Double Trouble
1 A Melhor Pior Dupla
Eswain a cidade do progresso, um lar acolhedor para aqueles que possuem sede de conhecimento e anseio pelo avanço.
Uma cidade que se originou do nada, apenas pela tradição, mas graças aos estudos de velhos magos eruditos e a unificação de várias pessoas dispostas a construir algo novo, após um longo período se tornou o que é hoje.
Tecnologia e magia andando de mãos dadas em direção ao futuro, tudo pelo bem de toda a nação, haha, toda essa propaganda sobre esse lugar, só me faz acreditar que é o lugar perfeito para se nascer e se ter uma vida, bem...não é lá tão maravilhoso como o esperado.
Apesar de ser relativamente fácil construir uma vida nesse lugar, talvez para aqueles que nasceram com alguma família teriam alguém para se apoiar, ainda mais para aqueles que estão na área mais nobre da cidade, só precisam ,comer, respirar e viver que Boom! No dia seguinte já estão com os pés dentro de vossa prestigiada Academia, fora é claro o benefício de possuir riqueza e poder, esses na minha opinião já começam a sua vida fácil.
*Sigh* Castas sociais são um saco, mas não teria problema se existisse apenas uma divisão entre aqueles que são ricos e privilegiados e pessoas comuns, mas dentre eles há um terceiro grupo, aqueles que não possuem sequer um laço familiar e cresceram nas ruas tendo que se virar da sua maneira, vivendo é claro na parte mais baixa e periférica da cidade, e infelizmente nós fomos esses sortudos que fazem parte dessa mesma classe social, ele nos chama de "sem sustento" eu prefiro mais o termo "sobreviventes" soa mais bacana ao meu ver.
[...]
As ruas de Elswain se encontravam tranquilas na parte superior da cidade, carruagens constantemente eram vistas, um modelo clássico de transporte que viria a se tornar obsoleto com o advento do primeiro veículo automotivo, o que não era surpresa na chamada "cidade do progresso".
"Bom dia meu Senhor está interessado em nossas frutas mais frescas? Foram colhidas da fazenda são totalmente orgânicas!"
O comércio local estava a todo vapor, embora haja lojas físicas mais populares as pessoas de classe média se reuniam na praça central daquela região para vender dos seus produtos a um preço de melhor custo, enquanto alguns comerciantes anunciavam uma jovem encapuzada andava pela região tranquilamente, sutilmente passando por uma das tendas ela consegue roubar uma maçã sem ser percebida.
Homens uniformizados com chapéus iguais com um símbolo que parecia ser uma águia rondavam ocasionalmente por aquele local, a mesma tentava disfarçar para não ser vista. enquanto fazia isso em um determinado momento enquanto comia sua maçã seu bolso brilhava, vendo que aquilo chamaria muita atenção ela se afastou.
Em um beco mais discreto mesmo que para uma das zonas de comércio mais popular da região ,ela veio a adentrar e retira de seu bolso o que parece ser um pequeno espelho do qual estava rachado, embaixo dele havia um cristal de cor lilás que estava brilhando ao colocar o seu dedo e olhar para a lente, o que aparece não era seu reflexo, mas sim de um outro jovem.
— O que quer? Tô meio enrolada aqui. — dizia a jovem enquanto olhava para o outro lado, mesmo ela tendo a certeza que não foi vista todo cuidado era pouco -
— Ainda não acabou por ai? Daqui há algumas horas o sol já irá se por... — Enquanto ele falava o som estridente ecoa de onde ele estava -
— *Suspira* Já falei pra você pegar leve Aidan, se recuperou recentemente de um resfriado você tem que descansar rapaz.
— E de quem é a culpa?
— Sua! Foi você quem pediu para eu roubar aquela...coisa que soltava gelo.
— Uma runa sintética criogênica foi o que eu pude achar, se ao menos tivesse acesso a uma runa de verdade aquilo não teria acontecido.
— Fala da explosão gelada? Parecia que eu estava dormindo em um iglu.
