Don't wanna be alone.
7 VII - Homewrecker
O dia estava bem mais frio que o normal, mostrando que o inverno estava chegando bem depressa. Eu odiava me agasalhar para sair de casa, excesso de roupas sempre me deixaram mais nervoso que o normal, por algum motivo bizarro que eu não sabia explicar.
Meus amigos já me esperavam nos nossos lugares de sempre. Clarice a minha direita e Gabriel atrás de mim.
– E aí Joe, fez sua parte no trabalho de História, né? — Pergunto Gabriel com uma estranha animação em sua voz.
– Sim sim, terminei ontem a noite. Aproximadamente 950 palavras sobre Ártemis, Dionísio, Apolo, Ares e Héstia. E vocês?
– Já tinha terminado a duas semanas, Joe. Não sou enrolada igual a vocês, deixo tudo pronto com antecedência. — Disse Clarice em tom de repreensão.
– Eu tenho mais coisas a fazer do que só estudar, né Gabe? — Disse delineando um sorriso em meu rosto.
– Obviamente, J! — Uma pequena risada escapou de seus lábios.
A aula de história fora praticamente toda consumida por nossa apresentação sobre mitologia grega, os 45 minutos contínuos mostraram que o professor ficou contente com o nosso trabalho.
– Finalmente um grupo que realmente faz por merecer pontos extras! Meus parabéns, vocês 3. Nota máxima mais 2 pontos devido a dedicação empenhada no trabalho.
O sinal bateu e os alunos foram liberados, deixando-nos sozinhos na sala, sendo que o professor havia acompanhado a multidão.
– Ei pessoal, eu tenho que ir. — Disse Clarice reunindo suas coisas as pressas — Eu tenho dentista hoje, não posso demorar. Gabe, você não vai ter problemas em levar o Joe em casa, né?
– Claro que não Clarice, até parece! — Disse o mesmo parecendo um tanto ofendido com a pergunta de Clarice.
– Ok, só checando. Vejo vocês amanhã, beijão. — E a mesma correra em direção a porta, me deixando sozinho com Gabe.
– Vamos, J? — Perguntou enquanto colocava seu braço ao lado do meu.
– Vamos, Gabe. — Respondi segurando o mesmo, que hoje seria meu guia.
Eu queria que aquele momento pudesse se congelar pra sempre. Quando chegamos em casa, entreguei minhas chaves e o mesmo abrira o portão para mim. Me despedi com um abraço e corri para dentro de casa.
Me senti como uma criança de 5 anos.
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