Notas iniciais

A dor no meu peito

Que cresce sem pedir licença

Faz transparecer o medo

Afirmando nenhuma inocência.

E as Lembranças que invadem o pensamento

Rasgam a alma, ferem a consciência

Sem nenhum tento.

Gritos e clamores

Não farão ceifar

Angustia e dores

Como respirar?

Seus olhos cravados nos meus

Línguas dançantes sem exitar

E agora meu Deus?

Impensável o ato de aguentar.

Uma súbita fúria me toma

Sem ao menos questionar

Viver por amor?

Ou morrer sem lastimar?

Em outra vida nos conhecemos

Não pensamos deveras voltar

Que na próxima nos encontremos

Para enfim nos teus braços descansar.

Thais Pérola

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