albino; deixava-o enigmático.
— Nicole! — ouviu uma voz feminina a chamar, ao mesmo tempo em que o garoto abria a boca para dizer algo. Virando-se, a morena viu sua amiga andando e acenando para ela, um pequeno sorriso nos lábios.
— Acho que me despeço aqui. — disse o albino, chamando a atenção da menor. — Me desculpe, novamente.
Ela apenas concordou, vendo o outro sorrir e virar-se, andando para longe; seu casaco vez ou outra balançando com o vento. Ficou o observando, até que ele parou no meio do caminho para falar algo com um rapaz ruivo.
— Quem era aquele? — a pergunta repentina a pegou de surpresa, fazendo-a girar para atrás e encontrar sua amiga japonesa ao seu lado. Esta, olhava intrigada ao garoto que a pouco estava com a francesa.
— Oh, não sei. Não perguntei o seu nome. — respondeu, dando-se conta deste fato só agora. — Apenas esbarrei, sem querer, nele.
— Hunm... — por um momento, Aya olhava os dois — o albino e o ruivo -, até dar de ombros e olhar a Martin. — Então, vamos?
E sem esperar uma resposta completa da outra, Aya a pegou pelo pulso e a puxou, indo em direção ao prédio principal de aulas do segundo grau. Um pouco atordoado pela espontaneidade da outra, Nicole a seguiu; ambas com um sorriso.
—-*-*--
O quarto número 12 estava chamando a atenção das pessoas que passavam pelo corredor do segundo andar do dormitório feminino. O motivo se devia pelos constantes latidos que se escutava lá dentro, o que fazia atiçar alguns outros animais, fazendo estes também soltarem seus sons. Isso já estava irritando alguns moradores.
Lá dentro do quarto, uma garota de pele clara e cabelos loiros platinados tentava a todo custo acalmar sua poodle, que latia cada vez mais. Ao seu lado, suas companheiras de quarto tentavam a ajudar, ou pelo menos, uma delas estava.
— Faça essa coisa parar! — exclamou irritada uma das meninas, essa de cabelos castanhos claros e um piercing em sua sobrancelha esquerda.
A loira olhou para a garota, que por obra do destino, compartilhavam o mesmo nome, Charlotte. A morena estava em frente a um espelho pendurado atrás da porta de madeira, onde se olhava, arrumando seus cabelos e colocando uma maquiagem leve.
— Apple está irritada. Ela quer suas maçãs. — respondeu com a calma que tinha, mas sem dar ao trabalho de olhar a indagadora.
— E você não pode dar a ela? — quem agora a perguntava era a última garota ali presente, olhando com seus olhos azuis claros, apreensiva tanto para a Apple quanto para as outras garotas.
— Mas ela já comeu tanto hoje, mais de cinco maçãs. Acho que já passou um pouco do limite.
— O que passou do limite foi a minha paciência! — a morena, antes no espelho, se virou para as outras, seus olhos brilhando de irritação.
— Bem... — Mas a loira foi interrompida quando a garota irritada abriu a porta e saiu do quarto. E antes que qualquer uma fizesse qualquer coisa, a pequena Apple saiu em disparada do quarto. — Apple!!
Mais do que depressa, tanto Charlotte Grow, ou como preferia ser chamada de Charlie, quanto sua companheira de quarto, Melody, saíram atrás da cadela. Desciam rapidamente as escadas, vendo a poodle sair do dormitório e ir para fora. Correndo, as duas passaram por entre o mar de pessoas que se encontravam na sala de entrada do prédio. Pedindo desculpas a medida que esbarravam e empurravam alguns, que apenas as olhavam.
Quando já do lado de fora, ambas pararam para poder respirar e olhar ao seu entorno, tentando localizar o animal. Os olhos de Charlie estavam atentos a qualquer sinal da sua Apple, Melody por igual.
— Não estou a encontrando. — murmurou Charlie, andando ao mesmo tempo em que olhava os possíveis lugares que a pequena poderia estar escondida.
— Vamos acha-la. — tranquilizou Melody, dando um sorriso reconfortante.
