Don't say goodbye

1 Capítulo Único


Notas iniciais
Depois de longos meses sem postar UMA fanfic, eu fiz meu melhor nessa e não ficou grande coisa, mas eu quero dedicar para o meu grande amigo, Tales ♥
Tales, primeiramente, desculpa pelos vácuos, segundo, cara, como você é incrível, um grande amigo durante esses meses que a gente se conheceu e começou a conversar, fico feliz que você é meu amigo e que a gente continue assim, por isso eu quis dedicar essa fanfic para você como de aniversário, mesmo alguns minutos atrasada ♥

A noite se alastrava em Edo, a cidade era conhecida pelas suas noites movimentadas, porém as noites começaram a ficar diferentes. Depois da morte do shogun Tokugawa e a tomada do poder do shogun Nobu Nobu, Edo sofreu uma grande mudança, ainda mais depois da declaração da sentença de morte do ex comandante da shinsengumi Kondou.

Só que tanto o governo e tanto o mimawarigumi não faziam ideia que os jouishishi iriam se aliar com os antigos membros da shinsengumi para que juntos salvassem Kondou e o terrorista Katsura, que também tinha sido preso.

Então algumas horas antes da execução do plano, o samurai de cabelo prateado se encontrava andando sem rumo nas ruas escuras de Edo que se encontravam vazias. O samurai pensava como tudo tinha acontecido tão rápido na vida monótona dele, ou nem tanto mais parada.

Depois da morte de seu mestre, Gintoki nunca iria imaginar que arranjaria grandes amigos, ou mais que isso, uma família, pessoas que ele poderia confiar novamente sem hesitar.

— O que está fazendo andando por aí tão tarde? — O samurai olhou para os lados procurando a dona daquela voz, que ele já sabia de quem era.

— Comprar a nova jump com os novos mangás em lançamento, acho que finalmente vão cancelar aquele mangá ruim, Gintaman. — Gintoki coçou de leve seus cabelos prateados e soltou um sorriso fraco quando viu a mulher saindo de um beco a sua frente, se mostrando e encostando logo na parede atrás dela.

Tsuki estava com a mesma roupa que sempre usava, com meus cabelos loiros que estavam presos e ela estava segurando seu kiseru. A luz do luar iluminava metade de seu corpo, e assim ele conseguia ver o rosto dela, ele conseguia ver sua cicatriz e seus olhos azulados, talvez um dos olhares mais charmosos que ele já tinha visto.

— Você tem um péssimo gosto para mangás. — Ela disse e acabou sorrindo após provocar o homem.

— O gosto de um homem é como sua vontade de lidar com tarefas domésticas, ele simplesmente não existe.

Sem entender o que o homem a sua frente respondia, Tsukuyo apertou suas mãos com força para não se estressar com ele ali mesmo. Ela sabia que ela é impaciente, mas quando se tratava de Gintoki, ela esquecia que o termo paciência existia.

— E o que você faz andando por aqui tão tarde da noite? — O samurai perguntou para Tsuki, e a mesma o encarou. — Não me diga que está me seguindo... — O samurai soltou um sorriso convencido, ele adorava fazer brincadeiras com a mulher, ainda mais ver ela irritada.

— Eu não estava te seguindo! — Tsukuyo cruzou os braços e olhou para o outro lado envergonhada, já sentido suas bochechas arderem. Ela não iria admitir tão fácil o motivo verdadeiro do porque ela estava ali.

Tsukuyo pensava que Gintoki falaria outra coisa, mas no fim ele nada disse, nem sequer uma palavra. Ele só ficou encarando a mulher a sua frente, o que deixou Tsuki um pouco mais envergonhada.

Gintoki tinha encontrado grandes amigos, uma família, e ainda mais, ele encontrou uma mulher maravilhosa. Ele não sabia exatamente quando começou a se sentir assim por ela, talvez quando ele se pegava, quase todos os dias, pensando nela, e logo, isso virou uma rotina.

Provavelmente ela estava ali pois ela sabia que ele iria para a ilha salvar Kondou e Katsura, e ela sabia também que logo que eles tivessem lá, não teria mais volta, eles seriam dados como traidores de Edo e iriam ser perseguidos pelo mimawarigumi e pelo shogun.

E dizer adeus talvez seria a palavra mais dolorida que ele teria que dizer naquele momento, inclusive se fosse para ela.

E ela sabia que ele iria partir logo. Tudo bem que não era um adeus definitivo, eles iriam se encontrar novamente, mas mesmo assim, era doloroso.

Gintoki deu alguns passos para frente e Tsuki se desencostou da parede atrás dela, ainda distantes, olhavam nos olhos de um do outro, por fim Tsuki sorriu.

— Eu sei que você vai salvar aqueles dois. — Tsuki se aproximava aos poucos até chegar nos braços do samurai e envolve-lo em um abraço, escondendo seu rosto no peito do homem e pousando suas mãos por lá. — E prometa para mim, você irá voltar, sã e salvo, para Edo.

Gintoki não disse nada mais uma vez, apenas colocou suas mãos nas costas da mulher retribuindo o abraço. Os dois ficaram lá por alguns minutos, até Tsuki se afastar um pouco dele e pousar sua mão direita sobre o rosto de Gintoki e ficou encarando os olhos castanhos dele e por fim, ela quebrou a distância que tinha entre eles, um beijo simples, porém que tinha um grande significado para os dois. Os dois necessitavam do carinho um do outro, daquele beijo. O beijo acabou aprofundando e Tsuki pousou suas mãos na nunca do samurai, enquanto as mãos de Gintoki estavam na cintura dela.

Quando se separaram, ambos sorriram e apenas isso. Tsukuyo estaria feliz pelo momento e talvez ainda mais porque o samurai não teria estragado o momento falando alguma coisa desnecessária. Já Gintoki estava feliz pelo carinho retribuído, ele estava se sentido bem depois de muito tempo.

Por fim, o samurai disse adeus para a mulher e saiu de lá as pressas, Tsuki só ficou encarando Gintoki aos poucos sumindo de sua frente. Ela estava triste, mas ela sabia que ele iria voltar, ele iria voltar para Edo, e o mais importante, voltar para ela, porque ela estava a sua espera.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!