Eu não queria me jogar da ponte desde o princípio, só queria uma revanche e Jason todo culpado.

Jason já havia me dado motivos o suficiente para sair dali. Mas eu comecei a me sentir tonta, e tudo estava ficando branco. Pra mim esse era o meu fim. Estava me esforçando em me segurar com uma mão apenas. Minha mão estava suando e resbalando quando finalmente soltou. Vi a minha vida passar pelos meus olhos e estava pronta para partir.

Espera, por que eu ainda não morri? Olhei com as minhas ultimas forças pra cima e vi que Jason estava ali me segurando. Harry ajudou Jason a me puxar e depois disso não vi mais nada.

Acordei tonta e sem forças. Pude ver que estava no hospital. Olhei para o lado e ali estava Jason, Harry e a minha vó chorando.

– Encontramos uma alta dose de medicamento no seu organismo e parece que você teve uma intoxicação. — Falou um médico que estava do meu lado com uma prancheta na mão.

– É tudo culpa minha! é tudo culpa minha! — Minha vó estava chorando que nem uma condenada. Pois é, não posso dizer que não é culpa dela porque ela me deu um monte de remédios faixa preta.

– Tudo bem vó, você só queria que eu melhorasse — Falei baixinho. Minha voz estava fraca.

– Você acordou querida! que bom! que bom que está bem, juro que não vou fazer isso nunca mais! — Ela pegou a minha mão e ficou segurando.

– Tá vó eu já entendi para de se lamentar — falei e ela ficou séria.

– Não pense que vai fugir do sermão sobre a ponte mocinha! — Verdade...a ponte.

– Oi Abelhinha quando estiver melhor eu vou acabar com você pelo susto que deu em nós — Que sínico esse Jason...falou passando a mão no meu cabelo ainda por cima. Meu cabelo é sagrado okay?

– Você é mesmo maluca! Tinha uma multidão em volta, policiais, bombeiros e helicópteros gravando tudo ao vivo. Você ta em todos os noticiários! E o Jason é o "Herói da garota suicida" Se tu queria popularidade, agora todos de Nova York conhecem você. — Harry contava como se fosse uma coisa incrível que tinha acontecido.

– Legal agora sou famosa — Falei baixinho e dei um leve sorriso. — Quer dizer que o Jason é o meu Herói... Não tinha outra pessoa não?

– De nada Rachel — Irônico esse Jason...

– Quando eu posso sair daqui? — Perguntei pro médico que entrou na sala.

– Vamos ter que fazer uma desintoxicação antes de você sair. Amanhã liberamos você.

– Aff eu quero ir pra casa — Que droga isso.

– Quietinha abelhinha — Jason tentou me segurar na cama.

– Quietinha nada, eu preciso ir no banheiro! dá pra dar licença?

– Ta mas você não pode ir sozinha, sua vó vai ir com você... — Jason tava com uma cara de quem queria rir.

– Esquece o banheiro... — Falei me deitando novamente.

– Liga a tv quero ver se estou mesmo nos noticiários — Harry pegou o controle e ligou a tv.

" Adolescente suicida estava prestes a pular da Ponte do Brooklyn, Nova York quando um garoto que supostamente é seu namorado a salva.....Está internada no Hospital..blá blá blá...e recebe alta amanhã"

– Já pode desligar "um garoto que supostamente é seu namorado" que baboseira é essa? nem morta namoraria com esse aí. — Mirei em Jason e ele me fitou um olhar sombrio.

– Digo o mesmo! Eu não namoraria com essa baixinha aí — Jason realmente adora uma briguinha.

Bom agora tenho que esperar até amanhã. Minha vó foi embora e Harry também. Por que Jason ficou? Que mala sem alça.

Notas finais
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