Doubtful Fate

32 Capítulo 31 - You and I'll be safe and sound


Notas iniciais
Oie amores, como estão? Bom, espero que gostem porque hoje estamos todas junto com a Sara em trabalho de parto, shuahushuauhsa =x Já postei o primeiro capítulo da minha nova fic, se vocês quiserem dar uma olhada, sem problemas. A música de hoje é da Taylor Swift com The Civil Wars - Safe & Sound, a música de Hunger Games, anciosa demais para o filme, os livros são ótimos! ~le vício~
http://www.youtube.com/watch?v=YFEDTtKaFzU
Espero que gostem =)

Capítulo 31 – You and I'll be safe and sound

POV Sara


A maca era encaminhada até a sala de parto rapidamente e meus olhos buscavam a presença de Klaus em algum lugar, mas eu não o encontrava em meio aos enfermeitos.


–Klaus? – Perguntei desesperada sentindo um intensa dor.


–Estou aqui. – Ele respondeu aparecendo com aflição. Entramos na sala e rapidamente alguns aparelhos foram ligados a meu corpo.


–Vamos lá, senhorita Murray. – Dr. Holebach disse posicionando-se. – Eu preciso que empurre com força, está bem?


–Ok. – Respondi fechando meus olhos. Senti as mãos de Klaus nas minhas. Segui as ordens do médico e comecei a empurrar com a maior força que tinha, causando-me uma dor crucial.


–Mais força! – Ele pediu e meu aperto nas mãos de Klaus se intensificou tão forte que se fosse um humano, teria relamado.


–EU NÃO CONSIGO! – Gritei desesperada deitando-me novamente na cama.


–Meu amor… — Klaus disse por trás de sua máscara, abaixando na altura de meus olhos. – Você consegue.


–É mais do que posso suportar. – Respondi sentindo meu suor escorrer por meu rosto.


–Não se subestime. – Ele respondeu dando-me um beijo na cabeça. – Você é forte o suficiente para qualquer coisa. Pense em nosso filho. Ele estará em seus braços em pouco tempo.


As palavras de Klaus trouxeram-me força. Meu filho precisava de mim e eu não desistiria. Fechei meus olhos e novamente peguei as mãos de Klaus, apertando-as. Forcei meus músculos moverem-se como jamais imaginei precisar. A dor rasgava meu ser, e gritos saim por minha boca aumtomaticamente. Gritos que estremeciam a sala. Mas eu recusava a desistir. Senti o mundo girar e borrões formavam-se em meus olhos, distorcendo qualquer imagem que eu tinha do mundo. Eu largaria meu corpo e recusaria me reerguer novamente, mas um som fez com que meu corpo reagisse à minha fraqueza. Um choro rasgava a atmosfera da sala. Um som que fez meu coração parar por segundos. Meu bebê.


–Você conseguiu meu amor! – Klaus disse assim que a nitidez voltava a minha vista. – Você conseguiu!


–É um saudável menininho. – Dr. Holebach disse com entusiasmo. Não conti meu sorriso ao vê-lo no colo do médico. Virei meus olhos até Klaus, e pela primeira vez, o vi chorando de verdade.


–Deixe-me vê-lo. – Pedi esticando meus braços automaticamente.


–Não temos tempo. – Doutor disse entregando meu filho para a enfermeira. Klaus andava até a mulher, para inpedí-la de sair da sala, mas as palavras do médico o fizeram parar.


–Tempo do quê? – Klaus perguntou confuso.


–Para que o outro bebê venha. – Ele respondeu e senti minha bile chegar aos meus lábios. Os verdes olhos de Klaus vieram os meus, mostrando seu desconhecimento do assunto.


–Como assim outro bebê? – Perguntei nervosa.


–Vocês sabiam que eram gêmeos, certo? – O médico perguntou inconformado com nossas expressões. Era claro em nossa face que não sabíamos.


–Como ninguém nos disse isso? – Klaus perguntou um pouco furioso e senti medo que seus antigos costumes tomassem seu ser e ele matasse alguém ali


–Houve um terrível erro. – Doutor respondeu envergonhado. – Peço desculpas por isso.


