Don't let it go

1 Capítulo Único


Notas iniciais
Boa leitura~ Qualquer erro por favor avisem-me.

O barulho irritante de um sinal na escola. Isso deve significar o término das aulas. Eu espero, não estou tendo informações sobre o horário. O tempo rasteja lentamente para mim, uma completa ilusão.

Vou correr um pouco mais rápido hoje, para sair na frente de todos. Estou sempre em primeiro lugar, em suas mentes. Eu posso pisar na rua e me sentir mais confortável. Dessa forma, eu posso escolher meu caminho, se estivesse dentro de um local ficaria sem opções. Estou enganada mais uma vez, fiquei sem caminho. Estou voltando para casa, mamãe. Desculpe você não está lá. Papai, que droga, você sumiu.

Dizendo para o nada, ambiente vazio, “estou em casa, já voltei”, não recebo sorrisos. Mais uma vez! Não recebo felicidade. Sozinhos, podemos fazer o que quisermos. Fazer tudo solitariamente, você deveria saber que não faz bem. Vou dar um tempo. Esperar, uma, duas, três horas para sair de casa. Não vou a lugar nenhum.

Posso andar na rua novamente, me sentir um pouco mais confortável. Dessa vez quero caminhar sozinha, sem ninguém de passagem. Posso olhar para o céu, distraída, não ter perigo de esbarrar em alguém, mas ter medo de cair. Suavemente, delicadamente, o vento que passa de relance na minha pele, ele vem e volta, está me acariciando. Tente me segurar, eu acho que vou cair. Por dentro, por fora... Se eu dormir aqui, no meio das pessoas, elas vão me notar? Não me toquem. Vocês não são meus pais. Eles nunca me tocaram também.

Eu acho que eu machuquei meu joelho, está sangrando. Não sei exatamente onde eu tropecei, talvez em meus pensamento mais uma vez. Não aprendo a lição, se eu esvaziar minha mente eu não vou mais cair. Minha pele é tocada inesperadamente por dedos quentes, uma voz doce parecia me acudir. A garota de longos cabelos queria me ajudar, dizia que iria curar meu machucado nesse exato momento, mas com uma condição. Queria ficar na minha casa por seis dias, estava perdida e depois arrumaria um local para ficar. Tanto faz.

Quero me livrar da dor, sempre quis. Aceitei. Talvez agora eu ganhe uma companhia, não estou ansiosa. Estou com medo.

Ela tocou no meu machucado e, ele sumia de uma vez. Não sinto mais dor no local. “Eu sou um ser sobrenatural!”, dizia em um sorriso confiante, “não tenha medo, eu cuido de você mais uma vez”. Você não me interessa. Fomos para casa. Quando entrou, parecia fazer o local brilhar, dava luz para a escuridão. A casa era fascinante e aconchegante para ela, disse que eu parecia solitária e que ia conversar bastante comigo. “Amiga” foi sua palavra final. Não sei o que é isso, nem o dicionário me ajudou.

Passou o dia sem comer nada, dizia que estava saciada. Não sei do que, ela não comeu nada. Servi uma boa comida, eu acho. Eu preparei com minhas próprias mãos, nunca erro nos meus pratos. Queria que ela experimentasse.

Mandei-a dormir no sofá da sala, parecia que concordou facilmente. Dormi no meu quarto, amanhã eu teria que ir para a escola. “Ei”, chamou minha atenção antes que eu fosse embora, “onde estão seus pais?”. Eu não sei. Quero dormir, estou com sono. Boa... Noite... Abrace-me.

Não preciso contar os dias que se passaram, não aconteceram nada demais. Eu só... Tinha alguém para conversar. Podia chegar a casa e dizer “estou em casa”, iria ser recebida por um sorriso encantador. Queria demonstrar minha felicidade para ela, mas não conseguia. Eu estava feliz por estar assim. Estou estudando mais sobre amizade, é bastante legal. Só quero retribuir. Compartilho minhas lagrimas, apenas isso. A garota já me viu chorando e parece que sua luz tinha se apagado quando viu minhas lágrimas. Quando consegui me recuperar, ela brilhou mais uma vez para mim.

Certo dia, como sempre, cheguei a casa após a escola. Não fui recebida por ninguém. Havia escuridão novamente, silencio. Não havia ninguém... Seis dias, certo? Eu não aceito isso. Chorava, corria e gritava. Quero acha-la... Não se esconda de mim, por favor. Estou dependente agora.

Ela estava lá, na beira do mar. Não estava brilhando. O que aconteceu? Brilhe para mim. “Sinto sua tristeza”. Mas é claro, você me abandonou, estou triste. Não quero ficar triste. Volte para mim...

“Você sabe o que é amar alguém?”.

Não deixar ir embora.

“Você já sentiu o amor?”.

Eu não brilho igual você.

“Alimento-me da sua felicidade.”

Então, você precisa de mim? Não compreendo essas coisas...

“Eu te amo.”

Eu te amo?

Certo.

Acho que eu também sinto o amor.

Vamos para a casa.

Amiga?

Meu Amor.

Notas finais
Espero que tenham gostado, até mais!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!