Doppelgänger's Love
3 Iguais?
Notas iniciais
Katherine se levantou com cuidado, seu pescoço doía muito. Ela abriu os olhos e viu que estava num carro e alguém estava dirigindo:
–Stefan? – perguntou
–Sim? – ele respondeu
–COMO ASSIM “SIM?”? VOCÊ É LOUCO?! – gritou desesperada – ME SOLTE AGORA!
–Katherine, não temos tempo para chiliques agora! – disse o vampiro tentando manter a calma – Ele está muito perto e temos que correr.
–Quem, Stefan? QUEM?! – gritou Katherine
Ela se estressava com facilidade e estava em seu limite ali. Sentia uma mistura de raiva, curiosidade e medo. Mas Stefan ainda a atraia de uma forma sobrenatural:
–Katherine, escute: eu não posso te soltar agora. É para seu próprio bem. Tem uma pessoa querendo nos prejudicar e isso inclui você. Então, se pudesse, por favor, parar de gritar até chegarmos à minha casa eu agradeceria.
Ela viu que o tom dele foi sincero e apesar de tudo, se sentiu segura ali com ele, mesmo amarrada em correntes. Ela acreditava em Stefan. Ela não sabia como, mas no fundo, acreditava nele.
Após três horas de viagem em silêncio, eles estavam entrando numa trilha onde só se viam arvores e arbustos, até que Katherine avistou uma casa enorme e isolada no final da trilha:
–É ali? – perguntou
–Sim – Stefan respondeu
Pararam o carro em frente a casa. Era uma casa bonita, porém velha, com algumas lascas na parede descascando. Sua pintura era marrom e possuía muitas janelas. Havia um pequeno jardim com flores murchas em frente e era cercada por árvores em todos os lados. Era o tipo de lugar onde aconteciam os filmes de terror. O portão estava enferrujado.
Stefan libertou Katherine das correntes e disse:
–Seja bem vinda à mansão Salvatore.
Ela olhou para ele com uma cara de desgosto e começou a andar em direção a casa. Stefan acompanhou a garota até o portão. Ele empurrou o portão branco com a pintura descascada, que rangeu fortemente:
–Parece que a casa de alguém precisa de uma reforma, hein? – disse Katherine, irônica.
Stefan não respondeu e os dois continuaram andando e chegaram até a porta. Não havia campainha elétrica, e sim uma bem antiga, daquelas de ferro:
–E quando você acha que não pode ficar pior... – disse Katherine
Stefan também não respondeu à critica de Katherine. Eles esperaram e esperaram. Nada:
–Vem cá, você não tem chave não? – perguntou Katherine, irritada
–Não saio numa missão com a chave da minha própria casa. – respondeu o rapaz
–Ah claro, agora sou uma missão.
Eles ouviram um ranger e a porta se abriu, revelando uma mulher:
–Mas que palhaçada é essa, Stefan? É algum tipo de truque? – disse Katherine, rindo.
A mulher era a cópia exata de Katherine. Tirando o cabelo que era totalmente liso e mais escuro. Mas os olhos eram os mesmos. O corpo também, apesar de Katherine ter certeza de que a mulher era mais gorda:
–Não. Katherine, esta é Elena, minha esposa. Elena conheça Katherine.
Katherine ficou abismada. Não era possível. Simplesmente não:
–Stefan, eu espero que esteja brincando. Não pode ser real. Isso não existe – falou
–Olhe, eu vou te explicar tudo, prome...
–NÃO! CHEGA! PARA COM ISSO, STEFAN! – Katherine cortou o vampiro e continuou – “EU VOU TE EXPLICAR”, “VENHA COMIGO KATHERINE”. NÃO, VOCÊ VAI ME FALAR E É AGORA!
Os olhos de Katherine ficaram vermelhos e ela colocou as presas para fora:
–Tudo bem! – disse ele com um tom mais elevado – Meu irmão, Damon, está atrás de nós três. Ele não sabe onde eu moro, mas tem muitos informantes. Aparentemente ele já tem meu doppleganger. Damon precisa de nós três para o feitiço que ele quer fazer.
–Mas que feitiço é esse? – perguntou Katherine
–Eu te falo sobre isso lá dentro, agora, se me fizer o favor de entrar, eu agradeço.
Elena, que se manteve calada a conversa inteira, aparentemente era uma mulher muito elegante e Katherine achou que Elena deveria se achar muito melhor do que ela. Katherine se acalmou e viu que estava tudo bem. Os olhos de Stefan a acalmava.
–E você sabia de tudo isso? – perguntou a Elena
–Sim, na verdade, sabia disso antes mesmo de você nascer. – disse Elena rindo calma – Agora, seja bem vinda.
Katherine imaginou que Elena fosse uma mulher forte. Uma vampira vivida. Uma mulher cheia de segredos, e ela não sabia ao certo se Stefan estava ciente de tais mistérios.
Stefan entrou e Katherine ficou na porta:
–É...então...eu não posso entrar. – disse Katherine
–Ah, claro. Espere um instante – respondeu Elena
Ela se virou e gritou:
–JOANNE! VENHA AQUI!
Uma moça com uniforme de empregada apareceu e ficou parada na porta:
–Joanne, por que você não convida a moça a entrar? – perguntou Elena
–Entre – disse Joanne
Katherine colocou o pé direito para dentro e viu que poderia entrar:
–Vocês colocaram a casa no nome dela? – perguntou Katherine
–Sim, e hipnotizamo-la. Assim só entra quem for convidado.
–Hum... inteligente
Katherine observou o local. A casa era enorme por dentro também. As paredes e piso de madeira cara, uma escada enorme que levava ao andar de cima, uma porta aberta, onde via-se a cozinha no lado direito e, seguindo em frente, a sala. Nela via-se uma lareira rodeada por duas poltronas altas e um sofá vermelho e ao lado da poltrona esquerda havia uma mesa enorme de mármore, com dez cadeiras ao redor e dois candelabros em cima. Além disso, a sala ainda contava com dois armários: um com todos os tipos de bebida e o outro com vários livros. Katherine só conseguiu dizer:
–Uau
Elena sorriu e disse:
–Sente-se, por favor.
Katherine se sentou no sofá e Stefan e Elena em uma poltrona, cada:
–Agora é hora de lhe explicar tudo – disse Stefan
–Certo, me fale sobre o feitiço que seu irmão quer lançar logo.
–Meu querido irmão... quer ter poderes de bruxo, assim como nossa mãe. E para isso, ele precisa nos sacrificar.
O queixo de Katherine caiu. E ela sentiu o medo chegar com tudo.
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