— Que seja, foi apenas um erro não vai acontecer de novo. Então saia daí, conseguiu o que eu te pedi?
— Fala daquela pilha de livros? Olha eu sei que aquela coisinha pode armazenar algumas coisas, mas eu não sou sua bibliotecária para ficar pegando livros pra você!
— Além disso...
A mesma retirava de seu bolso um outro cristal ao se concentrar por um momento dele rapidamente sai um aparato, uma peça encrustada de um certo mineral da qual ela não tinha conhecimento.
— Ahá! A peça que o meu refinador precisa.
— É bom que isso seja realmente importante eles estão na minha cola.
— Então saia logo daí antes que seja pega.
— Tá legal, qual é a posição?
— Uns dois quilômetros de onde você está, será uma boa corrida.
— Hey você!
Droga...
A mesma rapidamente guarda seu espelho em seu bolso.
— Pois não guardas?
— Temos um mandato de apreensão de uma jovem gatuna que roubou uma peça que foi recuperada por nós de um vendedor ilegal de poções, um comerciante a viu entrar nesse beco desesperada.
— Temo que estão atrás da pessoa errada, eu sou só mais uma aluna da Academia, posso mostrar meus documentos, se for necessário podem me revistar.
Por ser um homem, ele manda sua parceira para fazer a revista na garota, após uma breve vistoria a guarda sente algo em seus bolsos.
— O que você tem ai? — perguntou a mulher -
— Algumas moedas...?
— Se importa de esvaziar o seu bolso?
Acho que não tem jeito.
— É...vocês realmente estão atrás da pessoa errada.
A garota vendo-se encurralada, agarra rapidamente os pulsos daquela guarda e então uma corrente elétrica é conduzida fazendo com que a mesma ficasse atordoada.
— Sua...
— Uh oh, hora da fuga.
Um círculo mágico de cor cinza é feito na parede da qual ela estava encostada ao colocar a mão, uma cortina de fumaça rapidamente cobre o beco, ela então sai correndo pela direção que entrou.
— Hihihi...Oh não...
A mesma vê que em seu lado direito havia outro guarda se aproximando do local, ela então corre na mesma direção em que ele estava vindo.
— *Cof* *Cof* Seu imprestável, não fique aí parado! Ela é a ladra! Chame os reforços antes que ela fuja. — disse o guarda ao sair daquela cortina de fumaça -
— Necessitamos de reforços, aqueles perto da área leste, compareçam as proximidades e continuem a ronda! — disse o guarda em um comunicador -
[...]
Sophie corria em círculos de onde estava para despistar os guardas, a mesma estava tentando se posicionar na área que seu amigo mencionou, mas com os guardas atrás dela se tornou um desafio.
Já estou há um bom tempo correndo, esses caras não desistem mesmo? O teleportador está ganhando mais brilho quer dizer que estou me aproximando do lugar, e se eu entrar por aqui...
— Achei ela!
— Droga...
Como contramedida ela muda sua rota de fuga.
Isso não está dando certo, porque há tantos guardas aqui? Eu tenho que dobrar por essa rua que ai eu chegarei...em um lugar sem saída? Não importa de qualquer jeito está na minha --
— Aqui está ela!
Porcaria, eles me seguiram até aqui!
— Me desculpem, mas não posso ficar por muito tempo gente, foi um ótimo exercício! Agora Adeus!
Click
— Eu disse Adeus...
Click...Click...Click
— Uh oh...
ISSO É SÉRIO AIDAN?! SUA DROGA DE APARELHO RESOLVE PARAR JUSTO AGORA?!
— Chega de brincadeira garota, devolva o que roubou e venha com a gente antes que as coisas piorem.
Ela dá uma olhada em volta.
— Bem, parece que vocês me pegaram mesmo, eu me rendo...
Aquele cara que me emboscou acompanhado e mais três guardas me cercaram por aqui...eu não queria ter que recorrer a isso mas parece que não tenho escolha.
