Maldiga então, teus versos sofríveis

Tentando ocultar a dor em teu peito

Qual criança com pesadelos horríveis

Deixando vazio um lugar em meu leito


Se teus olhos se revelam ansiosos

Os meus mostram a loucura eminente

Tingidos de sangue, fatigados, chorosos

Sem forças pra esconder a melancolia latente

O calor em meu peito já cessa

Buscando em vão, amor qualquer, em ti.

No bucolismo da pressa

Mas se das belas mentiras te cansas

Te peço, em meu colo, procures o alento

Que não te deram da vida as andanças.

Notas finais
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