Doses de Haruka
1 Doses de Haruka
Notas iniciais
Consegui abrir a porta com dificuldade, as coisas não pareciam estar no seu devido lugar, deve ser o álcool agindo no organismo, aquela tinha sido o primeiro Happy Hour que havia topado ir com os colegas de faculdade, não sabia que voltaríamos tão bêbados. Uma sexta-feira à noite e eu já havia me embriagado o suficiente por todo o ano.
Tentei andar até meu quarto, mas a falta de equilíbrio me fazia esbarrar com frequência, e com isso acabei acordando a Haruka. Ela ascendeu a luz da sala vestida de um short de malha curto e sutiã uma tentação para um homem embriagado como eu estava.
– Takahiro, o que houve? – perguntou estranhando talvez o sorriso torto ou a cara de bêbado que eu estava.
– Haha. Eu bebi demais, eu acho – respondi rindo sem nenhuma razão aparente.
– Você acha? – Ironizou a mesma – vem aqui, droga vou te levar para o seu quarto – completou, Haruka me fez apoiar sobre seus ombros e tentou me levar para o quarto sem que tombássemos em algum lugar, assim chegamos – com certa dificuldade – ao meu quarto, me joguei na cama e acabei levando junto a Haruka que caiu por cima de mim.
– Onde... Estão nossos pais? – perguntei.
– Eles saíram, foram comemorar não sei o que – respondeu com uma expressão séria em seu rosto.
– Eu poderia abusar de você dessa forma – brinquei rindo a toa, o álcool deixava mesmo as pessoas mais safadas.
– Você não pode abusar de uma pessoa que consente com o ato – respondeu mantendo a expressão séria, talvez seja o álcool ou meus sentimentos falando mais fortes, mas após a resposta de Haruka a vontade de toma-la para mim estava se tornado cada vez maior, e sem controle, ela me fitava com um olhar provocativo, parecia estar me desafiando a beija-la, umedecia os lábias e mordiscava-os às vezes, aquilo me provocava aumentando a libido que já estava pior pela sensação do corpo quente da Haruka sobre o meu, tomado por uma atitude imprudente misturada com o álcool no organismo e claro pelo olhar provocativo que a Haruka me lançava eu a beijei, naquele momento os lábios quentes de Haruka me permitiam toca-los de bom grato, estava fazendo-o de um jeito torto e um pouco exacerbado, puxei-a para mais próximo de mim minhas mãos que estavam em suas costas deslizaram para a cintura apesar de ainda não estar totalmente satisfeito com aquilo. Senti a pele quente das mãos de Haruka por e baixo da camisa que ela desesperadamente tentava tirá-la dei um sorriso entre os beijos e a ajudei retira-la ela sorriu e cravou suas unhas em minhas costas, desci os beijos para seu pescoço fazendo-a soltar um gemido abafado fui seguindo meus instintos mais primitivos descendo minha mão para o short de malha que levemente fui retirando.
Puxei Haruka invertendo nossas posições ela soltou risada e me encarou maliciosamente, havia perdido o controle a muito tempo. Observei seu corpo por alguns segundos, seus cabelos vermelhos estavam espalhados pelo travesseiro, o sutiã preto contrastava com sua pele alva não tinha seios fartos, porém seu quadril era largo e suas coxas grossas que na minha visão estava perfeito. Desviei minha atenção para as ações de Haruka que ainda me encarava com um olhar provocante, suas mãos estavam adentrando minha calça quando me alcançaram naquele lugar senti meu corpo arrepiar e foi impossível não conter os gemidos, meu corpo queimava por ser tocado daquela forma pela Haruka, ela o fazia com maestria.
– Haruka – murmurava entre os gemidos, ela ainda me olhava com uma expressão sexy, meu corpo parecia entrar em ebulição, com meus atos sendo guiados pelos meus instintos me coloquei sentado trazendo Haruka para meu colo, de alguma forma consegui tirar o restante da minha roupa ficado de cueca, estava excitado e disposto a fazer da ruiva provocante minha, ela se mexeu em meu colo e aquilo me instigou ainda mais.
Voltei a beija-la de uma forma brusca, minha língua dançava com a sua, antes de ficarmos sem ar desci meus beijos para seu pescoço e continuei descendo até parar sobre seus seios, ela suspirou de prazer, coloquei minhas mãos em suas costas e abri o sutiã removendo-o. Comecei com beijos carinhosos, até descer para o bico onde beijei para que ficasse rijo, sem pensar duas vezes troquei os beijos para algo mais brusco Haruka cravou suas unhas em minhas costas enquanto curvava seu corpo levemente de prazer, abafava seus gemidos permitindo apenar a mim ouvi-los, aquilo me fazia perder ainda mais o controle.
– Taka-kun – murmurei entre gemidos – eu o quero... – tentava formular uma frase – faça-o – suplicou, não precisou de muito para que eu entendesse o que ela havia suplicado.
Tirei o que restava de nossas roupas e cuidadosamente me coloquei comecei a colocar-me uma expressão suave de dor e prazer tomou conta de Haruka, ameacei retirar com receio de machuca-la, mas ela não permitiu terminando, ela ainda estava com uma expressão de dor, mas sorria de maneira provocativa para mim, com as mãos em sua cintura fui guiando-a para cima e para baixo de uma forma suave para que acostumasse, até que a dor se foi deixando apenas o prazer em seu olhar, aumentei o ritmo e a sensação apenas melhorou, a cada subida e descida de seu corpo Haruka soltava gemidos cada vez mais altos, já não conseguia se controlar, ela murmurava meu nome diversas vezes e aquilo só me fazia ficar cada vez mais excitado. Após um tempo senti que meu corpo fosse entrar em ebulição, a sensação aumentou e então me perdi gozar, caindo de cansaço em seguida.
