Notas iniciais
Hey...! Tem um paquera a espreita... lalala Boa Leitura!

Doux Rêves, Amère Réalité

Arrivée I

O lugar estava movimentado, com os sons de conversas e risos preenchendo todo o local. Os olhos castanhos da garota pequena observavam inquietamente todo o seu redor. Era nova e não sabia direito o que fazer naquela situação em que se encontrava. Com malas em mãos e uma caixa de papelão no chão, estava parada em um canto do saguão do dormitório feminino de Pensionnat Élitiste Amour Sucré. Internato na qual entrara depois de muito sua mãe a pedir, e finalmente ela ceder.

E aqui estou, pensou suspirando.

Trocando o seu peso em seus pés a cada minuto, estava a menos de dez minutos ali, parada, decidindo se abordava alguém para ajuda-la a chegar ao seu quarto, ou não. Chegara a pouco tempo na cidade, vinda de avião e pegara um táxi, e o motorista foi gentil o suficiente para carregar suas coisas até ali. Mas depois, não sabia para onde seguir, via as escadas ao longe e até tinha um elevador perto de si; porém para poder sair de onde estava, precisava descobrir qual o número de seu quarto. E esse era seu atual problema.

De acordo com o que sua mãe contara e o que procurara depois, o internato tinha ambos o ensino médio e a faculdade. Sendo que havia dois dormitórios, separados pelo sexo, mas havia a mistura de adolescentes e universitários. A menina de cabelos azulados, se encontrava no térreo, e tendo mais seis andares acima de si. Os primeiros três andares eram para os de ensino médio e os três últimos eram para as universitárias. Os garotos não eram permitidos dentro, mas o seu prédio estava ao lado do feminino.

Balançando a cabeça, suas sobrancelhas frisaram em determinação. Estava decidida a parar qualquer uma que aparecesse perto dos elevadores. E ela esperasse que fosse logo. E como se alguém a escutasse, as portas duplas e metálicas do elevador se abriram, ao som de um sino e de lá três garotas saíram. Duas delas conversavam entre si e davam risadinhas, olhando de uma forma antipática para a terceira garota, esta parecendo irritada. Decidindo entre elas, a melhor escolha em sua opinião seria a garota irritada.

Hesitando um pouco, andou até a adolescente de cabelos curtos e repicados, parando-a quando esta estava começando a andar. As outras duas apenas saíram sem se importar, dando antes um olhar superior as outras.

— Desculpe incomodar, — começou a dizer, olhando um pouco nervosa a mais alta, que agora estava prestando atenção nela. — mas será que você poderia me ajudar a chegar ao meu quarto? Sou nova aqui e não sei para onde ir.

— Oh, também sou nova, mas cheguei ontem e posso ajuda-la. Aliás, sou Bonnie. — a garota, agora denominada Bonnie, sorriu de forma amigável e estendeu a mão.

— Sou Samasha, ou simplesmente, Sasha se preferir. — apertando a mão estendida, Sasha sentiu-se aliviada ao encontrar alguém gentil e disposta a ajudar.

— Bem, eu acho que seu problema é mais em saber qual o seu quarto, certo? — a azulada se limitou a apenas assentir. — Está ali no mural, — apontou para um quadro grande e verde, na parede perto da entrada. — todos os nomes e quartos estão escritos lá.

— Ah, muito obrigada! — disse Sasha, já pegando suas malas, uma em cada mão, mas tendo dificuldade ao pegar a caixa.

— Eu a ajudo. — e sem esperar uma resposta, Bonnie pegou a caixa com cuidado, sorrindo pela surpresa da outra. — Então, vamos?

Concordando, ambas caminharam até o quadro esverdeado e felpudo, passando ou, no caso de Samasha, esbarrando em algumas pessoas. Demoraram um pouco para poder dar uma olhada no quadro, já que não eram as únicas a quererem vê-lo. Tinha um número considerável de pessoas a sua frente. Sasha não teve grande surpresa, pois neste e no próximo dia seriam os últimos antes das aulas se iniciarem. E sinceramente, as duas garotas estavam ansiosas para tal chegada.

Quando, enfim, puderam ir ao mural, Sasha percebeu que a folha dos quartos estavam separadas em azul e amarelo; sendo separados em universitários e ensino médio, respectivamente. Procurando o seu nome, sabendo que seria uns dos últimos, pois estavam marcados em ordem alfabética, descobriu que em vez de ser por nome, eram por sobrenome. Resultado, seu nome estava quase no meio da lista de alunos.

— Nimble, Samasha, quarto número 16... — murmurou a menor.

— Bem, parece que não estamos no mesmo quarto. — ouviu Bonnie dizer ao seu lado. — Uma pena, adoraria ter você como companheira de quarto.

