Doubtful Fate
2 Capítulo 1 - You know that I can use somebody
Notas iniciais
http://www.youtube.com/watch?v=MRgFeZa_I48
Deixem os comentários ok? Beeijos s2
Capítulo 1 — You know that I can use somebody
POV Klaus
Ódio e satisfação, era o que sentia. A maldição sobre mim era finalmente quebrada. Era um híbrido e não havia nada mais poderoso que eu. Mas algo estava errado, faltava alguma coisa.
Stefan, agora sobre meu controle, havia acabado de voltar de uma de suas caçadas, o que me agradara, ele finalmente se tornara quem deveria ser.
-Klaus? – Ele me perguntou, tirando-me de meus pensamentos.
-Fale. – Respondi.
-Já fiz tudo que pediu. – Ele pausou, olhando-me nos olhos. – Poderia ir a Mystic Falls? Gostaria de ver Elena. Ela não precisa me ver. Só garantir que esteja bem.
-Ela está. Damon deve cuidar muito bem dela. – Respondi sarcasticamente, o que o enfureceu.
-Venha comigo se quiser. Você poderá ver ela.
-A por favor Stefan! – Respondi secamente. – Elena ficará lá e você…bom você ficará onde eu achar que deva.
-Mas…
-Não! – Em questão de segundos, eu estava na frente de Stefan. Coloquei minhas pesadas mãos em seus ombros. – É o preço por salvar seu patético irmãozinho, meu caro. Esqueça Elena.
-E Sara? A esqueceu? – Uma fúria tomou conta de meu ser e em um rápido movimento, o empurrei, só parou ao bater no armário, quebrando-o.
-Não.Fale.Sobre.Isso. — Eu tentava controlar qualquer emoção possível. Ele em segundos estava de pé, novamente em minha frente.
-Está bem. – Rude, ele respondeu indo para algum lugar o qual não me interessava, sabia que não me desobedeceria. Minha mente vagava por lugares obscuros, lugares que não gostaria de lembrar. Mas era inevitável. Um rosto não saia de minha cabeça. Um rosto que me trazia paz, um rosto que me trazia o inferno.
Flashback on
Perambulava por cidades próximas a Mystic Falls. O sacrifício logo seria realizado e eu finalmente seria quem realmente era.
Tudo estava perfeitamente planejado e, para minha maior satisfação, Elena estava disposta ao sacrifício, o que tornara tudo extremamente fácil.
Mas complicações sempre existem e a minha tinha nome: Sara.
Estava faminto e tinha que me manter forte, ou não resistiria à transformação. Precisava me alimentar, quando ela surgiu.
Andava distraída pela rua, com fones de ouvido e seus pés movimentavam-se, ao que parecia, no ritmo da música.
Um maravilhoso perfume fluía de seu delicado e pálido pescoço, o que fez meus olhos arregalarem-se .
Ela era extremamente linda para uma mera humana, seus longos e escuros cabelos formavam bagunçados cachos nas pontas. Me aproximei fazendo-a pular de susto.
-Desculpe. – Eu disse, sorrindo.
-Está tudo bem. – Seus lindos e expressivos olhos azuis claros brilhavam. Era o jantar perfeito.
-Sou Klaus. – Disse pegando sua macia mão e beijando-a. Ela sorriu.
-Sara, muito prazer. – Respondeu sem jeito.
-O que uma bela dama faz sozinha uma hora dessas? – Meus antigos hábitos eram sempre bem vistos pelas mulheres. Ela riu e isso me deixou constrangido.
-Antiquado. – Ela pausou, olhando-me fixamente nos olhos.
-Isso te incomoda? – Dei um passo mais perto de seu corpo o que a fez encolher-se.
-Não. Mas geralmente os homens não fazem isso. – Sara sorriu, deixando seu claros dentes brilharem.
-Bom, posso afirmar que não sou muito comum. – Retribui o sorriso.
-É, eu consigo ver isso. – Algo naquelas palavras, naqueles movimentos me prendiam em um mundo do qual eu não mandava, assustando-me.
-Posso acompanhá-la? – Perguntei gentilmente. – Para me certificar que nada acontecerá.
-Consigo ir sozinha, mas obrigada. – Por um rápido segundo, consegui identificar o medo relanpejar por seus olhos, quebrando qualquer possível simpatia. Ela era esperta, percebeu o perigo e logo se safaria. Teria que fazer algo rápido, seria ali mesmo. Minhas presas estariam em seu pescoço antes que sua mente pudesse trabalhar. Mas algo me impediu, eu não conseguia e aquilo me causou um constrangimento, uma irritação. Como não conseguia matar uma simples humana? Sua vida não valia nada. Tinha que sair dali. Me virei e não me importando ser visto por alguém, corri rapidamente.
[…]
-Greta! – Gritei assim que entrei na casa em que tomamos, batendo brutalmente a porta.
-O que houve? – Ela perguntou, assustada.
-Tem algo errado comigo. Arrume logo! – Ordenei.
-O que há de errado? – Ainda assustada, indagou.
-Eu não consegui…algo me impediu de matar uma mera humana! – Gritei. Os olhos de Greta arregalaram-se e eu conseguia ouvir seus batimentos cardíacos acelerando-se. Ela agarrou meu braços e entrou em transe. Assim permanecemos por longos segundos.
-O que aconteceu comigo? – Perguntei, deixando o medo tomar minha voz.
-Klaus, disse para permanecer em casa até o sacrifício… — Sua voz falhou.
-O que é Greta? – Minha voz, descontrolada, saiu em um grito.
-Você a achou. – Ela pausou e seus amedrontados olhos me fitaram. – Ela o achou.
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