Doomed Forever
7 Capítulo 7- Estadia Imprevista
Notas iniciais
Eu quero pedir desculpas a todo mundo que comentou e recomendou e nós não conseguimos responder a todos e demoramos mtooo pra postar,mas enfim estamos de volta e queremos agradecer a todos os comentários e recomendações.
Bjs até lá embaixo
Pov Bella.
O cara desconhecido agora me olhava de forma estranha, com uma expressão que eu não compreendia. Era um misto de irritação, entendimento e outra coisa que eu não conseguia definir.
– Se está procurando alguém, acho melhor procurar em outro lugar. – eu digo ríspida.
– Talvez eu já tenha encontrado... Bella – sua voz era séria, sem vestígio de diversão.
– Vocês se conhecem? – perguntou o Traves... Toddy... Taylor... Enfim, a mala de meu acompanhante incisivamente para mim. Ignorei. Continuei encarando o Adônis moreno a minha frente que continuava a me olhar serio.
– Como sabe meu nome? E quem é você? – eu perguntei desconfiada.
Continuei nesse nosso jogo de encarar e quando ficou claro que nenhuma resposta viria desviei meu olhar.
– Quer saber, não importa! – resmunguei me virando para sair, decidida em voltar para casa.
“Eu sabia que tinha sido uma péssima ideia de sair essa noite.” – pensei aborrecida.
Mas antes que eu dei dois passos o Adônis pegou minha mão me voltando para sua direção e me beijou, beijo nos lábios.
Choque percorreu-me a sua ousadia. Eu não me movi, a única coisa que passou pela minha mente era como suaves e quentes seus lábios eram, e antes que eu percebesse eu estava beijando ele de volta, no temor do sentimento dentro de mim. Era como se eu estivesse pegando fogo. Meu coração estava batendo em um ritmo rápido, e o calor puro foi me enchendo, junto com os buracos que foram deixados por Edward.
E aqui, agora, beijando um cara misterioso me senti inteira, eu podia sentir o sangue pulsando quente e rápido por minhas veias de novo. Meus pulmões cheios do seu perfume inebriante que saiu de suas roupas e pele.
Depois de um longo momento me afastei, minha respiração ofegante, eu olhei para o Adônis também vê-lo quase sem respirar muito, e parecia-me que ele só tinha a mesma experiência que eu senti um minuto atrás: "Uau". Eu respirei, e então ele estava me beijando novamente.
Eu podia ouvir a musica ao fundo e alguém gritando furioso ao meu lado.
O beijo chegou ao fim muito rápido para meu gosto e eu olho atordoada o cara misterioso olhado para o... Como é mesmo o nome do cara que eu tinha saído? Não importa. O sentimento de inquietação parece tomar meu corpo quando eu o vejo olhando fixamente para o rapaz que me olha muito aborrecido e então, como passe de mágica seu rosto se suaviza e pela primeira vez eu realmente presto atenção no que era dito.
– ... Agora você vai para casa. Repita.
– Bella e eu chegamos em um entendimento que não somos compatíveis e resolvemos não prosseguir com o encontro e ambos seguiram seus caminhos, separadamente, e de forma amigável. – eu estava confusa, mas antes que eu pudesse verbalizar qualquer coisa o rapaz prosseguiu. — Bella encontrou um amigo e resolveu se divertir, me garantindo que estava tudo bem e que eu podia ir para casa sem me preocupar, e eu fui embora com a promessa de ligar para sua mãe com a finalidade de tranquiliza-la sobre sua ausência sobre os próximos dias. Agora eu estou indo para casa.
Minha ausência? O que diabos ele está falando? Perguntei-me, olhando aturdida o rapaz dar meia volta e sair sem mais nenhuma palavra.
– Onde estávamos? – perguntou divertido o Adônis para mim. E sem esperar uma resposta ele começou a me puxar por entre a multidão. E por mais que eu tentei desvencilhar meu pulso de seu aperto férreo e minha relutância obvia de segui-lo onde que que ele estava indo, ele prosseguiu com seus passos inabaláveis.
Olhei para os lados, mas todas as pessoas estavam alheia ao que acontecia, muito presas em seu próprio divertimento. Abri a boca para gritar. Porém subitamente fui puxada contra um peito solido e meu grito morreu nos lábios vorazes e pecaminosos. Antes que eu me desse conta, estávamos em uma sala privativa... Um escritório. Um homem atarracado com cabelos loiros que se encontrava sentado em uma poltrona atrás de uma grande mesa de carvalho nos olhou surpreso.
– Essa sala é privada. – ele disse com azedume. – sugiro...
– Eu sugiro que você saia. – disse o estranho misterioso que continuava a me segurar firmemente. – Agora! E cuide para que não sejamos interrompidos.
E então, mais uma vez o estranho aconteceu. O homem simplesmente obedeceu a seus comandos. Sem nenhuma pergunta ou queixa.
Desvencilhei-me de seus braços sobre mim e afastei alguns passos para trás no momento que a porta se fechou.
Eu levantei minhas sobrancelhas.
– O que é você?
Ele bufou.
– Eu sou um unicórnio. O que você acha que eu sou? – Ele perguntou sorrindo enquanto eu revirei os olhos. E em um piscar de olhos ele estava a minha frente fazendo meu coração correr em grande velocidade, tendo suas mãos pousando em minha cintura, possessivamente, como se esperasse que eu fugisse a qualquer minuto.
– Eu acho que você é um vampiro.
– Um ponto para o ser humano. – Ele disse sorrindo zombeteiro.
– Sim, alegria. Ponto para a humana. – Eu disse amargamente. Então eu olhei em seus olhos, seus brilhantes olhos azuis de gelo. — Mas... Eu conheci um vampiro...
