Notas iniciais
Palavra do dia: parrésia 1. [Retórica] Licença ou liberdade oratória. 2. Afirmação arrojada. 3. Confrontar: paresia. 4. franqueza, liberdade de expressão. Boa leitura!

As correntes enferrujadas foram retiradas de seus braços, grosseiramente.

Enroscaram-se nas mãos da empregada, pendentes como vermes perniciosos. Ela ergueu o olhar apático para Hélio, solidária. Em seu rosto havia uma queimadura grotesca, alastrando-se como ramos de uma árvore ressequida e violácea, cegando-lhe um dos olhos. Hélio recuou, surpreendido.

“Sua Majestade não aceita escravos” explicou num sussurro, o rasgar de sua voz seca lhe causando tosses roucas “Só permitirá que viva se nunca cruzar seu caminho. Como todos nós.”

A parrésia em sua voz lhe confidenciou um segredo alarmante, quase brutal.

O Rei Imortal não aceitou Hélio como barganha sodalícia.

Notas finais
Opa! Eu retornei ♥ Finalmente estamos dentro do Castelo e tivemos nosso primeiro diálogo. Não do Hélio, mas um alerta de quem sofre constantemente nas mãos do Rei. Barganha sodalícia. No caso, o reino do Hélio foi destruído e ele foi escolhido para ser entregue como um presente ao Imortal das chuvas, como uma forma de aliança. Um escravo por uma parceria. Hélio não foi aceito como escravo, ou seja, a recusa é clara. Ai eu fiquei tão contente que vocês conseguiam ver a ambientação da cidade no capítulo anterior! Fiquei toda preocupada que não tinha conseguido ser clara. Espero continuar nesse ritmo. Estou QUASE em dia com as trocas. Oh boy... Oh, sim, não sei se vocês repararam, mas os títulos são nomes de deuses relacionados com o capítulo! Vale a pena dar uma olhadinha por curiosidade para conhecê-los, ou algum deles pode ser uma dica do plot... quem sabe ;) Nos vemos amanhã? Beijinhos~