No momento em que o guarda se aproximou para prendê-la, já com algemas em mãos ela estala os dedos e mais uma vez um círculo mágico aparece, dessa vez em seu pé, no momento em que o guarda pisa, mais uma onda de choque inesperada o atinge, diferente da moça mais jovem que não estava preparada, aquele homem conseguiu resistir um pouco.
— Sua...idiotas não fiquem ai parados façam alguma coisa!
Os guardas vendo que a garota tinha conhecimento de como fazer magia, recorreram a um método mais agressivo, afim de não machucá-la os mesmos usam feitiços na intenção de contê-la, uma onda de raio, vinhas e até mesmo um feitiço congelante foi lançado em sua direção.
Idiotas...
No momento em que os feitiços a atingiram um círculo mágico aparece em seu corpo, todo o dano que ia receber foi absorvido e foi mandado de volta e com mais força em direção a aqueles que conjuraram os respectivos feitiços o impacto foi mais intenso para aqueles que o receberam de volta fazendo assim com que os mesmos fossem atingidos e inevitavelmente ficando presos.
*Ofega* Lidar apenas com um feitiço não é problema, mas vários ao mesmo tempo é cansativo...
— *Ofega*
Enquanto se recuperava de seu contra-ataque mais dois guardas apareceram para verificar o que estava acontecendo.
— Não usem magia! Ela pode repelir de volta, as pistolas atordoadoras darão conta.
— Isso é sério? Mais guardas?
Acho que ao menos se eu for cair...terei que cair lutando!
— Atirem logo!
Eu estou nessa por sua causa Aidan, seu pequeno aparelho não funcionou por sua culpa seu grande filho da...
Projéteis elétricos vão em direção a garota, ela estava cansada após seu contra-ataque, mas no momento em que se preparava para se defender, ela desaparece daquele beco, as balas atingem a parede e em seguida elas somem.
[...]
Nos esgotos...
Em um bueiro, um feixe de luz toma conta do lugar por alguns segundos e dele uma garota acaba caindo em meio aquela água suja.
— É a última vez que vou confiar nessa coisa.
Os esgotos? Essa era a sua rota de fuga alternativa? Você me paga dessa vez!
[...]
A garota seguiu por uma hora em um caminho conhecido, mesmo andando pelos esgotos ela o conhecia com a palma de sua mão, não era a primeira vez que ela usava aquele lugar para fugir, embora sempre o evitasse quando tinha outra oportunidade mais "agradável".
Após sair por uma entrada mais aberta ela chega ao outro lado do viaduto.
Antes de ser fechado a água que passava por aqui chegava a essa altura, o acesso a esse lugar é quase impossível, e as pessoas não fizeram questão de reformar, digamos que essa é a parte "baixa" da cidade da qual ninguém nem sequer mais nota que existe, o esconderijo perfeito para nós dois.
O lugar estava coberto por algumas vinhas, porém ela já sabia que aquilo não passava de uma ilusão projetada para fazer com que o local parecesse mais velho, ela então entra em seu esconderijo, ela então nota o rapaz estava soldando alguma coisa com um maçarico improvisado, a mesma então com uma expressão furiosa anda em direção a ele.
— Você demorou...deixe eu adivinhar, pelo cheiro você usou a rota dos esgotos não foi-- Ouch! — O mesmo em tom de ironia, toma um tapa na nuca -
— Os esgotos? É sério que você alocou isso para me jogar nos esgotos?!
— Você sabe como ele funciona não é? Trabalhar com runas fragmentadas tem o seu preço.
— Preço? Esse aparelho quase me deixou na mão hoje, aqueles guardas quase me pegaram! — dizia ela removendo o seu manto -
— Eu disse para você não colocar fé nesse protótipo, ele só será mais efetivo com uma runa maior, mas não foi um total fracasso...ou foi?
Ainda com raiva, ela pega em seu bolso o espelho e o cristal que usou para armazenar os seus pertences roubados, ao jogá-los em direção ao seu amigo o mesmo pressiona o cristal e todos os livros caem acompanhados de sua peça e mais alguns suprimentos essenciais.
