Dormindo Com Fantasmas - Naruto
31 Goodbye, without lasts words
Notas iniciais
Olá!! Desculpem a pequena demora e.
Bem, eu queria agradecer aqui à Milk Everdeen, pela recomendação e tals ♥ obrigada.
Sem mais, boa leitura.
Bem, eu queria agradecer aqui à Milk Everdeen, pela recomendação e tals ♥ obrigada.
Sem mais, boa leitura.
– Alô?– Haruno Sakura? Aqui é a Dra. Shizune.A voz dela estava um pouco cansada e apressada demais. Sakura encontrou os olhos curiosos de Hitomi, e virou o rosto, indo até à janela.– Sim, é ela. Aconteceu alguma coisa, Shizune?– Bem, eu tentei ligar para a Sra. Mitsashi, mas o número dela parece estar fora de área. É o Sr. Uchiha. Ele não está reagindo bem. Teve uma hemorragia grave agora a pouco. Acho melhor virem para cá.Sakura engoliu em seco.– Tudo bem, eu já estou no hospital. Avisarei aos outros. Obrigada, Shizune.A mulher se despediu, com sua voz aflita, e desligou. Sakura voltou-se novamente para Hitomi.– Parece que você tanto pediu, que está dando certo.Hamasaki ergueu uma sobrancelha, um sorriso zombeteiro.– Do que está falando?– Fugaku. Teve uma hemorragia.Hitomi agravou sua expressão, movendo os lábios para um canto — É grave?– Não sei. Vou ligar pro Sasuke, pra Tenten e pedir informações. Depois eu volto aqui.– Me mantenha informada — avisou, antes que a mais nova saísse apressada.....Tenten e sua mãe chegaram ao hospital em quinze minutos. Já estavam no caminho quando Sakura ligara. Sasuke havia dito que viria, mas ainda não tinha chegado. A Sra. Mitashi estava nervosa, embora tentasse se controlar. Tenten não falava nada, mas sentia o suor frio em seu pescoço. Tinha uma mau pressentimento.Assim que elas entraram, Sakura pediu para que Shizune viesse, e ela rapidamente apareceu. Tinha uma expressão angustiada, e também parecia nervosa. Olhou para as três à sua frente freneticamente, meio atordoada.– O que aconteceu com tio Fugaku? — Tenten questionou rapidamente.Shizune compirimiu o lábio inferior. Realmente parecia uma tortura para ela dar alguma informação que não fosse extremamente boa.– O senhor Uchiha teve uma hemorragia agora há pouco... É... Nós não esperávamos essa reação, é realmente algo muito difícil de ocorrer, ainda mais quando o paciente é jovem e saudável. Mas o organismo dele já estava enfraquecido, e acreditamos foi isso que possiblitou...– Ele vai ficar bem? — a Sra. Mitsashi interrompeu.– Nossa equipe está fazendo o possível. Podem ter certeza que tudo, tudo será feito para que o senhor Fugaku se recupere.– Ele corre risco de vida? — Tenten disse, a ansiedade começava a tormar conta dela.– Bem... Ele perdeu muito sangue... E a situação dele já não estava cem por cento, além disso, é uma área vital. Isso vai depender de quanto tempo nós levarmos para conter as reações.Shizune ouviu o áudio do hospital dizer que precisavam dela urgentemente. Ela olhou para cima, de onde o comunicado vinha.– Eu tenho que ir agora. Prometo que faremos tudo que pudermos — ela franzia as sobrancelhas, como se estivesse mesmo fazendo um juramento.A mãe de Tenten desabou numa das cadeiras, com as mãos passando sobre o rosto, enquanto a filha tentava acalmá-la. Sakura olhava fixamente para as duas, mas vários pensamentos percorriam sua mente. Fugaku... Sasuke... Hitomi...Foi despertada por uma voz masculina e preocupada, que ia em direção a Tenten, abrançando-a e dizendo "Estava aqui por perto e resolvi vir quando você me mandou a mensagem. O que aconteceu?"Tenten puxou Neji para um lugar mais afastado, não queria repetir tudo na frente da mãe.E assim passaram-se vinte e cinco minutos. Sasuke havia mandado uma mensagem para Sakura, dizendo que estava preso no trânsito. Neji segurava a mão de Tenten, e a Sra. Mitsashi continuava com as mãos unidas uma à outra, às vezes apoiando-as no joelho, outras vezes pondo a cabeça pra trás e fechando os olhos.Tsunade veio, ainda com luvas nas mãos e com Shizune e o mesmo rapaz da outra vez. A morena prendia o lábio inferior, e o olhar de Tsunade estava mais escuro. A expressão dela ficou ainda menos inspiradora quando tirou a máscara.Tenten agitava as mãos freneticamente — E então? Q-qual o resultado?A mulher ainda olhou para os quatro, demorando a responder.– Lamentamos muito. Fizemos tudo o que podíamos, mas não conseguimos reanimá-lo. É realmente algo muito raro. Infelizmente, o senhor Uchiha teve uma parada-
