Acorda cedo, pega o ônibus e

observa os futuros passageiros nas paradas

com sono, bem arrumadas,

gel no cabelo, batom vermelho e mochilas

nas costas,

parados, quietos.

Agem como uma grande massa,

andam por todos os lados,

os cheiros se confundem entre si e entre os

da cidade.

Alguns estão acuados, saíram de suas camas,

de suas fortaleza, e os outros

são os predadores.

As faces não se confundem pois não são vista,

são trocadas rapidamente como num truque

de mágica.

Cabines azuis da policia não são notadas em meio

a praças, pois as pessoas estão com bastante pressa.

Lojas são abertas, o dia começa cedo;

senhores e senhoras vendem o café da manhã

que as pessoas não comeram antes de sair de casa.

Vão nascendo contornos individuais

durante o resto do dia.

Isso até a hora da saída.