Doubtful Fate
15 Capítulo 14 - You seem so strong sometimes
Notas iniciais
http://www.youtube.com/watch?v=DE9YiFTxClU
E a outra e The Raveonettes - The Christmas Song (pra entrar no clima), hshauhsuhauha.
http://www.youtube.com/watch?v=rUiZRWsIGAY
Boa leitura =)
Capítulo 14 — You seem so strong sometimes
POV Klaus
Flashback on
Um dia antes
–Como resolveremos isso? – Stefan perguntou aflito. Ele sabia que eu não desistiria de sobrevivência de Sara por nada, mas eu sabia que ele não desistiria da de Elena. – Elas não podem morrer.
–Acha que não sei disso seu estúpido? – Falei friamente. Suas óbvias conclusões me irritavam. Elena era uma boa pessoa, ou melhor, me ajudou quebrar a maldição de boa vontade, sua morte não era algo que me agradasse, mas não podia pensar Sara morrer assim em minhas mãos.
–Você pode impedir Benjamin. – Stefan disse esperançoso. – Não precisa matar Elena, e não o deixe matar Sara.
–Você não entende, nunca entendeu. – Respondi ríspido. – Uma hora dessas, ele já tem seu exército de vampiros formado. Não posso sozinho contra ele.
–Você é Klaus. O primeiro híbrido criado. Nenhum vampiro ou lobisomem é mais forte, podoroso. – Stefan disse, inflando meu ego. Sim, era verdade tudo o que disse, mas ainda assim, sozinho eu não conseguia.
–Na hora que cinquênta vampiros vierem em minha direção, não consiguirei lidar com todos na mesma hora. – Falei envergonhado, não havia nada que me deixasse pior do que não ser capaz de algo.
–Não está sozinho. Ajudarei se precisar…se falar com Damon, Caroline, Tyler, Alaric o perigo que Sara estará, eles não negarão ajuda. – A voz de Stefan transformou em alguma empolgação, logo cortada por minha reprovação. – Só por favor não mate Elena. Nunca lhe pedi nada enquanto o sirvo como pagamento por salvar Damon…mas agora peço que não faça isso com ela.
–Você é um fraco, Stefan. — Minha voz saiu rosnando. – Não importa quanto tempo ficou aqui comigo, quantas pessoas matou, ainda assim, implora pela vida dela.
–Não sou o único. – Ele respondeu no mesmo rosnado, desafiando-me. – Você é fraco quando o assunto é Sara. Por isso te atingem brutalmente ameaçando-a desse jeito.
–NÃO SOU FRACO! – Gritei enfurecido. Por segundos, pensei que mataria o único companheiro que me restava. Coloquei minha mente no lugar, pensando nas consequências de sua morte. – Nunca mais fale isso.
–Está bem. – Ele respondeu, saindo de meu alcance. – Só pense no que falei. Não têm sentido matar quem se ama. Acha que Sara ficará como depois de você matar sua melhor amiga? Ela preferiria morrer no lugar dela. É isso que amigos fazem.
–Eu sei Stefan, agora saia do meu pé. Preciso pensar. – Respondi colocando minhas mãos na cabeça.
–Amanhã é Natal. – Ele disse e eu tentei encontrar algum sentido naquilo. – Não vejo Elena há muitos meses…
–Viu? Fraco. – Respondi antes mesmo que ele terminasse sua frase. Stefan abaixou a cabeça, com sua contrária aceitação dos fatos. Fechei meus olhos por segundos, mentalizando no perfeito rosto de Sara, eu sentia sua falta. Essas indas e vindas à Mystic Falls eram confusas. Nunca sabia se me ajudaria a esquecê-la ou me faria querê-la ainda mais. – Vamos.
–Vamos? – Stefan levantou sua cabeça, e uma estranha alegria brilhava em seus olhos.
–Sim, arrume uma mala. Mas não muita coisa. Não ficaremos muito tempo. – Respondi indiferente.
–Ok. – Sem mais palavras, ele entrou no quarto. Nós iríamos a nossa cidade do pecado, da fraqueza novamente. E cada vez mais, me assustava. Mas assustar Klaus, refletiria sempre em algo ruim.