– E você ainda está vivo? – Ele perguntou confuso, me puxando mais para ele. Eu não protestei, minha curiosidade estava obtendo o melhor de mim e eu tinha um sentimento que o moreno a minha frente poderia ser mais receptivo a responder minhas perguntas do que Klaus havia demonstrado. Eu só precisava jogar as cartas certas.
– Sim, mas ele tinha a pele fria. – eu disse colocando a mão no braço do Adônis. — E era como se ele foi feito de pedra. – Eu deixei meus dedos deslizar em sua pele macia tendo uma parte de mim amando a sensação de sua pele contra meus dedos. E, então, eu voltei a olhar em seus olhos. — E os olhos de ouro. – voltei meus olhos para baixo, como se estivesse tímida.
Eu praticamente podia sentir seu olhar queimando dentro de mim.
Depois do que pareceu uma eternidade voltei meus olhos para ele, que continuava olhando para mim.
– O quê? – Perguntei irritada ao perceber que nenhuma resposta viria.
– Você conheceu um frio, uma dessas versões de fadas de vampiros? – indagou curioso.
– Eu namorei um. – murmurei olhando para tudo, menos ele.
– Ah!
Recuei com meus ombros rígidos. O que eu estava fazendo? Eu queria respostas e não ter que dá-las.
O silêncio pairou no ar.
– O que aconteceu com a fada cintilante? – Perguntou ele. Apertei os olhos e tentei recuar mais, mas ele parecia não estar tendo nada disso e manteve sua mão firmemente em minha cintura me mantendo no lugar.
– Por que você se importa? – Eu perguntei olhando para ele. Ele deu de ombros e, em seguida, um momento depois, suas pupilas dilatadas, mais uma vez, fazendo-me perguntar o que ele estava fazendo.
– Diga-me. Que aconteceu com você e o frio? – Ele ordenou. Virei a cabeça para o lado.
– Não.
– Por quê? – Perguntou. Ouvi frustração em sua voz.
– É muito doloroso. – Engasguei. E então eu estava chorando. Lágrimas sem fim escorriam pelo rosto. Depois que eu tenho todos os meus soluços que eu olhei para ele. – Agora me deixe ir! – Eu gritei através das minhas lágrimas batendo em seu peito. Senti suas mãos em torno de meus pulsos, mas eu continuava a se debater. Depois de minutos de ele me restringindo eu parei.
Meu rosto estava coberto de lágrimas, e os meus pulsos tinha hematomas em torno deles. Eu comecei a chorar baixinho. E a próxima coisa que eu sabia era que eu estava no colo de alguém.
– O que ele fez com você? — Uma voz perguntou em voz baixa. Depois de alguns minutos eu falava.
– Ele me disse que, a cada dia que me amava, que ele não poderia viver sem mim que estaríamos juntos para sempre. — Eu sussurrei.
Eu olhei para ele. Seu rosto... Estava atento, como se ele fosse solidário, mas eu podia ver os traços de raiva e confusão.
– E quando ele me deixou. Ele me disse que era tudo mentira. Que eu era apenas uma distração. – Suspirei e limpei meu rosto.
Depois de um momento eu me levantei do seu colo. Ele não fez nenhum movimento para me parar.
– Eu não vou contar a ninguém. Sobre você ser um vampiro. Então você pode ir, eu posso pegar um taxi para voltar para casa. – eu disse. Tudo que eu queria era estar o mais longe dele e as lembranças que ele evocava. Eu ainda não entendia e estava muito chateada em ter me aberto tanto com um estranho. – Foi um prazer conhece-lo... – eu parei só me dando conta nesse instante que eu sequer sabia seu nome.
– Damon. Damon Salvatore. – ele se apresentou formalmente segurando minha mão e levando aos lábios. Senti um formigamento onde seus lábios tocaram. Recusei-me a analisar tal emoção.
– Damon... – o nome certamente lhe convinha. Ele era ridiculamente bonito e envolvente como um demônio.
– Nenhum taxi. Eu estou levando você para casa. Serei um perfeito cavalheiro, prometo. – acrescentou antes que eu protestasse.
Apesar de minha incerteza eu o deixei me levar até seu carro. Não era como se eu pudesse fugir de qualquer maneira. Comecei a pensar no que eu poderia dizer a Renée sobre minha estadia curta. Eu não acho que seria sábio ficar sabendo que um vampiro sabia onde eu morava e voltar para Forks estava fora de cogitação. Eu não queria ter que lidar com Klaus.
Para onde eu deveria ir?
Bem, eu acho que poderia ir a uma viagem... Talvez um Tour pela Europa... Charlie e Renée não iria opor.
– Chegamos. – a voz melódica me tirou de meus pensamentos.
– Essa não é minha casa Damon. – eu digo olhando a casa estilo vitoriana a minha frente.
– Eu sei.
– Você disse que iria me levar para casa.
– Eu disse. Eu nunca disse que seria a sua casa.
O que?
– Vamos eu quero lhe mostrar seu quarto.
Eu continuei olhando para ele. Ele suspirou. E antes que eu processasse a informação eu me encontrava em um quarto. Depois de me colocar no chão e ter a certeza que eu podia ficar em pé sozinha, ele roçou meus lábios nos seus e saiu dizendo algo que soou como “Whisky e bolsa de sangue,” não nessa mesma ordem.
Fechei a porta atrás de mim, trancando-a e escorregando para o chão. Coloquei minha mão sobre a boca, e tentei acalmar a minha respiração para baixo. Fechei os olhos e tentei ouvir através da porta.
Nada.
Apoiei meus cotovelos sobre meus joelhos e olhei para frente, tentando descobrir como eu de todas as pessoas pode se envolver com tais coisas.
Notas finais
Bjsss
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