— Sério? Doces e lanchinhos? Você sabe que não pode colocar isso junto com os livros sua idiota!
— E eu lá to ligando? Eu tive que andar por meia hora no esgoto por sua causa! Essa é apenas uma punição leve pra você comparado com o que eu tive que passar, agora não me incomoda preciso da droga de um banho...e tenta fazer alguma boa com...seja lá o que tem ai estou faminta...
[...]
Por se tratar de um espaço limitado em um viaduto, obviamente não temos um banheiro descente, mas graças ao meu querido amigo amador que se diz prodígio da tecnologia e manipulador de runas, temos um purificador de água aqui, com alguns recursos certos do qual eu trouxe aqui, conseguimos improvisar um chuveiro, embora a água só saia fria já é alguma coisa graças a sua runa, não há necessidade de sabão pois a água já remove as impurezas de nosso corpo, mesmo não nos deixando com algum cheiro bom, é melhor do que ficar fedida.
Aidan pode ser um tapado fissurado em construir e inventar, mas seu talento com runas é invejável, mesmo que seu controle para magia seja baixo, eu o qualificaria como um excepcional engenheiro e mago rúnico em tempo parcial.
Como não temos acesso a nada dependemos dessas pedras preciosas abundantes em magia, por sorte esse país tem aos montes, o maior problema é o meio que usamos para consegui-las, demorou mais de dois anos para nos estabelecermos aqui e aperfeiçoarmos nosso esconderijo, gostaria ao menos de poder chamar isso de "lar".
Não é muito grande, mas também não é muito apertado, diferente de uma casa normal, tudo é concentrado em apenas um cômodo, com exceção do nosso "banheiro" ,a cozinha, sala de estar, quarto e claro sua oficina ficam todas agrupadas nesse lugar de maneira compacta
Sophie acabou seu banho enquanto secava sua cabeça com uma toalha bem velha, ela coloca suas roupas em um depósito de água enquanto veste outras ficando apenas com um top e uma calça longa de tecido leve.
A mesma ia em direção a mesa que se encontrava no centro de seu esconderijo, em cima dela havia um prato.
— O que é isso?
— Bem, você de alguma forma conseguiu roubar uma loja de doces então, para compensar fiz algo que talvez a agrade.
E não foi fácil, tive que acompanhar algumas crianças e entrei de fininho, claro que não podia colocar muita coisa pois estava sendo vigiada, mas o pouco de coisa que consegui já deu alguma coisa, embora duas barras de chocolate, um pacote de biscoitos e alguns caramelos não são lá o que eu queria...todas aquelas balas açucaradas...uma pena eu não ter sido mais ousada.
Ele derreteu o chocolate e o caramelo e colocou por cima dos biscoitos os juntando, na primeira mordida em que eu dou noto que não é uma combinação ruim.
— Nada mal, mas isso ainda não vai te redimir.
— Tá, tá tá, venha cá.
O mesmo continuava a consertar uma máquina, com a peça que foi adquirida por sua amiga ele dá os retoques finais a fechando, como não estava em ótimo estado ele dá um tapa nela e acaba forçando o seu ligamento.
— Hahaha! Isso! Está funcionando!
Duas semanas atrás ele havia comprado com um comerciante uma máquina de refinar poções, que o mesmo acreditava que podia melhorá-la para também sintetizar, quando ele chegou aqui e tinha gasto nossas economias eu quase quis dar uma surra nele, por isso tive que voltar as ruas "para trabalhar".
— *Suspira* todas as nossas economias em uma coisa dessas...
— E isso minha amiga é o que nos fará mais dinheiro, podemos arranjar os ingredientes por um preço barato e vender as poções lá em cima por um preço ainda mais alto.
— Falou como um verdadeiro magnata agora. Mas se isso quebrar nem me venha pedir para roubar outra peça.
— Claro que não, uma vez que eu conserto algo ela durará por um longo tempo.
— Com certeza...
[...]
Mais tarde...
