Doritos
1 1. Miyavi diz: Maldito doritos
Notas iniciais
Miyavi's P.O.V
Eu e o Kai estávamos comemorando 3 anos de namoro e estávamos no sofá da sala vendo um filme, mas como tinha me dado fome e o mesmo estava no comercial fui fazer pipoca. Eu, Miyavi,estava super tranquilo mexendo o milho e esperando o mesmo começar a estourar quando ouço Kai me chamando. Claro, saí em um "trupela" para a sala.
— Mi, olha... — meu pequeno Kai, me chamou e apontou para a tv.
— Que foi, querido? — beijei-lhe a testa sentando me ao seu lado no sofá.
— Eu quero Doritos. - olhei para a tv e vi que o comercial do salgado já havia acabado, mas ainda mostrava a foto do mesmo.
— Você... Você está grávido, pequeno? — perguntei para ele apontando para a sua face. Dã, eu sei que ele é homem e que homem não tem o poder de engravidar, mas fazia uns 3 meses que Kai estava com desejos do tipo: comer sorvete com batata frita do Mc. Sim, ele me pediu isso mês passado ou foi semana passada? Que seja!
— Por favor, Mi — ele me olhou com cara de cão sem dono — Compra Doritos pra mim vai? — Kai continuou com aquela cara. Droga, eu odeio quando ele faz essa cara, pois com ela Kai me tem na mão e o pior é que ele sabia muito bem disso.
— Está bem, amor. — o abracei de lado e virei seu rosto para que eu pudesse dominar seus lábios em um beijo cheio de luxúria.
— Agora,vai. — Kai sussurrou entre o beijo e depois mordeu meu lábio inferior em seguida se afastou de mim. Senti meus olhos arderem de raiva, contei até 10 para não espancá-lo ou abusá-lo sexualmente.
Levantei-me, pequei meu boné e as chaves do carro. Saí do apartamento e decidi que o mais rápido que eu pudesse satisfazer o seu desejo, mais rápido eu poderia assediá-lo. Então, tomando tal decisão desci as escadas do prédio correndo. Aí vocês me perguntam: Não existe elevador aí não? Claro que a pergunta é feita com tom de ironia. E eu respondo: Tem, só que nesse momento eu pensei que seria mais rápido descer correndo pela a escada.
Doce ilusão, esqueci que morava no décimo segundo andar de um prédio com vinte andares. Como não pratico exercício físico estava me sentindo derrotado, quando cheguei na terceira escada senti tédio, então, comecei a contar os números de degraus.
— Essa droga tem vinte degraus? — perguntei incrédulo com tal numero e soquei a parede.
Percebi que estava perdendo tempo demais ali parado e resolvi deixar o cansaço e o número de degraus de lado. Comecei a descer as escadas correndo que nem um maratonista em uma maratona importante. Cheguei na droga do estacionamento totalmente soado e acabado. Corri para o meu Eco Sport preto, peguei a chave e o destranquei, me senti totalmente aliviado ao sentar naquele banco macio. Coloquei a chave no contado e a girei, logo o carro e o rádio ligaram. Acelerei com tudo para fora do estacionamento.
No rádio tocava It's rainy men e eu como um bom gay a cantei inteira.
Cheguei ao centro em uma rua com lojas, mas as mesmas estavam fechadas.
— Hãn? Por que está tudo fechado? — fiquei olhando atento para ver se tinha um bar aberto, mas naquela droga de centro comercial estava tudo totalmente fechado. O pior era que: O Supermercado ficava à uma hora de distância. Eu não poderia fazer mais nada a não ser acelerar o carro. Eu iria voltar com aquele salgado, pois era um desejo do amor da minha vida, não podia decepcioná-lo em nosso aniversário de namoro. Se eu precisasse lutar com ninjas, eu o faria, tudo isso para ver meu pequeno sorrir.