— Hunm? Ah, eu também. — um pequeno sorriso enfeitava seus lábios, tinha gostado de verdade da outra. — Então, você ainda não conheceu suas companheiras de quarto?

Indagou, enquanto ela e Bonnie iam para pegar o elevador. Era mais prático e rápido. E de acordo com o que sabia, os quartos eram divido com três garotas em cada, e ainda um banheiro por quarto. Mas sabia que eram misturadas garotas diferentes de cada ano, assim tendo a chance de ter uma das garotas em ser ou mais nova ou mais velha que si.

— Quando cheguei, havia apenas uma delas. Seu nome é Azusa, e parece ser uma garota legal, mas não falamos muito. — respondeu a jovem Zane, ao mesmo tempo em que o elevador abria suas portas. Estava vazio e as duas logo entraram. — Eu a apresento a você depois. Pode ser?

Sasha limitou-se a apenas assentir, enquanto via Bonnie apertar o botão com o número três. O elevador começou a subir, em uma lentidão que a azulada não gostava. Sendo uma garota inquieta e sempre estando em movimento; estar em uma cabine de tamanha lerdeza a irritava um pouco.

Ouviu um risinho ao seu lado, fazendo Samasha virar e se deparar com a garota morena olhando para si.

— O que foi? — perguntou, uma sobrancelha arqueada.

— Nada, realmente. Mas você parece ser, bem, alguém hiperativa, sabe? — respondeu com um pouco de incerteza, depois soltando mais um riso. — Acho que vamos nos dar bem.

— Espero que sim.

Ao som de um sino, as portas metálicas do elevador abriram-se. As duas saíram e deparando-se com um corredor quase vazio, exceto por uma única garota de longos cabelos negros; malas e caixas ao seu redor. Ela parecia ter dificuldades em abrir a porta de seu quarto e em um momento deixou cair a chave em mãos, fazendo-a deslizar até parar perto das recém-chegadas. Bonnie e Sasha se encontraram com os olhos alaranjados da outra, a mesma tendo as bochechas se tornando mais vermelhas.

— Aqui. — Bonnie abaixou-se e pegou a chave, fazendo Samasha ter um vislumbre do número dezesseis gravado nela. — Oh, você também é do quarto 16?

Parecia que Bonnie também havia visto este detalhe, que rapidamente chamou a atenção da garota desconhecida. A mesma havia se aproximado para pegar sua chave, olhando um pouco surpresa quando a castanha de repente perguntou.

— Sim. Vocês também são? — era perceptível o tom curioso na voz na nova menina. A Nimble percebeu que ela e a outra tinha quase a mesma altura.

— Eu não, sou do quarto 13. Mas Sasha, — Bonnie apontou para a azulada, sorrindo — é do 16 também. Ah, sou Bonnie.

— Katrina, ou pra breve, apenas Kat. — apresentou-se, pegando a chave e dirigindo seu olhar para aquela que ficara o tempo todo quieta. — E você? Também é nova por aqui?

— Sim, sim. — falou prontamente, sentindo o som de sua voz transparecer seu sotaque.

— Você não é da França? — quis saber Kat.

— Não, sou originalmente da Russa, mas me mudei para França alguns anos atrás.

— Isso parece legal! — exclamou Bonnie, sorrindo mais amplamente.

As três agora andavam até o quarto de número dezesseis, onde Bonnie e Sasha descobriram que a porta estava um pouco emperrada; por isso Kat estava com tanta dificuldade em abri-la. Com esforço, elas conseguiram abrir, tendo a visão do quarto de tamanho suficiente para caber três camas de solteiro, com uma cômoda separando-as. Havia uma janela de frente a parede da porta, em cima de uma das camas. Prateleiras nas paredes leste e oeste, um guarda roupa de três portas ao leste e uma escrivaninha a oeste. Na mesma parede do guarda-roupa estava uma porta, e Sasha deduziu que era o banheiro. Mas se limitou em apenas escolher a cama do meio, com Katrina a sua esquerda, enquanto a sua direita a cama já estava ocupada.

Bonnie ainda ficou com as duas outras, as ajudando no desembarcar das coisas. E quando Sasha perguntou onde poderia obter uma chave para o quarto também, a jovem Willians disse que havia sido informada para pegar na diretoria. Sasha logo resolveu pegar a sua o quanto antes, e assim que estivessem com as coisas guardadas, iria pegar sua chave. Bonnie e Kat disseram a acompanhar, já que a mesma não sabia onde era a secretária. Também tendo Kat a oportunidade de reclamar sobre a porta. Antes que traga mais problema, pensara a morena.

—-*-*--

Os cabelos longos e ruivos balançavam com o vento da tarde, o sol não era forte e a brisa refrescava. No colo da garota, um caderno de folhas grandes estava com páginas espalhadas e ao seu lado, um gato manhosamente estava deitado, dormindo. A menina, de feições delicadas, estava com as sobrancelhas franzidas em concentração, os olhos visualizando os jardins de flores, ao fundo uma estufa de vidros brilhava ao sol.