–É bom mesmo que peça! – Klaus rosnou e puxei a manga de sua camiseta para pará-lo. Ele abaixou ao meu lado, tirando a máscara de proteção de seu rosto. – E eu pensando que você não podia me dar mais nenhuma felicidade… – Ele disse mudando seu tom de voz. Seus lábios vieram aos meus longamente. Sua mão foi novamente a minha.


–Eu sei que é difícil, mas a senhorita irá ter que fazer força novamente. – Holebach disse na defensiva. Klaus havia o assustado. Assenti com a cabeça, filtrando as palavras que Klaus em minha mente. Mais uma vez, fechei meus olhos, na esperança que aquilo acabasse logo.


–Você consegue. – Klaus disse, mas diferente dos gritos pela sala, sua voz veio como um sussurro em meu ouvido, nostalgiando-me. As incessáveis gotas de suor escorriam por meu rosto, molhando meu preso cabelo. Sentia a dor ainda mais forte cortando-me fortemente e o cheiro de sangue espalhava-se pela sala, me perguntava como Klaus mantinha-se equilibrado. Meu arruinado coração batia descontroladamente.


–AAAAAAA! – Berrei com a última força que me restava. O som do choro de meu outro bebê era claro e com os olhos ainda fechados, lágrimas escorriam por meus rosto. ‘Acabou’, pensei aliviada, quando intensas dores em meu peito agulhavam cada célula presente.


–Sara? – A voz de Klaus perguntava aflito, mas eu não conseguia responder. Minha voz era cortada. Forcei meus olhos abrirem, desejando que aquilo passasse, mas a luz me causou tontura.


–Ela está tendo um ataque cardíaco. – Uma aguda voz disse urgente.


–Sara! SARA! – Klaus gritava enquanto meus olhos fecharam-se novamente. Minha mente girava e tudo o que conseguia pensar era em meus filhos. Minha consciência era levada para algum lugar onde eu não possuía o controle. Lutava com minhas forças para permanecer sã, mas o escuro dominou meu mundo, apagando qualquer sentido.


POV Klaus


–AFASTA! – Holebach gritou ao encostar os desfribiladores no peito de Sara. Alguém puxava-me para fora da sala de parto, mas eu não sairia dali. As ondas de choque fizeram com que o peito de Sara desse um bruto pulo, mas ela não reagia. Minhas mãos tremiam e lágrimas escorriam por meu rosto descontroladamente. Milhares de pensamentos passavam pela minha mente. Aquilo não podia estar acontecendo.


–O senhor tem que se retirar. – Um enfermeiro pediu conduzindo-me quando dei um empurrão em seu corpo. Sem hesitar, voei até o corpo de Sara.


–Meu amor… — Sussurrava em seus ouvidos. – Meu amor, por favor. Não me deixe aqui sozinho. Eu preciso de você. Nossos bebês precisam de você. Eu te amo tanto. Não faça isso comigo. Por favor, Sara. Por favor. – Soluçava entre minhas lágrimas, mantendo meu corpo tão perto do seu, tornando-nos um só.


–AFASTA! – O médico gritou mais uma vez, mas não me movi. Apenas tirei um de meus braços de seu peito, dando-lhe espaço para os desfribiladores. O som constante a agudo de sua morte invadia a sala e uma dor que jamais pensei ser capaz de sentir, tomou meu coração bruscamente. Uma dor que fazia qualquer outra ser um simples arranhão. Era mais do que uma dor, era algo que nenhum ser conseguia explicar. Eu sentia minha pertubada alma fugir de meu corpo ao entrar na plena e funda escuridão. Fechei meus olhos, com a esperança que tudo aquilo sumisse quando eu os abrisse, mas era em vão.


–Hora da morte? – Dr. Holebach perguntou arrasado, sua voz em um murmuro.


–Dezesseis e quarenta e três, senhor. – Uma enfermeira respondeu entristecida. Minha cabeça não trabalhava como deveria trabalhar. Todos na sala eram borrões diante de meus olhos. Algo parecido com uma prancheta estava na mão de Holebach e sua mão balançava estupidamente sobre o papel. Encostei minha cabeça no peito de Sara, onde o melhor coração do mundo batia. Onde a minha vida dependia. Mas tudo que se ouvia era o pesado silêncio.


–Senhor Klaus, eu sinto muito… — O médico dizia inconformado.