Tsunade foi interrompida pelo choro da mulher de cabelos pretos, que logo foi abraçada pela filha.– Bem, deixarei a família a sós nesse momento difícil. Realmente, sentimos muito. — ela falou num tom melancólico e baixo, mais para Sakura, que estava mais perto dela. A garota assentiu, e os três se retiraram.Sakura olhou para os três e para as lágrimas que cobriam todo o rosto conservado da Sra. Mitsashi e não sabia o que fazer, nem dizer. Ela não pertencia àquela tristeza, ela não sabia o que supostamente deveria sentir. Encaminhou-se para a saída, deixando as largas portas de vidro para trás, e encontrando o sol melancólico das quatro da tarde. Avistou Sasuke chegando pela passarela amarelada que levava até a entrada, com as sobrancelhas encurvadas, e seu corpo tremeu em falta de certeza sobre como deveria agir. Subitamente, uma ponta de tristeza cresceu dentro dela ao vê-lo, e tudo o que conseguiu fazer quando ele se aproximou o suficiente dela para perguntar o que havia acontecido foi abraçá-lo. Forte e calmamente. Sasuke entendeu. Seus músculos se contrairam momentaneamente pela surpresa, e depois apenas deixou que sua cabeça encontrasse descanso no ombro da garota. Ele também não sabia como se sentir. Mas seu corpo subitamente pareceu mais pesado.Sakura não falou com Hitomi. Deixaria que as enfermeiras do hospital dessem a informação, pois não conseguia imaginar qual seria sua reação se a mãe quisesse lhe mostrar qualquer possível vantagem naquilo. Não, não queria nem pensar no assunto.Sasuke estava silencioso e quieto, e assim permaneceu todo resto do dia. Na tarde seguinte, combinou com o pai de Tenten detalhes sobre a cremação, já que sua tia não parecia estar em condições de ter aquele tipo de conversa. Ele havia dito a Sakura singelamente, como se aquele fosse um detalhe muito importante, que todos os Uchihas eram cremados.Ao contrário do que havia dito, contou a Itachi sobre o pai. Sakura preferiu não perguntar sobre isso, mas ficou contente. A leitura do testamento havia sido marcada para o dia seguinte, já que não seria oportuno esperar pela recuperação de Hamasaki Hitomi, que havia passado por um cirurgia simples. Ela ficara séria quando soube de Fugaku, e não tocou no assunto quando Sakura fizera sua visita.Agora, estavam sentados num dos bancos do gramado do Konoha, enquanto Ino falava animadamente em sua festa de aniversário que estava chegando, enquanto Hinata já estava enterrada nos livros, apavorada pelas provas que chegavam. Tenten ainda parecia triste, mas a dificuldade de acreditar na morte amortecia o impacto sobre quem continuava vivendo. Sakura tentava falhamente fazer algo do tipo de consolo para Sasuke, mas ele demonstrava estar bem.– Idiota essa Jane Eyre, não é? — ele disse batendo de leve no papel da peça e levantando uma sobrancelha.Sakura sorriu levemente — Por quê?