Charlie apenas sorriu, ainda insegura, mas com força de vontade para encontrar sua preciosa cachorrinha. Ambas, então, voltaram a procurar, perguntando para as pessoas que encontravam se não tinham visto a poodle em algum lugar. Recebendo as negativas, apenas fazia a preocupação da Grow aumentar.
Quando já estava perto do refeitório conseguiu ouvir um latido e se aproximando apressada, viu um vislumbre de algo pequeno e fofo entrando dentro do refeitório.
— Apple!!
—-*-*--
Entrara na cantina em busca de alguma coisa para beber, de preferência um bom café. O lugar estava quase vazio, mas que estava sendo preenchido aos poucos, já que era quase o meio da tarde e os estudantes vinham para alguma reposição de energia. E esse também era o caso de Sabrina, que agora estava em uma pequena fila para comprar sua bebida e talvez algo para comer também.
O lugar era grande e com muitas mesas de madeiras escuras, algumas no pátio debaixo de uma cobertura. Havia quatro pequenas cantinas para a compra, enquanto a quinta e última era do próprio internato; sendo gratuito a estudantes e professores. A Vendal se sentia com tanta sorte de poder estar naquele lugar, mesmo que estivesse ali devido a uma enganação. Mas não queria pensar naquilo no momento, apenas se concentrar em seus estudos e em seus objetivos eram suas prioridades.
Depois de olhar o que queria no menu, por fim decidiu por um café e um salgado assado. Esperou poucos minutos até seu pedido estar pronto, e quando tal coisa aconteceu, saiu dali com o pensamento em ir se sentar em uma das mesas do lado de fora. E mais tarde, quem sabe eu passe na biblioteca, soube que estava sendo aberta hoje, pensou ela. Estava já na porta do refeitório, quando viu uma coisa branca e pequena vir em sua direção, e tarde de mais percebeu que era um cachorro.
O animal trombou consigo fazendo Sabrina se desequilibrar e ir ao chão. O café fora espalho no piso junto com seu alimento, por sorte não havia se sujado. Já o cachorro seguiu em frente, adentrando ao lugar, se embrenhando por entre as mesas e as pessoas; que agora tinham suas atenções voltadas tanto para a garota caída de cabelos roxos, quanto para o cão. E este, pulou em cima de uma das mesas, roubando a maçã de um garoto moreno que andava distraído.
— Apple! — Sabrina ouviu alguém gritar, ao mesmo tempo em que se levantava. Olhou para frente e viu duas meninas correndo, uma era loira e a outra morena.
Elas passaram pela Vendal, entrando e indo até o animal, e quando uma delas iria pega-lo, o mesmo saiu em disparada porta à fora.
— Não! Apple! Volte aqui! — a loira chamou, ou melhor, gritou para o cão.
— Ei, o cachorro é seu? — Sabrina resolveu perguntar, estava um pouco irritada por ter desperdiçado seu lanche.
— Si-sim. — a outra respondeu, aproximando-se e vendo a bagunça de café e salgado no chão, arregalando os olhos azuis safiras. — Foi Apple que fez isso?! Me desculpe! Vou tentar recompensar de alguma forma. Talvez um outro lanche, ou talvez...
— Ei, ei, calma ai garota. Respira primeiro. — pediu a arroxeada, vendo a menor falar sem parar de uma forma exasperada. — Primeiro, apesar do desperdício, está tudo bem. Segundo, acho melhor você ir atrás de seu cachorro antes que cause mais problemas.
— Claro, claro. Mas está tudo bem, mesmo? Ah, sou Charlie.
— Sim, tube bem, sem danos permanentes. — riu, conseguindo tirar um pequeno sorriso da outra. — Sou Sabrina, preferível Rina.
— Prazer.
— Imagino que Apple, certo? Ela fugiu?
— Sim. Ela estava inquieta e quando uma de minhas companheiras de quarto abriu a porta, ela escapou. Eu e a Melody saímos atrás.
— Melody?
