Doomed

1 Capítulo I - O Assassino


Notas iniciais
Então galera, meu 1º capítulo aí, espero que realmente gostem e tenham uma excelente leitura~~
OBS: Para melhor explicação, nesse capítulo o narrador-personagem é Matt Prince.

Capítulo I — O Assassino:

Tommas Edgar Black. O sujeito que uma vez tinha sido seguidor leal da própria coroa inglesa agora era considerado um traidor.

A morte de Rony McBridge foi um fardo terrível para todos os ingleses. Ele era um comandante de guerra e, era como o grande general de toda a Inglaterra, sem dúvidas foi uma grande perda para nós.

O indiciado era o antigo guarda da realeza, Tom Black. Ele foi um grande soldado e lutou com todas as suas forças pelo seu país. Tive a oportunidade de lutar a seu lado e, ele era realmente um soldado temente a Deus e a rainha acima de tudo, era um grande homem...

Mas cometeu erros, que o trouxeram até aqui. Teve brigas internas com Rony e desrespeitou grandes autoridades, fez inimigos demais, inimigos poderosos.

Inimigos que quase o exilaram da Inglaterra. Permaneceu apenas por vontade do Conde Ruby, que ficou do seu lado durante todo o processo. Como pena mínima, Tom tinha que trabalhar durante 1000 horas de graça para o governo inglês durante 5 anos e seria demitido do cargo de guarda real.

Aqueles anos já tinham passado há muito tempo, mas não se sabia sobre o estado mental de Tom. Uns diziam que ele havia enlouquecido em seu quarto. Vizinhos afirmaram ouvir barulhos estranhos vindos do apartamento onde Tom morava.

Sua sanidade se foi, assim como sua plenitude e juventude. Aos poucos, foi tornando-se velho, ranzinza e bebum.

Pouco saía de seu apartamento e, sempre que saía, arranjava algum tipo de confusão com um morador local, devido a suas bebedeiras.

E agora eu, Matt Prince, um dos guardas reais da família real, estou aqui, olhando o apartamento de Tom, analisando cada passo que talvez tivessem levado a sua loucura.

O apartamento tinha arranhões e escrituras nas paredes. Palavras como “vingança” e “vocês vão pagar” eram as que mais se viam.

Ainda tinha aquela faca ensanguentada caída no carpete rubi da sala de Tom. O sangue ainda estava fresco, como se tudo tivesse acontecido há poucos instantes atrás, mas não...

Não. Aquele assassinato não tinha sido tão recente. Na verdade, iriam fazer 6 dias desde o assassinato de Rony. Mas, por coincidência ou não, Tom não era visto há exatos 6 dias, tinha sumido, desaparecido.

Embora tudo isso, o sangue na faca insistia em permanecer fresco, será que era um tipo de mensagem?

Alguns guardas reais mais treinados conhecem esses tipos de códigos. Como uma mensagem sem palavras que podia significar algo banal, mas também algo sério.

A verdade era que, cada vez mais, as coisas se complicavam para Tom Black.

Cada indício e cada prova que nós achamos naquele apartamento levavam a crer que ele era o assassino.

Cartazes de “Procurado” foram colados em todas as ruas cinzentas de Londres, com o intuito de encontrar e alertar sobre Tom.

Estava frio. Um inverno rigoroso estava para vir, daqueles que acontecem apenas de 30 em 30 anos.

Andrew se sentou ao meu lado. Ele era um cara alto, loiro e atlético. O típico cara que não aparenta ter muita inteligência e que deixa o instinto falar mais alto que a razão. Era um cara que gostava de papear, diferente de mim. Ele então decidiu começar a falar:

- Cara, que cansaço... Trabalhar o dia todo nesse frio dá um cansaço da porra...

- Nem trabalhamos tanto. Apenas investigamos um apartamento fechado e pequeno com cheiro de mofo. Você se cansa com isso?

- Tsc... Por que estamos procurando esse cara? Achá-lo não trará o Rony de volta.

- Isso são princípios Drew. Não podemos deixar um assassino andando pelas ruas.

- Você está mais que certo Matt.

Era a voz de Richard, o supervisor da nossa patrulha. Ele era um cara baixo e magro, que apesar de tudo, tinha autoridade e sabia comandar uma patrulha como poucos, impunha respeito.

- Isso cansa cara... Podíamos fazer tarefas mais simples, como anexar arquivos ou qualquer coisa que não nos faça sair do quartel. – Disse Drew.

- Não é como se pudéssemos escolher, Andrew. Se o fato ocorreu próximo ao nosso quartel e no nosso turno, nós devemos cuidar disso, entende soldado?

- Sim, Sr. Richard. – Sua fala tinha certo tom de sarcasmo.

- Muito bem. Vocês 2, de volta ao...

Ele não conseguiu concluir sua fala. Escutamos um som de tiro vindo de um dos becos da viela onde Tom morava. Fomos rapidamente conferir.

Ao chegar ao beco, encontramos uma corda amarrada a um poste. A corda sustentava um corpo, o corpo era de um integrante da classe nobre de Londres, o Conde Mytellis.

Junto a seu corpo, tinha uma carta. O corpo do Conde estava com um buraco no centro, onde provavelmente tinha sido atingido pelo tiro.