– Sei lá. Peça idiota essa em que nos meteram. Digo, por que diabos ela se casaria com alguém em que não confia? — ele riu.Sakura pigarreou — As coisas não precisam vir bem nessa ordem, sabe? Quer, dizer, você pode gostar de alguém sem confiar, a confiança não precisa vir antes. Eu acho.Sasuke levantou as sobrancelhas. – Que seja — ele sorriu debochado e divertido — Mas essa peça ainda é idiota.Sakura riu, virando o rosto pro outro lado e cruzando os braços....A sede da Teruya era um prédio enorme, próximo à Times Square, e Sakura se sentia extasiada toda vez que tinha o prazer de passar por aquelas portas. Era inebriante a sensação de saber que um dia comandaria aquele gigante e todas suas ramificações. Ela sorriu, embora a ocasião não fosse propícia. Estava ali, junto com a advogada de sua mãe, Kurenai Yuuhi, para representar os interesses dela na leitura do testamento de Fugaku. Sasuke já deveria estar lá. Uma chuva torrecial caía, e Kurenai, debaixo de seu gaurda-chuva, fez sinal para que Sakura se apressasse.O elevador as levou até o último andar, e elas entraram na sala da presidência. Era enorme. Sasuke já estava lá dentro, de pé, acompanhado de um homem alto, moreno e com barba, e um outro homem, de cabelos brancos e cicatriz longa perto do olho. Apesar da cor do cabelo, não parecia ter mais que trinta e cinco anos, e sentava na confortável cadeira de presidente. Havia ocupado o cargo temporariamente, enquanto Hamasaki e o Uchiha estavam impossibilitados. Existia, ainda, outro mais velho, ao lado do mais alto.– Oh, Sakura, estávamos esperando por você — Sasuke disse, assim que ela entrou.A Haruno tomou seu lugar ao lado do Uchiha, enquanto o homem de barba se apresentava como Sarutobi Asuma, advogado de Fugaku Uchiha, e o outro, como Hatake Kakashi, chairman e CEO temporário.Asuma abriu sua pasta e retirou os devidos papéis. Igualhou-os e anunciou o começo da leitura.– Eu, Uchiha Fugaku, me encontrando no meu perfeito juízo e entendimento, livre de qualquer coação, deliberei fazer esse meu testamento particular, como efetivamente o faço, sem constrangimento, em presença de três testemunhas, senhores Hatake Kakashi, Sarutobi Asuma e Watanabe Asano, que se acham todas reunidas em minha residência, na cidade de Nova Iorque. Assim, expressando neste testamento particular minha última vontade, pedindo à Justiça de meu País que o faça cumprir como este se contém e declara e às testemunhas, perante as quais li este mesmo testamento, que o confirmem em juízo, de conformidade com a lei. Deixo minhas ações na Teruya&Hamasaki Incorpore para Uchiha Sasuke, assim como cinquenta por cento de meus bens, em excessão à casa onde vivo nesta mesma cidade de Nova Iorque, a quem deixo para minha esposa, Hamasaki Hitomi, e aos outros cinquenta por cento de meus bens compreendidos pela justiça, que devem ser confiados à Uchiha Itachi, quando este mesmo indivíduo estiver em seu estado de igualdade para com a Lei. Dou, assim, por concluído este meu testamento particular. Os outros dois homens se encaminharam para assinar o documento, assim como Asuma havia acabado de instruir. Sakura mirou imediatamente em Sasuke. Ele tinha os cotovelos apoiados nos joelhos, olhando fixamente para um ponto desfocado, com uma expressão não muito contente. Levantou-se repentinamente e bateu a porta da sala com força.Sakura ficou olhando para a madeira escura, estagnada. Não entendera a reação de Sasuke. Fugaku havia surpreendido até a ela, por deixar metade de tudo para Itachi, e aquilo deveria ser motivo de satisfação para o moreno. Mas ele estava alterado. Pediu a Kurenai que cuidasse de tudo o que fosse preciso por ali. A mulher entendeu, e ela saiu apressadamente pela mesma porta.Já não havia mais sinal de Sasuke pela calçada. Ela chamou um táxi e foi imediatamente para casa, torcendo para que aquele também tivesse sido o destino do Uchiha mais novo.A grande porta estava destrancada, o que era mais do que suficiente para confirmar suas expectativas, pois Fumiko já havia acabado seu expediente àquele horário.Subiu pelas escadas, e o barulho de seus sapatos pareceram ecoar mais que nunca pela sala vazia. Foi apressadamente até o quarto de Sasuke, e, mesmo antes de precisar abrir a porta, já ouvia sons de coisas batendo. Quando entrou, compreendeu. Sasuke esvaziava seu guarda-roupas, jogando tudo freneticamente e sem nenhuma ordem nas malas espalhadas pela cama.