— Eu. — uma voz ao seu lado a assustou, e virando-se viu a garota morena de olhos azuis que estava acompanhando Charlie antes. — Está tudo bem com você? Pelo que eu conversei com alguns, Apple te derrubou.
— Está tudo bem, nada a se preocupar. — respondeu, e depois inclinou a cabeça como se estivesse pensando em algo, antes de se virar bruscamente para Charlie. — Posso ir com vocês?
— Hanm? C-claro. — quem disse, um pouco surpresa, fora Charlie.
— Vamos? Acho que vi Apple indo para o prédio principal. — informou, vendo as garotas assumirem um semblante preocupado.
— Melhor irmos logo, antes que algum professor ache Apple. — Melody disse, e as demais apenas concordaram, saindo dali o mais rapidamente.
—-*-*--
Mordendo os lábios sem parar, com os olhos castanhos escuros olhando para todos os lados, andava um pouco apressada e ansiosa. A garota se encontrava perdida nos diversos corredores que tinha no prédio principal de aulas. Já estava a uns bons dez minutos vagando pelo local, tentando a todo custo achar o que seria a biblioteca. Parecia fácil quando Peggy, sua companheira de quarto, havia a dito quando ambas chegaram ao prédio. Peggy iria para a sala do clube de jornalismo para escrever sua matéria, e Katharina, ao ouvir que a biblioteca seria aberta, resolveu ter um vislumbre da mesma.
Mas Peggy falara tão rápido, já que estava com pressa, que a Santos só entendera pouca coisa que a outra dissera. E agora estava naquela situação; perdida. Teria uma boa conversa com a aspirante de jornalismo quando elas se vissem novamente, mas no momento, sua preocupação era sair dali e deixar a sua visita para à biblioteca de lado.
Descendo as escadas para o primeiro andar, para sua surpresa, encontrou no final um cachorro, ou melhor, uma cadela — deduziu pelo laço rosa no topo da cabeça — da raça poodle. Estava sentada no último degrau, comendo avidamente uma maçã. Katharina perguntou-se de quem era o animal e o que estava fazendo aqui dentro, pois sabia que era proibido a vinda de animais dentro dos prédios de aulas. Seu próprio cachorro, também poodle, estava dormindo em seu dormitório.
Olhando para os lados, a procura de alguém que poderia ser o dono do bichinho fofo, sem obter algum êxito. Tomando uma decisão, terminou de descer ao últimos degraus faltantes, parando ao lado do animal, que parou de comer sua maçã e encarava a garota de cabelos curtos e negros.
— Hey, está perdida também? — abaixando-se, ficando de joelhos, acariciou o pelo branco e fofo da poodle, que parecia satisfeita e dando um latido. — Hunm, acho que isso é um sim, né?
Rindo, pegou a canina em seu colo, sentando no degrau, continuando a acariciar a cachorrinha. Esta, terminava de comer sua maçã, sobrando apenas o caroço.
— Hey! Esse cachorro é seu? — ouviu alguém exclamar.
Levantando os olhos, viu um garoto de cabelos dourados e roupas formais andando em sua direção, com uma pequena carranca em suas feições belas. Katharina levantou-se, acomodando melhor a pequena em seus braços, que estava pronta para tirar algum cochilo.
— Não, não é. — respondeu a morena quando o desconhecido parou a sua frente.
— Sabe quem é o dono? É proibido animais dentro dos prédios. — a garota apenas balançou a cabeça em negativa, vendo o outro suspirar. — Bem, poderia me acompanhar até a secretária? Tem que ser comunicado a perda do animal.
— Ah, tudo bem.
— Então vamos. — ele começou a andar até que parou de repente, colocando a mão na nuca, parecendo um pouco envergonhado, mas sorria. — Esqueci. Sou Nathaniel e você?
— Hunm, Katharina, ou Katty de preferência. — apresentou-se, aceitando a mão que o loiro estendia, sentindo a quentura da mesma.
Ambos, então voltaram a andar, indo para um corredor pouco movimentado. Mas não andaram muitos metros antes de serem abordados por outras três pessoas, todas garotas. Sendo que uma delas praticamente correu para eles, parecendo aliviada.