Flashback off
POV Damon
Estávamos sorrindo. Há alguns meses, nunca pensei que isso seria mais possível, mas superaríamos. De alguma forma, a chegada de Klaus, a ida de Stefan e morte de Jenna, atingia a todos brutalmente. Elena conversava com Sara e Bonnie, que ria abraçada a Jeremy.
–Está tudo bem por aqui? – Perguntei entrosando-me na conversa.
–Sim, tudo ótimo. – Jeremy respondeu.
–Quero presentes. – Bonnie disse, fitando-me.
–Por quê está me olhando assim? – Perguntei confuso.
–Porque sei que você sempre compra os melhores. – Ela respondeu sorrindo. Os olhos de Elena vieram aos meus, o mesmo olhar de Bonnie.
–Sara, salve-me. – Falei rindo.
–Desculpe Dam, mas também quero o meu. – Sara respondeu e automaticamente coloquei a mão na testa, balançando a cabeça.
–Caroline não aprovou a entrega de presentes, não posso fazer nada até ela liberar. Ela me assusta. – Respondi, escapando da pressão.
–Estou liberando agora. – Caroline disse, surgindo ao meu lado. – PESSOAL, HORA DOS PRESENTES! – Ela gritou, reunindo todos no centro da sala. Todos entregávamos nossos presentes, uns eram bons, outros, nem tanto. Mas como Bonnie disse, os meus eram os melhores. Para minhas recentes amigas, pares de brincos de ouro. Como toda mulher, elas adoraram, deixando os outros homens presentes desconfortáveis com o nível de seus presentes. Para meus recentes amigos, alternava dependendo de quem se tratava. Para Jeremy, Tyler e Matt um Ray-Ban Wayfarer, do estilo dos que gosto de usar. Rick, algumas boas garrafas das mais caras bebidas, ele adora um drink e Liam, ainda recente em nossas vidas, uma camiseta de marca. Era a vez do presente de Elena. Senti minha cabeça girar um pouco. Ela me fitava decepcionada. Pensava que havia me esquecido dela. Como eu esqueceria dela?
–Sua vez. – Sussurrei em seu ouvido. Todos os olhares estavam em nós, deixando-a envergonhada.
–Pensei que tinha esquecido. – Ela respondeu no mesmo tom.
–Realmente achou que me esqueceria de você? – Perguntei retoricamente e ela assentiu. Tirei uma pequena caixa vermelha aveludada de meu bolso e ela congelou. Os olhos de Elena foram aos meus, surpresos. Conseguia ouvir os sussurros pela sala. – Relaxe, não vou te pedir em casamento…ainda. – Abri a caixa e vi seus olhos brilharem.
–Obrigada Damon! – Seus braços vieram a meu pescoço, envolvendo-me em seu perfeito e desengonçado abraço. – É lindo!
–Nunca tire o que já têm. Ele te protege, mas coloque esse também. – Era um pingente de ouro no formato do infinto, escrito “amor” e suas laterais. Ela colocaria junto a seu colocar que ganhara de Stefan há um ano atrás. Elena rapidamente tirou seu inseparável colar e colocou o novo pingente junto.
–É perfeito. – Ela sussurrou e senti meu parado coração bater fortemente. Não sabia se ela havia percebido, mas o presente era ideal para o que sentia por ela. Um amor infinito.
POV Sara
Olhava a neve cair do lado de fora pela janela. Deixei meus pensamentos irem até onde podiam chegar. Fechei meus olhos e uma lágrima escapou de meu controle.
–Hey… — Liam disse passando sua mão levemente por meu braço. – Por quê está assim?
–Por nada. – Menti, forçando um sorriso. – É que fico assim sentimental no Natal.
–Ah. Se houver algo que possa fazer… — Ele disse sorrindo.