Ambos estavam deitados no chão cada um em um saco de dormir em cima de jornais velhos, Sophie era a mais desleixada deitada quase que descoberta enquanto ao seu lado seu amigo estava com um livro em mãos.
— Sophie...
— O que foi?
— As vezes eu me pergunto, isso é o suficiente para nós dois?
— O que quer dizer?
— Viver de tecnologia sucateada, runas desgastadas e pequenos furtos, é isso que realmente nos agrada?
— Está enjoado dessa vida?
— Estou apenas me questionando, tive um sonho em que tínhamos uma vida comum, vivíamos em uma casa normal, comíamos de uma boa comida, tínhamos uma vida.
— É um belo sonho, mas você sabe que algo assim para nós é impossível. Se lembra do orfanato?
— Não, mas me lembro que fugimos quando tínhamos 10 anos.
— Eles nem sequer deram a nossa falta, talvez pensaram que não iríamos durar mais do que alguns meses, mas olha como estamos, não é lá o melhor que podemos ter mas é alguma coisa não é?
— É, você tem razão, e você? Como seria uma vida normal para nós em sua visão?
— Hm....Eu não sei, nunca me vi desse jeito, mas você vejo facilmente como um daqueles sabichões esnobes da Academia.
— É essa visão chula que você tem de mim?
— Depois de hoje, você não vai querer saber o que eu realmente penso de você. Boa noite Aidan...Amanhã será um longo dia.
— Assim como os outros...
Ambos então encerram a conversa enquanto tentavam dormir.
[...]
Mais tarde...
— Vocês só podem estar brincando comigo? Outra vez? — um homem trajado de maneira elegante portando um distintivo de guarda em seu peito se queixava -
— Senhor Nygreth a garota é realmente ardilosa como o Senhor havia mencionado, foi difícil pegá-la, sem falar que ela também tem conhecimento da magia!
— Eu não quero saber de desculpas, quando a verem novamente não fracassem, saiam daqui.
— Sim Senhor!
Os guardas abaixavam suas cabeças e se retiravam do local a mandato de seu superior.
— *Boceja* E você ainda se diz o mais gentil de nós dois...
O mesmo era provocado por uma mulher que estava distraída sentada no banco de visitas em sua sala enquanto jogava uma moeda para cima e para baixo.
— Eu não tenho tempo para suas provocações Evelyn...
— Sério Jake? É assim que você trata sua irmã quando ela resolve voltar para casa?
— Você podia levar isso mais a sério...
— Para quê? Ver você dando bronca em seus subordinados não me apetece em nada *boceja* só me deixa é com mais sono...Hey! — A mesma quando bocejava teve sua moeda roubada pelo seu irmão, que estava incomodado pelo som das jogadas -
— Minha cabeça está cheia, sabe que não tenho apenas que lidar com esse trabalho, tenho uma aprendiz para guiar, estava me perguntando quando você iria conseguir algum, mas acho que ninguém deixaria seus filhos aos cuidados de uma mulher tão irresponsável o quanto.
— Hey! Você sabe quem era que mandava nas coisas quando nossos pais estavam fora!
— Sim, era eu quem ficava no comando.
— É, mas eu sou a mais velha então lide com isso.
— ...
— E também, eu não tenho necessidade de moldar uma mente mais jovem com o meu conhecimento, "faça o que eu digo, não aja como eu" é o melhor ensinamento que posso oferecer.
— Pfft, isso não há dúvidas.
A mulher aproveitava que seu irmão estava desfocado e vai até a sua mesa.
— Bem, seja lá com o que está lidando, desejo-lhe boa sorte, até ofereceria minha ajuda mas...você sabe que não posso me envolver com algo ligado a lei...
— Mas para burlá-las você é a profissional.
— Você me conhece tão bem...te vejo depois.
A mulher se retirou da sala de seu irmão, ela chamava uma certa atenção dos guardas presentes, quando saiu do local, a mesma estava com uma fotografia em mãos, e nela havia apenas uma garota encapuzada.
— Então é você quem está dando dor de cabeça ao meu irmão...parece que temos gostos em comum~~
Continua...?
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