— Apple! — chamou a garota loira, sendo logo correspondida quando a poodle saiu dos braços de Katty e fora para os da outra. — Ah, que bom! Não faça nunca mais uma coisa dessas! — Apple apenas latiu aproveitando aos carinhos de sua dona.
— Você deveria ter mais cuidado. — Nathaniel disse, de uma forma repreendedora, olhando sério a loira, que estava ficando com as bochechas vermelhas e olhando para o chão.
— Ela não teve culpa, Nathaniel. — uma das outras garotas que vieram junto, esta com cabelos castanhos e olhos azuis, falou colocando a mão no ombro da dona de Apple; sorrindo de forma reconfortante.
— Melody, o que aconteceu afinal? — perguntou o loiro, suavizando tanto a voz como sua expressão ao falar com a morena, que sorriu mais largamente para ele.
Katharina levantou uma de suas sobrancelhas, intrigada.
— Eu e a Charlie aqui, — Melody apontou para a menina de olhos safiras que ainda estava olhando para o piso. — estávamos no nosso quarto. Apple estava inquieta e você sabe quem é a outra que divide o quarto comigo; então a Charlotte ficou irritada e saiu do quarto. Apple aproveitou e saiu também.
— E correu para mim. — ouviram um murmuro atrás de Charlie e Melody, fazendo todos prestarem a atenção na garota de cabelos roxos. Ela apenas encolheu os ombros e sorriu.
— Ah, sim. Apple entrou no refeitório e sem querer trombou com a Sabrina. — explicou Melody. — Depois, nós vimos Apple vir aqui.
— Eu a achei no final da escada. Estava comendo uma maçã. — informou Katty, fazendo uma caricia na poodle. — O nome dela significa 'maçã', imagino que isso é por causa dela gostar de maçãs?
— Hunm, s-sim. — respondeu timidamente Charlie, olhando finalmente para cima e com um pequeno sorriso nos lábios finos. — Ela adora. Obrigada por, hunm, cuidar dela.
— De nada. Aliás, sou Katharina ou Katty. Tenho um poodle também, sabe? Spyke vive aprontando de vez em quando. Me coloca em cada confusão. — a loira riu, junto com os demais ao ver o olhar indignado da morena.
— Bem, já que está tudo esclarecido, é melhor Apple voltar para o dormitório, tudo bem? — pediu Nathaniel.
— Tu-tudo bem. Desculpe o incomodo que Apple causou. — Charlie murmurou envergonhada. Nathaniel apenas assentiu, enquanto as garotas sorriram mostrando que estava tudo bem.
— Vou junto com você. — Melody se ofereceu e Charlie sorriu agradecida, depois a morena se virou para o garoto. — Nathaniel no vemos no Grêmio depois?
— Sim. — respondeu simplesmente. As garotas se despediram e saíram do prédio, e o menino se virou para as restantes no local. — Eu vou indo, ou vocês precisam de algo?
As duas se entre olharam e depois olharam para Nathaniel, e ambas balançaram a cabeça negando. O garoto se despediu e sumiu entre os corredores. Katty e Rina foram deixadas ali, em um silêncio um pouco desconfortante. Elas se olharam sem saber o que fazer naquela situação, até Rina sorrir e tomar a iniciativa. A jovem Vendal enlaçou o seu braço com a de olhos castanhos, pegando a mesma de surpresa.
— Então, você já foi para a biblioteca? Eu iria para lá antes de toda essa confusão. — falou a arroxeada com animação.
— Hunm, eu iria pra lá, mas me perdi e desisti. — respondeu dando de ombros.
— Eu sei onde é. Vamos juntas? — pediu quase suplicante.
— Claro.
Então, ambas se puseram a andar, iniciando uma conversa amigável entre elas. Ao chegarem na biblioteca, grande e bem organizada, viram que estava até com um número considerável de pessoas. Parecia que a maioria dos novos estudantes vieram dar uma espiada antes do dia seguinte, que seria o início das aulas. Algo pela qual as garotas estavam animadas para acontecer.
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