–Shiu! – Pedi ao ouvir um leve zumbido em meus ouvidos. Um zumbido que se intensificava a cada segundo. Um zumbido que após longos segundos, virou um fraquíssimo batimento cardíaco. –ELA ESTÁ VIVA! – Gritei o mais alto que minha voz deixou. Mas não era um grito agressivo. Mas sim de alívio. Vi o médico olhar para o monitor, que permanecia entregar a morte de Sara. Seus olhos foram aos enfermeiros e com um leve movimento na cabeça, pares de braços agarraram-me.


–Sei o quanto é difícil…sinto muito. – Ele disse e eu sabia que eles me levariam para longe dela.


–ME SOLTE! – Gritei enfurecido, livrando-me do aperto facilmente. – ELA ESTÁ VIVA! ELA ESTÁ VIVA!


–Não complique mais as coisas. Sua mulher faleceu… — Sua frase foi cortada pelo som intenso do monitor voltar a apitar firmemente e um alto suspiro sair da boca de Sara. Seus lindos olhos azuis abriram-se em um relâmpago e eram mais lindos do que me recordava.


–SARA! – Gritei indo a seu encontro imediatamente. Sua expressão era confusa mas não assustada. Era como se acordasse de um longo sono. Um sono pesado.


–Klaus… — Ela sussurrou sorrindo levemente ao me ver.


–Meu amor. – Falei beijando o topo de sua cabeça. Meus olhos foram aos seres sem reação e entendimento do que havia acontecido. Suas expressões eram confusas, mas acima de tudo, aliviadas.


–Levem-a para alguns exames imediatamente. – Dr Holebach ordenou e os enfermeiros obedeceram prontamente. Não me opus em relação a isso. Precisávamos ter certeza de que ela estava bem. Seus olhos vieram aos meus. – Como…como isso…? Como ouviu os batimentos cardíacos dela quando nem a máquina conseguiu?


–O amor faz você conseguir o impossível. – Respondi sentindo um alívio tão grande que eu não conseguiria explicar. Além de qualquer palavra citada. O médico saiu da sala, indo em direção onde Sara estava, mas dessa vez não pude entrar. Me sentei no banco do lado de fora da sala e minha mente borbulhava frenéticamente. ‘O amor faz você conseguir o impossível’. Pensava em minha resposta diversas vezes ao perceber que pela primeira vez não foi necessário qualquer um de meus dons sobranaturais para ouvir aquele pequeno zumbido. Era algo mais poderoso do que isso. Algo que eu ainda aprendia a conviver, mas de certa forma, era bom. Amor.

POV Sara

Quatro horas depois.

Abri meus olhos e uma escura sala me cercava. Onde eu estava? Onde estava Klaus? Onde estavam meus filhos?


–Klaus? – Perguntei deixando minha voz em um alto nível. A porta do quarto se abriu e ele apareceu sorrindo largamente.


–Estou aqui. – Ele respondeu sentando-se ao meu lado na cama.


–O que aconteceu?Onde estão meus bebês? – Perguntei aflita. Suas mãos vieram as minhas, acalmando-me imediatamente.


–Eles estão bem. Já irão trazê-los. – Ele respondeu abraçando-me fortemente. – Nunca mais faça isso comigo.


–Desculpe. Eu não resisto à morte. – Zombei e ele riu.


–Só você. – Ele respondeu e uma leve batida na porta fez meu estômago embrulhar. Uma jovem enfermeira abriu sorrindo.


–Está preparada mamãe? – Ela perguntou e assenti com a cabeça. Dois carrinhos vinham em minha direção e meu nervosismo aumentava gradualmente. Ao encostá-los ao meu lado. Ela assentiu e saiu rapidamente. Meus olhos não saiam daqueles dois seres ao meu lado. Lágrimas começaram a brotar em meus olhos e as deixei rolarem livremente por meu rosto.