Em algum momento eu apaguei.
...
Acordei na manhã seguinte com a culpa me consumindo e a cabeça latejando de dor. Ouvi barulhos na cozinha levantei-me e caminhei vagarosamente para lá.
– Oh você levantou – falou Haruka sorrindo animada – eu fiz café, achei que fosse acordar de ressaca depois de ontem – completou, ela colocou minha xicara sob a mesa e despejou o liquido preto – não vou por açúcar e nem leite, pode beber – completou.
– Haruka sobre ontem – murmurei sem muito animo para lembrar o que eu havia feito com ela – desculpe... – disse ela me encarou e riu.
– Foi a primeira vez que vi você bêbado, foi engraçado então tudo bem não precisa se desculpar – disse, ela estava tão animada, estava com o short do pijama, mas vestia uma blusa dessa vez, seus cabelos estavam molhados deixando claro que havia tomado um banho.
– Haruka eu me refiro... – comecei ainda tentando por em palavras os acontecimentos da noite anterior – ao que houve ontem... – falei sem jeito.
– Ah sim, eu sei que você não conseguia andar, tudo bem você quase ter me derrubado, já disse não precisa se desculpar Takahiro – insistiu.
– Não, eu me refiro ao que houve depois... Em meu quarto... — falei em um tom baixo, ela me encarou uma expressão de confusão – eu não devia... –
– Do que você está falando? – interrompeu Haruka.
– Ontem... eu e você... – dizia sem jeito.
– Ontem, você chegou em casa muito bêbado, eu te levei para o seu quarto e você caiu em sua cama e dormiu – falou séria – o que você quer dizer sobre eu e você? – perguntou.
Olhei espantado, ela parecia séria sobre aquilo.
– Nós não... você sabe, fizemos... Aquilo? – Perguntei ainda não acreditando no que ela havia dito, Haruka abriu a boca em espanto.
– Takahiro... Você teve um sonho erótico comigo? – Falou, em seguida começou a rir.
Não havia passado de um sonho.
Eu me sentia um completo idiota, eu havia sonhado tudo aquilo, Haruka ainda ria descaradamente.
– Não, não sonhei nada disso – falei em vão – vou tomar um banho – completei indo em direção ao banheiro.
– Não, me diga – dizia entre risos – eu fui boa? Foi bom pra você Takahiro? – brincava a mesma.
Fechei a porta do banheiro e ainda ouvia os risos de Haruka, suspirei aliviado, olhei para o espelho e vi que ainda vestia as mesmas roupas de ontem, ela estava certa foi um sonho.
– Eu nunca mais vou beber – murmurei.
Haruka
Olhava a chama do fogão com um sorriso maroto nos lábios, a sensação de felicidade estava instalada em meu peito e Takahiro é o maior responsável por isso, claro que ele nunca encostou um dedo em mim e nunca faria mesmo em um estado deplorável como um bêbado.
Soltei outro riso ao lembrar que ele mal conseguia andar devido ao álcool. O motivo da minha felicidade ainda era outro, voltei minha memória para a noite anterior enquanto carregava um Takahiro bêbado para o quarto, na aula de biologia o professor havia dito que o álcool age rápido no organismo e quando é carregado pelo sangue e chega ao cérebro faz com que o mesmo libere mais serotonina, esse neurotransmissor faz com que a pessoa sinta mais prazer e consecutivamente fique mais desinibia, se a quantidade de álcool continuar a subir a álcool começa a inibir outro neurotransmissor chamado de glutamato que regula outro neurotransmissor chamado GABA e com isso a pessoa perde toda a coordenação e autocontrole. Com isso nós temos um típico bêbado que mal consegue andar e fala o que vier na cabeça. E era nesse estado que eu via Takahiro, só que menos cientifico é claro.
“eu poderia abusar de você dessa forma” a frase dita em tom brincalhão ainda ecoava em minha memória, aquilo despertou várias reações do meu cérebro que naquele momento trabalhava bem mais rápido do que o Taka-kun, antes mesmo de que eu pudesse de alguma forma responde-lo Takahiro solta uma risada e joga-se para o lado.
“Boa noite Haruka” murmura comecei a sair do quarto e quando cheguei a porta a minha surpresa “vou sonhar com você essa noite” disse ele provavelmente não se lembra disso e tão pouco vou contar até porque eu havia pedido a ele para faze-lo “direito” tenho certeza que isso desencadeou o tal sonho erótico que ele havia tido. Não importa a forma como ele vê isso, o fato de ter sonhado comigo e uma situação como essa é sem duvidas o motivo da minha felicidade, ele nunca vai admitir seus sentimentos mesmo que seu corpo o entregue diversas vezes.
– Você é um idiota Takahiro – murmurei terminando de fazer os ovos mexidos, ele saiu do chuveiro com uma expressão sério no rosto não via o vapor da ducha e aposto meus actions figures que ele tomou um banho gelado.
– Por favor – começou em um tom de súplica – não comente o que eu disse pra ninguém – pediu fitando a xicara de café preto na mesa.
– Será nosso segredo – respondi dando uma piscada ao mesmo – mas em troca eu quero um action figure da Erza – falei sorrindo.
– Mais um? Você tem três – resmungou.
– Sua mãe vai adorar saber que você tem tido sonhos eróticos com sua imouto – desafiei ele passou as mãos no cabelo contrariado e voltou a me encarar.
– Tudo bem, eu compro pra você – resmungou sorri satisfeita
– Arigotou Taka-kun – falei voltando a servir o nosso café.
Eu guardaria segredo de qualquer forma, afinal mesmo que ele não lembre eu havia instigado o mesmo a ter aquele sonho. Mas isso ele também não precisa saber.
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