–Não, está tudo bem. – Liam tentava de todas as formas me animar, deixando-me feliz pela importância, mas era em vão. Meus olhos foram novamente a janela, quando meu coração parou. A figura que tirava minha sanidade, estava parada do outro lado da rua, encarando-me. Senti o descontrole me tomar. Os olhos de Liam acompanharam os meus, assim que percebeu minha reação.
–O que ele faz aqui? – Liam perguntou emburrado.
–Não sei eu…não sei. – Respondi com o pouco de ar que meus pulmões ainda continham. Fui em direção a porta e a mão de Liam me parou.
–Onde pensa que vai? – Ele perguntou já sabendo a resposta. – Não vai lá.
–Liam pare. – Sussurrei antes que alguém ouvisse. – Só vou ver o por que está aqui.
–Você sabe o porque ele está aqui. – Ele respondeu com raiva na voz.
–Deixe-me ir! – Falei e Damon rapidamente estava em nosso lado.
–O que está acontecendo aqui? – Damon disse em um tom de superioridade.
–Klaus está aqui e essa maluca quer sair para vê-lo. – Liam gospiu as palavras.
–Então deixe a maluca sair. – Damon respondeu bravamente. – Ela decide seus atos, não você.
–Mas Damon… — ele diria algo, mas o olhar de meu amigo o alertou. Liam me soltou e rapidamente, peguei meu casaco, saindo da casa. O vento batia em minha pele, fazendo-me tremer. A rua era coberta por um lindo lençol branco. Flocos de neve caím em mim. Olhei para Klaus, que permanecia no mesmo lugar de antes. Atravessei a rua cuidadosamente para não cair e em segundos, estava em sua frente.
–O quê faz aqui? – Perguntei confusa. Klaus nada dizia, apenas me fitava. Seus olhos verdes esmeralda deixavam-me constrangida. Flocos de neve lotavam sua cabeça, escondendo parcialmente seu loiro cabelo. – Klaus, o que faz aqui? Pensei que fosse embora.
–E eu fui. – Ele finalmente respondeu, indiferente.
–Ok…então por que voltou? – Meu coração não seguia um rítmo normal. Minha doença faria isso, mas ele por perto só piorava a situação.
–Stefan queria ver Elena. – Senti a tristeza e decepção quebrarem minha até então, esperança. Stefan queria ver quem ama, Klaus não.
–Aa. – Foi tudo que consegui responder. Minha cabeça demorou a captar a mensagem. – Stefan está aqui?
–Bem aqui. – Stef disse encostado a uma árvore repleta de neve.
–Stef! – Disse, indo em direção de meu amigo e abraçando-o. Não conseguia sentir o calor e bondade de antes em Stefan, mas ele definitivamente estava lá, escondido e reprimido em algum lugar por Klaus. – Senti sua falta.
–Eu também. – Ele respondeu meio frio, puxando-me da vista de alguém que espiasse pela janela.
–Por que está fazendo isso? – Perguntei confusa. – Pensei que queria ser visto.
–Não há nada que queira mais desde que parti. – Ele respondeu angustiado. – Mas… — Sua cabeça sinalizou para Klaus e sem mais palavras eu entendia perfeitamente o que queria dizer. Klaus não o deixava ser visto. – só quero ver Elena, assim de longe mesmo. Para mim basta. – Ele mentiu e consegui sentir sua dor passar a mim. Ter Elena em seus braços novamente. Era isso que realmente queria. Seus olhos verdes escuros tornaram em segundos mais dolorosos. Olhei para janela, onde Damon e Elena dançavam juntos, sorridentes. Eles foramavam um lindo e perfeito casal, mas não conseguia parar de pensar no que Stefan sentiria na hora.
–Stef… — Sussurrei, colocando minha mão e seu ombro.
–Eles se saíram muito bem sem mim, certo? – A pergunta era retórica, abaixei minha cabeça, sentindo a dor de meu amigo. – Acho que está na hora de ir.
–Não, Stef não faça isso! – Minha voz saiu alta, quase em um grito. – Veio até aqui para isso?
–Eu disse que não seria um boa idéia. – Klaus disse, interrompendo-nos. – Acha que todas as vezes que impedi de vir foi por qual motivo exatamente?
