Double Torture

16 A primeira morte


Notas iniciais
A palavra do dia é vernácula.

Comecei a solta-la da cadeira, nem sequer tirei a faca da mão dela, a encarei nos olhos quando estava solta, aquela cena me fazia sorrir;

— Você pode ir, só está proibida de contar quem fez isso com você, caso contrário irei realmente te matar.

Ela ficou me encarando parada por um tempo, passou o olhar para a faca e ficava variando entre nós dois;

— O que foi? Não consegue nem mais falar sua língua vernácula? Bom, sinta-se livre para me matar com a faca, eu deixei suas pernas inteiras para me poupar trabalho.

Continuou parada, virei de costas pra ela, comecei a limpar a sala, não podia deixa-la daquele jeito mesmo sabendo que ninguém voltaria antes do amanhecer. Sempre a vigiei por um espelho, mas ela só ficava encarando a mim e a faca, até que finalmente algo quebrou o silencio.

— Tailon... Por.... Por que..?

Essa pergunta me fez sorrir, me deixou encantado, não precisei mentir.

— Porque eu precisava ouvir os sons que tanto amo, os gritos.

Ela finalmente tomou alguma ação, já esperava por isso, ela sabia que não ganharia numa luta e que não seria capaz de viver com o que aconteceu naquele dia, tirou a própria vida.

Notas finais
Quase que não saiu, demorei pra pensar em algo com a palavra e meu dai foi lotadíssimo.