Notas iniciais
Palavra do dia: Parouvela 1. [Antigo] Palavreado, parola, arrazoado. 2. [Portugal: Algarve] Lugar alto, exposto ao vento. 3. [Portugal: Trás-os-Montes] Ventania. Boa Leitura!

O crepitar em sua pele o arrepiava, sua visão nimbosa sob a chuva ferrosa e ácida. Hélio piscou pesado, espasmos percorreram seus músculos cansados.

Não sabia quando havia atingido o chão, exposto na parouvela do jardim. Uma dor distante alcançou sua coluna, um alerta. Outro piscar.

Viu Lindth ajoelhar à sua frente. Olhos carmesim, pele negra como a noite, viva, mortal.

“É inconveniente matar um semideus.” Comentou, acariciando seu rosto “Não controlo o poder que roubei.”

Hélio piscou outra vez. Estava deitado debaixo do coreto sobre o banco úmido. O Rei ao seu lado.

“Eu o matei. Thuliac.”

Notas finais
E Hélio foi atingido por um raio... pelo poder que o Rei roubou do semideus dos trovões. Inconveniente não ter controle, e se vocês se lembrarem bem, Hélio >não foi< a primeira vitima. Ah, finais, sempre são os mais difíceis!