Doomed
2 Capítulo II - Noite Fria
Notas iniciais
OBS: Esse capítulo é narrado por Tom Black.
Capítulo II — Noite fria:
Tinha que correr. Correr, correr e correr.
O motivo? Uma carta de ameaça... Mas palavras nada podiam fazer contra mim, todavia ações faziam a diferença.
Um intitulado “Desespero da Noite” decidiu ter um plano louco para a aniquilação total dos nobres da nossa Inglaterra.
Ele queria vingança acima de tudo, e para isso, ele veio me pedir ajuda, mas eu recusei.
Tom Black não lutaria mais. A última vez tinha sido em um campo de batalha, e lá eu deixei minha última luta, eternamente.
Mas claro que ele não entendeu.
Um sujeito vestido de preto, como à própria morte. Ele transformava um clima sereno em um clima frio e derradeiro, como o sentimento de morrer aos poucos.
Não reconhecia sua voz. Sua aparência estava escondida e até sua personalidade era indefinida, não tinha nenhuma pista sobre ele.
Sabia que tinha que impedi-lo, mas antes, tinha que salvar uma pessoa.
Não me importava com a minha vida. Na verdade, de pouco ela valia pra mim. Mas, tinha uma vida que eu tinha que salvar. Ilustríssimo Conde Ruby, o homem que salvou minha vida inúmeras vezes.
Eu devia minha vida pra ele. E eu tinha que cumprir minha promessa de protegê-lo. Eu tinha que correr.
As ruas estavam desertas naquela noite. Logo, logo os guardas reais viriam atrás de mim, e eu sabia que me culpariam pela morte de Rony.
Pouco importava. A casa do Conde Ruby era longe, e com aquele meu velho cavalo de guerra, chegaria, mais ou menos, em 2 dias a sua residência.
Levava em minha cintura minha antiga pistola. Ainda tinha algumas poucas balas. Minha faca dourada reluzente também estava comigo. Lembro-me vagamente de como a ganhei, foi como uma condecoração, um prêmio por trazer vitória ao nosso país na guerra contra a Escócia, foi uma das maiores guerras em que estive.
O passado ficava para trás, e a cada galopada do meu cavalo, eu me afastava daquele apartamento mofado onde eu costumava morar.
Sentia que nunca mais voltaria para lá. Um sentimento meio incomum, como se eu não fosse voltar vivo dessa empreitada. Pouco importava, pois agora eu tinha um inimigo, um inimigo que eu precisava deter, antes que suas ações se tornassem irreversíveis.
Desespero da Noite. Um apelido tão incomum que me puxava nomes da memória.
Don Carlos, o espanhol. Tinha um ódio mortal por Condes e Duques por eles terem-no deportado inúmeras vezes da Inglaterra por ser um traficante espanhol.
Simon Edgates, o sadista. Era conhecido como “O Sádico da meia noite”. Odiava nobres e gostava de matar alguns por divertimento, mas falava mais do que fazia, sua fama era feita apenas por histórias e lendas, nada realmente comprovado.
Nika D’Angelo, a assassina. Era da legião dos assassinos subterrâneos. Pouco se sabe sobre eles. A única real informação que existe sobre essa legião é que eles sobem para a superfície em busca de vingança ou quando são contratados para matar. Nika tinha um prazer maior em matar nobres. Assassinou alguns a mandos de terceiros, mas por falta de provas e evidências, seu nome acabou perdido pelas delegacias de Londres.
Eram tantos nomes e tantos motivos diferentes, inclusive meu nome estava na lista de suspeitos.
Sabia que viriam atrás de mim e sabia que eu seria o primeiro suspeito. Isso foi um dos impulsos que me fizeram fugir, fora a ameaça do “Desespero da Noite”.
Estava tão frio. Um sereno pesado que fazia tudo começar a ficar devagar, senti que tinha alguém me espionando. Puxei minha arma, e uma sombra surgiu por trás de uma árvore.
- Olá Sr. Black. Aonde vai com tanta pressa? Vai perder a iniciação e a indicação de sua cabeça à forca.
- Não é como se eu quisesse perder esse espetáculo, mas é que tenho afazeres antes disso, meus preparativos antes do “Show” principal, entende, Sr. Rumming?
Donato Rumming Troyes, o Cavalheiro negro da Inglaterra. Era um dos maiores lutadores de esgrima e um dos maiores espadachins da Grã-Bretanha, que, mesmo encarando inimigos armados com espingardas e armas modernas, fazia a diferença no campo de batalha com suas 2 espadas, era o atual líder da tropa inglesa.
- Sei que deveria te impedir de fugir. Sabe, você comete graves problemas. E eu sempre acabo tendo que limpar a sua “sujeira”. Será que devo pará-lo agora? – Ele empunhou uma de suas espadas, estava em pose de batalha, peguei minha pistola.
- Troy, eu não quero ter de lutar com você, não aqui e não agora. Podemos resolver isso depois, estou com um pouco de pressa...
- Eu entendo Tom. E por esse motivo tenho que impedi-lo. Seja lá o que queres fazer, você acabará fazendo merdas de novo, e eu não quero ter de limpar suas cagadas de novo, você está grandinho Tom, encare seus problemas como um homem.
- Eu realmente lamento não te dar a briga que tanto almeja Troy. Desculpe mais é aqui que nos despedimos...
Meu cavalo empinou e saiu em disparada. Ele estava a pé, não iria me alcançar, mas ainda assim, ele nem tentou me seguir, apenas disse um nome em alto e bom som.
- Lord Trevor.
Filha da Puta. Lord Trevor era o Senhor das Terras Leste, onde eu estava seguindo.
Ele tinha um contato especial com ele e, provavelmente avisaria a Trevor para impedir minha entrada e me capturar.
Mas eu ainda estava longe. Tinha um longo caminho até lá e saberia o que fazer no momento certo, eu só precisava me aquecer agora. Estava frio, quase nevando, e o inverno que viria a seguir, seria o pior dos últimos anos...
“Um doce canto de sereia, uma doce alma perturbada, uma doce morte, um doce começo, um doce fim...”
Notas finais
Então, esse foi o 2º Cap. atéh os próxs. capítulos~~
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