Perdido nesses pensamentos eu me vi na frente do Supermercado, logo estacionei o carro e para a minha surpresa o supermercado estava aberto. Desci do carro e saí correndo para dentro do supermercado, o mesmo era enorme como... Como um Shopping Center. Estava dentro daquela... Coisa fazia uns 50 minutos e não encontrava o maldi...Ou melhor bendito corredor de salgadinhos. Mas, que raiva! Já tinha passado por vários corredores e não achava os miseráveis. HA, e quando achei...
— Menininho, você sabe onde fica o corredor dos produtos limpeza? — uma velha senhora, meio metro, de cabelos totalmente brancos se colocou em minha frente, a mesma usava um óculos fundo de garrafa. Sim, ela era idêntica à velha do filme "Madagascar".
— Não. — respondi olhando para a prateleira de doritos na qual tinha apenas um pacote. Me desviei da pequena criatura, acelerei meu passo para chegar perto do mesmo, quando alcancei-o as luzes se apagaram e Ninjas anões pendurados em cordas apareceram barrando a minha passagem.
— Fuu!- esse foi o único som que saiu de minha boca engoli em seco e continuei — Boca maldita!
De repente luzes como de show se acenderam iluminando apenas o local onde se passava aquela cena bizarra. Os ninjas que estavam bem na minha frente eram...
— Os ninjas anões da Pucca! — pensei alto e comecei a rir que nem doido.
Um gongo soou e o chão tremeu.
— Haia! — Aquelas coisinhas gritaram e eu entendi que a batalha estava declarada. Um por um eles vinham para cima de mim, a luta estava totalmente desigual, afinal, eram doze contra um. Pelo menos era o que eu achava...
— Deixa que eu cuido deles. — a senhora se colocou em minha frente e começou a bater nos anões perdidos da Branca de Neve... Digo ninjas anões.
Enquanto a velha espancava eles resolvi dar um grande salto para alcançar a corda, para a minha grande surpresa consegui na primeira tentativa e escorreguei na corda atrás dos Ninjas que naquela altura já deviam estar liquidados.
Peguei o pacote, mas quando tentei correr com o mesmo apareceram dois lutadores de Sumo e de novo soou o maldito gongo dando inicio à mais uma batalha. Enfiei o salgadinho debaixo da camisa, pequei a velha senhora e me pendurei na corda enquanto os lutadores de sumo se "divertiam" pisoteando os ninjas anões. Soltei um grito igualzinho o do Tarzan, pequei impulso acertei a prateleira e a derrubei em todos.
Desci da corda e coloquei a velha no chão, logo ouvi aplausos. Mas, a luta ainda não estava ganha eu precisava chegar em casa ,então me despedi da senhora, tirei o Doritos da camisa, corri para o caixa, paguei-o e corri para o carro.
Nem prestei atenção nas musicas que tocavam no rádio, tudo o que eu queria era: Chegar em casa e dormir o resto da tarde com o Kai.
Cheguei no prédio, estacionei o carro no estacionamento do mesmo, pequei o salgadinho, tirei a chave do contato desligando o carro, saí correndo e peguei o elevador. Apertei o numero 12,senti um alivio enorme ao ver a porta do meu apartamento com o Kai. Bati na porta apenas para ter o gosto dele vir abrir a mesma, ouvi passos se aproximando então resolvi fazer uma pose bem sexy e coloquei a mão com o salgado nas costas . Kai ao me ver sorriu e me deu um selinho.
— Trouxe para você!-Falei mostrando o pacote, ele pulou em cima de mim entrelaçou seus braços em meu pescoço e as pernas em minha cintura, e entramos no apartamento desse jeito. Quando o ar faltou, Kai, se afastou de mim ficando parado em minha frente como se estivesse me analisando.
— Nossa Miyavi,o que aconteceu? — ele perguntou preocupado.
— Se eu contar você não vai acreditar! — respondi com voz de criança — Vem.
Arrastei-o para o quarto e antes que eu adormecesse pude ouvi-lo dizer.
— Feliz três anos de namoro Mi, te amo. — Kai selou meus lábios e então ouvi ele abrindo o tão sonhado Doritos.
Fim.
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