Doppleganger Again
10 Capítulo 10- The Beginning of Everything.
Notas iniciais
POV Misto. (Damon e Jay.)
Tinha um café e restaurante logo na frente.- O que vai querer?
Olhei para garçonete.- Um sanduíche natural com pão integral e um café, por favor. Sem açúcar.
– Nossa achei que ia pedir hambuguer com fritas e refrigerante.
– Não. Tenho que me cuidar. Não só aparência a saúde também.- Sorri.- Ok, de vez em quando eu cabulo isso e como duas vezes ao mês.
– Bem, vou querer fritas e uma coca.- A garçonete sorriu para mim e sorri de volta. Era automático.
Senti minhas mãos queimarem. Minha vó disse que teria que controlar. E olha que ainda nem fiz o ritual. Eu estava com ciúmes? É sério isso? A gente nem se beijou ainda. Respira fundo se não você vai passar mal. 1,2,3,4...
Percebi a respiraração dela aumentar e os batimentos também. Será que estava passando mal de novo?– Você está bem?- Peguei a mão dela, estava gelada.
– Eu estou ótima. Obrigada.- Disse.
– Sua mão tá gelada. Quer a jaqueta?
Respirei fundo e senti minha mão voltar ao normal aos poucos. Minha.- Estou bem.
– Certeza?- Estava preocupado. Não tirei a mão da onde estava, era bom sentir o toque dela.
– Tenho.– A garçonete voltava com os pedidos.
Os pedidos chegaram e agradeci. Ela comia em silêncio.- Jay, se você não falar algo vou achar que você está com raiva.
Olhei para ele.– Na verdade eu estou morrendo de ódio.
– De que?- Questionei.
– Dessas garçonetes oferecidas e você fica dando mole ainda.- Estava ficando doida eu acho. Como podia sentir ciúmes dele? Não tem outra explicação... estou apaixonada.
Não aguentei e ri.– É por isso? Foi no automático, desculpe. É que sou educado com elas. Sabe, se for grosso ou mal humorado elas podem colocar algo na comida e isso não é legal.- Ela estava com ciúme? Isso seria um bom sinal?
Olhei para ele.- Isso não tem graça.
– Tem sim- Disse rindo.
– Não tem não.- O riso dele era contagiante e tentava não rir.
Peguei uma batata.– Tem certeza que não quer?
Sorri.– Desse jeito você vai fazer eu comer três vezes no mês batata frita.
– Que pena.- Disse comendo a batata.- Seu sanduíche tá com uma cara boa.
– Jeito discreto de pedir um pedaço.- Disse dando o sanduiche na boca dele.
Mordi.– Nossa, como você gosta disso? É sem sabor.
– Você que gosta das coisas gordurosas.- Disse.
– Você está errada, adoro frutas. Não gosto é dessas coisas naturebas.- Disse.
– Não é natureba. Tem ovo, alface, tomate, peito de peru, queijo e requeijão.- Disse mordendo o sanduiche.
– Mas o pão estraga. Se comesse os pães italianos, veria o que é sabor.- Disse.
– Você vai ter que me mostrar os pão italianos então. E eu gosto desse pão.- Disse.
– Quando quiser.- Disse.
– Já volto, vou ali ver os doces.- Me levantei.- Viu? Não sou natureba.- Disse rindo e indo ver os doces.
– Ok, pegue um para mim.- Disse.
– Pode deixar.- E fui ver os doces.
Ela era um amor. Estava me sentindo bem confortável. Nunca fiquei assim com uma garota.
Voltei com dois mousse de chocolate e me sentei.– Gosta de mousse? Se não deixa que eu como.
– Sinto muito, mas adoro mousse.- Peguei o meu.
– Que pena.- Disse.
Comemos e saímos de lá. A garçonete continuou me dando mole e Jay estava querendo arrancar a cabeça dela.Peguei na mão dela e continuamos andando por um parque que tinha ali perto.
– Esse parque é lindo.- Disse.
– É, você deveria ser minha guia. Quem sempre viveu aqui foi você.- Disse.
– Posso mostrar o que você quiser. Só pedir.- Disse.
Sorri. Estava parecendo um adolescente. Eu, Damon Salvotore, tendo um encontro como um rapaz comum. Parecia que estava vivendo uma etapa roubada de mim. E o impressionante era que estava gostando.
Olhei para ele.- Então a quanto tempo não vem a Seattle?
– Uns 100 anos. Fiquei muito tempo na Europa.- Disse.
– Nossa, quanto tempo. Nunca fui a Europa. Infelizmente.- Disse.
– É muito bonita.- Disse.
– Imagino. Eu sonho com Paris.- Sorri.– Mas acho que meu sonho é conhecer o Egito. Amo o Egito.
– Bonito, mas prefiro lugar com natureza.- Disse.
– Também. Mas sempre quis ver múmias e coisas assim.- Disse sorrindo.
– São bem interessantes.- Disse.
– Eu imagino.- Disse.
– Gosta mesmo de viajar?- Perguntei.
– Claro que sim. Amo viajar. Viajava muito com meu pai.- Falar dele doía, mas me sentia orgulhosa pelo pai que tive.
Sorri. Ela era tão lindo. Seus olhos brilhavam na noite. Era como se em toda a escuridão ela fosse a luz. Era assim que sentia quando olhava nos olhos dela. Ela me olhava com admiração. Como era acostumado, tinha vistos vários olhares daqueles, mas o dela era diferente.- Faz muito tempo que ele morreu?
– Dois anos. Minha mãe sofreu muito e até hoje escuto ela chorar as noites. É péssimo.- Disse triste.
– Sinto muito. Foi como? Acidente?- Questionei.
– Sim. Mas o corpo estava irreconhecível. Mas sabemos que era ele porque os documentos e o carro era dele.- Disse.
– Desculpe, não devia ter mexido no assunto.- Disse.
– Que nada. Meu pai era o homem mais incrível que conheci. Tenho orgulho de falar dele.- Disse.
– Que bom. Já quer ir?- Eram mais de onze e as ruas estavam ficando vazias.
– Não sei. Você já quer ir?- Perguntei.
– Não.- Passou uma corrente de ar e percebi ela tremer. Estava com frio. Tirei a jaqueta e entreguei a ela.- Depois da chuva, agora frio. Não queremos abusar da sorte.
Sorri e coloquei a jaqueta dele.– Obrigada.
– Ficou ótima em você.- Passei o braço ao redor dela.
– Obrigada.- A jaqueta dele ficava enorme, mas não me importava. Tinha o perfume dele e era ótimo.
Continuamos andando e ela é muito mais interesante do que imaginei. Era decidida, mas sabia ouvir. Fato; estou cada vez mais apaixonado por ela.
Fale com o autor