Richard pegou e analisou a carta que estava junto ao corpo do Conde, a carta dizia:

“A todos que foram julgados, condenados e omitidos pelos grandes nobres da nossa amada Inglaterra. Eu trago a morte. Eu trago a morte a todos vocês, Condes, Duques, família real e até a Sra. Rainha. Espero que não tentem se intrometer em meu caminho. Estou a 1 passo da aniquilação total.”

Assinado: Desespero da Noite.

A guarda real entrou em choque. Uma carta de ameaça a todos os burgueses da Inglaterra e até a Rainha. Assinada por alguém que se autodenomina “Desespero da Noite”. Essa era uma ameaça formal a todos os nobres e a todos que ousassem entrar no caminho dele.

Um Serial Killer? Um vingador? Um assassino? Não se sabia. A única pista que tínhamos era a letra do assassino que, como mágica, desapareceu do papel, deixando a folha em branco.

Uma caçada estava confirmada. Richard decidiu que a nossa patrulha ficaria de plantão toda a noite naquela rua, protegendo assim os nobres que moravam ali por perto.

Andrew e eu fomos encarregados de proteger e notificar o Duque Marseille sobre o incidente. Era um dos Duques mais importantes da Inglaterra e precisava de tratamento especial.

Fomos a sua mansão. Ele nos recebeu com um grande sorriso no rosto, mas via que ele não conseguia esconder o nervosismo. Ele nos convidou para entrar e nos levou ao seu escritório.

- Bem, queria dizer-lhes que ainda é difícil de acreditar nessa história tola de que todos os nobres estão sendo ameaçados por 1 assassino. Não consigo ver onde está a lógica nisso. – Dizia o Duque.

Apesar de falar daquela maneira, eu percebia que o Duque estava nervoso, mas, de alguma forma, por algum motivo tolo, tinha medo de expressá-la.

- Sei que é difícil de acreditar, Duque Marseille, mas essa é a terrível verdade que assola a Inglaterra nesse momento. Não temos ideia do que está acontecendo, mas temos certeza que isso tem que parar. E eu e Drew faremos nosso melhor para proteger o senhor durante essa noite, para que amanhã de manhã chegue reforços para nos ajudar aqui.

- Entendo onde querem chegar, todavia... – O Duque tomou um gole do chá e engoliu, tremulando por todo o corpo – Eu ainda acho patético que apenas 1 pessoa faça toda essa algazarra. Se fossem como os guardas reais do meu tempo, já teriam o capturado há tempos.

- Nós lamentamos por isso, Sr. Marseille. – Desculpou-se Drew, era raro de vê-lo se desculpar sinceramente. Há muito tempo não via tanta sinceridade em sua voz.

- Humph! Tudo bem pobre garoto... Sei que não deve ser nada de tão extraordinário, ainda és apenas um mísero soldado. Não lhe culpo. A culpa é dos incompetentes dos seus superiores, mas não se preocupem, amanhã mesmo notificarei a Sra. Rainha sobre isso. Por agora, quero relaxar sozinho em meu escritório, se me permitem.

Saímos do escritório. Eu não via mais sinceridade nos olhos de Drew, e sim raiva. Mesmo que ele tivesse uma relação estranha com Richard, ele ainda tinha um respeito enorme por ele. E, mesmo sendo temente às leis da Inglaterra, senti uma ponta de raiva subindo sobre seu ser.

Ele não gostava dos nobres. Apesar de tudo, ele ainda achava que os nobres eram como pessoas que enriqueceram a custa do povo.

Tinha uma raiva ainda maior, pois seu pai era servo de um nobre, que o maltratou durante muito tempo, até este falecer. Graças à mãe de Drew que ele se tornou um soldado real, mas seria sempre isso, um mísero soldado, e odiava quando diziam isso.

- Drew, temos que verificar toda a mansão. Como ela é enorme, você verifica o lado Leste e eu Oeste, depois eu verifico o porão e você o sótão. Temos que ter certeza de que ninguém pode entrar ou sair daqui esta noite...

- Tudo bem. – Sua voz estava baixa, mas forte. Ainda estava com raiva do Duque, tinha certeza.

Vasculhei todos os cantos. Não cheguei a me encontrar com Drew após isso... Tive certeza de que ninguém nunca poderia entrar ali, estava tudo bem trancado.

Ouvi um barulho vindo do escritório do Duque. Corri rapidamente para verificar o que era...

A porta estava entreaberta, e, quando entrei, não encontrei um clima muito agradável.

No chão estava o Duque Marseille. Ele estava sangrando pelos buracos feitos em seu roupão, buracos feitos provavelmente por uma faca. Uma faca igual a que vi na casa de Tom e uma faca que estava sendo segurada pelo meu amigo, Drew...

Ele estava com os olhos arregalados. Mal conseguia respirar direito... Parecia perplexo e assustado... Suas mãos estavam trêmulas e tinha um olhar duvidoso, desviei meu olhar...

Vi um papel caído no banheiro, nele estava escrito as seguintes palavras:

“Vocês falharam...”.

“Uma luz na escuridão pode significar uma armadilha...”

Notas finais
Então pessoal, esse foi o 1º capítulo da minha fic... Espero realmente que tenham gostado e se gostaram gostaria que mandassem reviews, eles são muito importantes para desenvolvimento da história e ver o que vocês estão achando da fic.
Enfim galera é isso, atéh os próxs. capítulos~~