– O que está fazendo? — ela fez a primeira e mais óbvia pergunta que veio à sua mente.– Indo embora. Essa casa não é mais minha, é sua, é da sua mãe, não ouviu? — ele disse, ainda sem olhá-la.– Por que você saiu tão furioso? Digo, Fugaku deixou uma boa herança para o seu irmão, como era justo, as ações da Teruya ficaram com você, e eu entendo que você tenha ficado chateado por minha mãe ter ficado com alguma coisa, mas sabe, vendo do ponto de vista da lei, é normal, afinal, eles eram casados... — a voz de Sakura foi morrendo à medida que ela via que o ponto não era nenhum daqueles.– Será que você não vê? — Sasuke jogou uma calça qualquer na mala, virando-se para Sakura — ele fez de propósito. Essa casa é da minha mãe. Era a única coisa que já foi dela. Foi aqui que eu vivi com ela, foi aqui que ela morreu, bem aqui, nesse quarto ao lado. Tudo aconteceu aqui. E ele sabia. Ele sabia o quanto essa casa significava pra mim, ele sabia que, dentre todos os outros bens dele, essa casa era a única que me importava, além da Teruya. E ele deixou justamente pra quem? Para a sua mãe. Isso não te soa simbólico?
"Eu e Fugaku éramos noivos, querida"Sim, lembrando-se daquilo, soava realmente simbólico e pretencioso. Será que Sasuke sabia da história?Sasuke fechou a última mala, sem dar tempo de Sakura considerar perguntá-lo ou não sobre aquilo. Afinal, se ele não soubesse, seria um problema.Ele soprou, impaciente — Depois eu volto pra pegar as outras coisas.Ele pegou as malas, uma em cada mão. Quando levantou seu olhar, ele pousou em Sakura, parada perto da porta, e ele não mais se mexeu, encarando-a brevemente. Moveu a cabeça discretamente para um lado, e depois endireitou-a. E finalmente continuou seu percurso.– Pra onde você vai? — ela perguntou, enquanto Sasuke passava por ela.– Não sei. Pra bem longe, talvez, quem sabe.– Sasuke!Ele já descia as escadas, e ela o segurou pela camisa. Olhou-o constrangida ao notar o quão familiar era aquela cena. Assim como no primeiro dia em que estivera ali.– Fica. Por favor.Ele não respondeu logo, e ela realmente não achou que iria.Sua expressão se suavizou, e ele umedeceu rapidamente o lábio inferior.– Eu não tenho mais nada pra fazer aqui — disse, mas sua voz não tinha a firmeza habitual. Era mais como uma constatação duvidosa do que como um argumento.– Essa casa é sua — ela falava, levemente cabisbaixa — Não importa o que digam. Sua história está aqui, Sasuke, tudo sobre você está aqui. Se você acha que essas memórias te pertencem... É aqui que você deve ficar.Ela observou a expressão do Uchiha, não mais furiosa, mas ainda sim, indecifrável.Uma frase gritava em sua garganta, mas ela não queria dizê-la, pois tinha um sentimento de que não fosse um argumento importante, de que não fosse importante ao todo. Mas sua voz saiu, esganiçada e baixa, antes que pudesse contê-la.– E eu... Eu também estou aqui.Sasuke não se movia. Estava estático, e ainda a encarava. Sakura deu mais um passo, encurtando a já pouca distância entre eles, e o abraçou. Sentiu um leve afastamento automático como reação, mas que não tencionava ser realmente suficiente para separá-los. Sentiu uma respiração mais forte balançar seus cabelos, como um sopro de cansaço, e o barulho das malas encontrando o chão. E então, finalmente, os braços de Sasuke ao seu redor.
Notas finais
Sim, devem estar querendo me ~~~matar~~~ por causa do Fugaku. Mas ele tinha que morrer UAHAUSHAU sério, isso tinha que acontecer para as coisas saírem do jeito que eu imagino :~~~
Me desculpem e.
Me desculpem e.
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