–Sara…quero te apresentar nossos filhos. – Klaus disse pegando meu pequeno menininho no colo, encaixando-o em meus braços. Seus ralos caichos loiros não desmentiam a paternidade de Klaus. Seus olhinhos ainda fechados abriram-se por rápidos segundos e vi seus esverdeados olhos esmeralda, como os de seu pai. Estava tão vidrada naquele pequeno ser, tão frágil em meus braços que esqueci por rápidos segundos que meus abraço deveria ter espaço para mais um. Mais uma. A roupa rosa clara e seus delicados traços entregava a feminilidade de minha bebê. Com a coloração de seu cabelo levemente mais escura, mais ainda assim, um castanho claro, Klaus a colocou em meu outro braço, aconchegando meus filhos em meu peito.


–Passei oito meses e meio com eles. Eu devia estar te apresentando. – Brinquei e ele sorriu assentindo. -São…


–Um casal. – Eles respondeu sorrindo largamanete ao beijar suavemente o topo da cabeça de nossos bebês. – Temos um de cada.


–Eles não são chicletes, Klaus. – Respondi corrigindo novamente. Forcei a rigidez em minha voz, mas eu estava tão feliz que isso era impossível.


–Me desculpe. – Ele pediu sentando-se ao meu lado, pegando a nossa bebê em seu colo. – Eu ainda estou me acostumando com a ideia.


–Eu também. – Respondi sinceramente passando meus dedos pelas rosadas e gordinhas bochechas de meu filho, que soltou um pequeno gemido ao meu toque. – Cadê o pessoal? Eles já viram os gêmeos? – Perguntei lembrando-me de meus amigos e meu pai na sala de espera.


–Fui lá uma vez para dizer que ocorreu tudo bem. Eles já sabem que são gêmeos. – Ele respondeu em um sussurro. – Mas eles ainda não os viram. Não achei justo eles verem antes da mãe.


–Eu te amo. – Sussurrei agradecida por sua ação. O pensamento de alguém além de Klaus e os médicos verem meus bebês antes que eu pudesse vê-los me causava uma pontada de inveja.


–Acho que está na hora deles terem um nome. – Klaus disse rindo enquanto nossa filha agarrafa seu dedo com sua pequena mãozinha. Ela abriu seus olhinhos pela primeira vez desde que chegou e vi meus próprios olhos nela. Azuis claros como o céu de um límpido dia ensolarado. Meu coração palpitava tão fortemente pela presença de meus filhos que por um momento, pensei que meu fraco coração atacaria novamente. Eu os amava tanto, que nenhuma explicação seria possível.


–Acho que sim. – Respondi com nomes pulando em minha cabeça. Nomes perfeitos para as duas novas pessoas mais importantes de nossas vidas.

POV Elena


Há horas estávamos sentados impacientes na sala de espera. Sabíamos que Sara estava bem depois de seu ataque cardíaco. Sabíamos que eram gêmeos, um fato que nos pegou de surpresa, mas a felicidade afetou a todos imediatamente. Mas não tínhamos os visto ainda. Eu precisava saber se minha amiga estava realmente bem. Eu queria ver os bebês. Klaus apareceu na entrada da sala e em um pulo, todos o enchiam de perguntas.


–Calma! – Ele pediu e todos se calaram para ouví-lo. – Sara já está acordada com os bebês e vocês já poderão vê-los. Mas não todos de uma vez.


–Sim, claro. – Bonnie disse.


–Sr. Murray? – Klaus disse para o sogro, que levou seus olhos até os dele. – Ela quer vê-lo.


–Ok. – Ele respondeu sorrindo firmemente, caminhando em direção ao quarto onde sua filha e seus netos estavam


[…]


Após longos segundos, Klaus voltou e seu cansaço dividia espaço com sua felicidade.


–Vocês podem ir. – Ele disse bebendo um gole de café preso em sua mão. – Mas se dividam em dois grupos. É muita gente de uma vez só.


–Podemos ir? – Perguntei a Damon que assentiu em afirmação.


–Nós vamos junto. – Rebekah disse puxando a mão de Elijah.


–Está bem. – Klaus disse olhando para os outros ainda na sala. – Vocês já vão. – Ele disse e todos assentiram levemente. Caminhamos pelo corredor do hospital até Klaus parar na frente de uma porta e girar a maçaneta. – Se preparem, pois vocês estão prestes a ver a melhor cena da vida de vocês. – Ele disse abrindo a porta.



Notas finais
E aí? Gêmeos? Que fofura *o* Me contem o que acharam =) Beeijos e passem lá para ver se gostam:
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