–Cale a boca! – Falei estupidamente. – Stef não vá assim.
–Não me mande calar a boca. – Klaus rosnou. Ignorei seu ato, mantendo meus olhos em meu amigo. – Vamos embora Stefan.
–Não. – Respondi, colocando-me em sua frente. Sabia que com um simples movimento, ele me tiraria dali, mas eu não me importava. – Você é fraco, mas sei que Stefan não é.
–Você não sabe o que fala. – Klaus respondeu furioso.
–Não, você não tem coragem de me enfrentar então acha que Stefan não teria em enfrentar Elena. – Deixei todos meus reprimidos sentimentos aflorarem.
–Enfrentar o quê? – Klaus perguntou sarcasticamente. – A sua força faltal? Faça-me rir.
–Enfrentar o fato que querendo ou não, se importa comigo. Se importa suficientemente para ir ao hospital quando o acidente aconteceu. – Falei e Klaus deixou sua inatingível máscara cair.
–Chega. – Stefan disse. – Desculpe Sara, mas não posso lidar com o fato que ela se apaixonou por ele. Tenho que ir. – Ele me abraçou longamente.
–Não Stef… Stefan! — Meus olhos encheram-se de lágrimas ao vê-lo sumir de minha visão. Me virei a Klaus. – Isso é sua culpa.
–Minha culpa que Elena seguiu em frente? Isso é ridículo. – Ele bufou e vi Liam observando-nos da janela. Virei meu corpo, indo de volta para casa. – Vai lá, com seu preocupado namorado. – A ironia fluía de sua voz.
–É o que estou fazendo. – Respondi sem olhar para trás. Não falaria que Liam não passava de meu amigo, eu queria irritá-lo. Senti uma mão vir a meu braço, puxando-me de volta.
–Só espero que ele te satisfaça. – Klaus debochava de mim.
–Aa ele me satisfaz. – Respondi sarcasticamente e seus olhos ardiam em fúria.
–Você é uma idiota. – Ele novamente rosnou de ódio.
–Sim, eu sou. E sabe o por quê? Porque vim até aqui ver você, quando podia apenas ignorar e continuar lá dentro com as pessoas que me amam, como Liam. – Coloquei a mão no coração, setindo-o pular velozmente. Minha respiração se acelerou fortemente, eu perdia o controle.
–Sara? – Klaus perguntou segurando-me. – Sara, você está bem?
–Coração… — Minha voz falhava. Rapidamente, ele me puxou para perto de si.
–Respire, se acalme. – Ele repetia dezenas de vezes em meu ouvido. Enterrei minha cabeça em seu peito, concentrando-me em suas palvras. Lentamente meu coração voltou a seu estranho normal. – Melhorou?
–Estou bem. – Respondi afastando-me.
–Não me assuste desse jeito. – Não era um pedido, era um ordem. Olhei para janela e vi Damon segurando Liam. Eu tentava entender o que aquela cena significava, mas não conseguia.
–Acho melhor eu voltar. – Disse fitando seus lindos olhos.
–É melhor, sempre é. – Balançou sua cabeça em sinal de negação, ele estava inconformado. – Mas quer saber o quê? Você mesma disse que não consigo te enfrentar. – A confusão tomava minha mente e sentia medo onde ele chegaria com isso.
–Klaus, o que quer dizer? – Perguntei encolhendo-me. Seu braço veio a minha cintura e ferozmente, ele me puxou novamente para perto de si.
–Quero dizer que eu vou te enfrentar. Vou enfrentar quem for preciso. – Ele disse fortemente, levando seus quentes lábios aos meus. Meu corpo inteiro amoleceu em seus braços, ele me segurava mais forte contra seu peito. Minhas congeladas mãos pararam em sua nuca. O senti arrepiar por segundos, tirando-as de lá, mas ele as puxou novamente para a posição de antes. – Gostaria de saber resolver isso. – Ele sussurrou, com os lábios há centímetros dos meu. – Mas não sei.
–Talvez seja porque não é um problema para ser resolvido. – Afirmei, puxando-o novamente para mim.
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