As finas mãos pálidas estavam segurando um lápis, jogando entre os dedos, pensando no que via e uma forma de representar nas folhas brancas de seu caderno. Depois de minutos, um sorriso fino e pequeno surgiu em seus lábios, enquanto suas mãos, finalmente, sabiam as linhas que traçava. Aos poucos, as formas foram se tornando visíveis e reconhecíveis, com firmeza e concentração, o desenho aos poucos surgia, em uma bela representação do que seus olhos viam.

O tempo passava, mas a ruiva não prestava atenção a tal coisa, seus olhos castanhos mel apenas estavam focados em sua arte. Por esse fato, não percebeu quando seu gato acordara, e o mesmo pedira carinho a sua dona; e quando não obtido o que queria, saiu do local, embrenhando-se nos arbústeos e flores.

Ao terminar, Marley Sullivan, contemplava o seu trabalho. Preto no branco. As formas das flores, a grama curta e o banco abaixo da sombra grande de uma árvore. A estufa ao longe, estava desfocada, como algo errado ao cenário.

Na sua opinião, estava tudo perfeito.

— Perfeito...— murmurou.

Dando algum tempo para dar mais uma olhada em sua arte, começou a guardar o material que usara, colocando tudo em sua bolsa. Depois de tudo guardado, e já pronta para sair daquele local, algo lhe chamou sua atenção. Na grama, no chão estava um dos brinquedos de seu querido gato. Pegando o objeto, lembrou-se do animal. Os olhos rapidamente vagaram freneticamente a sua volta e sem encontrar nada.

— Chessur?— chamou, andando alguns passos a frente. Não obteve resposta. Era estranho, já que ele sempre respondia seus chamados. — Chessur? Chessur?

Seus pés levaram-na a todos os cantos do jardim. Olhando entre os canteiros e arbústeos, sua voz soando no local. Poucas eram as pessoas que passavam por ali, olhavam a garota e depois seguiam em frente. Marley não ligava, apenas queria seu gato novamente. Seus dedos já começavam a estralar em nervosismo. Dando-se conta que estava bem afastada do jardim e mais perto da estufa. E foi quando escutou um miado. Parando, os olhos e ouvidos em concentração quando ouviu mais um miado. Percebeu que vinha de dentro da estufa, e quando deu a volta para ir até a porta, a mesma fora aberta e de lá saíra um garoto; nos seus braços estava um manhoso Chessur.

— Chessur! — chamou Marley, soltando um suspiro aliviada. O gato miou em resposta, pulando dos braços forte do rapaz e andando até a garota. Esta, abaixou-se e pegou o gato, afagando seu pelo fofo, escutando um ronronar satisfeito.

— Então, ele é seu? — uma voz grave puxou sua atenção de volta para o garoto, este estava encostado casualmente no batente da porta da estufa. Um gracioso sorriso nos lábios e seus olhos verdes faiscavam em curiosidade.

— A-ah, sim. — depois de uma repentina surpresa, que não pode explicar, respondeu o mais friamente que pode.

— É um belo gato, assim como a dona dele. — soltou um riso, aproximando-se e fazendo um carinho no animal.

— Essa foi a cantada mais idiota que já escutei. — Marley afastou-se, olhando com frieza o garoto de cabelos verdes e desgrenhados.

— Hey, calma garota. — as mãos bronzeadas, e Marley reparou, estavam calejadas, foram erguidas como um sinal de rendição; o sorriso nunca deixando o seu rosto. - Foi um elogio.

— Bem, se essa é a forma que você impressiona as garotas, é melhor começar a praticar. Porque desse jeito, vai acabar ficando com as velhinhas.

Dizendo isso, saiu dali o mais rápido que podia, os pés pisando duro. Se estava irritada? A resposta é sim, muito irritada. Em poucas palavras trocadas com aquele estranho fizeram sua raiva emergir. Decidiu voltar para seu dormitório, ignorando os chamados do estranho, poupando apenas um olhar para trás, vendo que o garoto estava acenando para si e sorria.

Sorriso idiota, pensou enquanto andava. Chessur miou, pronto para ter mais um cochilo.

Notas finais
Hello, sweet cupcakes! Como vão? Curtiram o dia dos pais?? Eu não postei, pois estava com o meu papi! ^^ Mas tô aqui! shsuhsu —---------- Enfim, as garotas que apareceram hoje, como elas estão? Caracterizadas bem? Me avisem algum erro, okay? —---------- Hunm, realmente não tenho muito o que dizer... Oh, eu estarei respondendo as comentários daqui a pouco. Obrigada por comentarem! ^^ —---------- Até logo, Mitsu D.T.